Um menino nasceu – Jo 1.1-14
Introdução
Estamos nos aproximando do Natal. As lojas estão decoradas com presépios, a imagem do menino na manjedoura; festejamos no dia 25 dezembro, mas sabemos que Jesus nasceu no período da pascoa, mês de março para abril. Aliás, falam que os magos que foram visitar Jesus eram reis do Oriente, ou da Pérsia, mas a Biblia não afirma. Na noite de natal as famílias se reúnem para participar de um grande banquete e regado com muita bebida alcoólica. Mas será que isso é Natal?
1)
E
o natal?
Natal é o nascimento de Jesus, o nosso salvador. Quando o
homem chegou à Lua, em 1969, o presidente americano Nixon se vangloriou: “O dia
mais importante da humanidade é a ida do homem à lua”. Mas o evangelista Billy
Graham respondeu: “O dia mais importante para a humanidade não foi o dia em que
o homem pôs os seus pés na lua, e sim, o dia em que Deus pôs os seus pés na
terra”.
O evangelista João no começo do seu evangelho afirma essa verdade: “No principio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus” (Jo 1.1). Jesus é eterno, auto existente, é o alfa e o ômega, ou seja, não tem começo e nem fim. “Mas”, conforme o apostolo Paulo em Galatas “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4). Sim, no tempo estabelecido por Deus, no pleroma de Deus, ele enviou o seu filho ao mundo.
Nesse período do tempo, Roma era o império dominante, Tibério
Cesar dominava o mundo. Nesse período, todo o império romano tinha estradas por
toda parte que ajudou o evangelho ser conduzido. Nesse período do tempo a língua
grega era falada por quase todo o mundo que vivia as margens do Mediterrâneo. Nesse
período a tradução da Seputaginta, ou seja, o Antigo Testamento em grego, estava
espalhada por todos os cantos...
“...Deus enviou o seu Filho...”. Jesus nasceu em Belém, numa manjedoura, perto de Jerusalém. A profecia de Isaias se cumpriu: “Eis que a virgem ficará gravida e dará à luz um filho, e o nome dele será Emanuel, Deus conosco! (Is 7.14 BKJ). E no capitulo 9, o profeta Isaias qualifica o menino: “...um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu governo, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado...” (Is 9.6-7).
Conforme o evangelista João, Ele é o verbo, é o Logos, é
Jesus – aquele que salva. Desde o princípio, desde toda eternidade, Ele estava
com o Pai: “No princípio criou Deus o
céu e a terra...e Deus disse: haja luz e houve luz” (Gn 1.1-3). E no
decorrer dos capítulos um e dois o mundo todo foi criado pela fala de Deus: “E Deus disse...” (mais de dez vezes
temos essa frase em Genesis 1). O evangelista João subscreve que o logos é o
verbo, é a ação, é o que criou todas as coisas: “todas as coisas foram feitas por intermédio
dele, sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1.3).
2)
A
palavra tornou-se carne
O Deus criador, o logos, se esvaziou, diz o apostolo Paulo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus que, apesar de ser Deus, não considerou que a sua igualdade era algo que deveria ser usado como vantagem, antes, esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fl 2.6-7 NVI). Eugene Peterson parafraseou: “A palavra tornou-se carne e sangue, e veio viver mais perto de nós. Nós vimos a gloria com nossos olhos, uma gloria única: o Filho é como o Pai, sempre generoso, autentico do inicio ao fim” (Jo 1.4 A mensagem).
“A palavra tornou-se carne e sangue...” Sim, Jesus nasceu em Belém da Judéia, numa manjedoura. Foi criado em Nazaré, terra dos gentios. Quando completou 30 anos de idade foi batizado no rio Jordão, para que nele se cumprisse toda justiça de Deus. Ele ensinou com autoridade, mas autoridade que os escribas e fariseus. Em Cafarnaum Jesus tocou num leproso e o curou de sua lepra; também, curou um homem com a mão ressequida de muitos anos, dentro de uma sinagoga...
3) Cheio de graça e verdade
“A lei foi dada por
intermédio de Moisés, a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo”.
A lei veio através
de Moisés, no entanto, não foi capaz de salvar o homem do seu pecado, aliás, a
lei sobrecarrega um fardo difícil de carregar. Então, “a graça e a verdade
vieram por intermédio de Jesus Cristo. Jesus é o favor imerecido de Deus, é um
presente de Deus, é uma dádiva de Deus. Ele sofreu em nosso lugar e morreu por
nossos pecados.
Uma pergunta: “Por que ele veio até nós?” Porque ele é amor e somos totalmente dependente dele. O evangelista fala sobre o seu amor: “Deus amor o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Uma segunda pergunta: “Como estávamos?” Agora o apostolo Paulo descreve a humanidade: “...mortos em nossas ofensas e pecados.... andando segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar...andando nos desejos da carne e dos pensamentos, éramos por natureza filhos da ira” (Ef 2.1...).
O apostolo Pedro estava andando no curso deste mundo, mas numa manhã nas margens do mar da Galiléia o mestre lhe apareceu e deu uma ordem: “Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar (Lc 5.4)”. Mas Pedro respondeu: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas sobre a tua palavra lançarei a rede”. Então, o que aconteceu? “...colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se lhes a rede” (Lc 5.6). Diante dessa cena, Pedro “dobrou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador” (Lc 5.8).
Quem é o Senhor da sua vida? Quem é o Soberano da sua vida? Somente
tem uma Senhor, somente um Salvador. O Apostolo João viu um livro fechado por
dentro e por fora e selado com sete selos. E um anjo forte gritou: “Quem é
digno de abrir o livro e desatar os seus selos? (Ap 5.2). Então, o apostolo
João desesperou, pois não havia ninguém...no céu, na terra e debaixo da terra.
Mas um dos anciãos disse: “Não chores; eis o leão da tribo de Judá, a raiz de
Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os sete selos” (Ap 5.5).
Conclusão
Muitas pessoas, a despeito de tudo o que Jesus realizou, rejeitaram-no.
“Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo
1.10).
Mas, “os que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes
a autoridade de se tornarem filhos de Deus” (Joao 1.12).
Cristo é incomparável, ele é a coroa do universo, é o cumprimento das profecias; é o salvador do mundo; ele sobrepuja a todos; ele é a verdadeira luz que ilumina a todo homem; ele é o ápice da realização de qualquer empreendimento. Para o artista, ele é o suprassumo da beleza. Para o arquiteto, ele é a pedra fundamental. Para o astrônomo, ele é a estrela da manhã. Para o padeiro, ele é o pão da vida. Para o carpinteiro, ele é a porta. Para o medico, é o médico dos médicos. Para o biólogo, é a vida. Para o engenheiro, ele é o caminho novo e vivo. Para o geólogo, ele é a rocha eterna. Para o escritor, ele é a palavra viva. Para o fazendeiro, é o semeador. Para o floricultor, é a rosa de sharom e lírio dos vales. Para o jornalista, ele á a boas novas de grande alegria. Para o filosofo, é a sabedoria divina. Para o pregador, é a palavra de Deus. Para o estadista, é o desejado de todas as nações. Para o pecador, é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Para nós, cristãos, ele é o filho de Deus, o salvador do mundo, redentor e Senhor.
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