Pedro é libertado da prisão. At 12.1-19
Introdução
A
igreja tem um chamado absoluto com Deus, desafiando as exigências totalitária do
Estado. A igreja aponta para uma atividade mais elevada, e isso sempre atinge e
ofende o orgulho dos dominadores deste mundo. O Estado tem se levantado contra
a igreja, porque a igreja não pode negar sua essência, não pode negar suas convicções.
O apostolo Pedro foi coagido a não pregar o evangelho, mas ele foi firme, irremovível:
“Julgais vós mesmos se é justo diante de Deus obedecer a vós mais do que a
Deus” (At 4.19). a igreja estava incomodando os poderosos com sua mensagem cristocêntrica
e espalhando o evangelho em todos os cantos.
1) O
caráter da igreja
O texto diz: “Por esta época, o Rei Herodes ...mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12.1). Como disse Jesus, João beberia do mesmo cálice que Jesus enfrentou (Mc 10.39), e é executado à espada, morte de decapitação. Mas, Herodes, vendo “que isso agradava os judeus...prendendo também Pedro” (At 12.5). O apostolo Pedro foi lançado na prisão, mas, não sofreu sozinho. Toda igreja sofreu com ele. Em 1 Coríntios 12, o apostolo Paulo compara a igreja ao corpo humano, por causa da natureza orgânica da união das várias partes do corpo, devido à intima conexão vital dos nervos e do suprimento sanguíneo. “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si” (Rm 14.7).
Herodes entregou Pedro a
quatro escoltas de quatro soldados cada um para cuidar dele. Isso significa que
havia dezesseis soldados vigiando Pedro. Acorrentou Pedro a dois soldados, um a
cada mão, e além disso postou guardas diante da porta. De um lado, temos o rei
Herodes que tranca Pedro com quatro soldados para que ela não venha escapar da
prisão. Do outro lado, temos uma igreja que ora.
Somos lembrados quais são as armas da igreja. Herodes é poderoso, governava toda Palestina, tem legiões romanas ao seu dispor, possuindo armas e espadas, cavalos, lanças e escudos. Mas, a igreja não possui grande exércitos de soldados e também não luta com espada, pois segundo o apostolo Paulo “as armas da nossa milicia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas” (2 Co 10.4). A única arma que a igreja contava nessa ocasião quando encarava as ameaças de Herodes era a arma da oração. Diz o texto: “A igreja fazia constante e fervorosa oração a Deus em favor dele” (At 12.5). O apostolo Paulo exorta os crentes: “Orai sem cessar” (1 Ts 5.17).
2) Deus reponde oração
“E, quando Herodes estava para apresentá-lo” (Atos 12.6). ou “Na noite anterior ao dia em que Herodes iria submetê-lo a julgamento” (NVI). Quando foi isso? Nos dias ao final “a celebração da Festa dos Pães sem fermento”, que era uma festa judaica que acontecia após a Páscoa e durava sete dias. Herodes estava ansioso para agradar o povo, mas não podia fazer isso durante a celebração da festa dos pães asmos. “Apresentar” não era determinar sua culpa ou inocência, mas definir as acusações pelas quais ele poderia ser executado. Herodes planejava um julgamento seguido de execução.
Não
há menor dúvida de que Pedro, ao deitar-se para dormir, tenha pensado que essa
seria sua última noite na terra, e que na próxima manhã ele sabia que tudo
aconteceria bem cedo. Mas Pedro se encontra dormindo tranquilamente. Seu sono é
tão pesado como naquela ocasião em que os discípulos tentaram despertar Jesus
quando as águas tempestuosas de um vendaval ameaçavam afundar o barco em que
estavam (Lc 8.22-25). O Salmista afirmou: “Deito-me e pego no sono; acordo
porque o Senhor me sustenta” (Sl 3.5). Uma coisa é deitar na cama, mas outra
coisa bem diferente é dormir! Diz o Salmista: “Aos seus amados ele o dá
enquanto dormem” (Sl 127.2).
Agora, você se lembra daquela
madrugada fria em que Pedro estavam bem acordado, em frente uma fogueira,
mentindo e negando o Senhor por três vezes? Quando ele ouviu o galo cantar em
seus ouvidos? Um canto que cortava sua alma! Agora, Pedro está na cadeia, preso
por falar do Nome de Jesus, e Deus lhe concedeu ao seu amado sono. Alguns anos
depois, os cristãos enfrentarão nas arenas leões famintos com um sorriso no
rosto, agradecendo a Deus por serem considerados dignos de sofrer pele nome dEle.
“E aconteceu que... Pedro estava dormindo entre dois soldados, com algemas presas a duas correntes, e as sentinelas guardavam o cárcere diante da porta...de repente, uma luz intensa brilhou na cela” (At 12.6). Em Genesis diz que no começo de tudo “a terra era sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo” (Gn 1.2). Disse Deus: “Haja luz” (Gn 1.3). “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1 Jo 1.5). Ele é o “pai das luzes, em que não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Deus se mostrou como luz na sarça ardente que Moises viu; Paulo, no caminho de Damasco, subitamente viu uma luz que brilhou diante dele.
O que isso significa? Significa a
luz em oposição as trevas do pecado, do mal e da iniquidade. As forças do mal,
do maligno, sempre se opuseram à igreja quando dava seu testemunho. O inferno
se levanta contra a igreja, isso é as trevas, à escuridão. Se de um lado temos
as trevas, do outro lado, temos a santidade (kabode), a pureza de Deus, e a alvura
da eternidade. Na hora da aflição, vemos a diferença entre as trevas e o mal, e
a luz e a santidade de Deus.
Vemos
Pedro na prisão, dentro de uma cela, vemos um punhado de gente, de irmãos
orando em favor dele. Era a última
noite de Pedro, tudo parecia sem esperança; a luta era desigual demais. Alguns
até falavam: “Não se pode fazer nada, terá o mesmo fim de Tiago”. Portanto, não
havia certeza, somente desesperança e desespero. De repente, “subitamente,
surgiu um anjo do Senhor”. De repente “brilhou uma luz”, a luz de Deus, a luz
de esperança, a luz nas trevas “Nem mesmo as trevas serão escuras para ti; a
noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz” (Sl 139.12).
Não
parecia haver saída para Pedro, tudo era desespero. Aí então brilha uma luz e lhe revela a saída. Subitamente
ele lança seus raios sobre o caminho escuro e vemos a luz iluminando o caminho.
A luz é aquilo que nos aponta a saída para o que parecia ser uma situação impossível.
A luz indica o caminho que temos de seguir quando não saber o que fazer “uma luz
resplandeceu na escuridão”
Pedro
está dormindo, acorrentado a dois soldados, com outros soldados parados do lado
de fora da porta, que provavelmente estava trancada e fechada. O grande portão
de ferro separa toda prisão do restante da cidade. Não se pode fazer nada. Mas,
Deus interveio, nada é impossível para o Nosso Deus.
Não
importa qual seja nossa situação, quão essa seja a escuridão, quão escuro
esteja seu caminho, quão apertado sejam suas algemas, quão aprisionado e amarrado
você esteja, se Deus quer você livre, isso pode ser feito, isso será feito. Não
importa os obstáculos, suas cadeias, os soldados, as grades e as trancas de
ferro, o peso do maciço portão de ferro, a espessura da parede. Mas com Deus todas
as coisas são possíveis.
Conclusão
“O anjo tocou em Pedro e lhe disse: Depressa! Depressa! Levante-se e as correntes caíram dos pulsos de Pedro. Então o anjo lhe disse: vista-se e calce as sandálias” (Atos 12.8). Parecia, para o apostolo, que isso era uma visão, mas depois percebeu que era real. Quando finalmente, chegou do lado de fora da cadeia, depois de terem caminhado ao longo de uma rua, o anjo sumiu...
Quando Pedro chegou na casa de
Maria, não estava acreditando que fosse ele, pensavam que fosse um anjo. Os irmãos
questionaram a menina que foi receber Pedro no portão, lhe dizendo: “você perdeu
o juízo”, “você está maluca”, “fora de contato com a realidade”. Mas, era Pedro
que estava lá fora, querendo entrar para dentro da casa.
Algumas
lições: 1) Peça a Deus o que você quer e seja ousado! Ore com ousadia pelo que é
bom. 2) confie na soberania de Deus e na bondade de Deus para prevalecer. As pessoas
na casa de Maria se reuniram para orar por Pedro.


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