sábado, 7 de maio de 2016

JOQUEBEDE: Uma mãe segundo o coração de Deus

"E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo
que era formoso, escondeu-o por três meses. Não podendo,
porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de
junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o
menino, largou-o no carriçal à beira do rio."
(Êx 2.2,3.)


Abraão ficou conhecido como príncipe do Senhor (Gn 23.6) e amigo de Deus (Is 41.8). Mas é lembrado, acima de tudo, como um pai exaltado. Sua vida de fé, integridade e dedicação beneficiou todos os lares. O Senhor lhe falou: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3). Essa pro­messa se cumpriu fielmente. Da descendência de Abraão nas­ceu Jesus Cristo, aquele que faz a diferença na vida das pessoas e das famílias. Desejando ser uma bênção para o seu lar, Abraão abençoou todos os demais.

Busquemos em Deus a orientação para que não apenas a nossa família, mas muitas outras,sejam abençoadas. O mundo precisa de bons pais. Qual será a nossa contribuição nesse sen­tido? Orando por nós mesmos ou intercedendo por outros, esforcemo-nos para que os lares sejam agraciados com homens comprometidos com a paternidade. Disso resultará a felicidade das pessoas que nos cercam e a restauração da sociedade em que vivemos.

O poeta P. de Vires escreveu: "A mão que embala o berço é a mão que rege o mundo". De fato, não há como exagerar a importância da maternidade. Todas as mães são notáveis. Mas há algumas que se destacam, tornando-se inspiração para as demais.

A mãe de Moisés foi uma dessas mulheres especiais. Em Êxodo 6.20, somos informados de que o nome dela era Joquebede, que significa, em hebraico, "do Senhor é a glória". Ela foi uma mãe segundo o coração de Deus.

Quais são as marcas de uma mãe assim?

Sua motivação é o amor

Joquebede decidiu enfrentar Faraó e suas ordens. Recusan­do-se a entregar seu filho para ser morto, pôs em risco a própria vida. Durante três meses isolou-se dentro de casa, tentando manter em segredo a presença do bebê. Por que fez tudo isso? Não por obrigação ou interesse, mas por amor. A Bíblia diz que, "vendo que era formoso, escondeu-o". Mas que mãe não considera formoso o filho a quem ama?

Conta a fábula que a águia e a coruja firmaram um acordo.
Sendo as duas maiores caçadoras da floresta, perceberam que seriam beneficiadas estabelecendo um pacto de não-agressão.

— Eu não comerei os seus filhotes, e você não comerá os meus, falou a coruja.
— De acordo, respondeu a águia. Mas como poderei reco­nhecer seus filhotes?
— Isso é fácil, emendou a primeira. Quando você vir as cri­aturas mais lindas e encantadoras da mata, saberá que são eles.
Dito isso, as duas se separaram.
Semanas mais tarde, a águia encontrou o ninho da coruja. Deparando-se com uns animaizinhos muito feios, de penugem esbranquiçada e olhos esbugalhados, falou para si mesma: "Não existe possibilidade de que sejam da coruja". E devorou-os.
Chegando ao ninho e não achando seus pintainhos, a coruja ficou desesperada. Procurou a águia e lançou-lhe em rosto a quebra do trato. Admirada, a outra respondeu:
— Mas, comadre, como eu poderia saber que aqueles
monstrinhos eram seus filhotes?

Vem daí a expressão "mãe coruja", assim também como o ditado: "Quem ama o feio, bonito lhe parece". A fábula pode nos parecer engraçada, mas contém grande fundo de verdade. O fato é que, para aquela que ama, nenhum sacrifício ou exi­gência são grandes demais. Ela os enfrenta por amor, e nisso reside o segredo de sua vitória.

Seu diferencial é a sabedoria

Joquebede amou Moisés. Mas isso, por si só, não seria o bastante. Se quisesse salvá-lo, ela teria de agir com inteligência. E foi o que fez: vendo que não podia mais ocultá-lo, escolheu um cesto, impermeabilizou-o cuidadosamente e colocou-o num remanso do Nilo. Tudo foi planejado e executado com maestria.

Lemos nas Escrituras que "a mulher sábia edifica a sua casa" (Pv 14.1). Se toda mulher precisa de sabedoria, a mãe precisa ser duplamente sábia! Esta deve ser sua oração todos os dias: "Concede-me, ó Deus, um coração sábio". Os desafios da ma­ternidade são muitos e intrincados. Os perigos que cercam os filhos são numerosos e sutis. Uma mulher não protegerá sua família se não agir com inteligência.

Joquebede revelou sabedoria tanto para reter quanto para liberar seu filho. Manteve o pequenino Moisés junto de si en­quanto foi possível. Mas, quando chegou a hora, percebeu que tinha de levá-lo para fora de casa, e entregá-lo aos cuidados de Deus. Na vida de toda mãe, esses dois tempos se fazem presentes.

Algumas mães deixam os filhos sair de debaixo de suas vistas cedo demais. E outras (talvez em maior número) que­rem conservá-los sob suas asas por mais tempo do que o necessário. Discernir a hora certa é fundamental. É algo que exige sabedoria e coragem. Podemos pedir as duas coisas a Deus.

Seu emblema é a fé

Uma mãe segundo o coração de Deus faz da fé o seu escu­do. Joquebede confiou que o Senhor poderia conduzir para um lugar seguro o cestinho em que seu filho dormia. Acreditou que Deus operaria aquilo que ela mesma já não era capaz de fazer. Certamente, seu coração ficou apertado ao afastar-se de Moisés. Mas até a melhor das mães é limitada, e Joquebede sabia disso. Decidiu, portanto, confiar no Senhor.

Deus honrou a fé de Joquebede de uma forma maravilhosa. A filha de Faraó estava se banhando no rio e enxergou o cesto. "Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus." (Êx 2.6.) Então, a princesa não apenas adotou o bebê, como ainda con­tratou sua mãe para cuidar dele (Êx 2.7-10). Que conclusão ad­mirável para uma história de amor, sabedoria e fé!



O menino salvo das águas foi protegido pela filha do ho­mem que buscava matá-lo, e admitido na corte do império que procurava destruir seu povo. Quem poderia imaginar tal desfe­cho? Assim, aprendemos que o personagem principal dessa his­tória não é Moisés, sua irmã ou a princesa, e nem mesmo Joquebede. É o Senhor, que ouve as nossas orações e conduz os fatos de nossa vida de forma encantadora. Vale a pena con­fiar num Deus assim.

Uma mãe segundo o coração de Deus é uma mulher de fé. Ela renova diariamente, perante o Senhor, suas preces em favor de seus filhos. Ela não se desespera nem se deixa abater. Seu coração está firmado no Salvador.

Sua recompensa é a vitória

O amor, a sabedoria e a fé daquela mãe não ficaram sem recompensa. Joquebede teve a alegria de ver seu filho salvo. Desfrutou, também, do prazer de vê-lo tornar-se um homem de Deus. Moisés veio a ser um grande legislador e libertador. Mas isso não foi tudo. Seus dois irmãos - Arão e Miriã - também se destacaram. Ele se tornou sumo-sacerdote, e ela, profetiza em Israel. As três pessoas mais importantes daquela geração eram filhas de Joquebede. Que mãe não se sentiria orgulhosa com algo semelhante?


A mãe de George Washington pediu que, ao morrer, fosse gravada no seu túmulo uma única frase: "Maria, mãe de Washing­ton". Era assim que ela queria ser lembrada. Seu maior motivo de satisfação era a vida do seu filho. Não é esse, exatamente, o sen­timento de toda mãe? Ela deseja fazer eco às palavras da Bíblia: "Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade" (3 Jo 4).

Toda mãe deseja ser reconhecida pelo procedimento dos seus filhos. Portanto, cada filho deve se esforçar para não envergo­nhar sua mãe. Deve mostrar gratidão e respeito, andando sem­pre na verdade. Dessa maneira, não apenas alegrará o coração de sua mãe, mas cultivará sua própria felicidade. O único man­damento com promessa diz: "Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá" (Dt 5.16).

Uma mãe segundo o coração de Deus sempre enfrentará lu­tas. A vitória, entretanto, lhe sorrirá no final. É muito importan­te ter isso em mente, porque às vezes a situação parece insustentável, e o socorro, demorado. Nessa hora, as mães devem ter fé e confiar no resultado do trabalho que fizeram. Serão mais que vencedoras, pela graça do Senhor.

Joquebede foi uma bênção para seus filhos. Estes, por sua vez, abençoaram a nação de Israel. Dessa nação viria, mais tarde, o Salvador. Isso significa que Joquebede foi, de certa for­ma, uma bênção para cada um de nós.

Como é grande o alcance da obra de uma mãe dedicada! Às vezes, ela pode se sentir desanimada, pois seus esforços pare­cem passar desapercebidos. Entretanto, não há empreendimento maior do que a maternidade. Não existe investimento melhor do que aquele feito na vida dos filhos. A mão que embala o berço é a mão que rege o mundo. Vale a pena ser uma mãe segundo o coração de Deus.


Marcelo Aguiar: Lições de fé.
Uma fé emprestada – 2 Cr 23-24


Joás foi um rei bom e piedoso – enquanto esteve rodeado  de pessoas de fé, como o sacerdote Joiada, que o criou. Não era difícil para ele viver uma vida correta, ou mesmo “crer”. Mas quando Joiada morreu, Joás descobriu que uma fé emprestada nunca é suficiente.

Quando Joás começou a tomar decisões sozinho, tomou as decisões erradas. Ele abandonou o templo e adorou ídolos. Ele e seu povo recusaram-se a ouvir os profetas que os advertiam. Joás matou o filho do homem que o criara, quando o filho o confrontou por causa de seus pecados. 



 Por fim, porque rei e povo haviam abandonado o Senhor, veio o desastre. Joás, que escolheu o mal, foi morto em sua cama por oficiais que conspiravam contra ele.

A História de Joás ressalta duas verdades importantes. Primeiro, não podemos dizer, a partir da vida de uma criança ou jovem, o que o futuro lhe reserva. Portanto, embora possamos nos regozijar pelos sinais de um crescimento espiritual prematuro, não podemos ser complacentes. Precisamos continuar a orar por nossos filhos, para que, à medida que amadurecem, desenvolvam uma fé pessoal e crescente em Deus.

Segundo, precisamos examinar a nossa vida, para termos certeza de que não estamos vivendo uma fé emprestada. Para que a fé seja real, você e eu precisamos assumir a responsabilidade por nossas escolhas – e assegurar que nossas escolhas sejam guiadas por um compromisso pessoal com Jesus Cristo, como Senhor. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

O ginásio de Deus – Hb 12.5-14


Introdução:  Alguns perigos dentro e fora de nós:

Há certos perigos à nossa volta nesta vida terena e precisamos  ser protegidos deles – o perigo do orgulho, da autossatisfação, da presunção, o perigo de nos afastarmos e nos tornamos mundanos. Sem  perceber esses perigos horríveis estão sempre ameaçando o cristão nesta vida e neste mundo.  Por isso, não há nada melhor para o desenvolvimento da humildade  do que a correção, e precisamos dela se vamos ser humildes e mansos. Ele “açoita todo o que recebe por filho” e porque “o Senhor corrige o que ama”. Esse é o ensino.

A correção pode vir de muitas maneiras. Pode vir através das circunstancias, pode assumir a forma de uma perda financeira ou alguma dificuldade em nossos negócios ou profissão; pode vir como algo que nos abate e nos deixa perturbados e perplexos; pode vir mediante um desapontamento ou decepção pessoal, ou através de uma doença.
1)    Maneiras erradas de reagir a correção.

O perigo de desprezar: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor”. Essa é a primeira forma errada de reagir a correção – é encara-la de forma leviana, não lhe dando atenção; coloca-la de lado como algo sem importância, não a levando a sério – apresentando uma fachada de coragem, por assim dizer, não permitindo que a correção nos afete. “Muitas das coisas que estão desgraçando a vida hoje não poderiam acontecer se as pessoas fossem sensíveis – se tivessem um mínimo de sensibilidade”.


“E não desmaieis quando por ele fores repreendido” (v.5).  Esta é uma citação do Velho Testamento, do livro de Provérbios (Pv 3.11-12), e se refere ao perigo de ficar desanimado com a correção, o perigo de desmaiar por causa dela, o perigo de desistir e se entregar, o perigo de se sentir desesperançado.  “Eu não posso suportar isto”. O coração desanima, e aquilo nos esmaga. Isso nos leva a tendência de questionar por que aquilo aconteceu, e se Deus está sendo justo.

“E que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Há pessoas que reagem às provações, testes e correções da vida, ficando amarguradas.  “Há pessoas que, antes de serem assaltadas pela correção, pareciam muito amigáveis e simpáticas, mas quando são assaltadas pelas correções, tornaram-se amargas, egocêntricas e difíceis. Elas se voltaram para si mesmas, sentindo que o mundo todo estava contra elas. Tais pessoas não podem ser ajudadas; a amargura entra em suas almas, aparece em seus rostos”.  Estas coisas que nos acontecem na vida provam-nos no mais profundo do nosso ser, e revelam se realmente somos filhos de Deus ou não! 


2)    Maneiras certas de reagir a correção.

Devemos nos comportar como filhos, e não como crianças.  “Voces se esqueceram da exortação que argumenta com vocês como pessoas adultas – como filhos. Voces já não são crianças”. São adultos, então, parem de desmaiar, acabem com as lamúrias e o choro, parem de agir como crianças emburradas. Voces dizem que são adultos, mas estão mostrando que ainda são bebês, ao se comportarem assim”.

Que devemos fazer, então, se somos adultos? Ele começa com uma negativa em forma de repreensão, dizendo: “Já vos esqueceste da exortação”. Ou seja, vocês estão caindo nessa armadilha de resmungar, mas não tem qualquer desculpa. Quando alguma coisa errada acontece na vida do incrédulo, o que ele tem para sustentá-lo? O cristão, no entanto, tem a Bíblia, e deve colocar qualquer circunstancia no contexto da Palavra de Deus.

Devemos prestar atenção e seguir os argumentos da Palavra de Deus. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como a filhos”. Ora, essa palavra “argumentar” tem o sentido de “apresentar razões, persuadir”. Portanto, a Palavra de Deus não nos dá simplesmente uma consolação geral; ela sempre nos dá um argumento.  Há muitas pessoas, infelizmente, que leem a Biblia de uma forma puramente sentimental.  Mas a palavra de exortação argumenta conosco – ela apresenta razões, persuade.

Qual é o argumento? É Deus quem está fazendo isso, e Ele está fazendo isso com vocês porque são Seus filhos (Hb 12.9-10). Deus, portanto, é quem está fazendo isso conosco, e está fazendo isso porque somos Seus filhos; Ele está fazendo para o nosso bem, porque somos Seus filhos.  E, no versículo onze temos: “E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacifico de justiça...”. Acrescenta: “... nos exercitados por ela”. As únicas pessoas que serão beneficiadas pela correção, são aquelas “exercitadas por elas” aquelas que se submetem ao tratamento de Deus.

Qual é o processo? Ele nos diz que Deus fará estas coisas conosco, colocando-nos num ginásio. Este é o sentido original da palavra que é traduzida como “exercitar”, e apresenta um quadro maravilhoso. Dizem que a raiz desta palavra “ginásio” é uma palavra que significa “ser completamente desnudo”. Então, o quadro que temos aqui é o de alguém que é levado para um ginásio e ali ordenam que se desnude completamente (Hb 12.1: “deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia”). 




Duas ideias: Alguém que precisa de exercícios. Ele foi negligente com seu corpo, foi indolente num sentido físico, então o instrutor o leva para o ginásio e o faz passar pelos exercícios para que ele possa desenvolver uma forma física perfeita (VS. 12-13). Observem que menciona joelhos desconjuntados, e parece haver uma fraqueza geral.
Estamos num ginásio espiritual. Deus nos desnuda. Ele nos examina, e sabe exatamente o que precisamos. Agora tudo o que precisamos fazer é nos submeter a Ele e fazer exatamente o que Ele nos diz. No momento em que algo acontece conosco, devemos dizer: “Estou no ginásio de Deus. Alguma coisa deve estar acontecendo”. O que está errado? (Sl 119.71).  Portanto, devemos examinar a nós mesmos, profundamente, tentando descobrir a causa. Nada disso é motivo de alegria, mas precisamos vasculhar  a nossa vida, examinar as profundezas do nosso ser, por mais doloroso que seja, para ver se há algum ponto em que temos nos desviado sem perceber.

Conclusão:



Devemos confessar nossos pecados. Esta é uma parte vital dos exercícios, e nunca nos recuperaremos, se não fizermos isso. E, depois, “tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjutados. Ou seja, devemos ter domínio próprio, ser firmes, andar eretos, ser vigorosos. 

Bibliografia

Martin Lord Jhones - Depressão Espiritual
Biblia Comentada Almeida

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Vencendo a corrida da fé.  Hebreus 11.17-40.



Introdução: O apostolo continua citando exemplos de fé no Antigo Testamento. Sendo assim, há um ponto especifico que deseja destacar agora: a verdadeira fé não morre. Nada a pode extinguir.

1)       A fé olha para frente mesmo quando não há mais nada para esperar (11.17-28).

Veja o caso de Abraão (vs. 17-19). 


Deus havia dito a Abraão que ele teria numerosa descendência e um descendente muito especial. A promessa se cumpriria através de Isaque. Então, Deus mandou que Abraão sacrificasse seu filho Isaque. Abraão não duvidou, pois sabia que Deus não quebraria sua promessa nem o decepcionaria, disso tinha certeza. “Se Deus prometeu que seria por meio de Isaque a sua descendência, e agora estava pedindo para sacrificá-lo, certamente planejava ressuscitar Isaque da Morte”. É assim que que se comporta a verdadeira fé. Nada a pode apagar. Ela jamais deixa de estar convencida de que podemos confiar na Palavra de Deus.

Abraão foi o homem que teria sacrificado a Deus o mais caro da vida. Isto ocorria com muita freqüência na Igreja primitiva. Acontecia que numa casa um membro se tornava cristão e os outros não; por exemplo, os filhos se convertiam ao cristianismo e os pais não. Então a espada caía implacável sobre essa casa. Se não tivessem existido aqueles que faziam de Cristo a coisa mais preciosa de tudo, hoje não existiria o que chamamos cristianismo. Deus deve ocupar o primeiro lugar em nossa vida, ou não ocupar lugar nenhum.

Alguma vez alguém terá que sacrificar relações pessoais. Talvez se sinta chamado por Deus a certas tarefas duras e difíceis ou num lugar sem atrativo. Ele pode estar seguro de que essa é a vontade de Deus para ele. Mas talvez a jovem com a que está a ponto de casar-se não queira confrontar com ele a situação nem os rigores, as moléstias e as circunstâncias penosas da vida e a atividade numa região onde a vida é dura. Deverá escolher então entre a vontade de Deus e uma relação que tanto significa para ele.

Veja o caso de Jacó (v.21). Quando Jacó estava prestes a morrer, abençoou os dois netos – Manassés e Efraim – que seu filho José trouxera à beira de sua cama. Predisse o futuro de cada menino e demonstrou sua certeza de como os propósitos de Deus se realizariam através de cada um.
Veja o caso de José (v.22). Quando José estava próximo da morte fez os israelitas jurarem que não deixariam seus ossos no Egito, mas sim que os levariam consigo à terra prometida, promessa que cumpriram a seu devido tempo (Êxodo 13:19; Josué 24:32).

Veja o caso de Moisés (vs. 23-28). 


 Quando todos os meninos estavam sendo mortos por Faraó, os pais de Moisés, esconderam-no durante três meses, esperando que os propósitos de Deus fossem realizados. “Quando já homem feito”  tomou a decisão de  “ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir prazeres transitórios do pecado (Hb 11:25). Os “prazeres transitórios do pecado”. Os prazeres são sempre mais agradáveis do que andar na retidão, em principio. Seu coração bate mais depressa quando você esta perto do pecado. Mas é por algum tempo...são transitórios...passageiros.

Moises abandonou o Egito. Por quê? Por causa da fé. Deus o fez sair. Deus o moveu. Moises decidiu deixar o que lhe era familiar, embora o Egito corresse em suas veias. A maior batalha é deixar o Egito. É um risco de fé. É difícil porque nascemos e fomos criados para nos apegar às coisas. “VIVEMOS PELA FÉ OU NA VERDADE NÃO VIVEMOS. OU NOS AVENTURAMOS OU VEGETAMOS. OU ARRISCAMOS OU ENFERRUJAMOS”.

Moisés celebrou a páscoa.  O sangue nos batentes das portas. A refeição feita às pressas, com sandália nos pés e um cajado na mão. Essas eram instruções completamente novas para Moises e os israelitas. Nunca haviam sido dadas antes.


2)   A fé segue em frente mesmo quando tudo o mais falha (11.29-40).
Veja o que aconteceu no Mar Vermelho (v.29). Parecia impossível a travessia do mar Vermelho. Era contra a razão. Mas a fé não morre em tais situações. Os israelitas creram na palavra de Deus e agiram de acordo com a crença de que o Senhor estava junto deles. Na manhã seguinte, estavam todos são e salvos no outro lado, ao contrário dos egípcios, que, desprovidos de fé, se afogaram.
Veja o que aconteceu em Jericó (versículos 30-31). 

Jericó era uma cidade grande e bem fortificada. Tomá-la parecia uma tarefa impossível. Segundo o mandato divino o povo devia rodear uma vez por dia durante seis dias em torno da cidade guiado por sete sacerdotes com a arca à frente e levando trombetas de chifres de carneiros. Durante seis dias a marcha devia realizar-se em silêncio. Ao sétimo dia os sacerdotes deviam tocar as trombetas depois de ter dado a sétima volta à cidade, o povo devia gritar com todas as suas forças e o muro da cidade seria derrubado. A fé continuou, sem esvaecer: deu o grito da vitória, viu achatarem-se os muros, e logo os judeus completaram a conquista.
Veja toda a história de Israel (vs. 32-38). O que o apostolo nos ensina  é que todos quantos foram grandes heróis naquela nação, o foram por serem pessoas de fé. Foi pela fé que fizeram o que fizeram. E o que fizeram? Grandes atos de coragem, valor, bravura, ousadia e perseverança. Perseguidos suportaram dor e tortura. A frase subjugaram reinos ,  aplica a Davi. A expressão fecharam a boca de leões é a mesma que se refere a Daniel. A frase extinguiram a violência do fogo retrocede diretamente à história de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E escaparam ao fio da espada era dirigir os pensamentos do leitor ao modo em que Elias escapou à ameaça de assassinato.
Qual era o segredo deles? Estavam certos de que a Palavra de Deus era verdade, que o que disse realmente aconteceria, que o que prometeu seria deles sem falta. A certeza deles era maior do que qualquer outra coisa e, assim, jamais desistiram, jamais cederam, jamais voltaram ao que era antes, jamais deram as costas para seu Deus e jamais viveram da mesma maneira que as outras pessoas.

Conclusão: 
Hb 12-1-4. Agora, nós estamos na corrida pela fé. Todos os heróis “nuvens de testemunhas” estão olhando para nós. É como se todos os que viveram e morreram na fé estivessem nos observando, como está aquele que nos escolheu para a corrida, que a correu com perfeição e agora está na linha final aguardando nossa chegada. Devemos desistir – nós que só enfrentamos dificuldades pelas quais outros já passaram? Fraquejaremos, vamos abandonar a pista, desistir e ir embora? Falharemos na corrida em que fomos inscritos? 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

O exercício do Quebrantamento


“Deus cria a partir do nada; portanto, Ele somente pode fazer algo a partir do nada; portanto, Ele somente pode fazer algo de nós quando não formos nada”. Martinho Lutero.

“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos (Is 57.15)”.  De acordo com esse texto, Deus tem dois endereços. O primeiro num “alto e santo lugar”, ou no céu (Sl 115.3). O segundo, Ele mora com aquele que possui um coração abatido e contrito (Mt 5.3). Davi aprendeu e declarou esta verdade: “Sacrificios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito que não o desprezarás, ó Deus (Sl 51.17).

1)           O que é quebrantamento.

A palavra quebrantamento traduz a palavra bíblica contrição. Essa palavra sugere algo que foi esmagado em minúsculos pedaços, tal como uma rocha que se tornou pó. O salmista Davi diz: Perto está o Senhor dos que tem o coração quebrantado  e salva os de espírito oprimido (Sl 34.18).

O quebrantamento consiste em tres coisas: a) é o rompimento da nossa vontade pessoal e total rendição à vontade de Deus; b) é abrir mão da autoconfiança e da independência de Deus; c) é o amolecimento do solo do nosso coração para que a Palavra de Deus penetre e lance raízes.

2)           Avalie seu orgulho.


O orgulho é o pior dos males  que podem nos sobrevir. De todos os nossos inimigos, ele é o que perece com mais dificuldade e mais lentamente. Precisamos combater o orgulho do nosso coração, pois Deus resiste ou rejeita os soberbos (Pv 3.34; Tg 4.6; 1 Pe 5.5). Avalie o nível de orgulho presente no seu coração:

a)           O orgulhoso olha para os fracassos dos outros e está sempre pronto a mencioná-los.
b)           O orgulhoso tem um espírito critico e está sempre procurando erro nos outros. Enxerga as falhas alheias com um microscópio, mas olha as suas com um telescópio.
c)            O orgulhoso tem a tendência de criticar quem se encontra em posição de autoridade (o presidente, o patrão, o marido, os pais e o pastor), e comenta com outras pessoas as falhas percebidas.
d)           O orgulhoso se autojustifica; tem um conceito elevado de si mesmo e menospreza os outros.
e)            O orgulhoso tem um espírito independente e autossuficiente.
f)             O orgulhoso quer provar que sempre está certo e deseja sempre ter a última palavra.
g)           O orgulhoso exige sempre os seus direitos e a preservação de sua reputação.
h)           O orgulhoso deseja sempre ser servido, quer a vida gire em torno de si e de suas necessidades.
i)              O orgulhoso tem o sentimento de que a igreja é privilegiada por poder contar com ele.
j)              O orgulhoso busca sempre se autopromover.
k)            O orgulhoso deseja intensamente ser reconhecido e apreciado por seus esforços.
l)              O orgulhoso fica magoado quando outros são promovidos em vez dele.
m)         O orgulhoso fica satisfeito com os elogios e se deixa abater pelas criticas.
n)           O orgulhoso se preocupa com a opinião das pessoas a respeito dele.
o)           O orgulhoso não aceita ser corrigido ou disciplinado.
p)           O orgulhoso tem dificuldade de aceitar os seus erros e pedir perdão.
q)           O orgulhoso não conhece a verdadeira condição do seu coração.
r)             O orgulhoso considera que não precisa de arrependimento e avivamento espiritual.

3)           Pratique o quebrantamento.



a)           Quebrantamento é aproximar-se de Deus. Tiago recomenda: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros (Tg 4.8). É quando você se aproxima de Deus por meio da oração e da leitura bibilica. Lembre-se: Deus não rejeita a oração de alguém que o busca de todo o coração (Sl 66.18-20; Jr 29.13).

b)           A Palavra de Deus é viva e eficaz, é como uma espada que penetra no coração mais duro (Hb 4.12-13).

c)            Confesse seus pecados. Quando nos aproximamos de Deus, pela oração e meditação bíblica, começamos a enxergar o quanto somos pecadores. Essa foi a experiência de Isaias: Então disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6.5).

d)           Tome atitudes de obediência a Deus. Atitude é um sentimento interior que se expresssa pelo comportamento exterior. É a capacidade de transformar pensamentos em ações. Na linguagem de Tiago, é ser ouvinte e praticante da Palavra. Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos (Tg 1.22).

Fonte:  Dieta espiritual  - socep Editora Ltda

terça-feira, 19 de abril de 2016

Vivendo pela fé – Hebreus 11.1-16


Introdução: o que é fé?

A idéia popular a respeito da fé se trata de um certo otimismo obstinado: a esperança tenazmente assegurada, face à adversidade, de que o universo é fundamentalmente amigável e de que as coisas podem melhorar. Isso é uma atitude confiante que seja divorciada de um objeto que corresponda a essa confiança não é a fé no sentido bíblico.

Contemporânea: “O fato essencial da existencia é que esta confiança em Deus, esta fé é o alicerce sólido que sustenta qualquer coisa que faça a vida digna de ser vivida”

King James: “Ora  fé é a certeza de que haveremos de receber o que esperamos, e a prova daquilo que não podemos ver”.

NTLH:  “A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver”.

Nos antigos dias de perseguição levaram a um humilde cristão perante os juízes, o qual lhes disse que nada do que fizessem poderia comovê-lo porque cria que se era fiel a Deus, Deus seria fiel a ele. "Pensa verdadeiramente", perguntou-lhe o juiz, "que alguém tal como você participará de Deus e de sua glória?" "Não o penso", disse o homem, "sei".

Na Bíblia ter fé ou crer (no grego, o substantivo é pistis; o verbo é pisteuõ – cujo significado é “confiar para dentro de” ou “confiar sobre”. De várias maneiras o objeto da fé é descrito como sendo Deus (Rm 4.24; 1 Pe 1.21), Cristo (Rm 3.22), as promessas de Deus (Rm 4.20), etc. 

A fé que salva é a mão da alma. O pecador é como um homem que está se afogando, prestes a afundar de vez. Ele vê o Senhor Jesus Cristo oferecendo-lhe ajuda. Ele a aceita e é salvo. ISSO É FÉ.

A fé que salva é o olho da alma. O pecador é como um israelita picado por uma serpente venenosa no deserto e que esta à morte. O Senhor Jesus lhe é oferecido como a serpente de bronze, levantado para sua cura. O pecador olha para ele e é curado. ISSO É FÉ (Jo 3.14-15).

A fé que salva é a boca da alma. O pecador está definhando por falta de comida e sofrendo de uma doença dolorosa. O Senhor Jesus lhe é apresentado como, o pão da vida e o remédio universal. Ele o recebe e fica bem de saúde e forte. ISSO É FÉ (Jo 6.35).

A fé que salva é o pé da alma. O pecador é perseguido por um inimigo mortal e teme ser vencido. O senhor Jesus lhe é apresentado como uma torre forte, um refúgio e um esconderijo. O pecador corre para ele e fica em segurança. ISSO É FÉ (Pv 18.10).

1)  A fé sendo demonstrada (Hb 11:4-6).


Abel (v.4). O Deus invisível era realidade para Abel, que desejava aproximar-se dele. Ele agiu em pura obediência à palavra de Deus e o seu sacrifício foi aceito. Seu irmão Caim, porém, seguiu outro caminho, presumivelmente por achar que conhecia outro melhor. Portanto, Abel é a prova de que aqueles que se aproximam de Deus mediante a fé são aceitos; os demais, rejeitados.

Enoque (Gn 5.21-24).

Enoque andou com Deus. Andar com Deus é conhecê-lo. Fazer a sua vontade. Sentir a sua presença. De fato, esta é a essência da fé cristã. O cristianis­mo não consiste num credo ou numa filosofia, mas num relaci­onamento. Voce tem uma religião ou uma relação? (Sl 42.1). Enoque andava e conversava com Deus, até que um dia caminhou com ele até sua morada e nunca mais voltou. 

Noé (v.7).
Noé cresceu num mundo onde nunca tinha chovido, então, como é que sabia que choveria? Sabia, porque Deus lhe falou, e creu em Deus, apesar de não haver evidencias palpáveis que pudessem fornecer provas. Agindo com base nessa verdade invisivel, e agindo em temor, Noé gastou um século construindo a arca pela que ele e sua familia acabariam sendo salvos. No final, quando as aguas desceram, a sua fé foi vindicada, e o mundo à sua volta foi desmacarado por sua falta incredulidade. 


Abraão (vs. 8-10).

Abraão deixou sua terra rumo ao desconhecido, sem depender de nada exceto do fato de que Deus lhe falara e prometera uma herança. Deixou aquilo que as outras pessoas chamam de certezas pelo que tais pessoas chamam de incertezas, pois ele mesmo não via as coisas dessa forma. Abraão era homem de fé e, portanto, a Palavra de Deus era para ele mais segura do que qualquer outra coisa. Ele suportou viver como nômade em tendas todos aqueles anos. Deus lhe deu promessas, as repetiu para Isaque e depois a Jacó. 

Sara (vs. 11-12).

Sara, mulher de Abraão, demonstrou a mesma fé. Tinha lá suas dúvidas, mas sua fé era verdadeira. Era idosa demais para ter um filho. Mas ela creu que teria e, no devido tempo, concebeu, basenado-se apenas na promessa de Deus. Foi assim que um velhinho, ele mesmo como se já morto pela idade, tornou-se ancestral de um imenso povo. 

Se perguntássemos a qualquer um desses heróis o que procuravam na vida, teriam dado a mesma resposta. Estavam a procura de uma pátria (v.14). Essa realidade era tão grande no seu pensamento que não cogitavam viver como as outras pessoas. Não desejavam voltar para o que eram antes, ainda que tivessem muitas oportunidades para isso. Todo o seu coração, todas as suas esperanças – estavam na chegada, com segurança, à habitação eterna, no céu. O que, acima de tudo mais, era real para eles? Deus, o Deus invisível. De que, acima de tudo, eles tinham maior certeza? De que a Palavra de Deus é confiável e verdadeira e que a glória eterna aguarda aqueles que andam com o Senhor.

Conclusão: 

E, você tem fé? O Deus invisível é, para você, a realidade? Voce considera a Palavra dele infalível? Se sim, isso o leva a aproximar-se de Deus conforme ele ensinou, assim como fez Abel? Isso o move a ver que agradá-lo é coisa mais importante da vida, como percebeu Enoque? Isso o inspira a obedecer-lhe, mesmo quando parece estar jogando tudo fora, do mesmo modo que Abraão obedeceu? Isso o impulsiona a confiar no que Deus disse que aconteceria, ainda que parecesse impossível, como Sara confiou?