O desejo de casar – Ct 8
Introdução
Num
programa de televisão no qual o homem e a mulher que moram juntos discutiam se
deviam se casar. Ele queria, ela não. Ele lhe disse: Por que a gente não casa? Ela
atordoada, brava, disse ao homem: “Por quê a gente não precisa de um pedaço de papel
para amar um ao outro”. Este pedaço de papel, como todos sabemos, é a certidão de
casamento!
1)
Somos assim
A
resposta dessa mulher é um retrato da sociedade atual, que chamamos de
sociedade liquida, onde tudo que é solido se desfaz. Os valores tradicionais,
conservadores são varridos para fora da realidade de muitos homens e mulheres. O
que importa, para muitos, é o romance, é o sentimento, é o romantismo. O que
importa, para muitos é a aventura amorosa, é a liberdade. Quanto ao casamento
de papel passado, quando ao compromisso, à dedicação, isso é coisa do passado.
O
rei Salomão em seu livro “Cânticos dos Cânticos”, que escreveu durante seu tempo
de mocidade, diferencia o amor verdadeiro com o mero sentimentalismo: Ele diz:
“Beije-me o meu amado com os beijos da tua boca, pois os seus afagos são
melhores do que o vinho mais nobre”. (Ct 1.1). A expressão “beijo” em
Cantares fala de intimidade, aliança, cumplicidade, responsabilidade, verdade, vontade,
determinação. Enquanto que “vinho” é sinônimo para diversão, sentimentos,
romance, somente prazer, irresponsabilidade, etc.
No
capítulo 8, o rei Salomão acentua, intensifica sobre o dever de amar. “O amor
é tão forte como a morte, nem as muitas águas conseguem apagar o amor, os rios
não conseguem levá-los nas correntezas” (Ct 8). O que é mais certo, para
nós humanos, do que a morte? Todos sabemos que um dia morreremos. Assim tão certo
como a morte, resoluta, irremediável, que não faz acepção de pessoas, é o amor.
Sim, o amor, por mais que tentemos abafá-lo, desacreditá-lo, subestimá-lo, ele
é tão forte quanto a morte.
Ele
é tão forte que Salomão diz: “Ponha-me como um selo sobre o seu coração,
como um selo sobre o teu braço”. Selo fala de aliança, aliança que começou
no coração, depois se estendeu para os braços, ou, dedo esquerdo, compromisso,
papel passado, responsabilidade. Ele fala sobre a consistência do seu amor: “As
muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios podem levá-los na correnteza”.
Águas falam de situações, provações, dificuldades, enfermidades, tudo pode
acontecer na vida de um casal. Ouvimos sempre os votos que são feitos nos casamentos:
“Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza...”.
“Nem
os rios podem levá-los na correnteza”. Vimos
as correntezas no Nepal, levando tudo pela frente, levando casas, carros, pessoas,
muros, lojas, tudo era que estivesse levado pelas águas turbulentas. Mas,
Salomão diz, “nem os rios podem levá-lo na correnteza”. O amor é tão forte
que nem as águas e nem os rios consegue apagar o amor, que foi estabelecido por
Deus em sua palavra. Ele vai além, em afirmar que nenhum dinheiro do mundo
poderia comprar o amor, nenhum cartão de crédito poderia dividir o amor em mil
parcelas. Pois, o amor, vem do próprio Deus, aliás, Deus é amor!
O
apostolo Paulo fala sobre o amor em sua primeira carta aos coríntios, capitulo
13: “Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, mas não tiver amor,
serei como o sino que ressoa ou como o címbalo que retine. Se eu tiver do dom
de profecia, souber todos os mistérios e todo o conhecimento e tiver uma fé
capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei. Se eu der aos pobres
tudo o que possuo e entregar o meu corpo para que eu tenha de que me gloriar,
mas não tiver amor, nada disso me valerá”.
O
Novo Testamento foi escrito na língua grega e temos três palavras para amor que
coloca em gradação o relacionamento entre um homem e uma mulher. A primeira palavra
para amor é “eros” que significa atração, desejo paixão. A segunda palavra é “phileo”
que significa companheirismo, estar juntos, ter os mesmos sonhos, sonhar na
mesma direção. E a terceira palavra é “agaphe” que pe amor que sela o casamento,
é o amor que tirar toda condicionalidade, é como o amor de Cristo por sua igreja.
Promessas
ou Juramentos
Eu,
Mateus Brasil, venho diante de Deus e de todas as testemunhas lhe prometer o
meu amor, não o amor do vinho que é passageiro, mas o amor do beijo que é
verdadeiro. Lhe prometo ser fiel nos momentos bons e quando as águas das
adversidades vieram contra nós; lhe prometo ser fiel na saúde e na doença, até
que a morte nos separe.
Eu,
Clara, venho diante de Deus e de todas as testemunhas lhe prometer o meu amor;
não o amor do vinho que é passageiro, mas o amor do beijo que é verdadeiro, que
real. Lhe prometo ser fiel nos momentos bons e quando as águas das adversidades
vierem contra nós; lhe prometo ser fiel na saúde e na doença, até que a
morte nos separe.

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