O perdão que restaura Sl 32
Introdução
O Salmo 32 em seu título diz
que é de autoria de Davi. Esse salmo é uma oração, é uma confissão de pecados,
um pouco mais: é um grito de socorro por causa do seu pecado. Davi cometeu adultério
com Bate-Seba, logo, pecou, transgrediu. Mas, como diz o Salmo 42: “Um
abismo chama outro abismo” (v.7). Em seguida, para encobrir seu pecado,
mandou matar o marido de Bate-Seba. Davi cometeu três pecados: adultério, homicídio
e dissimulação.
Davi era o “homem segundo o
coração de Deus”, um homem que amava a Deus. Podia estar acima, numa fase boa da
vida; ou podia estar numa fase ruim da vida. Mas, em todas, nunca virou as
costas para Deus.
1)
Alegria do perdão
Ele começa afirmando “Bem-aventurado
quando somos perdoados”. A felicidade para Davi não estava no poder político,
muito menos no poder econômico, mas, no perdão dos pecados. Nada se compara
nessa vida ao perdão dos nossos pecados. Antes era prisioneiro da culpa, estava
sendo esmagado por Deus. Mas, ele Diz: “Bem-aventurados” somos quando recebemos
o perdão de Deus.
E diz mais: “Bem-aventurado
cujo pecado é coberto”. “Coberto” fala da tampa da propiciação da arca da
aliança, onde o sangue era derramado, aspergido e perdoava o pecado do povo. Agora,
o sangue de Jesus, nos cobriu, o sangue de Jesus nos perdoou, o sangue de Jesus
nos justificou, o sangue de Jesus nos salvou.
“Bem-aventurado a quem o
Senhor não atribuiu iniquidade”. Iniquidade é depravação,
é errar o alvo, iniquidade é depravação, é viver em pecado. Quando confessamos,
nossos pecados são perdoados. O profeta Isaias afirma: “Embora os seus
pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão como a neve; ainda que
sejam vermelhos como carmesim, se tornarão como a lã” (Is 1.18-19). Carmesim
era conhecido por ser forte e difícil de remover de tecidos, serve para descrever
o pecado como algo profundamente enraizado.
“Bem-aventurado é aquele em
cujo espirito não há dolo”. Isto é, em cuja alma não há hipocrisia.
A maior hipocrisia, a maior mentira é a negação do pecado. O dolo tem a ver com
a dissimulação e Davi tentou encobrir seus pecados e fingir que nada havia
acontecido...
2)
O pecado
O que acontece quando
dissimulamos, o que acontece quando negamos o nosso pecado. O salmista diz: “Enquanto
mantive meus pecados escondidos, meus ossos se definhavam e minha alma se
agitava em angústia”. O pecado além de agir em nossa consciência e em nossa
memória, nos acusando. Também, tem o efeito devastador no corpo; o pecado é um
azorrague impiedoso; o pecado atormenta o homem e o leva adoecer, física, emocional
e espiritualmente. O pecado envelhece nosso animo; o pecado envelhece nossos
ossos; o pecado é devastador.
Ele diz mais: “Pois dia e
noite a tua mão pesava sobre mim” (v.4). a mão de Deus é o que nos sustenta,
nos ajuda. Mas também a mão do Senhor pesa sobre o nosso pecado. Deus não
permite que tenhamos conforto no pecado. Porque o pecado é maligno, oferece liberdade,
mas escraviza; oferece vida, mas mata.
Diante disso, ele chega a
dizer: “As minhas forças se desvaneceram como a seiva em tempo de seca”. Não
tem mais força; o pecado abate o espírito; o pecado tira o brilho dos olhos; o pecado
entristece o coração; o pecado deixa a alma aleijada; o pecado abate o nosso
vigor, tornando-o como uma relva no deserto.... uma relva seca, sem vida.
3)
Confissão
Diz o rei Davi: “Confessei
o meu pecado”, ou “reconheci diante de ti o meu pecado”. No Salmo
51, lemos: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, conforme o teu amor leal. Conforme
a tua grande compaixão, apaga as minhas transgressões” (v. 1). A confissão
é o caminho do perdão, é o caminho da cura, é o caminho da libertação. Davi ao
ser confrontado pelo profeta Natã, não foge, não dissimula. Ele confessa o seu
pecado e não oculta mais a sua iniquidade.
A escritura diz: “Aquele
que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas aquele que as confessa
e deixa alcançara misericórdia” (Pv 28.13). O texto nos ensina duas coisas:
aquele que encobre, que dissimula, que nega, jamais prosperará; mas aquele que confessa
e deixa alcançará o favor do Senhor”.
Perdoar é remover o fardo, perdoar é remover o pecado, perdoar é remover
o passado e escrever uma nova história com Cristo.
Conclusão
Depois do perdão tem
confiança. Não tem mais impedimento, diz o Salmista: “...todos os que tem fé em
ti orem a ti, enquanto pode ser encontrado” e mais: “...quando as muitas águas
se levantarem, elas não os alcançarão”. As águas transbordam, as tempestades açoitam
nosso barco, os ventos furiosos sopram, mas quem está em paz com Deus, pacificado
pelo perdão divino, é poupado, é protegido pelas asas poderosas do Altissimo.
Ele termina afirmando: “Tú
és o meu abrigo seguro...”; antes Deus lhe pesava as mãos; agora Deus é o seu
refúgio, sua fortaleza, sua proteção. Agora eu sou dele e Ele é meu; Ele é o
meu pastor; Ele é a minha Luz e a minha salvação; Ele é a minha sombra; Ele é o
meu broquel; Nele eu venço os obstáculos.
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