sábado, 9 de maio de 2026

 Sexualidade em C.S. Lewis.

Estou meditando no livro de C.s.Lewis, “Cartas do diabo ao seu jovem aprendiz”. Maldanado é o demônio velho, astuto, cheio de esquemas sutis para desviar o ser humano de Deus; enquanto que, Vermelindo, é um jovem demônio, aprendiz,  tentando manipular a fé das pessoas e distanciá-las do seu criador. . No capítulo 20, a questão é a sexualidade. Que tem muito a ver com os nossos tempos, é a forma mais intensa que os demônios usam para desviar as pessoas do Criador. E o conselho do velho demônio ao jovem Vermelindo se sobrepõem diante dos nossos olhos.

Então, Maldanado diz ao jovem demônio: “...gostaria de lhe fornecer algumas dicas sobre o tipo de mulher – quero dizer o tipo físico – por quem ele deve ser encorajado a se apaixonar  se “apaixonar-se” for o melhor que pudermos fazer”. Veja que a palavra “apaixonar-se” está sublinhada no livro, logo, entendemos que o demônio está mais preocupado em relacionamentos curtos, sem compromisso; como se diz, foi somente uma “noite de prazer”. Como disse Vinicius de Moraes em seu poema, fidelidade: “... que não seja mortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.

Agora, tem um departamento do inferno, ele diz, que se chama “baixarquia”. O que faz esse setor? Produzir, em cada época, uma orientação equivocada do que pode ser chamado de “gosto sexual”. Eles fazem isso, manipulando o círculo restrito de artistas populares, estilistas e publicitários que determinam o que está na moda”. Logo, toda tendencia, toda moda vigente, novelas, desfiles de moda, segundo Maldanado é produzida pela “baixarquia” do inferno.

Para quê? “guiar cada sexo para longe daqueles membros do sexo oposto com quem eles mais provavelmente contrairiam matrimonio uteis espiritualmente, felizes e férteis”. A ideia do inferno, é que o ser humano não seja atraído pelos valores internos, consciência, convicções, certezas, cosmovisão, religião. Mas, “assim”, diz Maldanado, “por muitos séculos, temos triunfado sobre a natureza até o ponto de fazer com que certas características secundárias do homem sejam colocadas em destaque”. Sim, o que importa é a beleza escultural, é o corpo bem trabalhado, músculos, externo,  quanto mais valorização do corpo, menos importância ao valores internos, espirituais.

“O apostolo Pedro exorta em sua primeira carta: “O que vos torna bela não deve ser o enfeite exterior....ao contrário, vistam-se com a beleza que vem de dentro e que não desaparece, a beleza de um espírito amável e sereno, tão precioso para Deus”.

Maldonado diz: “Quanto ao gosto masculino, nós o tornamos bem variado. Certa vez, nós o direcionamos para o tipo aristocrático e escultural de beleza, misturando a vaidade masculina com seus desejos e encorajando a raça a reproduzir essencialmente com as mulheres mais arrogantes e extravagantes”. Lhe pergunto, essa conta fecha? Um homem aristocrático (egoísta)  e escultural (somente aparência) e uma mulher arrogante e extravagante! Relacionamento, como diz, somente para “apaixonar-se”, nada mais do que isso!

E diz mais, Maldanado: “Nós fomos engenhosos para aumentar a permissividade da sociedade para a representação do nu explicito na arte e na sua exibição nos palcos ou nas praias”. Mas, ele vai mais a fundo sobre esses personagens que se expõe: “...tudo não passa de uma farsa; as mulheres em trajes de banho ou em roupas colantes estão, na realidade, exprimidas e modeladas para parecerem mais firmes e esbeltas e mais infantilizadas do que a natureza de uma mulher adulta....”. ele diz as mulheres que aparecem como propagando estão “exprimidas e modeladas para parecerem...”. é como se fosse uma miragem...

E termina dizendo: “estamos direcionando cada vez mais os desejos do homem para algo que não existe – fazendo o papel do visual externo ser cada vez mais importante na sexualidade e, ao mesmo tempo, tornando suas demandas cada vez mais de serem realizadas”.

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