domingo, 31 de maio de 2026

 O que falar do inferno? Lc 16.19-26 

O que falar sobre o inferno? Uma pesquisa foi feita junto com pessoas a respeito desse tema e o resultado é: de 100 cem pessoas, 49% não acreditam em vida após a morte; 23% acreditam em alguma coisa, qualquer coisa; 7% acreditam na reencarnação e somente 19% acreditam que existe céu e inferno.

E mais, um historiador procurou sobre o tema inferno em várias bibliotecas e não encontrou nenhum livro sobre esse tema. Aliás, em nossos púlpitos não se prega mais sobre o inferno.  “O inferno”, disse o historiador, “desapareceu e ninguém percebeu”. Enfim, o inferno causa resistência em muitas pessoas.

Um ator americano foi perguntado sobre o céu e o inferno, ele respondeu: “sou ateu, estou muito tranquilo quanto a isso”. Angelie Jolie, disse: “Não há necessidade de acreditar nisso”. O Cantor Chico Buarque afirmou: “eu perdi a fé”. E, por fim, Brad Pitt, diante dessa pergunta disse: “Eu sou 20% por cento ateu, 80% agnóstico, acredito numa força superior, mas ninguém sabe ao certo. Você vai descobrir quando morrer, até lá é inútil pensar sobre isso”.

1)     Uma história

Mas o texto bíblico prova que o inferno existe. O evangelista Lucas fala de um homem rico “que se vestia de purpura” e “linho finíssimo”. Todos os dias ele se regalava esplendidamente. Todos os dias havia um banquete onde se alimentava com toda sua família (UM IMENSO BANQUETE).

Agora, temos, um segundo personagem, Lazaro. Ele era mendigo, todo coberto de chagas, com certeza o corpo fedido, com certeza ninguém gostava de ficar perto dele; vivia pedindo esmola na casa do homem rico, alimentando das sobras, ou, das migalhas que caiam da sua mesa.

O texto diz que os dois morreram. Lazaro morreu e foi levado pelos anjos dos céus, ao paraiso, ao seio de Abraão. Enquanto o rico morreu e tivera um sepultamento suntuoso, onde toda sociedade compareceu.

Contudo, depois dessa vida, cada um foi levado para um lugar. O rico foi levado para o Hades, enquanto Lazaro fora conduzido ao seio de Abraão. Em outras palavras, o inferno existe e é um local geográfico, enquanto que o céu existe e é também é geográfico. Jesus disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas...vou preparar-vos um lugar” (Jo 14.2). O inferno, também é um local, não um estado de espírito, mas um lugar real povoado por seres físicos.

Abraão, estando no paraíso, disse ao homem rico, no tormento: “Está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá” (Lc 16.26). Portanto, não dá para sair do inferno para passar as férias no céu.

1)     O que é o inferno

Primeiro, Jesus foi quem mais falou sobre a existência do inferno. Um terço dos seus ensinos se referem ao juízo eterno e ao inferno. Dois terços de suas parábolas estão relacionadas à ressureição e ao inferno. Vejam o resumo do evangelho: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que Deus o seu filho unigênito para que todo aquele que crê não PEREÇA...” (Jo 3.16). Jesus não era cruel ou caprichoso, mas contundente, verdadeiro. Sua sinceridade é impressionante.

Ele fala concretamente: “Temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt 10.28). Nessa parábola do Rico e o Lazaro cita um homem suplicando para que lazaro “molhe na água a ponta do seu dedo e refresque sua língua” (Lc 16.24). Palavras como corpo, dedo e língua pressupõem um estado físico no qual a garganta anseia por água e a pessoa implora por alivio – alivio físico. O inferno é um lugar de tormento, de desolação, de desespero.

Dante Aliguiere, em sua “Divina Comédia”, quando o viajante chega diante do inferno, tem um dizer em cima: “Abandonem a esperança, todos vós que por aqui entrais”.

O inferno é um sofrimento infinito. O apostolo João afirmou: “E a fumaça do seu tormento sobe para todo sempre; e não tem repouso, nem de dia nem de noite” (At 14.11). Jesus fala que o inferno é “pranto e ranger dos dentes” (Mt 8.12). Jesus fala que o inferno é o lugar onde o “bicho não morre, e fogo nunca se apaga” (Mc 9.48). Sim, o bicho não morre e o fogo não se apaga – o texto fala sobre a consumação contínua de algo. E, também, Jesus fala de pecadores sendo “lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mc 8.12).

Fogo, trevas, enxofre, e fumaça são apenas uma tentativa débil de descrever a realidade muito mais aterrorizante do que qualquer uma destas palavras possa comunicar.

O inferno é o lar escolhido dos insurretos, prisão perpetua dos descontentes. O inferno está reservado, não para aquelas almas que buscam a Deus, mas para aquelas que desafiam a Deus e se rebelam, preferem viver suas vidas longe de Deus e de sua Palavra. O Salmista diz: “Diz o insensato no seu coração: não há Deus. Todos são corruptos e as coisas que eles fazem são nojentas ....” (Sl 14.1).

O inferno é ausência de Deus. Sim, apesar de todo sofrimento neste mundo, mas a presença de Deus está espalhada por todos os cantos. Vê-se a presença de Deus na natureza, nos animais, nos pássaros, nos homens, nas mulheres, nas crianças, etc. Mas, no final, não haverá a presença de Deus manifestada, haverá angustia, tristeza, pesar, solidão, medo, remorso, ressentimento, inquietude, lamentos, lamurias por aquilo que devia ter feito e não fez. No inferno, não tem festa, alegria, bebedeira, mulheradas ou homens, prazeres, sexo. Nada disso, mas somente lamento, lamento infinito.

Conclusão

O apostolo João exorta: “...Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo” (Jo 3.17). Jesus morreu na cruz, para nos salvar, nos libertar da condenação eterna. O amor de Deus é imensurável, é mais fácil você colocar o Oceano Pacifico em uma jarra do que descrever o sacrifico de Jesus por nós. Jesus morreu, ressuscitou, e está assentado à direita de Deus Pai. Ele venceu e tem as chaves da morte e do inferno.

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