Sexualidade em C.S. Lewis.
Estou meditando no livro de
C.s.Lewis, “Cartas do diabo ao seu jovem aprendiz”. Maldanado é o demônio
velho, astuto, cheio de esquemas sutis para desviar o ser humano de Deus; enquanto
que, Vermelindo, é um jovem demônio, aprendiz, tentando manipular a fé das pessoas e distanciá-las
do seu criador. . No capítulo 20, a questão é a sexualidade. Que tem muito a
ver com os nossos tempos, é a forma mais intensa que os demônios usam para
desviar as pessoas do Criador. E o conselho do velho demônio ao jovem Vermelindo
se sobrepõem diante dos nossos olhos.
Então, Maldanado diz ao
jovem demônio: “...gostaria de lhe fornecer algumas dicas sobre o tipo de
mulher – quero dizer o tipo físico – por quem ele deve ser encorajado a se
apaixonar se “apaixonar-se” for o
melhor que pudermos fazer”. Veja que a palavra “apaixonar-se” está sublinhada no
livro, logo, entendemos que o demônio está mais preocupado em relacionamentos curtos,
sem compromisso; como se diz, foi somente uma “noite de prazer”. Como disse
Vinicius de Moraes em seu poema, fidelidade: “... que não seja mortal, posto
que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”.
Agora, tem um departamento
do inferno, ele diz, que se chama “baixarquia”. O que faz esse setor? Produzir,
em cada época, uma orientação equivocada do que pode ser chamado de “gosto
sexual”. Eles fazem isso, manipulando o círculo restrito de artistas populares,
estilistas e publicitários que determinam o que está na moda”. Logo, toda tendencia,
toda moda vigente, novelas, desfiles de moda, segundo Maldanado é produzida pela
“baixarquia” do inferno.
Para quê? “guiar cada sexo
para longe daqueles membros do sexo oposto com quem eles mais provavelmente
contrairiam matrimonio uteis espiritualmente, felizes e férteis”. A ideia do
inferno, é que o ser humano não seja atraído pelos valores internos, consciência,
convicções, certezas, cosmovisão, religião. Mas, “assim”, diz Maldanado, “por
muitos séculos, temos triunfado sobre a natureza até o ponto de fazer com que
certas características secundárias do homem sejam colocadas em destaque”. Sim,
o que importa é a beleza escultural, é o corpo bem trabalhado, músculos,
externo, quanto mais valorização do
corpo, menos importância ao valores internos, espirituais.
“O apostolo Pedro exorta em
sua primeira carta: “O que vos torna bela não deve ser o enfeite exterior....ao
contrário, vistam-se com a beleza que vem de dentro e que não desaparece, a
beleza de um espírito amável e sereno, tão precioso para Deus”.
Maldonado diz: “Quanto ao
gosto masculino, nós o tornamos bem variado. Certa vez, nós o direcionamos para
o tipo aristocrático e escultural de beleza, misturando a vaidade masculina com
seus desejos e encorajando a raça a reproduzir essencialmente com as mulheres
mais arrogantes e extravagantes”. Lhe pergunto, essa conta fecha? Um homem
aristocrático (egoísta) e escultural
(somente aparência) e uma mulher arrogante e extravagante! Relacionamento, como
diz, somente para “apaixonar-se”, nada mais do que isso!
E diz mais, Maldanado: “Nós
fomos engenhosos para aumentar a permissividade da sociedade para a representação
do nu explicito na arte e na sua exibição nos palcos ou nas praias”. Mas, ele
vai mais a fundo sobre esses personagens que se expõe: “...tudo não passa de
uma farsa; as mulheres em trajes de banho ou em roupas colantes estão, na realidade,
exprimidas e modeladas para parecerem mais firmes e esbeltas e mais
infantilizadas do que a natureza de uma mulher adulta....”. ele diz as mulheres
que aparecem como propagando estão “exprimidas e modeladas para parecerem...”. é
como se fosse uma miragem...
E termina dizendo: “estamos
direcionando cada vez mais os desejos do homem para algo que não existe –
fazendo o papel do visual externo ser cada vez mais importante na sexualidade
e, ao mesmo tempo, tornando suas demandas cada vez mais de serem realizadas”.
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