Joana, esposa de Cuza Lc 8.1-3
Depois disso, Jesus ia passando pelas cidades e pelos
povoados, pregando o evangelho do reino de Deus. Os Doze estavam com ele 2e
também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e
doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; 3Joana,
mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas
mulheres lhes serviam com os seus bens (Lc 8.1-3).
Introdução
Joana que significa “Deus é gracioso”, ou “agraciada por Deus”. O texto diz que ela era esposa de Cuza “administrador da casa de Herodes”. Os primeiros comentaristas ou escritores da história da igreja, identifica seu esposo como o oficial do rei, que está no evangelho de João 4. 46 em diante. Jesus estava em Caná da Galileia, onde havia transformado água em vinho numa festa de casamento. Esse oficial se aproxima de Jesus e pediu que curasse seu filho que estava a beira da morte, em Cafarnaum. O verso 49 diz: “Senhor, vem, antes que o meu filho morra!”.
Jesus respondeu: “Pode ir. O seu filho continuará vivo”. Pode
ir, confia! O oficial confiou nas palavras de Jesus e voltou para Cafarnaum. E o
texto diz: “Estando ele ainda a caminho, os seus servos vieram ao seu
encontro com notícias de que o menino estava vivo. Quando perguntou a que horas
o filho tinha melhorado, eles lhe disseram: A febre o deixou ontem, à uma hora
da tarde. Então, o pai constatou que aquela fora exatamente a hora em que Jesus
lhe dissera: o seu filho continuará vivo. Assim, ele e todos os da sua casa creram”
(Lc 4.51-53). Esse homem seria Cuza e toda sua casa se converteu ao Senhor. Joana,
sua esposa, tornou-se uma discipula fiel de Jesus.
1)
Uma
mulher curada por Jesus
O texto de Lucas 8 diz: “...algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças”. Logo o texto apresenta as mulheres, a primeira, mais conhecida Maria Madalena que tinha sete demônios, vivendo uma vida atormentada em Magdala, mas que fora liberta por Jesus. A segunda é Joana, mulher de Cuza. Ambas, foram curadas no corpo e foram curadas na alma. “Todo lugar é comum até Jesus passar por ele”. Ela tinha um filho doente, quase morto, e Jesus curou seu filho e a salvação chegou para toda sua casa.
Quando a pessoa sente num beco sem saída, quando ela percebe que não tem mais esperança para sua vida. Quando ela tentou por si mesma várias vezes, dizendo: Eu vou mudar, eu vou deixar de fazer isso e aquilo, mas nunca consegue. Quando existe o impossível em sua casa e ninguém pode lhe ajudar. É nessa hora que Deus entra na vida de uma pessoa; é nessa hora que o poder de Deus se derrama copiosamente sobre a nossa vida.
Quando Jesus chega na
vida de uma pessoa a história muda, um nascimento do alto se inicia. Como diz o apostolo Paulo: “Portanto, se
alguém está em Cristo, é uma nova criação. As coisas antigas já passaram; eis
que fizeram novas!” (2 Co 5.17 NVI). A expressão “en Christo” significa que
em Cristo fomos batizados nEle, somos dele, vivemos uma nova criação. Cristo é o
cabeça, somos o corpo de Cristo; não vivemos mais para nós, agora vivemos para
Cristo. Estamos inseridos em um corpo coletivo, em uma igreja local que adora e
exalta a Deus.
E, mais, diz-nos Lucas: “Essas mulheres lhes serviam com os seus bens” (Lc 8.3). Jesus tinha um grupo de doze homens, andando por todos os cantos de Israel. Uma pergunta: quem é que financiava o ministério de Jesus? Havia uma retaguarda em torno de Jesus: Maria Madalena, Joana, Suzana e muitas outras. Elas ajudavam a sustentar o ministério de Cristo.
Uma pessoa abençoada por Jesus, uma pessoa libertada por
Jesus, uma pessoa curada por Jesus, uma pessoa liberta das drogas por Jesus,
nunca será um expectador no reino de Deus, sempre agirá, sempre abençoará a
obra de Deus. Infelizmente, em nossas igrejas, tem muitos expectadores, pessoas
que ficam vendo a coisa acontecer sem interagir, sem fazer, sem contribuir para
o sustento da casa do Senhor.
Sabemos que uma das áreas mais delicadas da igreja é o bolso,
é o ato de contribuir, de investir no reino de Deus. Essa mulher, depois que
seu filho fora curado pelo poder de Deus, usara seus bens para sustentar o ministério
de Jesus. O coração dela se apegara a obra de Deus. Ela se envolveu com a obra
de Deus, ela mergulhou no reino de Deus. O dinheiro era servir na obra de Deus.
Enquanto tem muitos que o dinheiro lhe domina, o dinheiro tomou seu coração.
Infelizmente, tem muitos irmãos que gostam de falar: o que importa é o louvor que você dá pra Deus, é o nosso culto. Não, estamos errados, o que importa também é a oferta, é o dízimo, é o voto que você fez a Deus. Isso tem absoluta importância em nossa vida espiritual. Não adianta você querer fazer troca com seu dízimo na obra do Senhor, isso está errado!
2)
Ela
foi testemunha da morte e da ressurreição de Cristo.
O evangelista Lucas narra que essas mulheres “...seguiram José, viram o sepulcro e como o corpo de Jesus fora colocado nele”. As mesmas mulheres eram testemunhas oculares da morte do seu Senhor. Em seguida, voltaram “...casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas”. E, termina, Lucas, “descansaram no sábado, em obediência ao mandamento” (Lc 23.55-56). Talvez elas estivessem pensando, será que vai acabar tudo assim. Talvez, uma começou a dizer a outra: “Nós vimos seus milagres, nós vimos Ele ressuscitar os mortos; nós vimos o que Ele fez com o cego”. Uma começou a falar para outra dos milagres de Jesus...
Na vida cristã passamos por altos e baixos, como aconteceu
com essas mulheres. Não podemos parar, não devemos desistir. Temos que
continuar lutando contra as hostes infernais da maldade. Um dia alguém pichou na
frente de uma igreja: “Deus morreu”, assinado Nietzche, filosofo alemão. Depois,
alguém, assinou assim: “Eu continuo vivo, mas Nietzsche morreu”, assinado:
Deus. Deus continua vivo, Jesus continua vivo, o cristianismo continua vivo em
todos os lugares do mundo. Pode estar muito escuro, pode parecer que é escuro,
mas Deus continua vivo.
No sábado as mulheres pararam e descansaram por causa da Páscoa, mas no domingo, elas foram até o sepulcro de Jesus. Lucas narra: “No primeiro dia da semana, de manhã bem cedo, as mulheres levaram ao sepulcro as especiarias aromáticas que haviam preparado” (Lc 24.1). Elas vão em busca de um cadáver, mas não estava lá, a porta estava aberta, os lençóis estavam intactos! De repente, dois anjos com roupas resplandecentes aparecem para elas e diz: “Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui! Ressuscitou!” (Lc 24.6).
O capítulo 23 termina com escuridão, morte, tristeza, cruz,
grito, vergonha, humilhação. Mas, o capítulo 24, começa com um novo dia,
domingo pela manhã. O sol nasceu, um novo dia surgiu! Cristo está vivo, Ele
ressuscitou. O Cristo morto declina, o Cristo morto tira a esperança, mas Ele
ressuscitou, tem esperança, tem alegria, tem vida eterna, tem salvação, tem
justificação dos nossos pecados, tem aleluias, tem igreja cantando, louvando ao
Senhor!
Conclusão
Ela participou da morte e da ressurreição de Jesus. Elas voltam
com essa noticias aos discípulos, diz Lucas: “As que contaram essas coisas aos apóstolos
foram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago...” (Lc 24.10). Falaram o que?
“Ele vive, ele ressuscitou”. A tradição cristã conta que Joana dava um
testemunho tão forte, que ela se tornou uma testemunha da ressureição de Jesus.
Por causa do seu testemunho, diz a tradição. seu marido, Cuza, perdeu sua posição no
palácio de Herodes.
Em Atos 13, Joana não está aqui, mas alguém do palácio está. Alguém da casa de Herodes encontra-se, diz-nos o texto: “Na igreja de Antioquia, havia profetas e mestres; Barnabé; Simeão, chamado Níger, Lúcio, de Cirene; Manaém, que fora criado com Herodes...” (Atos 13.1). Esse Manaém fora evangelizado por Joana, ela o ganhou para Cristo. Agora, fazia parte dos obreiros de Antioquia. Joana, esposa de Cuzo, viveu uma vida intensa na presença de Deus.
também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos
malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete
demônios; 3Joana, mulher de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana
e muitas
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