terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

VEM COM JOSUÉ LUTAR EM JERICÓ ( Josué 1-20).


“Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de serem rodeados durante sete dias” (Hb 11.30). o que é fé? Fé, segundo Hebreus, “é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1).

A FÉ BÍBLICA NÃO É FÉ NA FÉ. A fé cristã baseia-se na existência objetiva do Deus que se revelou ao Seu povo por meio de Sua Palavra infalível e inspirada por Seu Espírito.

A FÉ BÍBLICA NÃO É MERO SENTIMENTO. Ter fé não é pular do pináculo do Templo porque “sentiu” que deveria fazer isso. O xintoísmo é a decisão de se fazer coisas em nome de uma fé que se baseia tão somente em sentimentos. O coração do homem é enganoso (Jr 17.9) e Satanás, quer sempre “veleja de acordo com o vento”, pode estar jogando essa concepção errônea de fé para jogar qualquer um de um alto precipício.

FÉ BÍBLICA É AGIR COM BASE NA PALAVRA DE DEUS. Josué 6.2: “Então disse o Senhor a Josué: “Olha, entreguei na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus valentes”.

1)    Jericó.
Jerico - ci­dade considerada por muitos a mais antiga do mundo - inter­punha-se entre ele e a conquista de Canaã. O general israelita já havia travado muitas lutas, mas nunca sitiara uma cidade. E os muros de Jerico representavam um desafio e tanto. Eles com­punham uma inexpugnável fortificação estratégica, formada por um conjunto de duas espessas muralhas paralelas, cada qual com dois metros de largura e dez metros de altura. Josué sabia que tomar Jerico não seria fácil. Entretanto, era uma tarefa ne­cessária: se os israelitas não o fizessem, teriam sempre uma cidade inimiga às suas costas, o que poria em risco a sua sobre­vivência. 



Assim como Josué, também nos encontramos às vezes diante de situações que parecem não ter solução. Grossas mura­lhas interpõem-se entre nós e nossos sonhos. Graves dificulda­des ameaçam barrar nosso avanço. Inimigos poderosos nos in­juriam e atacam, afirmando que jamais os superaremos. Em ocasiões semelhantes, qual é o nosso procedimento? Desisti­mos? Batemos em retirada? Ou será que nos lançamos desespe­rados ao conflito, colecionando frustrações e derrotas? Às ve­zes, o que fazemos é murmurar contra os céus, queixando-nos das adversidades. Josué, porém, agiu de uma forma que lhe garantiu a vitória. E nós temos a oportunidade de aprender com seu exemplo, identificando nas suas atitudes os ingredientes de uma verdadeira fórmula do sucesso.

2)    Humildade
 A Bíblia diz que "estando Josué ao pé de Jerico, levantou os olhos e olhou; eis que se achava em pé di­ante dele um homem que trazia na mão uma espada nua; che­gou-se Josué a ele e disse-lhe: És tu dos nossos ou dos nossos adversários? Respondeu ele: Não; sou príncipe do exército do Senhor e acabo de chegar. Então, Josué se prostrou com o rosto em terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?" (Js 5.13,14 e Jo 20: 28-29). 



            Quem aparece para Josué é Jesus, Cristofania, aparição de Cristo no Antigo Testamento. Tanto é que Josué se dobra diante do General do Exército do Senhor (Js 5.14). Carregava UMA ESPADA NUA DESEMBAINHADA. Isto é, a mão soberana de Deus haveria de agir de modo invisível na batalha; Josué não batalharia sozinho. Portanto, encontramos aqui três exércitos: o exército de Israel, o exército de Jericó (entrincheirado dentro da muralha) e o exército do Deus vivo. LHE PERGUNTO: QUEM ERA MAIORIA? (Dn 4.35)

O texto diz que o Senhor se revela a ele e lhe diz, o que deveria fazer. Isso corresponde ao que diz o salmo 25.12: “O homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho em que deve escolher”.

Humildade é o reconhecimento dos nossos limites e a confi­ança no ilimitado poder de Deus. É um ingrediente fundamental para uma receita de sucesso. Como afirmou o sábio, "diante da honra vai a humildade" (Pv 18.12). Quando somos modestos, podemos contar com os recursos de Deus, e não apenas com os nossos. Josué, mesmo ocupando a mais alta posição de autori­dade em sua nação, não deixou de admitir suas limitações, de buscar a direção do Senhor e de se submeter a ele. Será que, nos momentos de lutas, temos feito o mesmo? (Salmos 121)

3)    Confiança
 O general israelita revelou ter confiança em Deus e nas suas orientações. As ordens que recebeu foram as seguintes: "Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gri­tará com grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si" (Js 6.3-5).



O que Deus mandou Josué fazer deve ter lhe parecido estra­nho. Ele bem poderia ter respondido: "Mas, Senhor, não é assim que se conquista uma cidade!" Josué era um guerreiro experi­mentado. Ele sabia que nenhuma batalha jamais havia sido vencida daquela maneira. Talvez tenha pensado: "Se eu passar essas or­dens adiante, meus soldados deixarão de me respeitar. E se fizer­mos o que Deus está falando, nossos inimigos dirão que ficamos loucos. Eles rirão de nós e falarão que o sol do deserto fritou nossas cabeças!" Entretanto, se algum desses pensamentos cru­zou a mente de Josué, logo foi varrido para longe. Ele decidiu fazer o que lhe fora mandado, porque confiava no Senhor.

Os dicionários definem fé como "confiança em alguém ou em alguma coisa, crença nos dogmas de uma religião, fideli­dade em honrar os compromissos". Mas a minha definição pessoal de fé é a seguinte: fé é confiar a ponto de obedecer. Toda vez que fazemos o que o Senhor nos diz, estamos exer­citando nossa fé. Mas quando dizemos que cremos em Deus e apesar disso não lhe obedecemos, enganamo-nos a nós mes­mos, porque a verdade é que não confiamos nele. É a certeza de que Deus nos ama e deseja o melhor para nós que nos leva a seguir suas orientações, mesmo quando não somos capazes de entendê-las. Os métodos do Senhor podem nos parecer estranhos, mas nunca deixam de ser eficazes.

O Senhor mandou que Naamã mergulhasse sete vezes no rio Jordão, e ele foi curado da sua lepra. O Salvador disse ao cego de nascença que se lavasse no tanque de Siloé, e ele voltou enxer­gando. A Bíblia nos manda amar nossos inimigos, perdoar aos nossos ofensores, vencer o mal com o bem e voltar a outra face aos nossos agressores.

4)    Persistência

O último ingrediente na receita vitoriosa de Josué foi a per­severança. O Senhor lhe disse que, para que os muros de Jerico caíssem, teriam de ser rodeados por sete dias, e no último dia, por sete vezes. Isso significa que durante um bom tempo o ge­neral israelita seguiu as diretrizes divinas sem que nada aconte­cesse. Aquilo certamente foi um grande teste para a sua fé. É dessa forma, igualmente, que a nossa confiança costuma ser provada. Seguir em frente quando nossos esforços parecem in­frutíferos não é fácil. Por outro lado, nunca ninguém alcançou nada sem empenho e persistência.

Uma mulher orou durante quarenta anos pela conversão do marido alcoólatra. Outra intercedeu vinte anos pelo filho re­belde até vê-lo render-se a Jesus. Muitos outros exemplos po­deriam ser somados a estes, ensinando-nos uma importante lição: Deus está disposto a dar-nos o triunfo, mas permitirá antes que lutemos por ele, a fim de fortalecermos nossos músculos espirituais. Assim, os que desistem diante da primeira demora podem acabar privados da bênção que lhes estava reservada. "Não é digno de saborear o mel quem se afasta da colméia por causa da picada das abelhas", escreveu Shakespeare. A vitória sorri para aquele que, à humildade e à confiança, acrescenta a perseverança.

Thomas Edison conseguiu fazer funcionar a primeira lâmpa­da elétrica na sua centésima tentativa. Naquela ocasião, um re­pórter lhe perguntou:
-     Depois de fracassar noventa e nove vezes, não pensou em desistir?
-     Eu não fracassei noventa e nove vezes. Apenas descobri, noventa e nove vezes, como algo não funcionava, respondeu Edison.

Conclusão:

"No sétimo dia, madrugaram, ao subir da alva e, da mesma sorte, rodearam a cidade sete vezes; somente na­quele dia rodearam a cidade sete vezes. E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade... Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, ruíram as muralhas, e o povo su­biu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram." Js 6.15,16,20.) 


A fórmula de Josué provou ser eficiente. Os israelitas vence­ram sua batalha mais difícil, e prosseguiram na conquista da terra que Deus lhes havia prometido. Da mesma forma, quando enfrentamos nossos desafios com humildade, confiança e per­sistência, podemos aguardar bons resultados. O Senhor não nos abandonará. Ele não deixará de nos conceder aquilo de que necessitamos e que sabe ser o melhor para nós. Então, sigamos em frente. Vamos colocar de lado o desespero e a afobação, e agir da maneira como Deus nos tem orientado. Afinal, não exis­te sucesso maior do que estar em harmonia com a vontade do Senhor.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É hora de cruzar o Jordão! (Js 3)


Introdução

O Jordão aqui representa qualquer obstáculo que se interpõe entre você e o alvo de sua vida. Pode ser um obstáculo que se encontra na família, na vida profissional, no ministério cristão ou dentro de você mesmo. A vida é curta demais para levarmos mais tempo vivendo do lado de cá do Jordão.

O povo de Israel, depois de 40 anos, peregrinado pelo deserto, cruzariam o rio em direção a Canaã.  E havia muito território a ser conquistado! Isso não se aplica a nós? É TEMPO DE CONQUISTAR TERRITÓRIOS EM SEU LAR: ; OU TALVEZ CONQUISTAR TERRENO EM SUA VIDA ESPIRITUAL.

Coisas importantes a conquistar na vida: harmonia familiar; perdão, alegria dentro de casa, vida profissional desabrochar, hora de encontrar satisfação no que faz, pagar as contar, viver com dignidade, vencer antigos conflitos e pecados, hora do seu caráter se fortalecer, hora de começar a semear hábitos de santidade e afim de colher um caráter santo.

1)    DECIDA CRUZAR O JORDÃO

A exortação inicial é: tome a decisão de cruzar o Jordão, pois essa é a primeira coisa que precisamos fazer. É hora de dar uma chacoalhada na vida, de amanhecer diferente, de poder dizer: “Quando o Senhor trouxe os cativos de volta a Sião, foi como um sonho” (Sl 126.1). Infelizmente, muitos construíram uma torre do lado de cá do Jordão e estão a olhar a terra da promessa com uma enorme angustia no coração!

Nessa época de atravessia o Jordão estava cheio. O Jordão resulta do degelo no Monte Hermon, que fica ao norte de Israel, junto ao Líbano. O Hermon passa pelo processo de degelo, inunda o rio Jordão, que vai descendo até o território de Israel até desaguar no mar da Galilélia, a 200 metros abaixo do nível do mar. Mais adiante, o Jordão se afunila ao sul, retoma seu curso e vai descendo até as águas do Mar Morto, a 400 metros abaixo do nível do mar. O degelo do monte Hermon, que ocorreu na época em que o povo de Israel iria passar pelo Jordão, fez com que o rio transbordasse. Mas não havia tempo para esperar. O rio estava ali, mas entre o povo e o rio estava um Deus Todo-Poderoso que não poderia deixar de cumprir Suas promessas.


Na hora em que as promessas divinas estão para se cumprir, geralmente os obstáculos parecem ficar mais fortes, maiores e mais vividamente intransponíveis do que nunca. Trata-se de um fenômeno interessante que muitos cristãos tem testemunhado.

Surge uma pergunta: Por que Deus orientou o povo de Israel a atravessar o rio Jordão justamente no período do degelo do Hermon, com o rio, então, alcançando o ápice de sua força? Deus assim o fez para que toda a glória fosse dada a Ele. E o mesmo princípio se opera quando nós temos de atravessar o transbordante Jordão de nossa vida!

Pensemos em algumas dificuldades que enfrentamos. Por que ninguém me estendeu a mão? Por que o concurso foi adiado? Por que naquele momento tão importante cai na cama? Por que aquela pessoa em quem eu confiava me traiu? Por que sempre as promessas de Deus são muito suadas? Porque para os outros parece tão fácil, mas, para mim, é tudo tão difícil, quando não impossível?

Por que tem de ser assim? “Porque este é o método de Deus!”. A Bíblia e a história da igreja confirmam que as vitórias que não foram fáceis de serem alcançadas encheram os servos de Deus que as receberam de muita gratidão, pois viram que, sem sombra de dúvida, se não fosse pela mão soberana de Deus, jamais teriam chegado aonde chegaram.

2)    Prepare-se para cruzar o Jordão.



Crendo nas promessas. Não dê um passo sem antes meditar no que Ele lhe prometeu. A promessa é que Deus fará maravilhas em sua vida. Então, vá em frente, na certeza de que não há obstáculo que possa impedir o cumprimento de uma só promessa que Deus tenha para Seu povo.

“Sucedeu, ao fim de tres dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial, e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis”. Continuação, Js 3:10 a 13.

            Portanto, devemos viver nossa vida, baseados nas promessas de Deus. Por exemplo, de que se confessarmos nossos pecados, receberemos perdão; na promessa de que, se ansiarmos pelo Espírito de Deus, nossa sede será saciada; na promessa de que aquilo que semeamos haveremos de colher; ou na promessa de que, se resistirmos aos demônios, eles baterão em retirada. Como ensina Bunyan em O peregrino, ao comparar as promessas de Deus a uma chave que é capaz de abrir qualquer cadeia.

Ajustando-se espiritualmente. “Disse Josué ao povo: Santificai-vos porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (v.5). Deus não pode abençoar seu povo quando este não está corretamente relacionado com Ele ( Mt 5.8).

Ouvindo a voz de Deus. Prepare-se para cruzar o Jordão CRENDO NAS PROMESSAS, AJUSTANDO-SE ESPIRITUALMENTE E, POR FIM, OUVINDO A VOZ DE DEUS. Então disse Josué aos filhos de Israel: “Chegai-vos para cá, e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus”. No versículo 9, Josué chama o povo para ouvir a voz de Deus, o que claramente indica que precisamos de Sua orientação bem como de Sua Palavra, a qual revela seu caráter e garante cumprimento das Suas promessas.

3)    Finalmente, cruze o Jordão!

Dê o primeiro passo. Como cruzar o Jordão? Comece dando o primeiro passo. A história toda da travessia começou quando alguém do povo colocou o pé no rio. Precisamos dar o passo inicial. Às vezes, o primeiro é o mais difícil de todos; porém, após sua execução, o próximo passo  virá com o sabor de que algo mais ficou para trás, que você já está se movendo, que a coisa não é tão desesperadora ou difícil assim.


Fixe os olhos em Deus. Sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial, e ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os levitas sacerdotes a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis”. A orientação é: “Não tirem os olhos da arca da aliança”. Por quê? Porque não cabia ao povo olhar para o Jordão, e, sim, olhar para o Senhor com os seus recursos inexauríveis, representados ali pela arca. Um exemplo notável encontramos na vida do apóstolo Pedro que somente começou a afundar nas águas do mar da Galiléia quando desviou os olhos do Senhor e os fixou na força do vento e das ondas (Mt 14.30).

Voce está procurando a restauração no casamento? Então, olhe para o Senhor!

Voce está vivendo um período difícil em sua vida profissional? Então, olhe para o Senhor!

Voce tem o sonho de ser usado pelo Senhor? Então, olhe para o Senhor!

Conclusão: 

 Conta-se que o ex-sapateiro pobre inglês, que veio ser chamado Pai das Missões Modernas, William Carey, quando apresentou suas idéias de se evangelizarem os povos pagãos, ouviu de certo ministro: “Jovem, sente-se. Quando Deus quiser converter os pagãos, Ele o fará sem a sua ajuda ou a minha”. Mas Carey recusou-se calar. Na primavera de 1792, ele publicou um livro de 87 páginas que teve consequências de longo alcance. O livro Uma inquirição sobre a responsabilidade dos cristãos usarem meios para a conversão dos pagãos procurava muito bem a defesa das missões estrangeiras. Foi enviado a India para ser missionário e se tornou Pai das missões mundiais, sempre dizia: Espere grandes coisas de Deus; tente grandes coisas para Deus”.

Bibliografia: O sucesso segundo Deus - Antonio Carlos Costa - Editora Pórtico.




terça-feira, 24 de janeiro de 2017


A MENSAGEM OCULTA NA PALAVRA SHALOM



Haveria uma mensagem escondida na palavra hebraica 'shalom'? Uma mensagem que quando entendida poderia mudar sua vida ou seu entendimento sobre Deus para sempre?


Você sabia que língua hebraica é na verdade 3 línguas? Você sabia que o hebraico original, o mesmo hebraico que Moisés usou para escrever a Torá era ambos, uma língua pictográfica e numérica. Portando o hebraico tem 3 camadas, a convencional, uma numérica e outra pictográfica, fato que pode ser confirmado por artefatos que foram datados há 700 anos antes de Cristo, nos quais o alfabeto hebraico era formado por símbolos pictográficos.


Para que você entenda usaremos outras duas línguas como comparação, a chinesa e a grega. A língua chinesa tem duas camadas, uma pictográfica e de interpretação dos símbolos e também seus significados convencionais de leitura. A língua grega possui também duas camadas, o significado convencional das letras e seus valores numéricos. A língua hebraica é a única que possui 3 camadas, símbolos, valores numéricos e leitura convencional. 


Veja a evolução do símbolo usado como a primeira letra do alfabeto hebraico ‘alef’ da cabeça de um boi para a letra moderna atual.


alef

Observem também a evolução da segunda letra do hebraico ‘bet’ de um desenho de uma casa para a letra moderna atual:

bet
Vamos pegar por exemplo a palavra ‘abba’ (  אב  ) e interpretar sua pictografia.



A letra ‘alef’ é o desenho de um boi, o líder da manada, o primeiro, e é a primeira letra do alfabeto com o valor numérico 1.

A letra ‘bet’ é o desenho de uma tenda ou moradia e é também a segunda letra do alfabeto com o valor numérico 2.


Juntando as duas letras formamos a palavra ‘abba’ (  אב  ) que significa o primeiro da casa, ou chefe do lar, e ainda número um do lar, ou simplesmente ‘Pai’, como Jesus em Marcos 14:36:

"Abba, tudo é possível para ti: afasta de mim este cálice."

Nesse mesmo exemplo na tradução ao grego o tradutor não encontrou o correspondente exato para abba’ (  אב  ) no grego, e apenas repetiu a transliteração da palavra na frente de Πάτερ (pai em grego) como referencia, assim sendo: “Ἀββᾶ, Πάτερ, tudo é possível para ti: afasta de mim este cálice” que na Bíblia em português ficou assim “Abba, pai, tudo é possível para ti: afasta de mim este cálice”.


Ao contrário do que advoga a teologia ocidental, abba’ (  אב  ) é encontrada no Antigo Testamento e Jesus não foi a primeira pessoa a dirigir-se a Deus como Abba. Não quero me aprofundar mais nessa palavra, mas recomendo o livro “Abba no Antigo Testamento" de Willem A. VanGemeren.

Por que o alfabeto grego não carrega valores criptográficos muito das escrituras sagradas se perdeu durante as traduções feitas do hebraico para o grego, o que veio depois a causar uma série de contradições, erros e até heresias criadas a partir de textos sagrados que são lidos sem a devida contextualização cultural e a perda da camada simbólica das letras sagradas.


Passemos a um exemplo de como nossa interpretação das escrituras está desfigurada da verdade. Tomemos por exemplo a palavra ‘ shalom ’ que traduzimos para o grego com ‘ εἰρήνη ’ (irene) que significa “entrar em acordo” e traduzida ao latim como “paz” recebendo todos os diferentes tipos de interpretação em diversas épocas. Isto é, à medida que a palavra paz muda seu sentido conforme a cultura a nossa volta a nossa interpretação dos textos que contém a palavra ‘ shalom ’ também muda.

Para os gregos ter ‘ εἰρήνη ’ (irene) ou paz significava que um acordo com o inimigo foi feito e agora a disputa, a violência ou guerra cessou. Para os gregos, a paz era a ausência da guerra.

Mas no que difere paz em ‘ εἰρήνη ’ para paz ‘shalom’? Tomemos as letras da palavra paz em hebraico:

shalom
Vejamos, 'shin' é a primeira letra da palavra 'slalom' e é a imagem de um dente, que esmaga e destrói:



shin
Sabemos que 'lamed' é a imagem de um cajado de um pastor: 


lamed
Já 'vav' é a imagem de uma unha ou anzol de ferro: 

vav
Agora 'mem', a última letra é a imagem de águas que podem significar águas da vida ou córrego, ou caos e confusão como uma inundação ou tsunami dependendo do contexto:

mem
É importante ressaltar que o significado convencional da palavra paz influenciado pela cultura atual, mesmo no hebraico contemporâneo é:

- Não estar em guerra, ou cessar de hostilidades.
- Harmonia entre povos.
- Segurança e livre da violência.
- Serenidade e tranquilidade.

Ou seja, o significado de paz está sujeito às mais diversas interpretações, por isso as pessoas fracassam em entender as palavras de Jesus quando ele disse em João 14:27:


"Deixo-vos shalom; a minha shalom vos dou. 
Não vo-la dou como o mundo a dá."


No hebraico ‘shalom’ não é um acordo entre o bem e o mau, ou apenas a ausência de um ou mais problemas, a pictografia nos informa sobre uma profecia sobre o futuro escondida nas quatro letras hebraicas Shin, Lamed, Vav e Mem as letras que formam a palavra 'shalom'.

- 'shin', o dente, significa destruir
- 'lamed', o cajado, é a voz da autoridade
- 'vav', o anzol ou gancho, significa conexão entre duas coisas
- ‘Mem’, as águas, significam caos e confusão, como em Genesis 1 que o Espírito de Deus pairava sobre as águas, ou caos.

Portanto, 'shalom' somente acontecerá quando a autoridade conectada com caos e confusão for destruída. A busca por ‘shalom’ era a razão pela qual nos dias de Jesus muitos se apresentavam como Messias, angariavam discípulos e lançavam revoltas contra os romanos, a autoridade invasora, que trazia confusão e caos. Foi por esse entendimento de ‘shalom’ que muitos discípulos, inclusive Judas se decepcionaram com Jesus ao saberem que ele não os lideraria para destruir os causadores do caos e confusão. Na busca de ‘shalom’ os judeus antigos eram tão agressivos na defesa de sua fé e seu país, eles apenas não entendiam o tempo da profecia.

Toda vez que você disser a palavra 'shalom' estará confessando sua fé numa profecia de que alguém virá para destruir a autoridade que está causando todo caos e confusão no mundo. E quem é esse alguém? Quem é aquele que trará verdadeira paz?

“Então, será plenamente revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela gloriosa manifestação da sua vinda. ” 2 tessalonicenses 2:8

O Messias é chamado de "Príncipe da Paz" em Isaías 9:6 não por ser uma espécie de Dalai Lama cristão, ou um Gandhi evangélico, mas por ser aquele que destruirá a autoridade causadora do caos e confusão.

Por favor ignorem as promessas de paz do globalismo e do multiculturalismo. Idealismos, tolerância ao extremismo, fronteiras abertas e justiça social não trarão nenhuma paz verdadeira ao mundo, somente mais e mais confusão e caos. Tampouco a igreja ou Israel poderão trazer paz ao mundo, somente a vinda do Príncipe da Paz poderá trazer verdadeira e duradoura paz ao mundo.

Está você preparado para a verdadeira paz?


Por Wesley Moreira no Púlpito Cristão