terça-feira, 22 de setembro de 2026

 Duelo de deuses – Atos 19.1-19 


Introdução

O apostolo Paulo está em sua segunda viagem missionária. Passou por Tessalônica, onde pregou o evangelho na sinagoga por três semanas  e muitas pessoas se converteram a Cristo como mulheres proeminentes da sociedade. Por causa da perseguição dos judeus, ele foi para Atenas, a capital do conhecimento, da filosofia, tomadas por deuses, da democracia. Lá disputou o evangelho nas sinagogas, com os estoicos e epicureus na ágora. Depois, passou em Corinto, cidade imoral, ficando um ano e oito meses. Por fim, o apostolo Paulo, chega na cidade de Éfeso para pregar o evangelho.

1)     Éfeso

Éfeso estava localizada no centro de todas as áreas do ministério do apostolo Paulo, ficava na encruzilhada entre Tessalônica, Corinto, Filipos e Antioquia da Psídia. A população da cidade girava em torno de 200 mil habitantes, que fazia dela a quarta maior cidade do império Romano.  A cidade ficava perto da foz do rio Caíster, no local em que desaguava no Mar Egeu, ficava entre os montes Pion e Coressus. Como cidade portuária era um centro comercial importante. 

Éfeso era mais famosa pelo templo de Ártemis, uma das sete maravilhas do mundo antigo e o maior templo grego da antiguidade, era quatro vezes maior do que o Partenon em Atenas. O templo ocupava uma área de setenta metros por 130 metros; nele havia 127 colunas, cada uma com aproximadamente dois metros de diâmetro e vinte metros de altura. Multidões de adoradores faziam peregrinações a Éfeso toda primavera para o festival anual de Artemísia. 

O filosofo grego Estrabão observou certa vez: “Ártemis tem esse nome pelo fato de fazer as pessoas artemeas”. A palavra grega artemeas significa “são e salvo”. Esse anseio pela sensação de segurança e bem-estar é um poderoso motivador de adoração, definindo o que as pessoas adoram e porquê. De fato, inscrições para Ártemis aclamavam-na como “salvadora” e “redentora”, ela era vista como detentora de um domínio cósmico sobre poderes sobrenaturais e demônios. 

Essa cidade era famosa por suas práticas de magia. Os arqueólogos encontraram inúmeros pergaminhos, amuletos e encantamentos, conhecidos como “escritos efésios”. Usavam esses artefatos para afastar espíritos malignos, para as pessoas viajar com segurança, concedia filhos para mulheres engravidar, e dava sorte no amor. A magia era usada para exorcismos invocando-se os nomes dos espíritos ou divindades superiores.

2)     O ministério de Paulo

Quando o apostolo chega em Éfeso, diz o texto: “Ali encontrou alguns cristãos e perguntou: Quando vocês creram vocês receberam o Espirito Santo” (At 19.2).  ou, “Foste batizado com Espírito Santo quando crestes?” (Atos 19.2). Ao que responderam: “De forma alguma, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo”.  Quando lhes perguntou qual batismo receberam, eles responderam que havia sido “o batismo de João” (At 19.3). Da mesma forma, em Atos 18, fala de Apolo: “...um judeu natural de Alexandria, homem eloquente e que acumulava, grande experiencia nas escrituras” (At 18.24). 

Conhecia os fatos a respeito de Jesus, era pregador fervoroso, “fervoroso no espírito”, avivalista, no entanto, seu conhecimento, como os discípulos em Efésios, estava limitado ao “batismo de João”. somente conhecia o batismo de arrependimento de pecados, regeneração, que João Batista estava pregando no rio Jordão. Então, Priscila e Áquila “...lhe expuseram com mais precisão o caminho de Deus” (At 18.26).

Então Paulo lhes explicou: o batismo realizado por João foi um batismo de arrependimento. Ele ordenava ao povo que cresse naquele que viria depois dele, ou seja, em Jesus” (Atos 19.4). Este é o batismo das águas, do arrependimento, do perdão de pecados, é um batismo necessário, como Jesus disse em seu ide: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crê será condenado” (Mc 16.16). 


Agora, tem que ir para frente, vocês têm que receber o batismo com Espírito Santo. Tem uma promessa, como disse o apostolo Pedro: “Nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre todos os povos, os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões; os velhos terão sonhos” (At 2.17). Então, diz o texto: “Quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles, e falaram em línguas e profetizaram. Eram todos cerca de doze” (At 19.6-7). Como aconteceu no dia de Pentecoste, como aconteceu com os samaritanos, falaram em línguas e profetizaram, o que confirma a realidade da presença do Espirito Santo. 

Quando os judeus não quiseram receber a mensagem do apostolo Paulo, então “começou a falar diariamente na escola de um homem chamado Tirano” (Atos 19.9). O apostolo Paulo pregou nessa escola durante dois anos “até que todos os moradores da província da Ásia...ouviram a mensagem do Senhor” (At 19.10). De manhã Paulo trabalhava como fazedor de tendas e a tarde ensinava a Palavra de Deus na escola. O evangelho expandiu para Colossos, Laodiceia, Hierapolis, no vale do Rio Lico.

“Deus, pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas extraordinárias a ponto de levaram aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam” (At 19.11-12 ARA). O ministério do apostolo Paulo não só resultou na expansão do evangelho para Efésios e cidades vizinhas, mas também foi uma demonstração do poder de Deus sobre deuses e deusas dos efésios (At 19.11-18). A palavra grega traduzida nesse versículo por “extraordinários” significa “fora do comum”. As peças de roupa ou lençóis que Paulo usava eram levados aos doentes, as pessoas eram curadas, sem terem tido contato direito com o apostolo. 

“E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o Nome do Senhor Jesus sobre pessoas possuídas de espíritos malignos, dizendo: _Ordeno que saiam pelo poder de Jesus, a quem Paulo prega. E os que faziam isso eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes” (At 19.13 ARC).  Duas coisas importantes a considerar: as forças e os poderes “principados e potestades” que atual nesse universo não são apenas impessoais, mas são seres espirituais.  Esses seres espirituais afetam a vida das pessoas. Segundo, nesse universo há um Nome que é respeitado, reverenciado pelas forças espirituais, que é o Nome de Jesus.

Mas o espírito maligno lhes respondeu: _Conheço Jesus e sei quem é Paulo; mas vocês, quem são?” (At 19.15). Sim, conhecemos Jesus, mas não reconhecemos a autoridade de vocês. Portanto, os “principados e potestades” não apenas reconhecem a autoridade do Nome de Jesus, mas também quem pertence a Ele “...sei quem é Paulo”. Quem é de Jesus, quem pertence a Jesus, quem foi comprado no sangue de Jesus tem legitimidade para usar o Nome de Jesus. 

Dito isso, atacou os homens espancando-os severamente até que fugiram, nus e aterrorizados” (At 19.16). infelizmente, tem muita gente zombando do Nome de Jesus, pessoas que indevidamente usam o Nome de Jesus, em vão! Aqueles homens foram humilhados, envergonhados e o Nome de Jesus foi glorificado na cidade de Efésios (Atos 19.17). Os moradores da cidade “...ficaram com muito medo. Isso fez que o Nome de Jesus fosse ainda mais respeitado” (At 19.17).

Conclusão

  O nome de Jesus foi engrandecido, as pessoas entregaram publicamente os seus instrumentos, os seus livros, os seus artefatos de ocultismo e de práticas religiosas exotéricas e queima em praça pública e valor de tudo o que foi queimado chega a 50 mil dracmas, ou seja, 50 mil diárias de um trabalhador comum.  (Atos 19.17-19 ).

O que é isso: uma declaração de posição no mundo espiritual. Aquilo que eu usei para servir outros espíritos eu queimo e jogo fora, é importante que façamos isso. Ou seja, estou rompendo a todos os espíritos que eu me relacionei, a partir de agora, o meu Senhor é Jesus Cristo, somente Ele. 


 

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