terça-feira, 19 de março de 2013


De cara a cara com o inimigo  1 Pedro 5:8-11.


Introdução

Satanás significa “adversário”, como nome próprio significa o inimigo de Deus e de seu povo (Mt 4.10; 12.26). No hebraico, significa “odiar, opor-se”.

Diabo. O termo grego “diabállo” é formado por dois termos: “dia” (através de) e “bollo” (jogar). Significa “jogar por cima ou através de, dividir, semear contendas, acusar, fazer acusações, caluniar.  Em Apocalipse 12.10 afirma que o inimigo da nossa alma é o acusador de nossos irmãos, ele nos acusa de dia e de noite. Nos acusa diante de Deus, como também para nós mesmos.

Sua queda: Os anjos foram criados em estado de perfeição, mas perderam seu estado de santidade após a queda, tornando-se anjos maus (Mt 25:41; Ap 9:11). Não há dúvida de que Satanás tenha sido o chefe da apostasia (Is 14:12-15 e Ez 28:12-15).

1)    Sua identidade, estilo e propósito.
ü “sede sóbrio, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar, ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5:8,9).

ü Anda em derredor. Ele vem furtivamente e opera em segredo. Seus planos são sombrios. Ele nunca chama a atenção para a sua aproximação ou para o seu ataque.

ü Ele está bramando como um leão. Ele é uma fera, uivando e rugindo com fome, buscando a quem possa tragar! Para personalizar isso, substitua quem possa pelo seu nome. “Seu adversário anda em derredor, bramando como leão, buscando tragar ______________(seu nome)”.

ü “o objetivo do diabo é a destruição da humanidade. Satanás quer todos nós”. Ele anda ao derredor, espreitando todos os nossos passos, esperando por um momento estratégico para pegar-nos desprevenidos. Seu objetivo? Devorar-nos, consumir-nos, comer-nos vivos.

ü “Não importa quão pequenos sejam os pecados, contanto que seu efeito cumulativo seja afastar o homem da luz e levá-los para o Nada. Na verdade, o caminho mais seguro para o Inferno é o caminho gradual: ladeira suave, solo macio, sem curvas súbitas, sem marcos, sem sinalização.

2)    NOSSA REAÇÃO: sede sóbrio, vigiai (1 Pedro 5:8).

ü Vigie. Satanás é um inimigo perigoso. Ele é uma serpente que pode picar-nos quando menos esperamos. Ele é um destruidor...um acusador. Ele é um inimigo atemorizante. Devemos ter sobriedade diante da sua sagacidade.

ü Respeite-o. A fim de derrotar o diabo, precisamos, primeiro estar alertas à sua presença. Assim, respeite-o. Não o tema, nem o reverencie, mas respeite-o, assim como um eletricista respeita o poder letal da eletricidade.  O cuidado para não sobreestimar (dar valor demasiadamente) ou subestimar (menosprezar o seu poder).

ü Resista-o. Não corra com medo do inimigo. Não o convide, nem brinque com ele. Mas também não tenha medo dele. Resista-o. Pelo poder do Senhor Jesus Cristo, resista-o com firmeza.

ü A palavra grega traduzida como resisti significa “agüentar, ficar, firme contra o ataque de outra pessoa, e “não lutar contra ela”. O cristão fará bem se lembrar que não pode lutar com o diabo. Ele é originalmente o anjo mais poderoso e sábio que Deus criou, e Ele ainda conserva grande parte desse poder e sabedoria, basta dar uma olhada nas paginas da historia humana.

ü Um exemplo disso pode ser visto nas tentações que Cristo sofreu no deserto, quando Ele resistiu a Satanás com a Palavra de Deus (Mt 4:1-11, Efesios 6:10-11- Tg 4:7).

CONCLUSÃO: 1 Pedro 5:10 “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá”


terça-feira, 12 de março de 2013


Pastoreando o rebanho de Deus. 1 Pedro 5:1-4.

Introdução: “Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra dos holofotes”
“Pastores buscam o bem das ovelhas, os lobos buscam os bens das ovelhas”.

1)    Não deve haver orgulho da posição:  presbíteros com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que há de ser revelada.

ü “se exaltaremos a nós mesmos, nos tornaremos desprezíveis, e não exaltaremos nosso trabalho e nem o Senhor. Somos servos de Cristo, não senhores de sua herança. Os ministros são para as igrejas, e não as igrejas para os ministros. ..Cuide de não ser exaltado mais do que se deve, para que não se transforme em nada”.  O caso de Paulo ele se descreve como “o menor dos apóstolos” (1 Co 15:9), “o mínimo de todos os santos” (Ef 3:8) e o “principal dos pecadores” ( 1 Tm 1:15-16).

ü Cinco marcas de humildade de Paulo são identificadas em 1 Corintios 4. Em primeiro lugar, ele estava contente como servo: “que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”. A palavra que ele usou para “despenseiros” é huperetes, que, literalmente, refere-se a um remador inferior, aquele que remava na fileira inferior de uma embarcação  de guerra.
Uma segunda marca da humildade de Paulo foi a sua disposição de ser julgado por Deus. Em 1 Corintios 4.4 ele escreveu: ” Quem me julga é o Senhor”. Paulo não buscava a aprovação dos homens e também não se importava  com os que os homens pensavam dele. 
Em terceiro lugar, Paulo se contentava em ser igual aos outros servos de Deus. Em 1 corintios 4:6, ele os adverte para que não o comparem a Apolo. Ele não queria que seus leitores o elevassem.

ü Descrição de um homem humilde: quando olha para um outro pecador, considera que já foi pior que ele; um coração humilde considera-se ainda pior; Foi Deus que o fez, e nada fez por si mesmo; considera que o mais vil dos pecadores pode ser, no devido tempo de Deus, melhor que ele.

ü Em quarto lugar, Paulo estava disposto sofrer (1 Co 4:12-13). Ele sofreu pela causa de Cristo como poucos sofreram na história, cumprindo assim a predição do Senhor no momento em que se converteu (Atos 9:16).
 Por fim, Paulo estava contente por sacrificar sua reputação (1 Corintios 4. 9,13).

2)    É necessário que haja um coração de pastor. “apascentai o rebanho de Deus que está entre vós” (1 Pe 5:2).

ü O rebanho não é propriedade do sub-pastor, nem por ele é controlado: ele é o povo de Deus! O rebanho deve responder, em ultima instancia, a Ele, e deve viver perante o Senhor. O rebanho deve obedecer a Ele. É a Sua Palavra que guia a todos nós, pastores, rebanho, igualmente.

ü Por definição o verdadeiro  presbítero é o pastor do rebanho em que Deus o colocou, e que carrega no coração, procura-o quando este se dispersa, defende-o dos perigos , conforta-o em sua dor e alimenta-o com a verdade”. Não somos falsificadores da Palavra de Deus (2 Co 2.17), falsificadores são mascates espirituais e trapaceiros que barganham a Palavra de Deus com falsidade para enriquecimento próprio.
3)    Três atitudes essenciais para pastores não religiosos.

ü “Não por força, mas voluntariamente”. A atitude numero um é uma atitude de disposição. Não por força, mas voluntariamente. Força pode significar ser compelido.  Paulo afirma, em suas ultimas palavras, que os mensageiros de Deus devem estar preparados a tempo e fora de tempo (2 Tm 4:2). Os pastores fieis devem estar dispostos a tempo e fora do tempo, quando estivermos com vontade ou não.

ü “Nem por torpe ganância, mas de animo pronto”.  A versão King James chama torpe ganância (dinheiro) de lucro imundo (Atos 20:33; Mt 6:24). São os falsos profetas que se empenham na busca frenética do lucro monetário ( Is 56.11; Jr 6:13). Pedro enfatiza o ânimo: sua compaixão pelos não salvos se torna a compaixão deles.

ü “Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.  Versão de Eugene Petersen: não como mandões, dizendo aos outros o que fazer, mas apontando o caminho com toda gentileza.  Moises, próximo do fim de sua vida, foi descrito como sendo mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra (Nm 12.3). Esse era um homem que “pastoreava” milhões de pessoas, porém, que também se recusava a ceder à sua fama. Ele não dava a mínima importância ao reconhecimento público e não manipulava as pessoas. Pelo contrário, contrito de coração perante Deus, chegou a dizer: “então tira o meu nome do teu livro” (Ex 32.32).

CONCLUSÃO: E, quando aparecer o Sumo Pasto, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

terça-feira, 5 de março de 2013


Passando por ardentes provações – 1 Pedro  4:12-19.

Introdução: Verdades práticas sobre provações

“meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1:2-4).

ü É comum que cristãos tenham provações. Então nunca permita que alguém diga a voce que, quando uma pessoa se torna cristã, suas provações terminam e, a partir de então, ela pode confiar em Cristo e voar como pássaro em direção ao céu.

ü As provações vêm em várias categorias. Podem ser físicas, emocionais, financeiras, interpessoais ou espirituais. E podem surgir e bater à porta do seu negócio, da sua igreja ou da sua casa. Elas podem chegar em qualquer hora ou em qualquer época. Elas podem vir de repente, ou podem ser prolongadas.

ü As provações colocam nossa fé à prova. Não importa a fonte ou a intensidade do sofrimento, existe algo nele que simplifica a vida e leva-nos de volta ao básico. O sofrimento leva-nos de volta as coisas simples e de volta as pessoas que amamos.

ü Sem provações, não poderia haver maturidade. Tiago mostra que enfrentamos provações para que possamos torna-nos perfeitos e completos (v.4). “Se eu nunca tivesse um problema, nunca saberia que Ele poderia resolvê-lo. Eu nunca saberia o que a fé em Deus poderia fazer”.

1)    Amados, não estranheis a prova que vem sobre vós...

1.1)         Como reagir. Curiosamente, nossa primeira reação a uma prova costuma ser a surpresa: “não acreditando que isto está acontecendo!” Contudo, Pedro diz: não estranheis. A Ausência do estranhamento permitirá que permaneçamos calmos (II Tm 3:12, 1 Pe 1:7).

ü “Assim como o oleiro ou o ourives ajusta o forno para o vaso de barro ou de ouro, de modo a não ser quente demais ou frio demais, assim Deus ajusta a provação de acordo com a força do homem e com a graça que lhe confere, não permitindo que seja tentando acima de sua capacidade”

ü Nossa maturidade cristã é medida pela capacidade de suportar os testes que surgem em nosso caminho sem que eles abalem nosso alicerce ou lance-nos em confusão emocional ou espiritual.  Voce tem passado pelos testes?

1.2)         ALEGRAI-VOS POR SERDES PARTICIPANTES DAS AFLIÇÕES...

ü O quê? Você está brincando comigo? Nós estamos falando sobre provações, certo? Nós estamos falando sobre provas ardentes, correto? Correto. E Voce está me dizendo para eu me alegrar? Errado! Eu não estou dizendo-lhe isso. Deus está dizendo-lhe para alegrar-se.

ü Em Tiago 1:2: tende grade gozo. Por quê? Porque as provações permitem que tenhamos uma associação mais íntima com Cristo e, se suportamos fielmente, receberemos uma recompensa futura (Fl 3:10; II Co 4:17).

2)    O QUE LEMBRAR.

ü Provações são uma oportunidade de aproveitar o poder ao máximo: “se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus”.

ü As vezes, nosso sofrimento é merecido. “que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como que se entremete em negócios alheios”.

ü A maioria dos sofrimentos não deve, de maneira alguma, nos envergonhar-nos. “mas se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte”.

ü O sofrimento costuma ser oportuno e necessário. “porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”. A limpeza não é apenas necessária entre as pessoas da Casa de Deus, mas também na Igreja como um todo (1 Pe 4:17,18; Pv 11:31). Ou seja, voce acha que sua prova é difícil, imagine quão difícil é passar por provações sem o Senhor. A pessoa não tem alicerces, não tem limites, não tem certezas, não tem razão para prosseguir...

ü Não há comparação entre o que sofremos agora e o que os ímpios sofrerão depois. Se nós, que somos justificados pela fé, temos agora provas ardentes em nossa caminhada, imagine o inferno que os perdidos enfrentarão no futuro (Ap. 20:10-15).

CONCLUSÃO: EM QUE DEVEMOS CONFIAR? “PORTANTO, também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe a sua alma, como ao fiel Criador, fazendo o bem”. Encomendar é um termo financeiro no texto original, que significa depositar.  

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Ordens para marchar aos soldados da cruz – 1 Pedro 4:7-11.

Introdução:
“Durante a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill incentivou e apoiou o povo da Grã-Bretanha durante momentos sombrios sem fim. Ele fez várias declarações e discursos memoráveis, no entanto, um deles soa especialmente adequado aqui. Ele falou ao Parlamento logo após Londres ser transformada em estilhaços por um bombardeio, pois ele sentia que o povo estava desanimado. Parecia, porém, que Churchill nunca desanimava. Ele deve ter tido momentos de desanimo, todavia, seus discursos não revelam isto. Pois bem, ele disse àquelas pessoas no Parlamento, que provavelmente estavam tremendo por dentro: “Este não é o fim. Este não é nem o começo do fim. Contudo é, talvez, o fim do começo”.

·        Textos: Mt 24:6; Rm 13:12. “Mas já está próximo o fim de todas as coisas”: “Deve ser uma das principais preocupações dos crentes fixarem suas mentes totalmente na sua segunda vinda”. (Ap. 22:12; Tiago 5:8; Hb. 10:37; 1 João 2:18).

1)    Quatro mandamentos a obedecer.

1.1)        “USEM O BOM SENSO E FIQUEM CALMOS EM ESPÍRITO DE ORAÇÃO” ( 1 Pe 4:7).
·        “ser sóbrio”: no grego é “sophroneo”, “ter mente sã”, expressão usada para indicar a “saúde mental apropriada”. Também indica as idéias de ser alguém “razoável”, “sensível” e “sério”.
·        Sóbrio não significa o oposto de intoxicado. Significa o oposto de viver com um tipo de extremismo frenético e enlouquecedor. Por exemplo, não tente definir datas para a vinda de Cristo. Além disso, não fique cheio de ansiedade. Não largue seu emprego para colocar um roupão branco e sentar-se em algum telhado esperando Cristo voltar.
·        Na verdade, não há nada como a oração para aguçar nossa consciência, manter-nos alertados, conceder-nos mais discernimento, lembrar-nos quem está no controle(Mt 26:36-40).

1.2)        “SEJAM FERVOROSOS NO AMOR UM PARA COM OS OUTROS”. (1 Pe 4:8).
·        Ardente vem da palavra grega ektene, que significa literalmente “esticado”. Ela é usada para descrever atletas se esticando com o objetivo de alcançar a fita que marca a linha de chegada, ou pulando alto o suficiente para não tocar no obstáculo. Aqui o apostolo Pedro aplica esta palavra em relação ao amor. Nos diz para termos ardência em nosso amor uns pelos outros.

·        Se existe uma época que devemos esticar até o limite nosso amor para com os outros, é a do fim dos tempos. É AGORA. E O QUE REVELA ESSE AMOR? O PERDÃO.
·        Quando Pedro mostra que a caridade cobrirá a multidão de pecados (1 Pe 4:8), ele está fazendo alusão ao principio em Provérbios 10:12: “o ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”.  

·        Os ímpios estão nos observando quando brigamos com nossos irmãos e irmãs! Eles adoram quando não conseguimos dar-nos bem com os outros. Isso rende assunto.  Mahatma Gandhi, um líder nacionalista indiano, disse certa vez: “eu gosto do seu Cristo, porém, não gosto dos seus cristãos...eles são muito diferentes do seu Cristo”.
·        “Somos mais parecidos com feras quando matamos; com homens quando julgamos e com Deus quando perdoamos”.

·        Algumas pessoas são tão fáceis de amar que caímos naturalmente em seus braços. Outras, porém, são tão difíceis que é preciso empregar mais tempo para conseguir isso, pois há algo na natureza delas que é abrasivo e irritante. Algumas são como polos do imã: elas repelem. No entanto, até essas pessoas precisam do nosso amor, talvez até mais do que as outras. Quão importante é qiue nos “estiquemos ardentemente” para amarmos uns aos outros!

1.3)        “SEJAM HOSPITALEIROS UNS PARA COM OS OUTROS” (1 Pedro 4:9).
·        Sublinhe as palavras UNS PARA OS OUTROS (VV. 8e 10). Voce é hospitaleiro? Ou tem reclamado, murmurado! É verdade que a hospitalidade exige esforço e planejamento, e que interrompe a sua privacidade. “o verdadeiro amor é um anfitrião esplêndido”.

·        “Há o amor cuja medida é a de um guarda-chuva. Há o amor cuja inclusão equivale à de uma grande tenda. E há o amor cuja compreensão é do tamanho imensurável do céu. O objetivo do Novo Testamento é transformar o guarda-chuva em uma tenda, e a tenda em uma cobertura gloriosa do céu que tudo envolve”.

1.4)        “EXERCITAM OS DONS”. (1 Pe. 4:10-11).

·        Vários trechos do Novo Testamento falam sobre os dons espirituais (Efesios 4:11-12; 1 Corintios 12:28-30 e Romanos 12:6-8). Faça uma lista com esses dons e pergunte-se: onde eu me encaixo melhor nesta lista?

·        V.11: Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá.  Quando falamos, não devemos proferir nossas próprias opiniões e filosofias sobre a vida, mas devemos falar segundo as palavras de Deus. E, quando servimos, não devemos fazer isto com as nossas próprias forças, mas segundo o poder que Deus dá.

·        Muitos de nós tem o dom do ensino; muitas pessoas com dons também servem nos bastidores; outros tem o dom de mostrar misericórdia, de ministrar àqueles que são deixados de lado ou que estão sofrendo; ainda há aqueles que tem o dom do evangelismo.

·        Os dons tem uma coisa em comum: ele ganham vida quando servimos outras pessoas. Pense da seguinte forma: quando empregamos nossos dons, os outros são beneficiados, encorajados e tem a esperança renovada. Curiosamente, nós também.

CONCLUSÃO: por que ficarmos calmos e orar? Por que sermos ardentes em amor? Por que demonstrar hospitalidade? Por que servimos uns aos outros? V.11: “para que em tudo Deus seja glorificado  por Jesus Cristo, a quem pertence à glória e o poder para todo sempre. Amém!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Moises: um instante de ira (Nm 20:1-12).

Cinco níveis da ira: 1) leve irritação: sensação de mal estar, provocado por algum distúrbio desagradável: congestionamento de transito, barulho de criança; 2) indignação: é uma reação a algo que parece injusto ou ilógico; 3) cólera: surge um forte desejo de se vingar, revidar ou se defender, e não é possível voltar atrás, a cólera tem muitas caras, e todas são feias; 4) fúria: perda momentânea de controle – e até mesmo uma perda temporária de sanidade (Zidane); 5) raiva: é o nível mais intenso das expressões da ira, ela pode inspirar atos brutais de violência, algumas vezes praticados sem percepção consciente, pode cometer um crime sem quase se dar conta do que está fazendo,fora de si.

“Temos dentro de nós o potencial para violência. A única diferença é a questão do controle. Aqueles dentre nós que entregaram sua vida a Cristo sabem que temos alguém em nosso intimo que nos capacita a controlar nossa ira”.

1)    A história de um homem zangado.

1.1)                    Ira assassina (Ex 2:10-11-12). Logo depois desse incidente, Moises fugiu para o deserto. Durante os quarenta anos seguintes ele esfriou a cabeça na escola da autodescoberta. Mesmo assim não aprendeu a controlar seu temperamento.

1.2)                    Ira desnecessária.  Quando Moises visitou Faraó entre a nona e a décima praga, ele ficou violentamente irado com rei. Embora o Senhor tivesse dito a Moises: “vou endurecer o coração de Faraó”. Moises enfureceu com Faraó, Moises “ardendo em ira, se retirou da presença de Faraó”.  Deus havia dito a Moises: “Olhe, não vou endurecer o coração de Faraó. Não precisa ficar com raiva dele. Tudo o que tem de fazer é dizer-lhe: Homem, você está condenado. Não tem outra saída, senão deixar libertar meu povo”.


1.3)                    Ira destrutiva (Ex 32:15-16). Essas tabuas, escritas pelo Deus Todo-Poderoso, eram os documentos mais preciosos que o homem tivera em sua posse. Pense num livro escrito pelo dedo de Deus! (v.19-20)...Veja o que Moises fez. Ele pegou os preciosos documentos de Deus e,num momento de fúria, “arrojou das mãos as tábuas e quebrou-se ao pé do monte”.Mas não parou aí. Êxodo nos conta: “e pegando no bezerro, que tinham feito, queimou-o no fogo, e o reduziu a pó que espalhou sobre a água e deu de beber aos filhos de Israel (v.20). Meditar Êx 34:1.

1.4)                    Ira rebelde. O povo de Israel se encontra novamente na fronteira de Canaã. A essa altura os hebreus já tinham peregrinado durante trinta e nove anos e se queixado a cada passo do caminho. Quando chega em Números 20, a ira de Moises se extravasa. O homem estava fervendo por dentro. Ele está à beira da fúria desenfreada (Nm 20:1-2). Quando as coisas não funcionam de acordo com o plano de todos, chame o pelotão para fuzilar os líderes (Nm 20:3-5). Sempre a mesma história: reclamação, lamentos, queixas, miséria, injustiças, eram dignos de pena. (Nm 20:6-8): ou seja: “Toma a vara, vai até a rocha, fala com a rocha e deixa o resto por minha conta. A água vai correr”.  (Nm 20:9-10 e 11): Deus lhe dissera para falar à rocha. Moises a feriu, não uma, mas duas vezes.

Conclusão: (Nm 20:12). Conselho de Tiago (Tg 1;19-20). Alguns princípios: 1) Um ato de desobediência tem origem na incredulidade (Nm 20:12): Não crestes em mim. Ou seja, quero fazer as coisas ao meu modo, Senhor (Hb 3:18-19); 2) Um ato publico de desobediencia diminui a gloria de Deus (Tg 3:1); 3) Qualquer ato desse tipo, embora perdoado, resulta em conseqüências penosas. Voce não vai colocar os pés na Terra Prometida.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Quando a depressão ataca: Elias, eu e voce e a depressão.

            Um livro que tenho sugere que “quase todos ficam deprimidos. Esse sentimento básico de vazio, exaustão e insignificância é universal e cruza todas as fronteiras, quer sejam estas de idade, sexo ou nacionalidade”.

            O problema é que às vezes não entendemos a nossa depressão. Como no caso de Elias, a depressão pode bater quanto todas as coisas parecem estar indo extremamente bem. E ainda pior, não sabemos o que fazer com relação à nossa depressão. Será que ela é sinal  de alguma imperfeição espiritual profunda? Será que a depressão indica que a nossa fé é fraca?

            A História do inexplicável surto de depressão de Elias depois da vitória no Monte Carmelo nos encoraja. Se um gigante espiritual como Elias pôde sofrer de depressão, talvez pigmeus como voce e eu não devamos esperar demais de nós mesmos.

            Porém ainda há muito mais a considerar. A experiência de Elias nos mostra como Deus tratou a depressão do seu profeta, e nos dá indicações  de como podemos ajudar a nós mesmos.

            Quando Elias ficou desanimado e abandonou o seu ministério, Deus não ficou irado. Em vez disso, na verdade, Deus providenciou alimento para manta-lo durante sua fuga (1 Reis 19:6-9). É fácil nos sentirmos desanimados com a nossa vida quando a depressão ataca. Precisamos nos lembrar de que Deus está conosco, inclinando-se para nos sustentar em vez de nos condenar.

            Quando Elias tinha repousado, Deus deu ao profeta uma missão a executar (1 Reis 19:15,16, ou seja, ungir Hazael, Rei da Siria; Jeú, Rei de Israel e Eliseu, como profeta...). A depressão com freqüência rouba a nossa vontade de agir. É importante nos levantarmos de manhã e sairmos para executar as nossas tarefas diárias.

            Quando Elias duvidou e se queixou, Deus o tranqüilizou. Ele não estava sozinho, pois Deus havia conservado “em Israel sete mil: todos os joelhos que se não dobraram a Baal” (v.18). A lembrança de que não estamos sozinhos em nossa experiência é algo que pode nos ajudar.

            Finalmente, Deus deu a Elias um amigo e companheiro para estar com ele (1 Reis 19-21). Ter alguém que se importa é importante, mesmo que esse alguém não saiba o que dizer ou fazer para nos animar.

            A depressão é um problema para muitos. E não há respostas fáceis. Mas podemos aliviar alguma pressão que exista sobre a nossa vida, lembrando-nos de que Deus ainda nos ama, realizando o nosso trabalho, lembrando-nos de que não estamos sozinhos, e encontrando um amigo que se importe conosco.
“Ele não disse: Tu não serás incomodado – não serás tentado – não serás afligido. Mas Ele disse: Tu não serás vencido”. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


Como chocar os não cristãos – 1 Pedro 4:1-6.

Introdução: “Este mundo não é o meu lar; Só estou de passagem; Meus tesouros estão depositados; Em algum lugar além do azul”.

·        Estamos aqui para demonstrar  o que é ser um cidadão de outro país, o que é ter cidadania de outra terra, para que possamos criar nas pessoas o desejo de emigrar. Nossa missão é provocar uma sede e um interesse na “além do azul”.
·       
Em 1 Pedro 4:1-6, o apostolo dá ordens aos soldados cristãos estacionados neste solo estrangeiro para que marchem. Ele inicia o assunto abordando o comportamento cristão perante um mundo observador com o conector, pois: Ora, pois, já que Cristo ...armai-vos... 
·        Armai-vos: a palavra grega traduzida como armai-vos era utilizada quando um soldado grego colocava sua armadura e tomava suas armas. O cristão precisa da armadura mais pesada possível para resistir aos ataques do inimigo de sua alma.

·        Não estamos de férias até chegar ao céu. Nós somos soldados em solo bruto e não cristão, e a batalha irrompe em todo o nosso derredor.
“não perceber que você está em um conflito significa apenas uma única coisa: que você está derrotado de modo irremediável [...] e não saber disso, que está inconsciente! Isso significa que você está completamente derrotado pelo inimigo. Aquele que não está consciente de uma luta e um conflito espiritual encontra-se em uma condição entorpecida e perigosa” (Lloyd-Jones).

1)    Transformação: diferença notável na vida cristã.
“ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também com este pensamento: que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado, para que, no tempo em que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque é bastante que, no tempo passado da vida, fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borracheiras, glutonarias, bebedices, e abomináveis idolatrias” (1 Pedro 4:1-3).

·        Quatros benefícios mencionados pelo apostolo Pedro: 1) nós não servimos ao pecado como nosso mestre (1 Pedro 4:1 b);2) não gastamos os nossos dias  sob o domínio de desejos como antes (v.2 b); 3) agora vivemos para a vontade de Deus (v. 2 b); 4) deixamos de viver como ímpios (v.3).

·        Antes de Cristo entrar em nossa vida, não tínhamos poder para resistir o pecado. Quando a tentação vinha, cedíamos, pois éramos incapazes de agir de outro modo. Quando a fraqueza da carne aparecia, caíamos na armadilha.

·        Observe como a vontade de Deus (1 Pedro 4:2) é contrastada com a vontade dos gentios (v.3). Perceba também como esta, que são velhos hábitos, práticas, associações, locais de entretenimento, motivações más e passatempos imorais, diz respeito somente a cenas do passado.

1.1)         Vontade dos gentios: andando (v.3).
·        Dissoluções: licenciosidade, deboche, sensualidade, palavra usada para indicar vários excessos ou perversões sexuais.

·        Concupiscências: palavra comum para todas as formas de desejo, de boa ou má natureza, neste contexto é desejo mau, ligado ao impulso sexual (Rm 1:24).

·        Borracheiras: bebedeiras. O termo tem por raiz a palavra “oinos” vinho e “phileo”, manar em abundancia (Ef. 5: 18). Todos nós sabemos o que produz o alcoolismo desenfreado.

·        Glutonarias e bebedices: descrevem todo um leque miserável de consumo pelo prazer, desde o abuso de substancias destrutivas e até orgias sexuais selvagens.

1.2)        Vontade de Deus: “acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós (1 Pedro 4:4).

·        As vezes, isso deixa os gentios na defensiva e bravos, fazendo com que nos agridam, como se o nosso estilo de vida julgasse o deles. O que lhes sobra depois de uma noite na devassidão é o vazio interior com que convive dia após dia.

·        No entanto os gentios não tem qualquer poder para superar a força do pecado, esperam pelo próxima noite. E, se deixarem a musica bem alta e se houver bebida e drogas suficientes, eles acham que podem afogar suas dificuldades. Essa é a outra mentira do inimigo, pois ele tem milhares delas.

·        Portanto, VOCE foi libertado desta vida (Rm 6:14), foi transformado. Você não é mais um escravo indefeso do pecado. Você não é mais dominado pelos impulsos de suas glândulas. Agora você está interessado na vontade de Deus e fechou as portas para um viver ímpio.

·        Revista Jovem Cristão: “Sua turma de escola está armando uma tremenda festinha para comemorar o aniversário da pessoa mais simpática da sala. Vai ter muita comida, música, bebida, namoros de ocasião e sabe lá o que mais. Ninguém vai faltar e se voce não for já sabe que terá de passar a semana inteira explicando o motivo.
      Há duas opções: ir e se comportar como um peixinho fora d’água, beber só refrigerante, ficar léguas da pista de dança, só conversar com colega do mesmo sexo e nunca, jamais, prestar atenção na música que está sendo tocada. Porém, é bom que se saiba: esta solução é inviável, pois não condiz com o padrão de vida estabelecido pela Bíblia que, entre outras coisas, aconselha-nos a evitar a aparência do mal.
      A outra saída é recusar o convite, pois a tentação será grande e é melhor ter problemas com os colegas de classe do que com aquele que o criou e será eternamente seu mais verdadeiro amigo.
      Caso voce resolva contrariar seus princípios cristãos, e opte pela primeira alternativa, é melhor ir-se preparando, pois terá de repetir a dose em todas as outras festinhas. E isso será legal! Ah! Não se esqueça também de pedir oração a sua tia, sua mãe, sua avó, ao Círculo de Oração... voce vai precisar. Se decidir, porém, encarar os amigos e recusar o convite, fique tranqüilo, eles não vão mais contar com voce para as outras festas e a sua aparente covardia foi na verdade uma grande prova de coragem e domínio próprio.”

Conclusão: três coisas importantes: 1) continue vivendo para Cristo; 2) pode esperar ser mal interpretado; 3) mantenha seus olhos fixos em Cristo.