sábado, 3 de outubro de 2026

 C.S. Lewis e o livre arbítrio. 

C.S. Lewis em seu livro “Cristianismo puro e simples” fala sobre o livre-arbítrio humano. Ou seja, o ato do ser humano decidir, ser sujeito de sua própria história. Ele começa afirmando que “Deus criou os seres humanos com livre-vontade, e isso significa que temos opção de fazer o bem e o mal”, ou seja, de decidir, senhor de sua história, da nossa história. “Ser alguém livre para ser bom, ser alguém livre para ser mal”.

Então, diante desse fato aterrorizante, ele pergunta: “Porque então Deus concede a livre vontade, ou livre-arbítrio?” e responde: “Porque a livre-vontade embora possibilite o mal, também é a única coisa que torna possível todo amor, toda bondade ou toda alegria”. “Um mundo de robôs”, diz C.S. Lewis, “dificilmente valeria a pena ser criado”. O amor consiste justamente no fato de termos liberdade, senão seria algo tirânico, religioso, impessoal.

O que é felicidade, segundo evangelho de Mateus é bem-aventurado, para Lewis “a felicidade que Deus designou para suas criaturas superiores”, ou seja, os seres humanos, “é a felicidade de estar em união com Ele, livre e voluntariamente em êxtase de amor e prazer, que comparado com o amor arrebatador entre homem e uma mulher nesta terra, este último seria água com açúcar. E para isso eles tem de ser livres”. A felicidade então é a junção entre Deus e o ser humano, não na base da imposição, do dever, mas na base no amor. E essa felicidade está acima da felicidade entre um homem e uma mulher.

Mas, lewis, vai mais longe, afirmando: “É evidente que Deus sabia que a liberdade seria usada de forma errada. Talvez nos sintamos inclinados a discordar dEle, mas quem somos nós para discordar de Deus?”. Grande pergunta, quem somos nós, criatura finitas, pecadoras, egoístas para discordar de Deus. Ele diz: “Ele é a fonte da qual vem todo o poder de raciocínio. Você não poderia estar certo e ele, errado, da mesma forma que um riacho não pode correr no sentido contrário a sua própria nascente”.

Quanto melhor for a matéria de que uma criatura tenha sido feita – quanto mais inteligente, forte, livre ela for – melhor ela se tornará se seguir o caminho certo, mas, também, pior se tornará quando seguir o caminho errado.

Em seguida, ele pergunta: Como o ser humano se corrompe, ou, melhor como o ser humano segue o caminho errado? Lewis responde: “no momento em que você tem um ego, surge a possibilidade de colocar a si mesmo em primeiro lugar – de querer ser o centro – que é o desejo, na verdade, de ser Deus. Esse foi o pecado de Satanás, e esse foi o pecado que ele ensinou á humanidade”. O que Satanás colocou na mente dos seres humanos foi a ideia de que eles poderiam “ser como deuses”. Sim, foi isso que a serpente falou para Eva, no Jardim do Eden.

"Como se pudessem estruturar-se por si mesmos, como se tivessem criados a si mesmos -, ser os seus próprios guias – inventar uma espécie de felicidade para si fora de Deus, à parte de Deus. É dessa tentativo desesperada veio praticamente tudo o que chamamos de história humana: dinheiro, pobreza, ambição, guerra, prostituição, corrupção, divisão social, impéios, escravidão. Isto é, a longa e terrível história do homem tentando encontrar a felicidade em algo diferente de Deus". 

Por fim, C,S. Lewis, afirma que “Deus nos criou, Deus designou o ser humano para funcionar à base dele mesmo. Ele mesmo é combustível que nossos espíritos foram designados para queimar, ou o alimento do qual nossos espíritos foram designados para se alimentar. Essa é a razão pela qual simplesmente não adintar pedir a Deus para nos fazer felizes do nosso jeito. Deus não pode nos dar felicidade e paz à parte de si mesmo....". Finalmente, a única maneira de ser feliz, é com Deus, fora de Deus é impossível.

 

  

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