domingo, 21 de outubro de 2018


10 estratégias de Satanás contra sua vida


“… para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios”.  (2 Coríntios 2:11)

Um dos fatos mais sérios sobre a vida é que todos os seres humanos têm um inimigo sobrenatural que tem como objetivo usar a dor e o prazer para nos tornar cegos, tolos e miseráveis – eternamente. A Bíblia identifica-o como “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor” (Apocalipse 12:9-10), “o príncipe deste mundo” (João 12:31) e “o deus deste século” (2 Coríntios 4:4).

Ele é o nosso “adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8). Contudo, no mais aterrorizante tipo de escravidão que existe, o mundo inteiro segue “o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Ele é bem-sucedido em fazer com que seus súditos marchem rumo à destruição e eles levam consigo o maior número de pessoas possível.

O “bom combate” (1 Timóteo 1:18) inclui a resistência diária a esse inimigo (1 Pedro 5:9; Tiago 4:7), diariamente recusando-se a dar lugar a ele (Efésios 4:17) e diariamente se opondo às suas ciladas (Efésios 6:11).

A coleira de Satanás – e a condenação iminente
Deus é soberano sobre Satanás. O diabo não tem carta branca para fazer o que quiser neste mundo. Ele está preso a uma coleira e não pode fazer nada que Deus não permita. Com efeito, ele precisa receber autorização – como no caso de Simão Preso que Jesus revelou: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo!” (Lucas 22:31) E o caso de Jó: “Disse o SENHOR a Satanás: Eis que ele está em teu poder; mas poupa-lhe a vida”. (Jó 2:6)

Então, Deus evidentemente vê o papel de Satanás como essencial para os seus propósitos no mundo, pois, se Deus quisesse, Satanás seria lançado no lago de fogo agora e não somente na consumação dos séculos. “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo… e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 20:10). Ele certamente será completamente derrotado, mas a hora ainda não chegou.

Servo involuntário de nossa santificação
Deus quer que a guerra com o inferno faça parte de nossos preparativos para o Céu. É o que chamamos de “bom combate” (1 Timóteo 1:18) e “boa milícia” (1 Timóteo 6:12). Não é bom porque podemos vir a morrer (é uma possibilidade real! – Apocalipse 2:10), mas porque essas lutas contra o fogo refinam o ouro da nossa fé (1 Pedro 1:7), na vida e na morte.

Deus é o grande General dessa guerra. Ele nos deu a oração para clamarmos por socorro: “Tomai… a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo” (Efésios 6:17-18).

Ele vê o que acontece no território inimigo, conhece as estratégias exatas que serão usadas contra nós e escreveu-as em um manual de guerra “para que Satanás não alcance vantagem sobre nós”. A razão pela qual Satanás não alcançará vantagem sobre nós é que “não lhe ignoramos os desígnios” (2 Coríntios 2:11).

Resumo dos desígnios de Satanás
Se você precisa lembrar de quais são esses “desígnios”, aqui vai um resumo. Que Deus faça de você um poderoso guerreiro! “Bendito seja o SENHOR, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra” (Salmo 144:1).

1. Satanás mente e é o pai da mentira.
“Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Na primeira aparição de Satanás na Bíblia em Gênesis 3, as primeiras palavras em seus lábios lançam suspeitas contra a verdade (“É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?”). Depois disso, suas palavras foram uma mentira sutil (“É certo que não morrereis”). João diz que Satanás “jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade” (João 8:44). Nós estamos lidando com a essência da mentira e do engano.

2. Ele cega a mente dos incrédulos.
“O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo” (2 Coríntios 4:4). Então, ele não somente fala mentiras. Ele esconde a verdade. Ele nos impede de ver o tesouro do evangelho. Ele permite que vejamos os fatos, até as provas, mas não a preciosidade.
3. Ele se esconde atrás de uma fantasia de luz e justiça.

Em 2 Coríntios 11:13-15, Paulo diz que algumas pessoas se identificam como apóstolos sem realmente ser. Ele explica o seguinte: “O próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça”.

Em outras palavras, Satanás tem servos que professam uma quantidade suficiente da verdade para entrar para a igreja e, dentro da igreja, ensinam o que Paulo chama de “doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1). Jesus diz que serão como lobos disfarçados de ovelhas (Mateus 7:15). Atos 20:30 diz que eles não pouparão o rebanho, mas arrastarão as pessoas para a destruição. Sem o dom de Deus do discernimento (Filipenses 1:9), nosso amor será degenerado em estupidez.

4. Satanás opera sinais e prodígios.
Em 2 Tessaloniscenses 2:9, os últimos dias são descritos da seguinte maneira: “A vinda do iníquo segundo a ação de Satanás será com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira”. Essa é a minha estranha tradução. Alguns traduzem como “falsos sinais e prodígios”. Mas isso faz com que os sinais e prodígios pareçam irreais. De fato, alguns argumentos que Satanás só é capaz de realizar falsos milagres. Eu duvido. Mas mesmo que isso fosse verdade, os falsos milagres dele seriam bons o suficiente para que pareçam reais para a maioria das pessoas.

Uma razão que me leva a duvidar que Satanás só seja capaz de realizar falsos milagres é que, em Mateus 24:24, Jesus descreve os últimos dias da seguinte maneira: “Surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. Não há indícios de que esses “sinais e prodígios” serão truques.

Que a sua confiança esteja fundamentada em algo muito mais profundo do que qualquer suposta incapacidade de Satanás de realizar sinais e prodígios. Sinais e prodígios realizados a serviço de declarações anticristãs não são capazes de provar nada, mesmo quando são realizados “em nome de Jesus”. “Senhor, Senhor! Em teu nome não fizemos muitos milagres?” E Jesus responderá: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:22-23). O problema não foi que os sinais e prodígios não eram reais, mas que eles estavam a serviço do pecado.

5. Satanás tenta as pessoas a pecar.
Foi o que ele fez com Jesus no deserto, mas não foi bem-sucedido – ele queria que Jesus abandonasse o caminho do sofrimento e da obediência (Mateus 4:1-11). Foi o que ele fez com Judas e foi bem-sucedido nas últimas horas da vida de Jesus (Lucas 22:3-6). E em 2 Coríntios 11:3, Paulo alertou todos os crentes sobre essa possibilidade: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo”.

6. Satanás tira a Palavra de Deus dos corações das pessoas e sufocam a fé.
Jesus contou a parábola dos quatro solos em Marcos 4:1-9. Nessa parábola, a Palavra de Deus é semeada e uma parte caiu à beira do caminho e vieram as aves e a comeram. Ele explica no verso 15, “Logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles”. Satanás rouba a Palavra porque ele odeia a fé que a Palavra produz (Romanos 10:17).

Paulo expressou sua preocupação com a fé dos Tessaloniscenses da seguinte maneira: “Foi por isso que, já não me sendo possível continuar esperando, mandei indagar o estado da vossa fé, temendo que o Tentador vos provasse, e se tornasse inútil o nosso labor” (1 Tessaloniscenses 3:5). Paulo sabia que o objetivo de Satanás era sufocar a fé das pessoas que tinham ouvido a Palavra de Deus.

7. Satanás causa algumas doenças e enfermidades.
Certa vez, Jesus curou uma mulher que andava encurvada e não conseguia endireitar-se. Quando alguns criticaram Jesus por curar no sábado, ele respondeu: “Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (Lucas 13:16) Jesus via Satanás como aquele que tinha causado essa doença.

Em Atos 10:38, Pedro descreveu Jesus como aquele que “andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo”. Em outras palavras, o diabo frequentemente oprime as pessoas com enfermidades. Esse também é um dos seus desígnios.

Mas não cometa o erro de afirmar que toda doença é obra do diabo. Certamente, até quando Deus prepara um “espinho na carne” para nos santificar, é possível que também seja o “mensageiro de Satanás” (2 Coríntios 12:7). Mas há outras situações em que a doença é inteiramente atribuída a Deus sem qualquer referência a Satanás: “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus”. (João 9:3) Jesus não teve nenhuma necessidade de mencionar Satanás como um participante de seus misericordiosos propósitos.

8. Satanás é um assassino.
Jesus disse para aqueles que planejavam matá-lo, “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). João diz, “não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1 João 3:12). Jesus disse para a irrepreensível igreja de Esmirna: “Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós… Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).
Resumindo, Satanás é sanguinário. Cristo veio ao mundo para que tivéssemos vida em abundância (João 10:10). Satanás vem para destruir o máximo de vidas que ele puder e para torná-las eternamente miseráveis.

9. Satanás luta contra os planos dos missionários.
Paulo explica como seus planos missionários foram frustrados: “Ora, nós, irmãos, orfanados, por breve tempo, de vossa presença, não, porém, do coração, com tanto mais empenho diligenciamos, com grande desejo, ir ver-vos pessoalmente… contudo, Satanás nos barrou o caminho” (1 Tessaloniscenses 2:17-18). Satanás odeia o evangelismo e o discipulado e ele se esforça para colocar o máximo de obstáculos possíveis no caminho dos missionários e daqueles que tem zelo pelo evangelismo.
10. Satanás acusa os cristãos diante de Deus.

Apocalipse 12:10 diz, “Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”. A derrota de Satanás é certa. Mas as suas acusações não cessaram.

Acontece conosco o mesmo que aconteceu com Jó. Satanás fala com Deus contra nós, Eles não te amam de verdade; eles amam os teus benefícios. “Estende, porém, a mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema contra ti na tua face” (Jó 1:11). A fé deles não é real. Satanás nos acusa diante de Deus como ele fez com Jó. Mas é uma coisa gloriosa que os seguidores de Jesus têm um advogado que “vive sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25).

Satanás Não Vencerá
Esses são alguns designíos de Satanás. O caminho para a vitória nessa guerra é perseverar em Cristo, que aquele que já deu o golpe decisivo em Satanás.

“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”. (1 João 3:8)

“Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo”. (Hebreus 2:14)

“…e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. (Colossenses 2:15) Em outras palavras, o golpe decisivo aconteceu no Calvário.

“Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa”. (Marcos 3:27)

Apocalipse 20:10 diz que um dia a guerra chegará ao fim: “O diabo… [será] lançado para dentro do lago de fogo e enxofre… e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos”. (Conferir Mateus 8:29; 25:41).

Resista!

Tiago diz, “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Como podemos fazer isso? Em Apocalipse 12:11, foi da seguinte maneira: “Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”. Eles abraçaram o triunfo de Cristo através de seu sangue. Eles proclamaram essa verdade pela fé. Eles não temeram a morte. E eles triunfaram.

O Novo Testamento destaca a oração como o principal acompanhante de cada batalha. “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica”. (Efésios 6:17-18)

Enquanto o fim dos séculos se aproxima e a fúria de Satanás aumenta, Jesus nos chama para guerrear em oração: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lucas 21:36). Semelhantemente, Pedro faz um apelo urgente à oração no fim dos tempos: “Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações” (1 Pedro 4:7).

Até Jesus usou a arma da oração para lutar por nós contra o diabo. Ele disse a Pedro em Lucas 22:31-32, “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lucas 22:31-32). Então, Jesus se opõe a uma ameaça satânica específica através da oração e isso serve de exemplo para nós.
E, é claro, Jesus nos instruiu a fazer da oração uma arma diária para a proteção de forma geral: “E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (Mateus 6:13). Isto é, livra-nos da tentação bem-sucedida do maligno. Você confronta os designíos do diabo através do poder da oração focada e perseverante?

Sem Neutralidade
A questão não é se você quer participar dessa guerra. Todo mundo participa. Ou nós somos derrotados pelo diabo e seguimos “o príncipe da potestade do ar” (Efésios 2:2) como gado para o matadouro, ou nós resistimos – “resisti-lhe firmes na fé” (1 Pedro 5:9).

Não há neutralidade. Ou você triunfa “por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho”, ou você será escravizado por Satanás. Portanto, “participa dos sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus” (2 Timóteo 2:3) e “combate o bom combate” (1 Timóteo 1:18). Orai sem cessar!

O Senhor não é menos guerreiro hoje do que nos tempos antigos. Então, novamente, eu imploro: venha a ele de coração como soldados do Príncipe da Paz e aprenda a dizer, ele “adestra as mãos para a batalha” (Salmo 144:1).


John Piper é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e fundador do desiringGod.org e chanceler no Bethlehem College & Seminary. Ele serviu por 33 anos como pastor principal da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota. Piper é autor de diversos livros, incluindo Uma Glória Peculiar (Fiel) e Em busca de Deus (Shedd).


terça-feira, 16 de outubro de 2018


O soldado cristão  – 2 Tm 2.1-7

Introdução: 


 Terminamos o capitulo 1, com a pesarosa referência da deserção de Figelo e Hermógenes e a lealdade desmedida de Onesíforo. Agora, Paulo INSTA com Timóteo para que ele se mantenha firme, em meio a debandada geral (v.15):  “Tu, pois”, “E, você, meu filho”, ou “mas tu”, ordenando que, Timóteo resista a várias coisas predominantes naquela época. Ou seja, “não te importes com que outras pessoas possam estar pensando, dizendo ou fazendo. Não te importes com a fraqueza e a timidez que talvez estejas sentido. Quanto a ti, Timóteo, sê firme”!

Dizer alguém tão tímido como Timóteo ser forte seria o mesmo que mandar um caracol ser ligeiro ou exigir que um cavalo voasse. Mas, por meio da “graça que está em Cristo Jesus”.

1)    A transmissão da verdade
Primeiramente, a fé fora confiada a Paulo, por Cristo (1.12). Ela lhe pertence por depósito, não por invenção. O evangelho não é um “evangelho de homens”; e que não tem base simplesmente na tradição humana. Mas, assim pôde escrever em Gálatas: “Não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas mediante a revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11-12).  

Em segundo lugar, o que por Cristo fora confiado a Paulo, este por sua vez o confiou a Timóteo. Assim “o meu depósito” (1.12) passa a ser virtualmente “o bom deposito” (v.14), ou seja, o que fora confiado a Paulo é agora a verdade que é confiada a Timóteo. Este deposito consiste em certas “SÃS PALAVRAS”, que Timóteo ouvira dos lábios do próprio Paulo. A exata expressão: “ QUE DE MIM OUVISTE” (1.13), “ATRAVÉS DE MUITAS TESTEMUNHAS”. 

Em terceiro lugar, o que Timóteo ouviu de Paulo, deve agora “confiá-lo a homens fiéis”; os quais seriam certamente encontrados num remanescente dentre os muitos desertores da Asia. Tais homens são “despenseiros de Deus”  (Tito 1.7). E o requisito fundamental para os dispenseiro é a fidelidade (1 Co 4.1-2). 


Em quarto lugar, tais homens devem pertencer aquela qualidade de homens que sejam “idôneos para instruir a outros”. A habilidade ou competência que Timóteo deve procurar em tais homens, eram: INTEGRIDADE, LEALDADE DE CARÁTER E CAPACIDADE DE ENSINAR.

Aqui, estão, pois, os quatro estágios na transmissão da verdade, destacados por Paulo: de Cristo a Paulo, de Paulo a Timóteo, de Timóteo a “homens fiéis” e de “homens fieis” a “outros”. Deve ser uma transmissão da doutrina dos apóstolos, deles recebida sem distorções pelas gerações posteriores, passada de mão como a tocha olímpica.

Perguntas: 


Por que grande parte do povo de Deus não sabe pescar “homens e mulheres”? Ninguém nos mostrou, na prática, como é ser discípulo. Sempre fomos para o templo porque tínhamos que aprender sobre a Bíblia, mas a aula era uma coisa chata e apesar dos professores serem muito esforçados, ninguém nos chamou para "andar ao lado" e dizer "façam como eu faço".

Porque não nos incomodamos com a nossa aridez espiritual?  Não aprendemos também que podemos ser "pais e mães espirituais". Ser pai ou mãe espiritual significa levar alguém até Jesus, e cuidar dele até que encontre o caminho para a maturidade espiritual. Quando fazemos isto, não estamos apenas formando novos discípulos, mas desenvolvendo novos líderes.

Por que damos mais valor ao crescimento da igreja através da pregação do púlpito do que através do discipulado? A pregação de púlpito dá trabalho apenas para o pastor e os pregadores. O discipulado envolve todos os membros em perdão, restauração e mutualidade. Em qualquer lugar, faça a pergunta "De que forma voce se converteu" e encontrará os seguintes resultados: 10% por causa de uma pregação; 2% por causa de um folheto; 3% porque leram a Bíblia sozinhos; 2% porque foram a igreja; 3% através do rádio ou da televisão, e 80% por causa de relacionamentos com amigos e familiares. A maior parte dos resultados é fruto do relacionamento e isto é a essência do discipulado. 

2)    METÁFORAS


O Soldado dedicado (vs. 3,4): "SUPORTE COMIGO OS SOFRIMENTOS, COMO BOM SOLDADO DE CRISTO JESUS. NENHUM SOLDADO SE DEIXA ENVOLVER PELOS NEGÓCIOS DA VIDA CIVIL, JÁ QUE DESEJAR AGRADAR AQUELE QUE O ALISTOU" (V.3,4). 

Os soldados em serviço não contam com segurança e facilidade. Mas, dureza, riscos e sofrimento são aceitos sem contestação. “NENHUM SOLDADO VAI A GUERRA CERCADO DE LUXURIAS, NEM VAI A BATALHA DEIXANDO UM QUARTO CONFORTÁVEL, MAS SIM UMA TENDA ESTREITA E PROVISÓRIA, EM QUE HÁ MUITA DUREZA, SEVERIDADE E DESCONFORTO”.  O verdadeiro soldado “NÃO SE EMBARAÇA EM NEGÓCIOS ALHEIOS”; ao contrário, liberta-se dos afazeres de natureza civil, a fim e dedicar-se às armas, satisfazendo assim aos seus oficias superiores. 

Assim, na Segunda Guerra Mundial, com frequência se dizia, com um sorriso bem significativo: “estamos em guerra”.

O ATLETA SUJEITO ÀS REGRAS (V.5).
“Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras”. 2 Timóteo 2:5

Nas olimpíadas gregas, cada prova tinha o seu premio. Não era medalha de ouro, dou de prata, mas coroas de Louro. Contudo, nenhum atleta era corado se não tivesse competido “de acordo com as regras”. “Fora do regulamento não há prêmio”; essa era a palavra de ordem.

Michael Phelps: foi o único atleta a ganhar oito medalhas de ouro numa única olimpíada; ganhou 19 medalhas de ouro; é considerado o maior nadador de todos os tempos. Dieta: 12 mil calorias; 6 horas dentro de uma piscina, durante 12 anos. Minha vida: nadar, comer e dormir. 


A vida cristã é geralmente comparada, no Novo Testamento, a uma corrida, não no sentido de estarmos competindo uns com os outros, mas no sentido de severa autodisciplina. 1 Timóteo 4.7: “exercita-te a ti mesmo em piedade” (consagração, oração, jejum). A vida cristã é treinamento (1 Co 9.24-27); no sentido de que devemos nos desembaraçar de todo peso morto (Hb 12.1-2).

O LAVRADOR DILIGENTE (V.6).
O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. 2 Timóteo 2:6
O sucesso na lavoura só é conseguido com muito trabalho. Ao contrário do soldado e do atleta, a vida do agricultor é “totalmente desprovida de emoção, diante de toda fascinação do perigo e do aplauso”.  



No sentido espiritual a conquista de conversões é a nossa colheita. “A seara na verdade é grande” (Mt 9.37; Joao 4.35). Tanto a semeadura da boa semente da Palavra de Deus como a colheita são trabalhos duros, especialmente quando há poucos trabalhadores. Almas são ganhas com lagrimas, suor, dores e especialmente com oração e sacrifícios.

Conclusão:

“trabalhar” significa “labutar, mourejar”; “cansar-se, fatigar-se”, ou seja, “trabalhar arduamente, exaurindo todas as forças com o trabalho pesado; empenhar-se, esforçar-se”. Tudo em prol de almas para o reino de Deus!




terça-feira, 9 de outubro de 2018


Guarda o bom depósito – 2 Timóteo 1.11-18


Introdução:  As quatro maiores influencias na vida de Timóteo.

              A formação familiar (v.3) “fé não fingida quem em ti há, a qual habitou m tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (2 Tm 2.5). A amizade espiritual “...faço memória de ti nas minhas orações noite e dia; desejando muito ver-te, lembrando-me das tuas lágrimas, para me encher de gozo” 2 Tm 1.3,4. A disciplina espiritual “uma fé não fingida, a qual habitou...(Lóide), habitou ...(Eunice) e agora habita em ti” (v.5). Reavivando o dom espiritual: “Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos” (v.6).

1)    Comunicar o evangelho (v.11)
“Se a vida e a imortalidade” que Cristo conquistou são trazidas à luz “mediante o evangelho”, então, naturalmente é imperativo que proclamemos o evangelho. Assim, Paulo continua: “para o qual (EVANGELHO) eu fui designado PREGADOR, APOSTOLO E MESTRE” (1 Tm 2.7). Nas duas passagens, Paulo usa o EGO enfático,  sem duvida para expressar a sua “sensação de surpresa consigo mesmo” por lhe ter sido conferido tamanho privilégio.

“Apostolo, pregador e mestre” (v.11). Os apóstolos formularam o evangelho, os pregadores o proclamam como arautos e os mestres de forma sistemática, constante esposam de forma sistemática as doutrinas apostólicas e as implicações para a vida cristã. ESSA FÉ APOSTOLICA DO NOVO TESTAMENTO É NORMATIVA PARA A IGREJA DE TODOS OS TEMPOS E LUGARES. A IGREJA ESTÁ EDIFICADA “SOBRE OS FUNDAMENTOS DOS APOSTOLOS E PROFETAS” (Ef 2.20).

Embora, não haja apóstolos de Cristo em nossos dias, certamente há pregadores e mestres, homens e mulheres chamados por Deus para se consagrarem à obra da pregação e do ensino. No grego temos dois termos: o Kerygma (a pregação) e a didachê (o ensino). O KERYGMA corresponde essencialmente a boa nova de Cristo CRUCIFICADO E RESSURETO, COM O APELO AO ARREPENDIMENTO E A FÉ. A DIDACHÊ CORRESPONDE PRINCIPALMENTE A INSTRUÇÃO ÉTICA AOS CONVERTIDOS. Ambos concernem ao evangelho, sendo que o Kerygma era a proclamação de sua essência, enquanto que a didachê incluía as grandes doutrinas que o sustentam, assim como a conduta moral dele decorrente. 


2)    Sofrer pelo evangelho (v.12)
“...por cuja causa padeço..., mas não me envergonho...” QUE HÁ COM O EVANGELHO, QUE OS HOMENS ODEIAM E A ELE SE OPOEM, E QUE POR SUA CAUSA OS QUE PREGAM TEM DE SOFRER? O que ofende as pessoas é a imerecida gratuidade do evangelho. O homem “natural” ou não regenerado odeia ter de admitir a gravidade do seu pecado e culpa, a necessidade da graça de Deus e a morte expiatória de Cristo para salvá-lo e consequentemente a sua inegável dívida para coma cruz. NINGUEM CONSEGUE PREGAR COM FIDELIDADE O CRISTO CRUCIFICADO SEM SOFRER OPOSIÇÃO, OU ATÉ MESMO PERSEGUIÇÃO.


3)    Zelar pelo evangelho (vs. 12b – 18).
“Mantém o padrão das SÃS palavras que de mim ouviste” (v. 13); “guarda o bom deposito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (v.14). O EVANGELHO É UM PADRÃO DE SÃS PALAVRAS (V.13) COMO UM DEPOSITO PRECIOSO (V.14). “SÃS” palavras são palavras saudáveis. A expressão grega é empregada nos evangelhos nos casos de pessoas curadas por Jesus. Anteriormente eram deformes ou doentes; agora estavam bem ou “sãs”. Assim, a fé cristã é a “sã doutrina” (2 Tm 4.3) que consiste de “palavras sãs”, por não ser mutilada ou enferma, mas “sadia”, ou “completa” (Atos 20.27).

Além disso, essas “sãs palavras” foram dadas por Paulo a Timóteo num “padrão”, “modelo”, “exemplo”. Paulo estaria ordenando a Timóteo que se conservasse como um modelo de sãs palavras, isto é, “como um modelo de ensino sadio”, aquilo que ouvira do apostolo. Assim, o ensino de Paulo deve ser uma regra ou diretriz  para Timóteo, da qual este não deve ser afastar. Mas, deve apegar-se a ela com firmeza (2 Tm 2.15).

“MEU PONTO DE VISTA PESSOAL É QUE O APOSTOLO ESTÁ DIZENDO A TIMOTEO QUE GUARDASSE FIRME A DOUTRINA QUE HAVIA APRENDIDO, NÃO SÓ EM SUA SUSTANCIA, MAS TAMBÉM NA PROPRIA  FORMA DE EXPRESSÃO. SIGNIFICA UM QUDRO VIVIDO, COMO SE O OBJETO ENVOLVIDO ESTIVESSE REALMENTE DIANTE DE SEUS OLHOS” JOAO CALVINO.

A fé apostólica não é somente um “padrão de sãs palavras” é também o “bom deposito”, “as coisas boas que foram entregues a você”. O evangelho é um tesouro, depositado em custódia da igreja. Cristo o confiou a Paulo; e Paulo por sua vez, o confiou a Timóteo. Timóteo deveria “guarda-lo”. O verbo grego tem o sentido de guardar algo “para que não se perca ou se danifique”. É  empregado com a ideia de guardar um palácio contra saqueadores e bens contra assaltantes (Lc 11.21 e Aros 22.20).  Fora há herege prontos a corromper o evangelho e desta forma roubar da igreja o inestimável tesouro que lhe foi confiado. 



4)    Deserção e fidelidade
“Me abandonaram”: De Figelo e Hermógenes nada sabemos de concreto, mas a menção de seus nomes nos indica  que possivelmente eles tenham sido os cabeças da oposição. De qualquer modo, Paulo via nesse afastamento das igrejas da Asia mais do que uma simples deserção pessoal dele; era, sim, uma rejeição à autoridade apostólica. Lucas registra que “todos os habitantes da Asia ouviram a Palavra do Senhor, e muitos creram” (Atos 19.10). Agora, “os que estão na Asia”, haviam voltado as costas a Paulo. “A TODOS OS OLHOS, MENOS AOS DA FÉ, DEVE TER PARECIDO QUE O EVANGELHO ESTAVA ÀS VESPERAS DA EXTINÇÃO”. 



Mas, temos uma grande exceção: Onesíforo (“portador de préstimos”). O qual repetidas vezes acolhera Paulo em sua casa (literalmente “reanimou-o, v. 16) e que, em Éfeso, prestara-lhe muitos serviços (v.18). Além disso, não se envergonhou das algemas de Paulo (v.16), procurando-o até encontra-lo no calabouço. Não é surpreendente, pois, que se expresse por duas vezes em oração (vs. 16,18), primeiro por sua casa (“conceda o Senhor misericórdia a casa de Onesíforo”) e depois, especificamente, por Onesíforo (“O Senhor lhe conceda, naquele dia, achar misericórdia da parte do Senhor”).

Conclusão:

Timóteo não pode pensar em guardar o tesouro do evangelho com fora própria; somente poderá fazê-lo “mediante o Espirito Santo que habita em nós” (v.14). “POR QUE SEI EM QUEM TENHO CRIDO, E ESTOU CERTO DE QUE É PODEROSO PARA GUARDAR O MEU DEPOSITO ATÉ AQUELE DIA” (V.12). Paulo, podia dizer que o depósito é “meu”; porque Cristo lho confiou. Contudo, Paulo estava persuadido e que era Cristo que iria conservá-lo seguro “até aquele dia”, quando ele teria de prestar contas da sua mordomia. 



GUARDA-LO FIELMENTE. DIFUNDI-LO ATIVAMENTE. SOFRER CORAJOSAMENTE POR ELE.






terça-feira, 2 de outubro de 2018



Paulo e a morte -  2 Timóteo 1.7-10


Introdução: 
Voltaire foi um filosofo do século XVIII. Não concordava com as crenças cristãs, e dizia que os evangelhos era uma invenção e que Jesus nunca tinha existido. Ele Afirmou: “cem anos a partir de agora, não haverá uma Bíblia na terra, além de alguma que um curioso por antiguidade possa procurar”. Ele disse, mais:  “O cristianismo foi estabelecido por doze pescadores ignorantes. Eu mostrarei ao mundo como um único filósofo francês será capaz de destruí-lo”. Mas, quando estava chegando o dia da sua morte, Voltaire, desesperou-se. Seus últimos dias foram dolorosos e cheios de remorsos. Alternartivamente invocava em altos gritos pelo nome de Jesus: “Jésus-Christ! Jésus-Christ!”. Morreu em 30 de maio de 1778, sem salvação. 



Voltaire, o homem que se arrogou a capacidade de destruir o cristianismo, acabou morrendo em agonia e desespero. Paradoxalmente, vinte e cinco anos depois da sua morte, um grupo de cristãos comprou a casa onde ele viveu e instalou ali um depósito de Bíblias, que, mais tarde se tornou numa Sociedade Bíblica. E foi este o fim de vida de um homem de elevado intelecto, de excelente educação, de grande riqueza e muita honraria terrena – mas sem Deus e sem esperança de salvação.

1)    O evangelho de Deus
“Deus nos salvou...”  O evangelho é: boas novas de salvação, ou boas notícias de “Nosso Salvador Cristo Jesus” (v.10). Paulo nunca vacilou a esse respeito. Em Antioquia da Psidia, na primeira viagem missionaria, ele refere-se ao seu evangelho como a “mensagem da salvação” (Atos 13.26). Em Filipos, foram identificados como “servos do Deus Altíssimo que nos anunciam o caminho da salvação” (Atos 16.17).  E ao escrever em Roma, aos Efésios, ele intitula a palavra da verdade de “o evangelho da vossa salvação” (Ef 1.13).  

2)    A essência da salvação
Precisamos juntar as três proposições que afirmam que Deus “nos salvou”, “nos chamou com santa vocação” e “trouxe a luz a vida e a imortalidade” (vs. 9-10). O Deus que nos “salvou” é também o que, ao mesmo tempo, “nos chamou com santa vocação”, ou seja, que nos “chamou para sermos santos”. QUANDO DEUS CHAMA ALGUÉM PARA SI, TAMBÉM O CHAMA À SANTIDADE. “Deus não nos chamou para a impureza, e, sim em santificação”, porque todos fomos “chamados para ser santos”, chamados para viver como povo santo de Deus e separado para ele (1 Ts 4.7; 1 Co 1.2).

O termo “salvação” precisa ser urgentemente libertado da idéia pobre, conforme vemos nos dias atuais. Deus nos justificou, Deus nos santificou e Deus nos glorificou (v.10). Primeiramente, perdoando as nossas ofensas e aceitando-nos como justos ao nos olhar através de Cristo; depois, transformando-nos progressivamente, pelo seu Espírito, para sermos conforme a imagem de seu Filho, até que finalmente nos tornemos iguais a Cristo no céu, com novos corpos, num mundo novo. 



3)    A origem da salvação
De onde provém tão grande salvação? A resposta de Paulo é: “Não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos” (v.9). Diante, desse texto, a fonte da nossa salvação não são as nossas proporias obras (cf. Efesios 2.8-10), mas em virtude de sua própria determinação e graça. ANTES DE DEUS DIZER HAJA LUZ, ELE DISSE HAJA CRUZ. “Antes dos tempos eternos”; “antes do princípio do mundo”;  “antes do tempo existir”, ou, “antes de todos os séculos”.

4)    O fundamento da salvação
Conquanto a graça de Deus nos tenha sido “dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos”, ela foi “manifestada agora” no tempo, “pelo aparecimento de Nosso Salvador Cristo Jesus”. Os dois estágios divinos  FORAM EM E ATRAVÉS DE JESUS CRISTO; a dadiva foi eterna e secreta, mas a manifestação foi histórica e pública.
v.10: “Primeiramente, Cristo “destruiu a morte”. Em segundo lugar, “trouxe à luz, a vida e a imortalidade, mediante o evangelho”

Primeiro, Cristo destruiu a morte. Morte é, de fato, a palavra que sintetiza a nossa condição humana resultante do pecado. Porque a morte é o “salario” do pecado, é a sua horrível punição (Rm 6.23). A Escritura fala da morte em três sentidos: A MORTE FISICA, a alma separada do corpo; A MORTE ESPIRITUAL, a alma separada de Deus; E A MORTE ETERNA, a alma e o corpo separados de Deus para sempre. MAS JESUS “DESTRUIU” A MORTE. 



No entanto, os pecadores ainda estão “mortos em delitos e pecados”, nos quais andam (Efesios 2.1), até que Deus lhes dê a vida em Cristo (v.5). Todos os seres humanos morrem fisicamente e continuarão a morrer, COM EXCEÇÃO DA GERAÇÃO QUE ESTIVER VIVA QUANDO CRISTO RETORNAR EM GLÓRIA. E muitos experimentarão da “SEGUNDA MORTE”, que é uma das mais apavorantes expressões usadas no livro de apocalipse para designar o inferno (Ap 20.14; 21.8).

Como o Inferno é descrito?
A) Um lugar de tormento (Lc 16:23: “no inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lazaro no seu seio”. “estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu Poder”. Mt 7:23.

b) Um lugar onde  há choro e ranger de dentes . Mt 8:12: “ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e range dos dentes”; Ap. 14:9-11: “a fumaça do seu tormento  sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia e nem de noite...” de ; Mt 13:42: “e os lancará na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger dos dentes. 



SOMENTE DEPOIS DA VOLTA DE CRISTO E DA RESSUREIÇÃO DOS MORTOS É QUE HAVEREMOS DE PROCLAMAR COM JUBILO: “TRAGADA FOI A MORTE NA VITÓRIA” (1 COR. 15.54; AP. 21.4).

Cristo decisivamente derrotou a morte.  O verbo grego Katargeo, cujo sentido é o de “TORNAR INEFICIENTE, SEM PODER, INUTIL”  ou “anular”. Assim Paulo compara a morte a um escorpião, do qual se arrancou o ferrão; e também a um comandante, cujas tropas foram vencidas. A Apostolo pode, portanto, levantar a sua voz em desafio: “Onde está ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte o teu aguilhão?” (1 Co 15.55).

Agora, a MORTE FISICA já não é mais o terrível monstro que nos parecia antes, e que continua sendo para MUITOS, a quem Cristo ainda não libertou. Pelo pavor da morte, eles ainda estão “sujeitos à escravidão por toda vida” (Hb 2.15). No entanto, para nós, cristãos, em Cristo a morte significa simplesmente  “dormir” em Cristo; e isto é, na verdade um “lucro”, por ser o caminho para estar “com Cristo, o que é incomparavelmente melhor”. É um dos bens que se tornam nossos quando somos de Cristo.

 1 Tessalonicenses 4.14-17: “Porque, se cremos que Jesus morreu, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares,  e assim estaremos sempre com o Senhor”. 



Filipenses 1.21-23: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor.

ENTÃO, O QUE É CERTO É QUE A MORTE JAMAIS CONSEGUIRÁ SEPARAR-NOS DO AMOR DE DEUS QUE ESTÁ EM CRISTO JESUS (RM 8-38-39).

Conclusão: 

Cristo “trouxe a luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho”. Vida: refere-se a nova vida, que recebemos do Espírito Santo. “A quem iremos nós, somente tens a palavra da vida eterna”. Imortalidade é o prolongamento dessa vida. Paulo, está no cárcere, falando essas coisas para o jovem Timóteo. Nada do que ia acontecer com ele o abalava, porque sabia que a morte tinha sido vencida.