terça-feira, 17 de maio de 2016

Reavivamento espiritual – Ap 3.1-6


Sardes foi capital da Lídia no século VII a.C. A cidade viveu seu melhor tempo nos dias do rei Creso. Era uma das cidades mais magníficas do mundo nesse tempo.  Situada no alto de uma colina, amuralhada e fortificada, sentia-se imbatível e inexpugnável. Seus soldados e habitantes pensavam que jamais cairiam nas mãos dos inimigos. Seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes e autoconfiantes.

Mas, a cidade caiu nas mãos do Rei Ciro da Pérsia em 529 a.C., quando este a cercou por 14 dias; e quando os soldados estavam dormindo, ele penetrou com seu exercito por um buraco na muralha, e dominou a cidade. Depois, em 218 a.C., Antíoco Epifânio dominou a cidade da mesma forma. Os membros dessa igreja entenderam nitidamente o que Jesus estava dizendo, quando afirmou: “Sede vigilantes!... senão virei como ladrão de noite” (Ap 3.3).

Quando João escreveu esta carta, Sardes era uma cidade rica, mas totalmente degenerada. A igreja tornou-se como  a cidade. Em vez de influenciar, foi influenciada. Era como sal sem sabor ou uma candeia escondida. A essa igreja Jesus envia uma mensagem revelando a necessidade imperativa de um poderoso reavivamento. E O PRIMEIRO PASSO PARA O REAVIVAMENTO É TER CONSCIENCIA DE QUE HÁ CRENTES MORTOS E OUTROS DORMINDO QUE PRECISAM SER DESPERTADOS.

1)    A NECESSIDADE DE UM REAVIVAMENTO (V.1). 


A igreja de Sardes vivia de aparências. As palavras de Jesus à igreja foram mais bombásticas do que o terremoto que destruiu a cidade no ano 17 d.C. A igreja tinha um nome, era respeitada, a fama era notável. Nenhuma falsa doutrina: não se ouve de balaamitas, nem dos nicolaítas, nem mesmo dos falsos ensinos de Jezabel. A igreja de Sardes não era atacada por ataques externos, pois quand uma igreja perde sua vitalidade espiritual, já não vale a pena atacá-la. “O DIABO NÃO PRECISOU PERSEGUIR A IGREJA DE FORA PARA DENTRO, ELA JÁ ESTAVA DERROTADA PELOS SEUS PROPRIOS PECADOS”.

A igreja tinha fama, mas não vida. A igreja tinha pompa, mas não Pentecoste. A igreja tinha exuberância de vida diante dos homens, mas estava morta diante de Deus. Deus não vê como o homem. A fama diante dos homens nem sempre é glória diante de Deus. A igreja tinha uma fé nominal. Seus membros pertenciam a Cristo apenas de nome, porém não de coração.

2)    O REAVIVAMENTO É NECESSÁRIO QUANDO HÁ CRENTES QUE ESTÃO NO CTI ESPIRITUAL, EM ADIANTADO ESTADO DE ENFERMIDADE ESPIRITUAL (3.2).

Na igreja havia crentes espiritualmente em estado terminal. A maioria dos crentes apenas tinha seus nomes no rol da igreja, mas não no livro da vida. Mas havia também crentes doentes, fracos, em fase terminal. O mundanismo adoece a igreja. O pecado mata a vontade de buscar as coisas de Deus.

3)    O REAVIVAMENTO É NECESSÁRIO QUANDO HÁ CRENTES QUE EMBORA ESTEJAM EM ATIVIDADE NA IGREJA, LEVAM UMA VIDA SEM INTEGRIDADE (V.2).


Estes cristãos viviam uma vida de duplicidade de caráter. Honravam a Deus com os lábios, mas o coração estava longe  do Senhor (Is 29.13). Os cultos eram solenes, mas sem vida, vazios de sentido. A vida de seus membros estava manchada pelo pecado.  ERAM hipócritas. Davam esmolas, oravam, jejuavam, entregavam o dizimo, com o fim de ganhar a reputação de serem bons religiosos. Eles eram como sepulcros caídos. Ostentavam aparência de piedade, mas negavam seu poder (2 Tm 3.5): formalidade sem poder, reputação sem realidade, aparência externa sem integridade interna, demonstração sem vida.

4)    O REAVIVAMENTO É NECESSÁRIO QUANDO HÁ CRENTES SE CONTAMINANDO ABERTAMENTE COM O MUNDANISMO (3.4).
A maioria dos crentes estava com as vestes contaminadas. Isso é um símbolo da corrupção. O pecado estava como um câncer no seio da igreja. Por baixo da aparência piedosa daquela respeitável congregação havia impureza escondida na vida de seus membros. Esses cristãos viviam uma vida moralmente frouxa. O mundo estava entrando dentro da igreja. A igreja estava se tornando amiga do mundo, amando o mundo e se conformando com ele.

5)    OS IMPERATIVOS PARA O REAVIVAMENTO.
a)     Uma volta urgente a Palavra de Deus (3.3). O que é que eles ouviram e deviam lembrar, guardar e voltar? A Palavra de Deus! A igreja tinha se apartado da pureza da Palavra. UMA IGREJA PODE SER REAVIVADA QUANDO VOLTA AO PASSADO E LEMBRA DOS TEMPOS ANTIGOS, DO SEU FERVOR, DO SEU ENTUSIASMO, DA SUA DEVOÇÃO A JESUS. “O primeiro sinal de reavivamento é a volta do povo de Deus à Palavra”. AVIVAMENTO NÃO PODE SER CONFUNDIDO COM CULTOS ANIMADOS, FESTIVO, INOVAÇÕES LITÚRGICAS, DONS CARISMÁTICOS, MILAGRES EXTRAORDINÁRIOS.


b)    Uma volta à vigilância espiritual (3.2). Sardes caiu porque não vigiou. A cidade de Sardes era inexpugnável, nunca fora conquistada em ataque direto; mas duas vezes na história da cidade ela foi tomada de surpresa por falta de vigilância da parte dos defensores. PORTANTO, Jesus alerta que se ela não vigiar, se ela não acordar, Ele virá a ela como o ladrão da noite, inesperadamente. Para aqueles que pensam que estão salvos, mas ainda não se converteram, aquele dia será dia de escuridão e não de luz (Mt 7.21-23).

Alguns membros da igreja em Sardes estavam sonolentos e não mortos. E Jesus os exorta a se levantarem desse sono letárgico (v.4; Ef 5.14). Há crentes dormindo espiritualmente. São acomodados, indiferentes ás coisas de Deus. Não tem apetite espiritual. Não vibram com as coisas celestiais (Mt 12.20). Precisamos fortalecer os que estão com um pé na cova e socorrer aqueles que estão se contaminando com o mundo.

C) uma volta à santidade (v.4). a maioria dos crentes estava vivendo com vestes manchadas, e não tendo obras integras diante de Deus. As vestes sujas falam do pecado, de impureza, de mundanismo.

6) O AGENTE DO REAVIVAMENTO: JESUS!
a) Ele conhece o estado da igreja (3.1). Ele conhece nossa vida, nosso passado, nossas motivações. Seus olhos são como chama de fogo. Jesus vê que a igreja de Esmirna é pobre, mas aos olhos de Deus é rica. Ele vê que na igreja apóstata de Tiatira havia um remanescente fiel. Ele vê que a igreja de Sardes tem uma reputação de ser viva e avivada, mas está morta. Ele vê que a igreja de Filadélfia tem pouca força, mas abriu uma porta aberta. Ele vê que igreja de Laodicéia que se considerava rica e abastada não passava de uma igreja pobre e miserável. JESUS SABE QUEM SOMOS!

B) Ele pode trazer reavivamento, porque é o dono da igreja (v.1). Ele tem as sete estrelas. As estrelas são os anjos das sete igrejas. As estrelas estão nas mãos de Jesus. A igreja pertence a Jesus. Ele controla a igreja. Ele tem autoridade e poder para restaurar a igreja. Ele disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a Sua igreja.

c) Jesus é quem reaviva a igreja por meio do seu Espírito (v.1). O diagnóstico da igreja de Sardes era morte espiritual. Cristo é o que tem o Espírito Santo, o único que pode dar vida.  A IGREJA PRECISA PASSAR POR UM AVIVAMENTO OU ENFRENTARÁ UM SEPULTAMENTO (Ez 37.6).

CONCLUSÃO: O vencedor receberia vestes brancas, símbolo de festa, pureza, felicidade e vitória. Sem santidade não há salvação. Sem santificação ninguém verá o Senhor. Quem não se envergonha de Cristo agora, terá seu nome proclamado no céu por Cristo (Ap. 3.5).



Bibliografia: Apocalipse - Hernandes Dias Lopes. 


sábado, 14 de maio de 2016

Silêncio no céu – Apocalipse 8.1-6


Algo que nos desconcerta é sentir o céu em silêncio. Se oramos e não obtivemos resposta, se não sentimos paz, então nos sobrevêm uma ansiedade que nos consome.  Alguns homens que experienciaram o silêncio de Deus.

Moisés: “Se assim me tratas, mata-me de uma vez, eu te peço se tenho achado favor aos teus olhos; e não me deixes, ver a minha miséria”. Nm 11.15

Elias, diante de Jezabel: “foi ao deserto, caminho de um dia, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte e disse: Basta, toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (1 Rs 19.4).

Jonas: “Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (Jn 4.3).

Jeremias:  “Maldito o dia em que nasci; não seja bendito o dia em que minha mãe me deu à luz. Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho; alegrando-o com isso grandemente. Por que não me matou na madre? Assim minha mãe teria sido a minha sepultura, e teria ficado grávida perpetuamente! Por que saí da madre, para ver trabalho e tristeza, e para que os meus dias se consumam na vergonha?”.  Jr 20.14-18

Paulo:  “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos”. 2 Coríntios 1:8

Jó: Depois disto abriu Jó a sua boca, e amaldiçoou o seu dia.
E Jó, falando, disse: Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! Converta-se aquele dia em trevas; e Deus, lá de cima, não tenha cuidado dele, nem resplandeça sobre ele a luz.
Jó 3:1-4

1)    Quando há silêncio no céu preparam grandes coisas.


Segundo o versículo 2: E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.  O silêncio no céu não é sinal de inatividade e, sim, de cuidados e preparação. Sete anjos, todos com trombetas nas mãos. As trombetas são símbolos de anúncios e libertações.
Oramos e não ouvimos resposta. Pedimos orientação e continuamos confusos. As vezes, desesperamos. Mas, os anjos estão de pé, em prontidão, cada músculo retesado, aguardando uma ordem de Deus para começar a tocar.

2)    Quando há silencio no céu, as orações são recebidas.


E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.

E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus. INCENSO, SIMBOLO DAS NOSSAS ORAÇÕES.


Deus estabeleceu o material para a confecção do incenso (Ex 30.34-37). O primeiro material é o estoraque: uma resina extraída de uma árvore sem cisão, sem corte. O que é isso? Que a oração, louvor precisa fluir com espontaneidade, livremente. O segundo é ônica: esse produto era tirado de um molusco marinho, das profundezas do oceano. O que significa? Que as orações e louvores precisam vir das profundezas da nossa alma. Jesus deu duas características do culto verdadeiro: tem que ser em espírito e em verdade. O terceiro produto é o gálbano: era uma árvore do deserto e tinha que recolher as folhas e triturar, massar e esmagar.  O que significa? Que a oração tem que brotar de um coração quebrantado. O quarto elemento é o sal: sal fala de pureza, nossa própria vida. 


Salmo 142.2: Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde.

Salmo 40.1-3: Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no Senhor.

3)           Quando há silencio no céu, ouve-se barulho na terra.


“E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovôes, vozes, relâmpagos e terremotos”. V.5

Começamos a orar por algo ou por alguém e parece que tudo se transtorna. QUIETUDE NO CÉU E BARULHO NA TERRA.

Dizem que a noite é sempre mais escura antes do amanhecer...Tal escuridão, no entanto, não é o atestado de óbito da nossa esperança, mas a certidão de NASCIMENTO DA NOSSA VITÓRIA.

Conclusão: Quando há silêncio no céu, Deus envia sua resposta.

 
 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Vivendo a vida cristã.  Hb 13.1-8

Em todos os capítulos de hebreus, vimos o apóstolo tem desfilado diante de nós as glórias do Senhor Jesus Cristo e as bençãos que vêm por seu intermédio. Ele insistiu para que não déssemos as costas a Jesus e nos advertiu com franqueza que, se o abandonarmos, haverá um lugar para nós: trevas exteriores.  Mostrou-nos a necessidade de continuar a corrida até o momento de nossa morte, perseverando com passos firmes e definidos no progresso espiritual.  E, agora, neste capítulo, o autor enumera declarações breves que ressaltam áreas da vida do cristão.

1)   Dê atenção especial aos relacionamentos com outros cristãos (13:1-3).


Todos os cristãos – mesmo aqueles que não temos afinidade – são nossos irmãos. É um fato. Todo cristão, seja ele homem ou mulher, é irmão, quer eu o trate bem ou não (1 Jo 4:20-21).  Será que entendemos isso na prática? Tenho de simplesmente perguntar como eu trataria um irmão de sangue que aparecesse na igreja sem avisar previamente. É assim que devo tratar meus irmãos espirituais em Cristo. 


 Os judeus tinham o provérbio: "Há seis coisas cujo fruto o homem come neste mundo e pelas quais seu corpo se ergue no mundo futuro". E a lista começa: "Hospitalidade para com o estrangeiro e visitar os doentes".

A hospitalidade era muito importante no primeiro século da era cristã. A maioria das pensões e hospedaria era extremamente básica, sem conforto, e muitas eram de baixa reputação. Quem pode dizer quantas vidas foram, por meio da hospitalidade, fortalecidas, enriquecidas e transformadas através dos séculos, até os dias atuais? Tanto Abraão quanto Ló receberam em seus lares verdadeiros mensageiros de Deus, sem saber, pelos menos no começo, que hospedavam anjos.

Se hoje eu soubesse que meu irmão de sangue está preso, o que eu faria? Imediatamente pensaria em como ele se sentiria (3 a). Pensaria no que estaria precisando, fosse ajuda, cartas, uma visita, roupas, papel, livros, o que fosse.  Não deverá ser diferente com meus irmãos espirituais. Não estão presos como criminosos, mas por terem sido fiéis ao Senhor Jesus Cristo. Poderia ter sido eu! Não adianta dizer: não os conheço. São meus irmãos! O que estou fazendo?

Tertuliano em sua Apologia escreve: "Se acontecia que alguém se encontrasse nas minas ou fosse proscrito nas ilhas ou lançado nas prisões por nenhuma outra razão que por sua fidelidade à causa da Igreja de Deus, eram cuidados como meninos de peito”. 

Aristides, o orador pagão, disse dos cristãos: "Se ouvirem que algum deles está na prisão ou passa tribulação por causa do nome de seu Cristo, todos lhe prestam ajuda em sua necessidade e se podem resgatá-lo, o põem em liberdade".

O dia em que eu tratar todos os crentes pelo que realmente são – meus irmãos – não somente minha própria vida como também a vida desses irmãos será de progresso espiritual.

2)  Nossa atitude para com o casamento (13.4).

No mundo depravado do primeiro século da era cristã, os laços do matrimônio significavam muito pouco. Quem se importava com o casamento? O resultado era que reinavam relações sexuais entre pessoas não casadas, como predominavam também o adultério e a homossexualidade. Diante disso, os cristãos, ensinavam que a pureza sexual era de tal forma importante que o evangelho exigia o celibato e o asceticismo – os cristãos não deviam se casar e deviam tratar seus corpos com severidade.


Mas, o apóstolo exorta que o caminho do Senhor é de castidade fora do laço do casamento e de prazer dentro desse vinculo. Os cristãos coerentes são parceiros fiéis e amorosos que criam e conservam lares estáveis, cheios de amor.

3)   Nossa atitude para com o dinheiro (13.5-6).

O Deus que disse “Não adulterarás” disse também “Não cobiçarás” (Ex 20.14,17), mostrando assim que a invejosa ansiedade por posses materiais é tão grave quanto os de natureza sexual. As palavras do apóstolo aqui se referem à cobiça geral e, em particular, ao amor ao dinheiro. O caminho de Deus para nós é do contentamento (Pv 30.7-9). O nosso Senhor nos declarou (Mt 6.25,32-34).


Alguns conselhos. Como resistir ao pecado? Evitar situações para não expormos aos pensamentos do mundo (novelas, programas humorísticos, etc), fugir de pessoas e lugares que despertem a luxuria sexual ou financeira; EXPOR NOSSA MENTE MAIS À MENTE DE DEUS (oração, leitura da Palavra de Deus, pregação, leitura de bons livros e amizades que fortaleçam nossa vida espiritual).

4)   Dê atenção especial à atitude apropriada quanto aos líderes cristãos (VS 7,8 e 17).



a)   Líderes do passado. “Lembrem-se dos seus líderes”, como traduz a NVI. São aqueles que “falaram a Palavra de Deus”. Ao lermos todo o versículo, fica evidente a referencia aos líderes do passado. São aqueles que “falaram a palavra de Deus”. Ao utilizar esse termo, o apostolo se refere, aos líderes, que já deixaram a vida terrena.  Isso é um tremendo antídoto à apostasia. Apostasia, judaísmo ou qualquer outro sistema é simplesmente incapaz de produzir homens e mulheres dessa estirpe.



b)  Líderes do presente (v.17). Aqueles líderes foram e jamais voltarão. Mas, Deus sempre levanta uma nova geração de líderes. Moisés foi sucedido por Josué, Elias por Eliseu e Paulo por Timóteo. Os líderes que morreram foram chamados para o seu tempo, e nossos líderes atuais são chamados “para conjuntura como esta” (Et 4.14). Não podemos nos esquecer que o Senhor estava com Josué do mesmo modo como esteve com Moisés (Js 1.5) e que, aqueles que zombam da nova liderança será julgados pelo Senhor, como prova o destino dos rapazes que insultaram a Eliseu (2 Rs 2.23-25).



Esta ovelha foi encontrada após peregrinar perdida por 6 anos. Ela carregava peso extra por não ter um Pastor para cuidar dela. E só levou 20 minutos para o Pastor cortar o peso extra que ela carregou em 6 anos, por não ter um Pastor. É tempo de perder o peso, culpa e vergonhas. Não carregue seus fardos sozinho. Volte pra igreja! volte pra Jesus.

Mas por que devemos nos submeter aos líderes espirituais e obedecer-lhes tão livremente? Porque somos todos propensos a nos desviar do Senhor. Precisamos de alguém que zele por nós. Todos devemos cuidar uns dos outros (3.13; 10.25), mas Cristo designou os pastores  para serem especialmente responsáveis por essa tarefa. No juízo final, eles terão de prestar contas de como desempenharam a tarefa. Terão de responder ao Senhor pelo exemplo que deram, o ensino ministrado por eles na igreja e o cuidado pastoral que praticaram. Que tremenda responsabilidade a deles!

Conclusão: O líder máximo (v.8). Jesus é o Sumo Pastor da igreja. Ele é aquele que nunca muda, nunca nos decepciona, nunca se aposenta nem vai embora e cujo poder está sempre à nossa disposição. Num mundo de constantes mudanças , que força e alivio é recitar o versículo 8!


sábado, 7 de maio de 2016

JOQUEBEDE: Uma mãe segundo o coração de Deus

"E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo
que era formoso, escondeu-o por três meses. Não podendo,
porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de
junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o
menino, largou-o no carriçal à beira do rio."
(Êx 2.2,3.)


Abraão ficou conhecido como príncipe do Senhor (Gn 23.6) e amigo de Deus (Is 41.8). Mas é lembrado, acima de tudo, como um pai exaltado. Sua vida de fé, integridade e dedicação beneficiou todos os lares. O Senhor lhe falou: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3). Essa pro­messa se cumpriu fielmente. Da descendência de Abraão nas­ceu Jesus Cristo, aquele que faz a diferença na vida das pessoas e das famílias. Desejando ser uma bênção para o seu lar, Abraão abençoou todos os demais.

Busquemos em Deus a orientação para que não apenas a nossa família, mas muitas outras,sejam abençoadas. O mundo precisa de bons pais. Qual será a nossa contribuição nesse sen­tido? Orando por nós mesmos ou intercedendo por outros, esforcemo-nos para que os lares sejam agraciados com homens comprometidos com a paternidade. Disso resultará a felicidade das pessoas que nos cercam e a restauração da sociedade em que vivemos.

O poeta P. de Vires escreveu: "A mão que embala o berço é a mão que rege o mundo". De fato, não há como exagerar a importância da maternidade. Todas as mães são notáveis. Mas há algumas que se destacam, tornando-se inspiração para as demais.

A mãe de Moisés foi uma dessas mulheres especiais. Em Êxodo 6.20, somos informados de que o nome dela era Joquebede, que significa, em hebraico, "do Senhor é a glória". Ela foi uma mãe segundo o coração de Deus.

Quais são as marcas de uma mãe assim?

Sua motivação é o amor

Joquebede decidiu enfrentar Faraó e suas ordens. Recusan­do-se a entregar seu filho para ser morto, pôs em risco a própria vida. Durante três meses isolou-se dentro de casa, tentando manter em segredo a presença do bebê. Por que fez tudo isso? Não por obrigação ou interesse, mas por amor. A Bíblia diz que, "vendo que era formoso, escondeu-o". Mas que mãe não considera formoso o filho a quem ama?

Conta a fábula que a águia e a coruja firmaram um acordo.
Sendo as duas maiores caçadoras da floresta, perceberam que seriam beneficiadas estabelecendo um pacto de não-agressão.

— Eu não comerei os seus filhotes, e você não comerá os meus, falou a coruja.
— De acordo, respondeu a águia. Mas como poderei reco­nhecer seus filhotes?
— Isso é fácil, emendou a primeira. Quando você vir as cri­aturas mais lindas e encantadoras da mata, saberá que são eles.
Dito isso, as duas se separaram.
Semanas mais tarde, a águia encontrou o ninho da coruja. Deparando-se com uns animaizinhos muito feios, de penugem esbranquiçada e olhos esbugalhados, falou para si mesma: "Não existe possibilidade de que sejam da coruja". E devorou-os.
Chegando ao ninho e não achando seus pintainhos, a coruja ficou desesperada. Procurou a águia e lançou-lhe em rosto a quebra do trato. Admirada, a outra respondeu:
— Mas, comadre, como eu poderia saber que aqueles
monstrinhos eram seus filhotes?

Vem daí a expressão "mãe coruja", assim também como o ditado: "Quem ama o feio, bonito lhe parece". A fábula pode nos parecer engraçada, mas contém grande fundo de verdade. O fato é que, para aquela que ama, nenhum sacrifício ou exi­gência são grandes demais. Ela os enfrenta por amor, e nisso reside o segredo de sua vitória.

Seu diferencial é a sabedoria

Joquebede amou Moisés. Mas isso, por si só, não seria o bastante. Se quisesse salvá-lo, ela teria de agir com inteligência. E foi o que fez: vendo que não podia mais ocultá-lo, escolheu um cesto, impermeabilizou-o cuidadosamente e colocou-o num remanso do Nilo. Tudo foi planejado e executado com maestria.

Lemos nas Escrituras que "a mulher sábia edifica a sua casa" (Pv 14.1). Se toda mulher precisa de sabedoria, a mãe precisa ser duplamente sábia! Esta deve ser sua oração todos os dias: "Concede-me, ó Deus, um coração sábio". Os desafios da ma­ternidade são muitos e intrincados. Os perigos que cercam os filhos são numerosos e sutis. Uma mulher não protegerá sua família se não agir com inteligência.

Joquebede revelou sabedoria tanto para reter quanto para liberar seu filho. Manteve o pequenino Moisés junto de si en­quanto foi possível. Mas, quando chegou a hora, percebeu que tinha de levá-lo para fora de casa, e entregá-lo aos cuidados de Deus. Na vida de toda mãe, esses dois tempos se fazem presentes.

Algumas mães deixam os filhos sair de debaixo de suas vistas cedo demais. E outras (talvez em maior número) que­rem conservá-los sob suas asas por mais tempo do que o necessário. Discernir a hora certa é fundamental. É algo que exige sabedoria e coragem. Podemos pedir as duas coisas a Deus.

Seu emblema é a fé

Uma mãe segundo o coração de Deus faz da fé o seu escu­do. Joquebede confiou que o Senhor poderia conduzir para um lugar seguro o cestinho em que seu filho dormia. Acreditou que Deus operaria aquilo que ela mesma já não era capaz de fazer. Certamente, seu coração ficou apertado ao afastar-se de Moisés. Mas até a melhor das mães é limitada, e Joquebede sabia disso. Decidiu, portanto, confiar no Senhor.

Deus honrou a fé de Joquebede de uma forma maravilhosa. A filha de Faraó estava se banhando no rio e enxergou o cesto. "Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus." (Êx 2.6.) Então, a princesa não apenas adotou o bebê, como ainda con­tratou sua mãe para cuidar dele (Êx 2.7-10). Que conclusão ad­mirável para uma história de amor, sabedoria e fé!



O menino salvo das águas foi protegido pela filha do ho­mem que buscava matá-lo, e admitido na corte do império que procurava destruir seu povo. Quem poderia imaginar tal desfe­cho? Assim, aprendemos que o personagem principal dessa his­tória não é Moisés, sua irmã ou a princesa, e nem mesmo Joquebede. É o Senhor, que ouve as nossas orações e conduz os fatos de nossa vida de forma encantadora. Vale a pena con­fiar num Deus assim.

Uma mãe segundo o coração de Deus é uma mulher de fé. Ela renova diariamente, perante o Senhor, suas preces em favor de seus filhos. Ela não se desespera nem se deixa abater. Seu coração está firmado no Salvador.

Sua recompensa é a vitória

O amor, a sabedoria e a fé daquela mãe não ficaram sem recompensa. Joquebede teve a alegria de ver seu filho salvo. Desfrutou, também, do prazer de vê-lo tornar-se um homem de Deus. Moisés veio a ser um grande legislador e libertador. Mas isso não foi tudo. Seus dois irmãos - Arão e Miriã - também se destacaram. Ele se tornou sumo-sacerdote, e ela, profetiza em Israel. As três pessoas mais importantes daquela geração eram filhas de Joquebede. Que mãe não se sentiria orgulhosa com algo semelhante?


A mãe de George Washington pediu que, ao morrer, fosse gravada no seu túmulo uma única frase: "Maria, mãe de Washing­ton". Era assim que ela queria ser lembrada. Seu maior motivo de satisfação era a vida do seu filho. Não é esse, exatamente, o sen­timento de toda mãe? Ela deseja fazer eco às palavras da Bíblia: "Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade" (3 Jo 4).

Toda mãe deseja ser reconhecida pelo procedimento dos seus filhos. Portanto, cada filho deve se esforçar para não envergo­nhar sua mãe. Deve mostrar gratidão e respeito, andando sem­pre na verdade. Dessa maneira, não apenas alegrará o coração de sua mãe, mas cultivará sua própria felicidade. O único man­damento com promessa diz: "Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá" (Dt 5.16).

Uma mãe segundo o coração de Deus sempre enfrentará lu­tas. A vitória, entretanto, lhe sorrirá no final. É muito importan­te ter isso em mente, porque às vezes a situação parece insustentável, e o socorro, demorado. Nessa hora, as mães devem ter fé e confiar no resultado do trabalho que fizeram. Serão mais que vencedoras, pela graça do Senhor.

Joquebede foi uma bênção para seus filhos. Estes, por sua vez, abençoaram a nação de Israel. Dessa nação viria, mais tarde, o Salvador. Isso significa que Joquebede foi, de certa for­ma, uma bênção para cada um de nós.

Como é grande o alcance da obra de uma mãe dedicada! Às vezes, ela pode se sentir desanimada, pois seus esforços pare­cem passar desapercebidos. Entretanto, não há empreendimento maior do que a maternidade. Não existe investimento melhor do que aquele feito na vida dos filhos. A mão que embala o berço é a mão que rege o mundo. Vale a pena ser uma mãe segundo o coração de Deus.


Marcelo Aguiar: Lições de fé.
Uma fé emprestada – 2 Cr 23-24


Joás foi um rei bom e piedoso – enquanto esteve rodeado  de pessoas de fé, como o sacerdote Joiada, que o criou. Não era difícil para ele viver uma vida correta, ou mesmo “crer”. Mas quando Joiada morreu, Joás descobriu que uma fé emprestada nunca é suficiente.

Quando Joás começou a tomar decisões sozinho, tomou as decisões erradas. Ele abandonou o templo e adorou ídolos. Ele e seu povo recusaram-se a ouvir os profetas que os advertiam. Joás matou o filho do homem que o criara, quando o filho o confrontou por causa de seus pecados. 



 Por fim, porque rei e povo haviam abandonado o Senhor, veio o desastre. Joás, que escolheu o mal, foi morto em sua cama por oficiais que conspiravam contra ele.

A História de Joás ressalta duas verdades importantes. Primeiro, não podemos dizer, a partir da vida de uma criança ou jovem, o que o futuro lhe reserva. Portanto, embora possamos nos regozijar pelos sinais de um crescimento espiritual prematuro, não podemos ser complacentes. Precisamos continuar a orar por nossos filhos, para que, à medida que amadurecem, desenvolvam uma fé pessoal e crescente em Deus.

Segundo, precisamos examinar a nossa vida, para termos certeza de que não estamos vivendo uma fé emprestada. Para que a fé seja real, você e eu precisamos assumir a responsabilidade por nossas escolhas – e assegurar que nossas escolhas sejam guiadas por um compromisso pessoal com Jesus Cristo, como Senhor. 

terça-feira, 3 de maio de 2016

O ginásio de Deus – Hb 12.5-14


Introdução:  Alguns perigos dentro e fora de nós:

Há certos perigos à nossa volta nesta vida terena e precisamos  ser protegidos deles – o perigo do orgulho, da autossatisfação, da presunção, o perigo de nos afastarmos e nos tornamos mundanos. Sem  perceber esses perigos horríveis estão sempre ameaçando o cristão nesta vida e neste mundo.  Por isso, não há nada melhor para o desenvolvimento da humildade  do que a correção, e precisamos dela se vamos ser humildes e mansos. Ele “açoita todo o que recebe por filho” e porque “o Senhor corrige o que ama”. Esse é o ensino.

A correção pode vir de muitas maneiras. Pode vir através das circunstancias, pode assumir a forma de uma perda financeira ou alguma dificuldade em nossos negócios ou profissão; pode vir como algo que nos abate e nos deixa perturbados e perplexos; pode vir mediante um desapontamento ou decepção pessoal, ou através de uma doença.
1)    Maneiras erradas de reagir a correção.

O perigo de desprezar: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor”. Essa é a primeira forma errada de reagir a correção – é encara-la de forma leviana, não lhe dando atenção; coloca-la de lado como algo sem importância, não a levando a sério – apresentando uma fachada de coragem, por assim dizer, não permitindo que a correção nos afete. “Muitas das coisas que estão desgraçando a vida hoje não poderiam acontecer se as pessoas fossem sensíveis – se tivessem um mínimo de sensibilidade”.


“E não desmaieis quando por ele fores repreendido” (v.5).  Esta é uma citação do Velho Testamento, do livro de Provérbios (Pv 3.11-12), e se refere ao perigo de ficar desanimado com a correção, o perigo de desmaiar por causa dela, o perigo de desistir e se entregar, o perigo de se sentir desesperançado.  “Eu não posso suportar isto”. O coração desanima, e aquilo nos esmaga. Isso nos leva a tendência de questionar por que aquilo aconteceu, e se Deus está sendo justo.

“E que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Há pessoas que reagem às provações, testes e correções da vida, ficando amarguradas.  “Há pessoas que, antes de serem assaltadas pela correção, pareciam muito amigáveis e simpáticas, mas quando são assaltadas pelas correções, tornaram-se amargas, egocêntricas e difíceis. Elas se voltaram para si mesmas, sentindo que o mundo todo estava contra elas. Tais pessoas não podem ser ajudadas; a amargura entra em suas almas, aparece em seus rostos”.  Estas coisas que nos acontecem na vida provam-nos no mais profundo do nosso ser, e revelam se realmente somos filhos de Deus ou não! 


2)    Maneiras certas de reagir a correção.

Devemos nos comportar como filhos, e não como crianças.  “Voces se esqueceram da exortação que argumenta com vocês como pessoas adultas – como filhos. Voces já não são crianças”. São adultos, então, parem de desmaiar, acabem com as lamúrias e o choro, parem de agir como crianças emburradas. Voces dizem que são adultos, mas estão mostrando que ainda são bebês, ao se comportarem assim”.

Que devemos fazer, então, se somos adultos? Ele começa com uma negativa em forma de repreensão, dizendo: “Já vos esqueceste da exortação”. Ou seja, vocês estão caindo nessa armadilha de resmungar, mas não tem qualquer desculpa. Quando alguma coisa errada acontece na vida do incrédulo, o que ele tem para sustentá-lo? O cristão, no entanto, tem a Bíblia, e deve colocar qualquer circunstancia no contexto da Palavra de Deus.

Devemos prestar atenção e seguir os argumentos da Palavra de Deus. “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como a filhos”. Ora, essa palavra “argumentar” tem o sentido de “apresentar razões, persuadir”. Portanto, a Palavra de Deus não nos dá simplesmente uma consolação geral; ela sempre nos dá um argumento.  Há muitas pessoas, infelizmente, que leem a Biblia de uma forma puramente sentimental.  Mas a palavra de exortação argumenta conosco – ela apresenta razões, persuade.

Qual é o argumento? É Deus quem está fazendo isso, e Ele está fazendo isso com vocês porque são Seus filhos (Hb 12.9-10). Deus, portanto, é quem está fazendo isso conosco, e está fazendo isso porque somos Seus filhos; Ele está fazendo para o nosso bem, porque somos Seus filhos.  E, no versículo onze temos: “E, na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacifico de justiça...”. Acrescenta: “... nos exercitados por ela”. As únicas pessoas que serão beneficiadas pela correção, são aquelas “exercitadas por elas” aquelas que se submetem ao tratamento de Deus.

Qual é o processo? Ele nos diz que Deus fará estas coisas conosco, colocando-nos num ginásio. Este é o sentido original da palavra que é traduzida como “exercitar”, e apresenta um quadro maravilhoso. Dizem que a raiz desta palavra “ginásio” é uma palavra que significa “ser completamente desnudo”. Então, o quadro que temos aqui é o de alguém que é levado para um ginásio e ali ordenam que se desnude completamente (Hb 12.1: “deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia”). 




Duas ideias: Alguém que precisa de exercícios. Ele foi negligente com seu corpo, foi indolente num sentido físico, então o instrutor o leva para o ginásio e o faz passar pelos exercícios para que ele possa desenvolver uma forma física perfeita (VS. 12-13). Observem que menciona joelhos desconjuntados, e parece haver uma fraqueza geral.
Estamos num ginásio espiritual. Deus nos desnuda. Ele nos examina, e sabe exatamente o que precisamos. Agora tudo o que precisamos fazer é nos submeter a Ele e fazer exatamente o que Ele nos diz. No momento em que algo acontece conosco, devemos dizer: “Estou no ginásio de Deus. Alguma coisa deve estar acontecendo”. O que está errado? (Sl 119.71).  Portanto, devemos examinar a nós mesmos, profundamente, tentando descobrir a causa. Nada disso é motivo de alegria, mas precisamos vasculhar  a nossa vida, examinar as profundezas do nosso ser, por mais doloroso que seja, para ver se há algum ponto em que temos nos desviado sem perceber.

Conclusão:



Devemos confessar nossos pecados. Esta é uma parte vital dos exercícios, e nunca nos recuperaremos, se não fizermos isso. E, depois, “tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjutados. Ou seja, devemos ter domínio próprio, ser firmes, andar eretos, ser vigorosos. 

Bibliografia

Martin Lord Jhones - Depressão Espiritual
Biblia Comentada Almeida