Religião e cristianismo Atos 4
Kal Marx, fundador do
comunismo, afirmou sobre religião: “A religião é o suspiro da criatura oprimida,
o coração de um mundo sem coração e a alma de condições sem alma. É o ópio do
povo”. A religião vem do latim religare e atua como um laço entre o homem e o
divino. Tem religião que possui um efeito mortífero e embotador, pois, coloca a
estrutura no lugar do Salvador. Afirmam que a denominação é a única igreja que
salva e detém as respostas para as grandes questões da vida. A religião diz: “Seja
seguidor, se encaixa no sistema, quanto a Jesus, está em segundo lugar”. No entanto, sabemos que o cristianismo não
tem nada a ver com religiosidade, é Cristo que vai em busca da pessoa, é Cristo
que muda; como diz o apostolo Paulo: “Aquele que está em Cristo nova criatura
é, as coisas velhas já passaram e tudo se tornou novo” (2 Co 5.17).
1) Um milagre na porta formosa
Em atos 3, Pedro e João
foram ao templo para orar. Era a oração das três da tarde e havia um paralitico
junto a porta formosa pedindo esmolas. Este paralitico era levado nesse portão todos os dias, todos os dias, ele pedia esmolas. Aliás, quase todos os dias
de sua vida! Quando os apóstolos passaram por ele, logo, estendeu as mãos para
pedir esmolas, mas Pedro olhando fixamente em seus olhos, disse: “Não tenho
prata, nem ouro, mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo,
levante-te e anda” (At 3.7). No mesmo instante, aquele paralitico levantou-se
e pulava de alegria e foi para o templo.
O povo ficou maravilhado diante
da cura do paralitico, diz-nos o texto: “E ficaram cheios de pasmo e
assombro, pelo que lhe acontecera” (Atos 3.10). Diante dessa cena, o
apostolo Pedro, novamente coloca-se em pé e prega seu segundo sermão. Começando
com Abraão, Isaque e Jacó, depois, falando da morte de Jesus pelas autoridades
religiosas e de sua ressurreição dentre os mortos, arrazoava para que se arrependessem
de seus pecados para que viessem “os tempos de refrigério pela presença do
Senhor” (Atos 3.19). O apostolo
Pedro usa o Antigo Testamento, apontando para Jesus Cristo. Esse sermão afetou
muito os que ouviram (At 4.4), dando um total de cinco mil convertidos. Isso
chamou a atenção dos religiosos ...
2) Religiosos
“Estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo e os saduceus” (Atos 4.1). Veio um batalhão de religiosos, indignados com o milagre na porta formosa. Os sacerdotes, encarregados de observar a lei de Moisés e oficiar no templo, oferecendo sacrifícios a Deus; os guardas do templo, os policiais que tinham por obrigação de manter a ordem no templo; os saduceus, que tinham autoridade sobre o templo, os que mandava e desmandava e não acreditava no poder sobrenatural de Deus.
Essas autoridades – os sacerdotes,
os capitães e os saduceus – tiveram dificuldades com os apóstolos. Primeiro,
esses eram seguidores do homem – Jesus – que haviam matado e ensinavam o povo. Segundo
eles estavam ensinando em nome desse mesmo homem. Terceiro, eles alegavam que
aquele homem assassinado havia ressuscitado dos mortos e que as pessoas que
cressem nele também poderiam ressuscitar.
“E lançaram mão deles e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde” (Atos 4.3). Vamos deixá-los uma noite em prisão (colocados na fortaleza Antônia, onde ficou João Batista) para ver se irão continuar falando, se irão ainda testemunhar de Jesus, se irão ainda fazer milagres. Era uma forma de intimidar, colocar medo nos apóstolos.
No dia seguinte, são levados
no Sinédrio à presença dos religiosos. Diz o texto: “...os principais, os
anciãos, os escribas. E Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre,
e todos quantos da linhagem do sumo sacerdote”. O sinédrio judaico era
composto por mais de setenta pessoas. Essas autoridades religiosas queriam
intimidar os apóstolos, usar a autoridade para gerar medo nos corações. Eles tinham
uma tradição para defender, tradição religiosa. E, por fim, queriam obrigá-los
a parar de pregar em Nome de Jesus Cristo.
“E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizeste isto?” (Atos 4.7). Dois discípulos, galileus, pescadores, agora, de frente com o mesmo sinédrio que condenou Jesus (no mesmo local), cercados de autoridades religiosas que mataram e mandaram crucificar Jesus! A religião acha segurança na quantidade, no formalismo, na tradição, na hierarquia, no protocolo, no status, nos títulos, no que é “adequado”. Os religiosos usam tudo isso para intimidar “...com que poder e em nome de quem...”.
Diante da pergunta das autoridades
religiosas, o apostolo Pedro, se levantou corajosamente, cheio do Espírito
Santo e disse-lhes: “Principais do povo, e vós, anciãos de Israel...”. Ele
inicia saudando todos os representantes. Em seguida, responde a pergunta dos
anciãos, religiosos: “...seja conhecido de vós todos, e de todo povo de
Israel, quem em nome de Jesus Cristo, o Nazareno...em nome desse que este está
são diante de vós” (At 4.10). Quem é Jesus? O apostolo Pedro lembrou-se das
palavras de Jesus: “Quando os levarem às sinagogas e diante dos governadores
e das autoridades, não se preocupem com a forma pela qual se defenderão nem com
o que dirão, pois, naquela hora, o Espírito Santo lhes ensinará o que deverão
dizer” (Lc 12.12).
E disse cheio de coragem e do Espírito Santo: “Ele é a pedra que foi rejeitada por vocês, os edificadores, a qual foi posta por cabeça da esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também, debaixo do céu, nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devemos ser salvos” (Atos 4. 11-12). O apostolo Pedro está afirmando que Jesus Cristo é o Messias, é o cabeça da esquina, pedra rejeitada pelos líderes religiosos, mas pedra principal. E, afirma, que a salvação somente consiste em Jesus, sim, debaixo do céu, não existe nenhum nome que pode nos salvar, somente Jesus é poderoso para nos salvar.
Como foi a reação dos líderes religiosos? “Vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras (homens que tinham estudado teologia) e indoutos (incultos), se maravilhavam; e tinham conhecimento que eles haviam estado com Jesus” (Atos 4.13). Eles não sabiam, mas coragem veio do Espírito Santo, que desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes. Todos foram cheios do Espírito Santo, todos foram revestidos, e todos começaram a falar em línguas. O apostolo Paulo exorta seu filho na fé, Timóteo: “Deus não lhe deu espírito de covardia”, medo, de temor, de vergonha. E continua, o apostolo Paulo: “mas de poder, de amor e de moderação” (2 Tm 1.7).
Havia uma prova inegável diante dos olhos daquelas autoridades: um homem de quarenta anos, que nunca tinha andado em sua vida, ali estava ele, de pé, ao lado dos apóstolos. Assim, “nada tinha que dizer em contrário” (v,14). Eles não podiam negar e não podiam reconhecer. Diante de um fato inegável, somente deram aos discípulos uma advertência: “...chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus” (At 4.18). Mas, os apóstolos responderam: “...não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4.20).
O maior argumento do evangelho é um homem transformado, um coxo andando, um cego vendo, um bêbado sóbrio, um drogado cheio do Espírito, um blasfemo reverente, um avarento honesto. O ateu desafiou o crente acerca de sua fé. O crente respondeu: "Traga-me um homem que foi transformado pelo ateísmo e lhe apresentarei um séquito de ladrões, prostitutas e avarentos que foram transformados por Jesus".
Conclusão: a igreja que ora
A
igreja fez três pedidos principais: O primeiro era que OLHASSE PARA
SUAS AMEAÇAS (v.29 a). O segundo pedido era que Deus os capacitasse a
serem seus servos (literalmente "escravos") para falar da sua Palavra
com toda a intrepidez (v.29 b). A terceira petição era para que Deus
lhes estendesse a mão para fazer curas, sinais e prodígios, por intermédio do
nome... Jesus (v.30, Atos 5.12).
Em resposta a essa oração sincera e unânime: 1) tremeu o lugar e, segundo comentou Crisóstomo "aquilo os tornou mais inabaláveis"; 2) todos ficaram cheios do Espírito Santo; e 3) em resposta aos seu pedido especifico (v.29), anunciavam a palavra de Deus, com intrepidez (v.31).











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