sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Intimidade, tempo e aliança.



O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas... O tempo captura o amor e não mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra (Luis Fernando Veríssimo).

1)    A intimidade e o tempo, e a aliança.
·        Nos dias atuais, o conceito de intimidade foi reduzido à mera experiência de conhecer ao outro sexualmente. A intimidade, porém, é construída ao longo da vida, na medida em que ganhamos consciência de quem o outro é, e isso em detalhes. Suas preferências, suas opiniões, suas manias, seus vícios, entre outras coisas.

·        Tempo. Duas pessoas se vêem confusas quanto ao fazer com toda a intimidade adquirida ao longo dos anos. Momentos foram vividos juntos, juras foram feitas, limitações expostas, confissões verbalizadas e sonhos descritos.

·        Aliança: Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: “Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que fatalmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais eu surgirão em meu futuro. O Objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre”.

2)Um casal altamente bíblico.

2.1) Um anseio: intimidade (Ct 1:2).
·        O vinho, dentre outras coisas, tem a capacidade de criar um clima de suposta intimidade. Pessoas embriagadas falam umas com as outras como se fossem íntimas. No entanto, passado o efeito do álcool, sentem-se envergonhadas pelo que foi dito e reclusas  na forma de agir.  Nos dias de hoje, muitos casamentos parecem estar sendo estabelecidos sobre “muito vinho”: apartamento decorados, viagens para o exterior, bens materiais. “muitos beijos e pouco vinho”: eles querem construir um relacionamento concreto com o outro, enquanto pessoa, e não com as coisas.

2.2) Uma dificuldade: encontros e desencontros (Ct 3:1,2; 5:5,6).
·        A história desse casal não é marcada apenas por dias de intensa comunhão e romance. Existem também os momentos de desencontros. Existem momentos em que o homem bate à porta de sua amada, mas ela não responde, e quando ela decide levantar-se para atende-lo, ele não está mais à sua espera.  Três coisas: 1) intimidade não é algo que alcançamos da noite para o dia; 2) a intimidade implica em encontros e desencontros; 3) a intimidade só é alcançada por aqueles que perseveram.

 2.3) Uma demanda: Aliança (Ct 8:6).
·        O selo na antiguidade era o símbolo maior de um acordo estabelecido, um compromisso assumido ou uma aliança feita. Assim, o selo no coração e o selo no braço manifestam uma decisão tomada. Enquanto o selo no coração aponta para uma decisão íntima, o selo no braço fala de uma decisão pública. E qual é esta decisão? Um homem e uma mulher não mais pertenceriam a si mesmos, mas um ao outro. O amor também é comparado com a morte, significando um caráter definitivo da decisão de amar um ao outro.

·        (Ct 8:7). As muitas águas e as correntezas são sinônimos das adversidades enfrentadas que sobreveem ao amor. Os bens oferecidos em troca do amor, representam as propostas sedutoras que tentam sabotar o amor dedicando-o a outra pessoa que não o cônjuge.

CONCLUSÃO: A MEDIDA DO AMOR É AMAR SEM MEDIDA.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O véu e o corte de cabelo. 1 Co 11:2-17.


Para Jeílson, pastor de uma igreja muito ativa e crescente, o dia começou como tantos outros. Ao acordar pela manhã, ajoelhou-se ao pé da cama e orou. Logo à mesa do café, começaram as muitas preocupações: notícias da congregação que rejeitava o novo obreiro; problemas com o pedreiro na construção do templo; finanças apertadas. No pequeno alpendre da casa pastoral, mais de uma dezena de irmãos já aguardava aconselhamento. As necessidades eram as mais diversas: ajuda para internar o filho doente; a nova convertida, proibida de participar dos cultos, queria
saber como contornar a antipatia do marido; um ancião precisava resolver a situação da aposentadoria... Jeílson enfrentava com certa naturalidade aquele amontoado de dificuldades; seu dia-a-dia já era assim há anos. Ele só não se preparara para a notícia que receberia ainda naquelas primeiras horas do dia. "Miriam, sua filha mais velha", relatou-lhe sua esposa, "cortou o cabelo".

Tudo, menos aquilo. Aturdido, sem acreditar no que lhe acontecera, Jeílson abandonou seus compromissos, deixou todos os irmãos esperando no alpendre e correu enfurecido pelo corredor até chegar ao quarto que ficava nos fundos da estreita casa pastoral. Miriam - constatou ele - aparara de fato as pontas do cabelo. Desde a infância de sua filha, Jeílson jamais permitira que uma tesoura tocasse nas mechas castanhas que agora, aos 18 anos de Miriam, já alcançavam a cintura. Totalmente descontrolado, Jeílson perguntou rispidamente, mas sem esperar resposta: "O que
você quer comigo? Está querendo envergonhar-me, acabar com o meu ministério?". Movido por uma ira descomedida, desafivelou o cinto, dobrou em duas voltas e bateu em Miriam até que os vergões se desenhassem em suas costas e pernas.

Envolvido pela mesma ira com que a surrava, desabafou: "Não vou tolerar uma desviada dentro da minha casa. Enquanto você morar aqui, não vou admitir que corte seu cabelo novamente, você está me ouvindo?". Ainda Ruborizado e com o coração acelerado, voltou ao alpendre para tratar dos seus assuntos ministeriais. Duas horas depois, recebeu a notícia mais devastadora de sua vida: Miriam havia derramado álcool sobre todo o corpo e ateado fogo. Jeílson correu mais uma vez, agora desesperado, e encontrou no mesmo quarto sua filha agonizando com queimaduras profundas. Naquele mesmo dia, à tarde, Miriam morreu no ambulatório de um hospital.


(É proibido: o que a Biblia permite e a igreja proíbe – Pastor Ricardo Gondim)

“De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei. Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo. Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra sua própria cabeça. Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada. Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-se usar véu...”


·        Introdução. Informações culturais: No oriente a mulher não participa da vida pública. Quando a mulher saía de casa, trazia o rosto escondido por um manto, peça de pano dividida em duas partes, uma cobrindo-lhe a cabeça, e a outra, cingindo a fronte e caindo até o queixo, tipo de rede com cordões de nó. Desta forma não se podia reconhecer os traços de seu rosto. A mulher que saía de casa sem ter a cabeça coberta, quer dizer, sem o véu que ocultava o rosto, faltava de tal modo aos bons costumes que o marido tinha o direito, até mais, tinha o dever de despedi-la sem ser obrigado a pagar a quantia que, no caso de divórcio, pertencia a esposa, em virtude do contrato matrimonial.(Jerusalém nos tempos de Jesus – J. Jeremias).

·        No século I de nossa era (dias de Paulo), e antes disso, um homem judeu jamais cobria a cabeça quando se encontrava nos cultos públicos. Paulo autorizou esse costume para a igreja cristã, e visto que o mesmo penetrou nas Escrituras através de suas epistolas, os crentes o tem aceito como um mandamento de Deus, e com toda a razão.

1)    Tradições (v.2): “De fato, eu vos louvo porque, em tudo, vos lembrais de mim e retendes as tradições assim como vo-las entreguei”.
·        Tradições, Paulo ficara 18 meses em Corintos, durante esse tempo os irmãos aprenderam muitas tradições cristãs; que eram tradições orais transmitidas pelos apóstolos e depois foram escritas, nos evangelhos e nas epístolas, por exemplo: a santa ceia do Senhor; e em 1 Corintios 15:1 e 3, ao transmitir fundamentos do evangelho.

2)    O comportamento das mulheres. ”Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada”.
·        Os homens vinham sem nenhuma cobertura na cabeça; as mulheres usavam um véu, como era comum no dia-a-dia. Ao que parece, na “excitação”  do culto, certas mulheres sentiam-se tentadas a retirar seus véus, deixando os cabelos (que sempre eram longos) caírem soltos. Esse comportamento naturalmente causava uma séria distração para os homens durante o culto, além de representar uma negação da submissão ao Senhor que as mulheres casadas deviam aos maridos. Esse ensinamento parte da doutrina da criação e não da redenção.

·        Nos países orientais, o véu representa o poder, a honra e a dignidade da mulher. Com o véu na cabeça ela pode ir em qualquer lugar, com toda segurança e com profundo respeito. Ela não é notada; pois é sinal de maneiras as mais inconvenientes observar uma mulher velada nas ruas. Ela esta sozinha, Ela é suprema na multidão. Mas, sem o véu, a mulher é como nada, que pode ser insultada por qualquer um.

·        2.1) Submissão (3-6). Em outras palavras, a hierarquia divina é: Deus...Cristo...Marido...mulher. A superioridade do marido em relação a esposa não é maior do que a Deus em relação a Cristo. Deus é, portanto, a fonte de Cristo, Cristo (como criador) é a fonte do homem, e o homem (cedendo “uma das suas costelas”, Gn 2:21ss.) é a fonte da mulher (v.8). Liberdade do homem  no culto (2 Co 3:14-18).

2.2) Glória (7-10). O homem Adão foi criado diretamente por Deus para lhe proporcionar prazer, alegria e glória. No mesmo sentido, a mulher foi criada para ser a glória do homem, é um ser derivado dele, e se realiza ao exercer papel de sua ajudadora. “...o homem (é)...imagem e glória de Deus, mas a mulher é glória do homem”.  Em Cristo, a mulher, recebeu posição igual à do homem: ela podia orar ou profetizar nas reuniões da igreja, e o seu véu era um sinal dessa nova autoridade (v.10).

2.3) Interdependência (11-12). No Senhor, homem e mulher são completamente interdependentes. Os dois (marido e esposa) são um em Cristo Jesus, totalmente ligados entre si, inseparáveis e interdependentes.

2.4) Natureza. (13-15). O homem deve ser verdadeiramente masculino e a mulher verdadeiramente feminina, sem permitir que imagens ditem nossas percepções, mas, antes, baseando nossa compreensão sobre o que significa ser plenamente humano em Jesus Cristo, o modelo perfeito.


Conclusão: Portanto, não percebemos nesse texto de Paulo qualquer proibição para as mulheres não cortar o cabelo. O principio estabelecido por Paulo é a submissão da mulher ao homem. E o véu tinha essa representação na cultura oriental. Portanto, ficamos com o principio, que é a submissão da mulher ao marido, e, relativizemos o véu e a proibição grotesca de não permitir a mulher cortar o cabelo.  

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os salvos na glória e a condenação dos ímpios – Apocalipse 14.


Introdução. João afirma três coisas a respeito da voz de Deus: 1) Era como o som de muitas águas. Isto nos lembra o poder da voz de Deus, pois não há outro poder semelhante ao estrondoso das ondas sobre as rochas. 2) É como a voz de um grande trovão. Ninguém pode deixar de escutar o som de trovão.  3) era como o som de muitos harpistas que tocavam suas harpas. Não há nada semelhante ao poder que tem a música para acalmar e tranqüilizar o coração aflito.

1)Os selados cantavam um cântico!
·        O selo tem três significados.  Primeiro, proteção: ninguém pode violar o que está selado . Foi assim que o tumulo de Jesus foi selado (Mt 27:66). Segundo, propriedade: na antiguidade escravos podiam ser selados por seu proprietário. A marca do dono era escrita neles. O selo nos dá garantia quem somos propriedade exclusiva de Deus (Ct 8:6; Ef. 1:13; 2 Co 1:21,22). Terceiro, Genuidade: o que está selado não pode ser alterado (Ester 3:12).

·        Os selados cantavam um cântico que só eles podiam aprender. Os acompanhantes do cordeiro podiam aprender o cântico novo porque tinham vivido certas experiências.
   I.        Tinham sofrido e padecido. Tinham passado por grandes tribulações, pois eram os mártires de Cristo.  Há certas coisas que só se aprendem mediante a dor. A dor pode provocar  amargura e ressentimento, mas também pode suscitar a fé, a paz e um cântico novo.

II.        Tinham vivido com lealdade( Ap 14:4, Jo 10:3-4). É evidente que, à medida que passem os anos, o líder se aproximará cada vez mais a seus seguidores leais e eles a ele.

III.        Tinham crescido espiritualmente. Jesus Cristo pode revelar mais tesouros de sabedoria e conhecimento aqueles que crescem no dia-a-dia.

IV.        Não se contaminaram com mulheres e castos. A palavra “casto” neste contexto é uma expressão que denota pureza espiritual. A igreja é uma virgem pura apresentada ao seu noivo (2 Co 11:2). Assim, os 144.000 são virgens e castos no sentido de terem se recusado a se manchar, participando da prostituição que é adorar a besta, mantendo-se puros em relação a Deus.

 V.        Os remidos são as primícias para Deus (Ap. 14.4). Primícias aqui não são um grupo seleto da igreja, mas toda a igreja: Toda a igreja é a igreja dos primogênitos (Hb 12:23).

VI.        Os remidos são puros de lábios e de vida (Ap. 14.5). Enquanto os ímpios blasfemam e se contaminam com a meretriz, seguindo uma mentira, a besta e seus falsos milagres, os redimidos não tem mentira na sua boca nem mácula em sua vida.

2)O juízo é anunciado aos moradores da terra (Ap. 14:6-7).
·        O capítulo 13 se encerra com uma nota triste. A pergunta ecoa em todo mundo é: “Quem é como a besta, quem pode pelejar  contra ela?” (Ap. 13.4). Somos informados que a besta tinha autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação (Ap. 13.7). Mas, agora, o anjo proclama as boas novas de alguém mais forte, o Todo-Poderoso. Ele si, deve ser temido. A Ele sim, deve ser dada toda a glória.
·        Nenhuma ação ou crença é privativa. E, quanto mais valiosa, menos privada será. Todos os pensamentos saem de nosso cérebro, e todas as ações vão além de nossa pele e penetram em uma rede de intenções complexas.

3)A queda da Babilônia é proclamada (Ap. 14:8).
·        A grande Babilônia é a grande meretriz. A verdadeira igreja está no céu e a falsa igreja está arruinada. Ela é grande, mas está perdida. Ela seduziu, enganou, mas agora está caída. A grande Babilônia é o sistema mundano, a religião prostituida que vai estar a serviço da besta e de Satanás no mundo (Ap. 17:5; 18:3).
·        Quando o diabo não consegue desanimar o povo de Deus por meio de perseguição ativa e militante, ele tem conseguido afastá-lo por meio de seduções do mundo”.

4)A condenação dos adoradores da besta (Ap. 14.9-10).
·        Os adoradores da besta beberão o cálice da ira de Deus sem mistura. Duas palavras são usadas para descrever o julgamento de Deus. Cólera (thumos) e (orge). Orge é o tipo de ira que parte de uma disposição já tomada, enquanto que thumos representa uma ira mais passional. A ira de Deus não é uma emoção humana; é a reação preestabelecida da Sua santidade à pecaminosidade e rebelião humanas. Serão atormentados eternamente (Ap. 14.11)

·        Os adoradores da besta estão condenados, mas os que guardaram os mandamentos de Deus e a fé em Jesus e não cederam à pressão da besta estão seguros (Ap. 14.12).

5)A bem-aventurança dos que morrem em Cristo (Ap.
 14.13).
·        Há grande diferença entre os ímpios atormentados (Ap 14:11) e os remidos descansando (Ap 14.13). aqueles que morrem em Cristo, não morrem, mas dormem. Eles não vivem vagando, não vão para o purgatório nem para o tumulo. Eles vão para o paraíso, para o Lar, para o céu, para o Seio de Abraão. Vão habitar com Cristo que é incomparavelmente melhor.
·        Quanto mais dura tenha sido a batalha, mais dilacerante a dor, mais duros os trabalhos, mais excelso será a alegria e mais sublime a bem-aventurança”.  NOSSAS OBRAS NOS ACOMPANHAM!

 CONCLUSÃO
1. Na humanidade só há dois grupos: os salvos e os perdidos. Os adoradores da besta e os adoradores do Cordeiro, os que estarão com Cristo no Monte Sião e que serão atormentados de dia e de noite. Aqueles que estarão cantando e descansando no céu e aqueles que estarão atormentados para sempre.

2. Na humanidade só há duas igrejas: a igreja verdadeira, os 144.000 selados, redimidos, primícias para Deus e a igreja apóstata que seguir a besta e receber sua marca.

3. De que lado você está? Você tem o selo de Deus na sua vida? Sua vida é pura? Seus lábios são puros? Você está preparado para o dia do juízo? Hoje ainda é dia de oportunidade. Logo o juízo chegará e então, será tarde demais!


terça-feira, 30 de julho de 2013

O Anticristo, o agente de Satanás (Ap. 13).



1)    As várias faces do anticristo.

·        A palavra Anticristo significa um Cristo substituto ou um Cristo rival. Ele será um adversário jurado de Cristo. No livro de Daniel o anticristo é representado inicialmente não como uma pessoa, mas como quatro reinos (Dn 7:1-6,17-18): Leão: Império Babilônia, Urso: Império Medo-Persa; Leopardo: Império grego; Animal terrível: Império Romano.

·        Na teologia do apostolo Paulo, o anticristo é visto como o homem do pecado (2 Ts 2:1-12). Ele surgirá da grande apostasia (rebelião, 2 Ts 2:3); será uma pessoa (2 Ts 2:3); será objeto de adoração; usará falsos milagres (2 Ts 2:9); só pode ser revelado depois que aquilo e aquele que o detém for removido (2 Ts 2:6,7) e será totalmente derrotado por Cristo (2 Ts 2:8).

2)    A descrição do Anticristo.

2.1) Sua ascensão se dará num tempo de muita turbulência (Ap. 13:1).

·        Vi emergir do mar uma besta”. O que isso significa? As águas do mar são multidões, ou seja, as nações e os povos na sua turbulência político social (Ap 17:15, Is. 57:20). Ou seja, será um tempo de guerra e rumores de guerra, onde reinos se levantarão contra reinos. O mundo será um campo de guerra. Ele surgirá num tempo de profunda inquietação religiosa.

·        NESSE TEMPO HAVÉRA DUAS IGREJAS: a apóstata e a fiel. Ele surgirá oferecendo soluções aos problemas mundiais. O mundo estará seduzido pelo seu poder. “O mundo está pronto para endeusar qualquer novo César que consiga dar à sociedade caótica unidade e paz”. Arnold Tonybee.

2.2) Ele reúne todo o poder, força e crueldade dos grandes imérios do passado (Ap. 13:2).

·        Exerce uma vigilância felina, manifesta a astúcia e a crueldade de leopardo, sempre preparado para saltar sobre sua presa. Conta com o poder e a força demolidores do urso que pode afogar a sua vítima com um abraço. É como o leão, cujo rugido aterra ao rebanho e lhes fala de morte e destruição.

2.3) Ele agirá no poder de satanás (Ap 13:2-4; 2 Ts 2:9-10).
·        O anticristo vai manifestar-se com um grande milagre (Ap. 13:3). Ele vai distinguir-se como uma pessoa sobrenatural, por um ato que será um simulacro da ressureição de Jesus. Essa fato é tão importante que João o registra três vezes (Ap. 13:3, 12,14).

·        O proposito dessa misteriosa transação será conceder a satanás um corpo. Satanás governará em pessoa. O anticristo será uma espécie de encarnação de Satanás. A maioria dos estudiosos vê nessa figura a lenda de Nero redivivo.

·        O anticristo vai realizar grandes milagres (2 Ts 2:9). Ele vai ditar e disseminar falsos ensinos (2 Ts 2:11). Nesse tempo, os homens não suportarão a sã doutrina (2 Tm 4:3), mas obedecerão a ensinos de demônios (1 Tm 4:1). O anticristo vai governar na força de Satanás (Ap. 13:2). Ele vai dominar sobre as nações (Ap. 13:7). O governo universal do anticristo será extremamente cruel e controlador (Ap. 13:16-17). O seu poder será irresistível (Ap. 13.4). Vai blasfemar contra Deus e os santos que estão no céu (Ap. 13:6). Contra a igreja que estará na terra, vai perseguir e matar (Ap. 13:7, 15 b).

·        O Cristão conta com suas armas, a paciência (hupomone) e a fé (pistis). A palavra que traduz como paciência significa aceitar com valentia o pior que pode oferecer a vida. O termo fé refere-se a essa fidelidade que jamais duvidará em sua devoção absoluta ao Mestre e Senhor Jesus.

2.4) o anticristo será objeto de adoração em toda terra (Ap. 13:3,4,8,12; 2 Ts 2:4).

·        Adoração é uma tema central no livro de apocalipse: a noiva está adorando o cordeiro, e a igreja apóstata está adorando o dragão e o anticristo. O mundo está ensaiando essa adoração aberta ao anticristo e Satanás.

·        O satanismo e o ocultismo estão em alta: as seitas esotéricas crescem. A nova era proclama a chegada de um novo tempo, em que o homem vai curvar-se diante do “Maitrea”, o grande líder mundial. A adoração de ídolos é uma espécie de adoração de demônios (1 Co 10:19-20).

·        A adoração do anticristo será universal (Ap. 13:8,16). Diz o apostolo João que “adorá-lo-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do cordeiro”. Satanas vai tentar imitar Deus também nesse aspecto. Ao saber que Deus tem os seus selados, ele também selará os seus com a marca da Besta (Ap. 13:8,16-18).

3)    O falso profeta (Ap. 13:11-18).
·        “vi ainda outra besta emergia da terra”. Se a primeira besta é o braço de Satanás, a segunda é a mente de Satanás. Ela é o falso profeta. A primeira age no campo político, a segunda no campo religioso.

·        O dragão (Ap. 12) é o antideus, a besta vinda do mar é o anticristo e a besta  vinda da terra é o anti-espírito. Assim como o Espírito Santo conduz à adoração de Cristo, assim essa besta conduz adoradores ao anticristo.

·        A segunda besta usará também a arma do controle para garantir a adoração da primeira besta (Ap. 13:16-18). Esse será um tempo de cerco, de perseguição, de controle, de vigilância, de monitoramento das pessoas, no aspecto político, religioso e econômico.

CONCLUSÃO: A MARCA DA BESTA 666. Veja o numero é humano. Não é um mistério divino, mas, sim a confiança daqueles que falam demais: religião que dá show, que se vangloria, que afasta os olhos do Cristo pobre, sofredor e santo. Na linguagem dos números, 666 é um triplo fracasso ao tentar ser 777, a perfeição repetida três vezes, numero perfeito e divino. A comercialização é a característica recorrente dessa religão da besta da terra, que requer quantias imensas para se manter, nos manipulando economicamente, levando-nos a comprar e vender segundo suas ordens, vendendo conselho, consolo, benção, soluções, salvação e bons sentimentos.




terça-feira, 23 de julho de 2013

A mulher e o Dragão. Ap. 12.

Introdução: O livro de Apocalipse tem duas grandes divisões: Apocalipse 1-11 fala da perseguição do mundo contra a igreja e os juízos de Deus aos ímpios em resposta às orações dos santos; Apocalipse 12-22 fala da perseguição cruel do quarteto do mal que ataca a igreja: Satanás, o anticristo, o falso profeta e a grande Babilônia e a vitória retumbante de Cristo e Sua igreja sobre esses inimigos.  

O capítulo 12 do livro de Apocalipse revela-nos três cenas. O dragão realiza três lutas: 1) Contra Deus e Seu Messias (v. 1-6); 2) contra Miguel (v. 7-12); 3) contra a mulher (v. 13-18). Em todas as três lutas ele sai derrotado.

1)    Quem é a mulher perseguida? A igreja Católica entende que a mulher seja um símbolo de Maria. Os pré-milenistas creem que essa mulher seja um símbolo da nação de Israel. Mas, a interpretação mais coerente é entende-la como um símbolo da Igreja.  A Igreja é chamada: candeeiros, duas testemunhas, duas oliveiras, reis e sacerdotes, noiva de Cristo, etc.

ü Essa mulher está vestida do sol, ou seja, ela é gloriosa e exaltada (12:1). A igreja reflete a beleza de Cristo. A beleza de Deus está estampada na igreja.

ü Essa mulher tem debaixo dos pés a lua, ou seja, ela exerce domínio (Ap. 12.1). O cabeça da igreja é aquele que tem todo o poder e toda autoridade no céu e na terra. A igreja está em Cristo. Ela está entronizada com Ele. Ela é a noiva do Cordeiro. Ela está assentada com Ele acima de todo principado e potestade.

ü Essa mulher tem em sua cabeça uma coroa de doze estrelas, ou seja, ela é vitoriosa (Ap. 12:1). A igreja é vencedora. Ela está em Cristo. A vitória de Cristo é a sua vitória. A exaltação de Cristo é a sua exaltação. A igreja é mais do vencedora (Rm 8:31-39).

ü Essa mulher está grávida, ou seja, sua grande missão é dar à luz a Cristo segundo a carne (Ap. 12:2). Deus preparou um povo especial para ser veículo da chegada do Messias (Gn 12:1-3). Esse processo foi doloroso, sofrido. Houve muita dor e lágrimas. Muitas forças hostis e muitas artimanhas do Dragão tentaram frustrar esse plano e destruir essa criança.

ü Essa mulher é protegida por Deus da fúria do dragão (Ap.12:6,14). Ela tem sido protegida por Deus no deserto. O mundo não é o lugar da igreja. Somos peregrinos aqui. Não estamos em casa. Durante mil e duzentos e sessenta dias, um símbolo de todo o período da igreja, ela é protegida por Deus: às vezes não da morte, mas na morte (Ap. 12.11). Recebe asas (Ap. 12.14), proteção de Deus.

2)    A descrição do Filho da mulher perseguida (Ap. 12:5).
*    O Filho da mulher é o Messias vencedor (Ap. 12:5-10). O filho que nasceu é o Rei que tem o cetro nas mãos (Sl 2:9). Seu reinado é universal e irresistível.

*    O Filho da mulher é o Messias que completou a Sua obra (12:5). Sabemos que à luz das Escrituras que a exaltação é um resultado da sua humilhação até à morte e morte de cruz (Fl 2:5-11).

*    O Filho da Mulher é o Messias que subiu ao céu para assentar-se no trono (Ap. 12:5). Ele venceu o dragão na cruz (Gn 3:15). E agora, está no trono, governando os céus e a terra (Mt 28:18). Ele vai reinar até colocar todos os Seus inimigos debaixo dos Seus pés (1 Co 15.25).

3)    Características do Dragão de Apocalipse 12 ( “a antiga serpente”).

v O dragão é um ser pessoal (Ap. 12:9). Ele não é um mito. Ele não é um ser impessoal, uma energia negativa. Ele é um anjo caído, um ser que tem vontade, planos e estratégias (Isaias 14:12).

v Ele tem sentimentos, pois está cheia de cólera (Ap. 12.12) e permanentemente irado contra a igreja (Ap. 12:17). Ele tem inteligência, pois é capaz de seduzir (Ap. 12.4). Ele tem objetivos definidos, perseguir o Messias (Ap. 12.4) e sua igreja (Ap. 12.13).

v O dragão é um inimigo que exerce sua influência universal. Ele tem sete cabeças, isso representa que ele exerce poder e grande autoridade de forma universal (Ef. 2.2 “... príncipe da potestade do ar...”; II Co. 4:4: “...nos quais o deus deste século...”; Jo 12:31, etc).

v Ele tem dez chifres, isso simboliza sua capacidade destruidora. Ele é Abadom e o Apoliom, o destruidor (Jo 8:44; Jo 10:10). Ele tem sete diademas, simbolizando que o seu governo é universal. Ele tem um reino (Cl 1:13: “...Ele nos libertou do império das trevas...”; Atos 26:18: “para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus...”). Vermelho, denota sua capacidade de provocar destruição e morte, ou seja, assassino, sanguinário, cruel.

v O dragão é um inimigo sedutor (Ap. 12:4,9). Ele foi sedutor no mundo angelical (Ap. 12:4). Era perfeito até que se achou iniquidade em seu coração (Ez. 28:15). Ele conseguiu enredar uma terça parte dos anjos que foram expulsos do céu (Ap. 12:4). Esses anjos, em vez de espíritos ministradores de Deus (Hb. 1:14), tornaram-se vassalos do diabo. Ele seduziu o mundo todo (Ap. 12:9). A serpente de Genesis é o Dragão de Apocalipse 12 que ao longo dos séculos tentou destruir “a semente da mulher” a fim de que o Messias não nascesse na plenitude dos tempos.

v O dragão é um inimigo acusador (Ap.12:10). Ele acusou Jó (Jó 1:9,10). Ele acusa os nossos irmãos e sua acusação é constante. Ele não descansa, não dorme, nem tira férias. Ele tentou destruir o Filho da mulher (Ap. 12:5). Ele pesquisa a nossa vida, e não perde oportunidade para nos acusar (Rm 8:34).

v O dragão é um inimigo limitado (Ap. 12:7-9, 12-13,16). Ele tem limitação de espaço (Ap. 12:8,9,13). O dragão não encontrou mais lugar no céu. Ele não pode tentar mais ninguém que está no céu. O diabo é uma serpente golpeada na cabeça que está furiosa, no estertor da morte, sabendo que pouco tempo lhe resta e que sua sentença já foi lavrada. Em breve será lançado no lago do fogo (20:10).

4)    A intervenção de Deus em favor da Igreja nesta batalha contra o dragão. Três coisas.
o   Em primeiro lugar, ação protetora de Deus (12:6,14,16).  De acordo com Apocalipse 7:3 a igreja recebeu um selo, e com Apocalipse 11:1, a igreja recebeu uma medida. Agora recebe asas. Havendo fracassado em seu esforço para derrotar Cristo, o dragão vai perseguir a igreja e lançar contra ela um rio de mentiras e perseguição (Ap. 12:16). O dragão cheio de cólera vai pelejar contra os fiéis (Ap. 12:17). Muitas vezes Deus os livrará na morte e não da morte (Ap. 12:11).

o   Em segundo lugar, a ação interventora dos anjos (Ap. 12:7-8). O arcanjo Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão e seus anjos. Nessa peleja no reino espiritual, o dragão e seus anjos foram derrotados.

o   Em terceiro lugar, a ação intercessória de Cristo (Ap. 12:5). Somos informados que Ele está no céu intercedendo por nós (Hb 7:25). Sua intercessão é plenamente eficaz (Rm 8:34).

CONCLUSÃO: as armas da vitória da Igreja sobre o dragão. Primeiro, a igreja vence o dragão por causa do sangue do Cordeiro (Ap. 12:11). Segundo, a igreja vence o dragão também por causa da palavra do testemunho.


sábado, 20 de julho de 2013

A graça de Deus: sua graça é melhor do que a vida!

O que o Cristianismo representa para as pessoas? Liberdade? Escravidão? Ópio? Suicídio intelectual? O que? Lewis afirma que a diferença do Cristianismo das demais religiões é a graça. O que vem a ser a graça? Um favor imerecido no qual recebemos de Deus sem nada precisarmos dar de volta.
        
         Sua graça é melhor que a vida! Alguns dias atrás assisti ‘Festa de Babete”. Conheci esse filme através do livro do Philip Yancey “ Maravilhosa Graça”, editora Vida. Fui a locadora e loquei (quando ainda morava em Ribeirão Preto, porque em Posto da Mata não tem locadora).

 O filme narra a história de um patriarca luterano com suas talentosas filhas. Viveram nessa vila de pescadores em algum lugar da Dinamarca a vida toda, sempre comendo a mesma comida, sempre respirando o mesmo ar, nunca dando possibilidade a mudança. Na vida das filhas do Pastor as oportunidades foram e não voltaram. No caso da primeira a carreira militar falou mais alto no coração do General, quanto a segunda que tinha uma voz maravilhosa deixou uma oportunidade de ouro para cantar nos grandes teatros de Paris para ficar cantando para aquela pequena congregação distante de tudo e todos.

Entretanto, por causa da Guerra Civil na França, Babete a cozinheira de mão cheia é conduzida a casa dessas – agora depois de tantos anos – senhoras. Ela se oferece para cuidar da casa sem salário, só pela sobrevivência. Essa cozinheira não revelou sua verdadeira identidade, escondeu-a . Mas, deixou um brilhete de loteria lá em Paris. Certo dia ela ganha 10000 francos!  Quando Babete contou isso as duas senhoras elas ficaram desalentadas, pensando que ela fosse voltar para Paris.

Naqueles dias, estava chegando o dia do aniversario da morte do velho luterano e Babete quis preparar a festa. Era a primeira vez, naqueles quartoze anos que ela fizera um pedido. As duas irmãs tiveram que assentir,  não podiam negar. E assim se sucedeu que dentro de alguns dias começaram a chegar barcos vindo de Paris com vários tipos de comida. Animais vivos, bebidas finas, etc.

No dia do jantar a mesa fora servida como nunca antes ocorrera:  pratos bonitos, talheres brilhosos, copos elegantes, uma linda toalha branca, candelabro com oito hastes .... E o menino –ajudante de Babete -, serve a mesa com as melhores iguarias.  Esses anciãos que antes viviam brigando, discutindo, jogando o pecado na face do outro, agora estão em êxtase! Um pratinho com um caldo esquisito é posto à mesa, era sopa de tartaruga, comiam sem pensar no que estava comendo, era um prato delicioso, suculento, cheiroso... Um tempero extraordinário. Vinho de primeira qualidade, Champanhe refinado, caro. Codorna assada, mais vinho, mais champanhe, etc.

 Nesses entretempos de transfiguração os anciãos se perdoam, retiram palavras pesadas. Boatos e calunias etc. É a comida que vai exteriorizando a graça. Quando acaba o jantar, lá fora no frio gelado da Dinamarca eles se reúnem e dão as mãos e cantam um hino da Nova Jerusalém.

         Foram apreendidos pela GRAÇA. A graça nos encheu de iguarias que não merecíamos. A graça nos salvou, nos justificou, nos santificou e nos glorificará!

Pastor João Vicente Pereira