terça-feira, 7 de maio de 2013


Deus está assentado no trono, aquietai-vos!  Apocalipse 4

Introdução

·        A Igreja de Laodicéia tinha acabado de ouvir um dos sermões mais poderosos de toda a história da pregação cristã (Ap 3:17). O pregador apresentou o convite: “Estou a porta e bato”, e depois o apostolo conta...(AP 4:1). No começo de Apocalipse aparecem as três portas mais importantes da vida: 1) a porta da oportunidade (3:8); 2) a porta do coração humano (3:20); 3) a porta da revelação (4:1).

·        A palavra hebraica para “cultuar” tem origem em um verbo que exprime a atitude  de reverenciar ajoelhado. Interessante observar que a raiz da palavra grega adoração, proskuneo, se refere ao costume de “prostrar-se diante de alguém e beijar-lhe os pés”, transmitindo a idéia de prestar homenagem. Adorar provém do latim adorare e exprime, por extensão do sentido, o significado de “ter veneração por (algo ou alguém); ter grande apreço por; reverenciar. Adorar nosso Deus, portanto, é atribuir apreço supremo ao único digno de honra e louvor.

·        No culto, Deus reúne seu povo e se coloca  no centro: “O Senhor reina...” (Sl 93:1). A adoração é um encontro que visa a levar nossa vida a ser centralizada em Deus para não sermos destituídos de um ponto centralizador.  Sem o culto, passamos a manipular e ser manipulados. Pessoas que não adoram são levadas pela inquietação epidêmica do mundo, sem direção firme ou objetivo que as sustente (Jr 3.22-23). As colinas são um engano, assim como todo lugar casual ou pomposo em que as pessoas procuram um centro fácil e instantâneo (Jr 17:12).

1)    Deus está assentado no trono do universo (Ap. 4:2-7). Algumas verdades preciosas são destacadas neste texto:

1.1)         João viu um trono no céu (Ap. 4:2). O trono é um lugar de honra, autoridade e julgamento. Das 67 passagens do Novo Testamento em que aparece a palavra trono, 47 estão no livro de Apocalipse e 12 vezes só neste capítulo. A palavra trono aparece em quase todos os capítulos de Apocalipse (exceto capítulos 9, 10, 15, 17 e 18).
·        Todos os detalhes estão orientados com vistas ao trono: SOBRE O TRONO, EM REDOR DO TRONO, A PARTIR DO TRONO, DIANTE DO TRONO, NO MEIO DO TRONO. O trono é um símbolo da soberania inabalável de Deus. O trono é o verdadeiro centro do universo. Esse trono não está na terra, mas no céu.

1.2)         João viu o glorioso Deus assentado sobre o Trono (Ap. 4:2).  O que João descreve não é Deus mesmo, mas o Seu fulgor, Seu esplendor, porque a Ele não se pode descrever (Ex 20:4).

·        João descreve a Deus como um ser absolutamente misterioso, único, singular, ou totalmente outro. João diz que Ele é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe (a mais cristalina, a mais pura, sem nenhuma poluição). É o nosso diamante. Há uma abundancia de luz que emana dessa pedra. E de sardônio (cor vermelha, a mais translúcida que existe). João vê beleza, riqueza, abundancia de luz. Deus é luz e Ele habita em luz inacessível. A pedra de jaspe (branca) descreve a santidade de Deus e o sardônio (vermelho) o Seu juízo. Tal é Deus, santo e justo!

1.3)         João faz uma descrição das características do trono de Deus (4:3-7).

(1.3.1) O trono de Deus é um trono de Graça e Misericórdia (4:3). Ao redor do trono há um arco-íris semelhante, no aspecto, à esmeralda. O arco-íris é o símbolo da graça e misericórdia de Deus, da Sua aliança com o Seu povo, de que não mais o destruiria. Normalmente o arco-íris aparece depois da tempestade, mas aqui, ele aparece antes dela, isto porque a graça sempre antecede ao julgamento.

(1.3.2  o trono de Deus é também um trono de Juízo (Ap. 4:5). Os relâmpagos, as vozes e os trovões são evidencias de juízo e ira. O arco-íris foi visto antes dos relâmpagos. A graça sempre antecede o julgamento. Aqueles que recusaram a misericórdia terão que suportar o juízo. Quem não foi purificado pelo sangue, terá que suportar o fogo do juízo divino. O Espírito Deus aqui não se manifesta como pomba, mas como sete tochas de fogo (símbolo de combate – Gideão).

(1.3.3) o trono de Deus, ainda, é um trono de santidade e transparência (4:6). Esse mar de vidro está em contraste com o mar de sujeira e poluição do pecado (Is 57.20). Para estar diante de Deus é preciso ser purificado, estar limpo. Não há sujeira diante do Trono de Deus. Não há corrupção. Tudo é transparente, limpo, puro. Deus é santo (Mt 5:8).

2) A igreja glorificada participa do reinado e do julgamento do mundo (4:4).
·        João vê assentados neles, vinte e quatro anciãos. Assentado fala de uma posição de autoridade e poder. A igreja tem a honra de ser salva, mas também de reinar no céu e ser assistente de Deus no Seu julgamento (Mt 19:27-29; 1 Co 6:2). Fomos constituídos reinos e sacerdotes (1:6).

·        Os vinte e quatro anciãos representam o povo fiel de Deus, a igreja do Velho e do Novo testamento, a igreja dos Patriarcas e Apóstolos, a totalidade da igreja de Deus na história. Esses vinte e quatro anciãos são identificados por suas roupas (brancas, Ap. 3:4), incumbência (assentam-se em tronos para reinar e julgar, 2:26 e 3:21) e posição (coroas de vencedores, Ap 2:10; 3:11).

·        Os quatro seres viventes representam todo o nobre, forte, sábio e rápido da natureza. Cada figura tem importância em sua esfera. O leão é o supremo entre os animais selvagens, o boi entre os animais domésticos, a águia é o rei das aves e o homem o supremo entre todas as criaturas viventes. Os quatro seres viventes representam toda a grandeza, poder e beleza da natureza. A natureza louva o criador (Sl 19:1-2; Sl 103:22; 
Sl 148). O que eles fazem? Eles proclamam sem cessar a santidade de Deus, a onipotência e a eternidade de Deus (4:8).

CONCLUSÃO: A doxologia da igreja ao que está assentado no trono (Ap. 4:10-11). João fala sobre três coisas importantes:

·        Primeiro, o objeto da adoração. Os remidos adorarão Àquele que vive pelos séculos dos séculos. Também adorarão o Espírito Santo (1:4-5; 4:5). Igualmente adoram o cordeiro (5. 12,13).

·        Segundo, os atos de adoração. A igreja se prostra diante daquele que está assentado no Trono. A glória deles é glorificar  ao que  está assentado no trono.
·        Terceiro, as palavras da adoração.  Aquele que está assentado no trono é Senhor e Deus. “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder”.


terça-feira, 30 de abril de 2013


A última palavra sobre a Igreja  – Apocalipse 1.4-8

Introdução: 



Quando João se voltou na direção da voz de trombeta que chamava a sua atenção, a primeira coisa que o apostolo João viu foram os sete candelabros de ouro, que “são as sete igrejas” que ele pastoreava. Então, no meio deles, viu “alguém semelhante a um filho de homem”.  É impossível ter Cristo sem a igreja.

“Escreva às sete igrejas”. Seria mais de nosso agrado ir diretamente da visão maravilhosa de Cristo (Ap 1) para o êxtase glorioso do céu (Ap. 4 e 5), ou então para as grandes vitoriosas batalhas contra a perversidade do dragão (Ap 12 a 14). Mas é impossível. É necessário lidar ante com a igreja. O caminho de Cristo ao céu e às batalhas contra o pecado passa pela igreja. Não apenas uma, sete!

“Não é bom que o homem esteja só”; “tornarei a sua descendência tão numerosa como o pó da terra”; “não deixemos de reunir-nos como igreja”; “voces orem assim: Pai nosso”; “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Ec  4:9-10).   “A obediência é o caminho da liberdade. A humildade é o caminho do prazer. E a unidade é o caminho que conduz é personalidade, igreja!”

1)    O que é igreja?

·        Igreja não é nada mais que uma comunidade de crentes comuns em uma região geográfica especifica. as comunidades não são citadas em termos de caráter, piedade ou heroísmo, mas apenas pela localização: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia. 


·        Constitui-se na relação com a pessoa de Jesus Cristo. Deus cria a igreja. O Espirito Santo sopra sobre a população perdida e caótica, “sem forma e vazia”, e estabelece um povo de Deus, uma igreja. Uma igreja só existe em relação a Ele. Fora dele, ela teria localização, mas seria destituída de identidade.

·        A Congregação de Éfeso adquire sua identidade: “daquele que tem as sete estrelas em sua mão direita e anda entre os sete candelabros de ouro”; a de Esmirna, “daquele que é o Primeiro e o Ultimo, que morreu e tornou a viver”; a de Pérgamo, “daquele que tem a espada afiada de dois gumes”; a de Tiatira, “daquele cujos olhos são como chama de fogo e os pés como bronze reluzente”; a de Sardes “daquele que tem os sete espiritos de Deus e as sete estrelas”; a de Filadélfia, “daquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir”; a de Laodicéia, “do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus”. NÃO EXISTE IGREJA FORA DE CRISTO. 



·        “AQUELE QUE TEM OUVIDOS OUÇA O QUE O ESPÍRITO DIZ ÀS IGREJAS”. Ouvir é a tarefa comum na igreja. As congregações são postos de escuta. Ouvir, muito mais do que função acústica, é ato espiritual (Isaias 50:4-5). Qual a qualidade do meu ouvir? 1 ) estarão os meus ouvidos endurecidos, impenetráveis como uma via de transito pesado? 2 ) será minha atenção apenas superficial, como um solo rochoso em que tudo brota mas nada firma raízes? 3 ) um ouvido de que não discrimina nada, aceita tudo o que ouve e raramente fica com a verdade? 4 ) ou serão eles como o solo bom, que recebe a palavra de Deus prontamente.

1)    O primeiro elemento da orientação espiritual é uma afirmação precisa.

·        Cada mensagem começa com o Senhor dizendo: “Conheço...” (oida): eu discirno. É um conhecimento preciso do que significa viver como um povo de Deus naquele lugar.
·        As igrejas recebem elogios: Éfeso: trabalho árduo, incansável e atento; Esmirna: sofrimento corajoso; Pérgamo: ousadia no testemunho; Tiatira: crescimento e desenvolvimento do discipulado; Filadélfia: bravura e Constancia.

2)    Uma disciplina de correção.

·        “Tenho contra você...”.  Nenhuma igreja jamais existiu em estado puro. É composta por pecadores. A igreja atrai pessoas que apreciam um ambiente santo mas que não tem o menor interesse em desenvolver a santidade pessoal . Assim, a igreja precisa passar constantemente por renovações. 



·        As igrejas são disciplinadas: Éfeso: abandonou o primeiro amor (Ap. 2:4); Pérgamo: ser indiferente aos ensinamentos heréticos (Ap. 2: 14,15); Tiatira: tolerar imoralidade: espírito de Jezabel (Ap 2:20): três tipos de pessoas na igreja (2:24), a) os fiéis, b) os que vivem na prática do pecado, c) os tolerantes; Sardes: apatia espiritual (Ap. 3:1); Laodicéia: permitir que a riqueza e o luxo substituíssem a vida no Espírito (Ap. 3:15).

3)    Promessas de Deus: ao Vencedor.

·        A promessa motivadora de toda igreja é a mesma: a vida eterna; mas apresentado sob imagens diferentes: Éfeso: arvore da vida; Esmirna: coroa da vida; Pérgamo: pedra branca; Tiatira: estrela da manhã; Sardes: vestes brancas; Filadélfia: coluna do Templo e Laodicéia: comer e reinar com Cristo. 



·        A igreja é o lugar aonde vamos descobrir o que estamos fazendo certo – lugar de afirmação. Mas a igreja é também o lugar onde buscamos saber em que estamos errando – lugar de correção. Na igreja, ansiamos ouvir as promessas – lugar de motivação. Nenhum comunidade cristã sobrevive sem qualquer das partes dessa mensagem. Precisamos de afirmação, correção e motivação.

Conclusão: Arrependimento: “repreendo e disciplino  (paidea) aqueles que eu amo” (Hb 12:4-8). O treinamento acontece em sete áreas: Éfeso: somos ensinados a amar; Esmirna: sofrer; Pérgamo: falar a verdade; Tiatira: ser santo; Sardes: ser autentico; Filadélfia: cumprir a missão e adorar a Deus: Laodicéia. 

domingo, 28 de abril de 2013


A DOUTRINA DO INFERNO - LC 16


·    

 No Novo Testamento, dois termos específicos são utilizados para se referir ao inferno: HADES E GEENA.

Ø  HADES.  Este termo aparece dez vezes no Novo Testamento (Mt 11:23; 16:18; Lc 10:15; 16:23; Atos 2:27, 31; Ap 1:18). Em Lucas 16:23 a expressão Hades refere-se a um lugar onde os perversos são atormentados. Portanto, o HADES é a moradia temporária dos perversos desencarnados até a ressurreição e o julgamento final, quando os perversos são reunidos com seus corpos e transferidos para um lugar de tormento eterno chamado GEENA (Ap 20:14).

Ø  GEENA. A palavra Geena aparece doze vezes no Novo Testamento (Mt 5:22; 29:30; 10:28; 18:9; 23:15,33; Lc 12:5). Ela é a forma grega da expressão em aramaico GEHINNAM, que se refere ao Vale de Hinom (Js 15:8). Na época de Cristo, a palavra GEENA era comumente empregada para denotar o lugar de punição e tormento final para os perversos – um lugar de eterna morte, corrupção, impureza e miséria.  

1)      A NATUREZA DO INFERNO.

1.1)            Exclusão da presença favorável de Deus.

Ø  Não é a ausência de Deus que faz do inferno um lugar de tormento, mas a ausência de sua presença favorável. De fato, o inferno é o inferno porque Deus está lá na plenitude de sua justiça e ira ( Conferir: 2 Ts 1:9-10: “estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu Poder”. Mt 7:23: “Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. Lc 13:27: “mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos que praticais a iniqüidade”. Mt 8:11-12: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”.

Ø  Ratificando: O inferno é o Inferno porque Deus está lá na plenitude de sua justiça e ira - Ap 14:9-10: “Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua imagem na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira e será atormentado com fogo e enxofre...”

1.2)            Sofrimento indescritível.

Ø  As escrituras, e especialmente Jesus; falam sobre o inferno como um lugar de sofrimento indescritível. É importante entender que o inferno na é um lugar onde os perversos são cruelmente torturados, mas onde eles sofrem a perfeita justiça pelos seus pecados. Deus não é tirano, não se compraz na morte do ímpio (Ez 18:23,32: “acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? Diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?

Ø  Como o Inferno é descrito? A) Um lugar de tormento (Lc 16:23: “no inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lazaro no seu seio”; b) Um lugar onde  há choro e ranger de dentes (Mt 8:12: “ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e range dos dentes”;Ap. 14:9-11: “a fumaça do seu tormento  sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia e nem de noite...” de ; Mt 13:42: “e os lancará na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger dos dentes;

Ø  O sofrimento no inferno será de acordo com o pecado da vida de cada um. Mt 11:20-24: “ai de ti Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito tempo que elas teriam arrependido com pano de saco e cinza. E contudo, vos digo: no dia do juízo, haverá menos rigor para tiro e Sidom do que para vós outros”; Lc 12:42-48: “Aquele a quem muito for dado, muito lhe será exigido”.

1.3)            Punição eterna.

Ø  Possivelmente a mais assustadora verdade sobre o inferno é que ele é eterno. Qual é a coisa mais abominável que alguém pode praticar nesta vida? Escarnecer, desonrar e recusar-se a amar a pessoa a qual devemos absolutamente tudo, o nosso criador, o próprio Deus (Sl 145:3: “grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável”.

Ø  Tal pensamento: “eu não ligo a mínima para o propósito pelo qual fui colocado aqui; não ligo a mínima para os seus valores e para a morte do seu filho por mim, vou ignorar tudo isso”.


terça-feira, 23 de abril de 2013


A última palavra sobre Jesus – Apocalipse 1:12...

Introdução:

“Estou aqui tentando evitar que alguém diga aquela grande tolice que freqüentemente se diz a respeito de Jesus. Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre de ensinos éticos, mas não aceito a afirmação que fez de que era Deus. Isso é o que não devemos dizer. Um homem que fosse um simples homem e dissesse o tipo de coisas que Jesus disse não seria um grande mestre de ensinos éticos. Seria um lunático – estando em pé de igualdade com o homem que diz o mesmo de Napoleão ou, então, seria o diabo vindo do inferno. Voce precisa tomar uma decisão. Ou esse homem era e é o Filho de Deus, ou, então, era um louco ou algo pior.

Voce pode fazê-LO se calar, se tomá-LO por um tolo; voce pode cuspir nEle e matá-LO, tendo-O por um demônio; ou voce pode cair a Seus pés e chamá-LO de Senhor e Deus. Mas que ninguém apareça com algum tipo de insensatez paternalista, afirmando que Ele foi um grande mestre humano. Ele não deixou conosco a responsabilidade de decidir a respeito. Não pretendeu fazê-lo”. C.S. Lewis.

“Quanto mais eu me aproximo, quanto mais cuidadosamente  eu examino, e eis que tudo está acima de mim – tudo permanece imponente, tendo um esplendor avassalador. Sua religião é uma revelação vinda de uma inteligência que certamente não é humana... Só nEle, e absolutamente em mais ninguém, é possível encontrar a imitação ou o exemplo de Sua vida... Na história busco em vão encontrar alguém semelhante a Jesus Cristo, ou algo que possa se aproximar do evangelho...” Napoleão Bonaparte – imperador da França.

1)    Voltei-me para ver quem falava...

·        “Vi sete candelabros de ouro e entre os candelabros alguém semelhante a um filho de homem”. Os candelabros são identificados como igreja (Ap. 1:20). Jesus se manifesta na igreja, que compõem de pessoas simples, sofredoras. Portanto, não adianta procurar por Jesus em ambientes mais puros, porque Ele deseja se identificar em revelação dentro da comunidade de fé.

·        Uma veste que chegava aos seus pés e um cinturão de ouro ao redor do peito”. Jesus usa a túnica recomendada para Arão em seu papel de sacerdote (Ex 29:5). O Filho do Homem é um sacerdote. Jesus nos representa diante de Deus; ele abre as passagens fechadas por medo, culpa, ignorância ou superstição para que o acesso seja livre. Coloca-se ao nosso lado e ao lado de Deus (Hb 10:19-25).

·        sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã, tão brancos quanto a neve e seus olhos como chama de fogo”.  Lembramo-nos da promessa do profeta: “embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve...” Também o Salmista: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco do que a neve serei”.  
os olhos como chamas de fogo”:  Várias imagens bíblicas se acumulam nos olhos flamejantes do Filho do Homem: coluna de fogo, sarça ardente, chama do altar, fornalha e carruagens de fogo. A chama penetra e transforma. A santidade penetra em nosso intimo e nos transforma. O olhar de Cristo entra e purifica. Ele não olha pra nós; olha dentro de nós. Somos mais do que um espetáculo a que Ele assiste, já que Ele assiste, já que Ele nos invade. Ele é um fogo consumidor.

·        “Seus pés eram como o bronze numa fornalha ardente”. O sonho de Nabucodonosor que Daniel interpretou, a grande estátua (Dn 2:31-45). Ela tinha a cabeça de ouro (Império Babilônico), torso de prata (Império Medo-Persa), ventre e quadris de prata (Império grego) e pés de uma mistura de ferro e barro (Império Romano). A imagem era magnífica, construída com metais fortes e preciosos, entretanto sua base era defeituosa. Atingida por uma pedra, ela se desfez (Dn 2:35). O reino de Cristo tem uma base indestrutível. O bronze combina com o ferro, que é forte mas enferruja, com o cobre, que não enferruja, mas é maleável: o bronze tem a força do ferro e a durabilidade do cobre.

·        sua voz como o som de muitas águas”. Sua voz é impressionante e poderosa. Nossa reação começa a ser moldada em formas de adoração ardente e cântico sincero antes mesmo de entendermos o sentido da mensagem.

Conclusão: O que ele faz?

·        tinha em sua mão direita sete estrelas”. Cristo segurava as estrelas em sua mão direita! Isso significava que estava pronto para usá-las. O que Cristo faz? Ele controla o cosmo. Só isso. Os planetas não nos dirigem; ele os governa (Ap 1:20), as estrelas serão identificadas como “os anjos das sete igrejas”.

·        “sua face era como o Sol quando brilha em todo o seu fulgor”. Deus em Cristo é calor e luz como a do Sol. Na escuridão, podemos perder perspectiva e proporção: os pesadelos aterrorizam, o medo paralisa. Não vivemos nas trevas, e sim na luz. Não somos amaldiçoados; somos abençoados.

domingo, 21 de abril de 2013

O BATISMO E A CEIA DO SENHOR.


Qual é o real significado do batismo



A palavra batismo vem do grego e significa “mergulho”,  “submersão”. O batismo é a primeira ordenança de Jesus; é através dele que o novo convertido passa a fazer parte de ima igreja local. Assim como o batismo de Jesus no Jordão serviu para identificá-lo com a humanidade, o do crente traduz-se numa declaração pública de sua identificação com Cristo, em sua morte e ressurreição.

Quando Felipe batizou o etíope, eles pararam em um lugar onde havia água. A Bíblia diz que ambos entraram na água (At 8.38,39). Certamente aquele eunuco viajava abastecido com água potável; se fosse o caso de praticarem a aspersão havia água suficiente naquela carruagem para isto, mas batizar é imergir! Não foi à toa que João Batista se utilizou do rio Jordão para batizar. Depois, mudou o local de batismo para Enom, perto de Salim, e razão para isto é descrita pelo apóstolo João em seu evangelho: “porque havia ali muitas águas” (Jo 3.23).

1)    O batismo do crente é símbolo da morte do crente para o mundo de pecado. Quando a pessoa aceita a Cristo como único e suficiente Salvador, passa por uma transformação tão radical, que só pode ser explicada como sendo morte e sepultamento do velho ser e ressurreição de uma nova criatura para viver uma nova vida com Deus.

2)    O batismo identifica o crente com Cristo: em sua morte, sepultamento e ressurreição. A) Na sua morte: Pelo ato de descermos às águas do batismo, declaramos publicamente que Cristo morreu em nosso lugar e que nós merecíamos justamente o que Ele sofreu. Condenados estão, portanto, a morte a velha natureza, o velho “ego” e tudo quando lhe pertence (Rm 6:3,6). B) No seu sepultamento: Como o crente se identifica com a morte de Jesus ao ser descido às águas, assim ele se une ao sepultamento de Cristo ao ser momentaneamente sepultado nas águas. Diz Paulo em Romanos 6:4: “...fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele”. C) Na sua ressurreição: o ato de sair das águas batismais é o magnífico símbolo que Jesus escolheu para nos identificar com a sua gloriosa ressurreição (Rm 6:4).

A A fé nos  coloca com Jesus na cruz, crucificados com Ele; nos coloca no túmulo, sepultados com Ele; nos coloca ainda nos céus, à direita de Deus, ressuscitados com Cristo! É quando nos vemos n’Ele, entendendo o sacrifício vicário do Filho de Deus, que passamos a ter direito ao que Cristo fez; esta é a hora do segundo passo: apropriação.

3)    Qual a necessidade do batismo?

ü O batismo é uma ordenança de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28:19). Todo crente fiel, e que de fato ama ao Senhor, sentirá prazer em cumprir esse mandamento.

ü Cristo nos deu o exemplo (Mt 3:13-17)

ü Os crentes do início da igreja cristã nos deixaram o exemplo (Atos 2:4)

4)    Quem deve ser batizado?

ü Os discípulos do Senhor (Mt 28:19).

ü Aquele que crer (Mc 16:16). O batismo, portanto, não é para recém-nascidos, pois eles não tem condições de crer. Um infante, que ainda nem começou a falar, e portanto, não tem consciência do pecado e não pode converter-se, não pode ser candidato ao batismo em água. Cristo não foi batizado quando criança, mas sim apresentado ao Senhor, conforme Lucas 2:22-24.
ü Os arrependidos (Atos 2:38).

     A SANTA CEIA DO SENHOR. 



O que é a Santa Ceia? “A ceia do Senhor é um momento de recordação do que Ele fez por nós ao morrer na cruz para remissão dos nossos pecados”. (Mt 26:26-28)A Bíblia diz que durante a celebração da Páscoa, uma festa sagrada do ano religioso, enquanto Jesus comia com seus discípulos, pegou o pão e deu graças a Deus. Ao parti-lo e distribuí-lo aos discípulos, disse (1 Coríntios 11:25-26).

1)    O que é a santa ceia? Relembra a morte e ressurreição de nosso Senhor, e, ao mesmo tempo, vislumbra sua volta gloriosa.

 Uma comemoração da morte do Senhor. Jesus disse: “Façam isto em memória de mim” (1 Co. 11:24). A Ceia do Senhor, então, tem o objetivo de refrescar nossas mentes quanto à morte de Cristo, na cruz do Calvário, em nosso lugar.

ü Uma proclamação da morte do Senhor. Jesus também disse: “De maneira que, cada vez que voces comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha” (1 Co 11.26).

ü Um lembrete da segunda vinda do Senhor. Notamos na passagem há pouco citada as palavras: “anunciando a morte do Senhor, até que ele venha”.

ü O significado dos elem-entos da Santa Ceia. Na celebração da Santa Ceia usamos dois elementos simbólicos: o pão, que representa o corpo de Cristo partido por nós; e o fruto da vinha (o suco de uva), que representa o sangue de Cristo derramado por nós na cruz. (Lc 22:15-20).

ü Quando a Santa Ceia deve ser observada?Jesus mostrou aos seus discípulos como participar deste memorial, mas não especificou quando. Aprendemos quando os primeiros cristãos observaram a ceia pelo exemplo dos discípulos em Troâde, extremo ocidental da Ásia (At 20:7). Algumas igrejas observam a Ceia do Senhor a cada culto; outras, uma vez por semana; mas na maioria das Assembleias de Deus é, uma vez por mês.

ü Onde devemos participar?A ceia do Senhor é um ato de comunhão entre cada cristão e o Senhor, e é também um ato de comunhão entre cristãos. Em Atos 20.7, aprendemos que os discípulos costumavam se reunir para participarem da Santa Ceia. Portanto, a Ceia do Senhor deve ser tomada na igreja. Não há nenhuma orientação na Bíblia para se participar da Ceia do Senhor a sós ou fora da reunião da igreja.

ü Quem pode tomar a Santa Ceia?A ceia do Senhor é um ato espiritual partilhado pelo Senhor com aqueles que estão em comunhão com Ele. Jesus não ofereceu o pão e o cálice a todos, mas aos seus discípulos (Mt 26:26). Aqueles que estão servindo ao Inimigo de nossas almas não tem o direito de partilhar desta refeição com o Senhor (1 Co 10.16-22). João conta-nos que somos aptos a participar com Deus na comunhão espiritual somente se andarmos na luz do seu caminho (1 Jo 1:5-7).

ü O que pode impedir que uma pessoa participe da Santa Ceia? Cada um que participa da Ceia do Senhor deverá examinar-se para estar certo de que está participando de maneira correta, percebendo claramente o verdadeiro significado do memorial (1 Co 11:27-29). A pessoa que não leva a sério esta comemoração está brincando com o sacrificio de Cristo e está se condenando por não discernir o corpo de Cristo.  


terça-feira, 16 de abril de 2013


Apocalipse, uma introdução. Ap. 1:1-11.




Introdução: temos dois fatores que contribuem para que muitas pessoas deixem de estudar o livro de apocalipse.

1.     A idéia de que ele é um livro selado, que trata de coisas encobertas. Todavia, apocalipse é um livro aberto no qual Deus revela seus planos e propósitos à sua igreja.
·        Apocalipse significa tirar o véu, descobrir, revelar o que está escondido, descobrir algo que está encoberto.

·        Apocalipse é uma palavra composta de duas partes: Apo “desde dentro para fora” e Kalupsia “cobertura ou véu”. Apocalupsis, portanto, significa tirar o véu ou descobrir o que estava oculto (Ap. 22:10). Portanto, a palavra apocalipse significa literalmente “descobrir” de uma forma ou de outra, toda Bíblia é apocalipse, ou revelação.

2.     A idéia de que ele é um livro que fala de catástrofe, tragédia e caos. A palavra apocalipse tornou-se sinônimo de tragédia. Mas o apocalipse não fala de caos, mas da Pessoa e do plano vitorioso e triunfante de Cristo e da sua igreja. É revelação de Deus e não especulação humana, é a Palavra de Deus e o testemunho fiel (Ap. 1:2).

·        Apocalipse é também um livro prático e não apenas para transmitir informações sobre o futuro. Ele foi dado para ajudar o povo de Deus no presente. Ele contém muitas exortações à fé, paciência, obediência, oração e vigilância.

·        Cristo veio ao mundo para revelar o Pai (João 17.6). No Apocalipse é o Pai quem revela a Jesus (1:1).E como o revela? Cabelos como a neve; olhos como chamas de fogo;pés semelhante ao bronze polido; voz de muitas águas e rosto que brilha como o sol.

I)                   Um retrato do Noivo da Igreja (Ap. 1:5).
·        Como a igreja deve ver o seu Noivo? Qual é o seu perfil? Quais são seus títulos? O apóstolo João menciona três títulos gloriosos de Jesus.

I.I ) Em primeiro lugar, Ele é revelado como a Fiel Testemunha (1:5).Jesus foi fiel durante todo o seu ministério. Nunca deixou de testemunhar sobre o Pai, mesmo na hora do sofrimento e da morte. “Eu vim para fazer a vontade do Meu Pai”,

I.2) Em segundo lugar, Jesus é revelado como Primogenito dos Mortos (1:5).Ele foi o primeiro a ressuscitar em glória. Ele está vivo para sempre. Ele é o primogênito porque é o primeiro da fila e nós vamos logo atrás. Jesus matou a morte. Ele venceu nosso ultimo inimigo.

I.3) Em terceiro lugar, Jesus é revelado como o Soberano dos Reis da Terra (1:5). A igreja precisa ver Jesus como o presidente dos presidentes, diante de quem todos os poderosos vão se dobrar. Jesus está acima de Roma e dos imperadores. Ele esta acima dos impérios, dos reis da terra e dos presidentes que ostentam riqueza e poder (Sl 93:1-2).

II) Uma doxologia ao Noivo da Igreja (Ap 1:4-6).

·        Como a igreja deve se posicionar diante do seu Noivo? Quando João vê a gloria do Noivo, ele prorrompe numa doxologia suprema, diante da suprema glória de Cristo.

 Por que a igreja deve adorar o seu noivo?
2.1                       ) Em primeiro lugar, porque Ele nos ama (1:4-5). O verbo está no presente. O amor de Cristo é algo que permanece. Ele nos amou, ainda nos ama e nos amará até o fim.

2.2                       ) Em segundo lugar, porque Ele nos libertou dos nossos pecados (1:4-5). Isto fala de um ato de redenção concluído. O que é maravilhoso é que Ele nos amou quando estávamos sujos e perdidos e depois nos libertou.

2.3                       Em terceiro lugar, porque ele nos constituiu Reino e Sacerdotes (1:4-6). A igreja não foi amada e libertada para nada. A redenção cria um povo sacerdotal. Ele nos ama, nos levanta da lama e depois nos coloca a coroa e a mitra. Já estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais (Ef 1:3), mas haveremos de ser co-regentes com Ele, pois reinaremos com Ele.

III)              A Gloriosa aparição do Noivo da Igreja (Ap 1:7).
·        A volta de Jesus é a verdade mais preciosa que contém a Bíblia. Enche o coração do crente de gozo de gozo e o cinge com força para a batalha. Jesus na sua gloriosa vinda, as nuvens serão a sua carruagem; os anjos, a sua escolta; o arcanjo, o seu arauto e os santos, o seu glorioso cortejo.

·        Quando Jesus virá? Sua vinda será pessoal, pública, visível, poderosa, vitoriosa, irresistível (1:7). A Bíblia desconhece uma segunda vinda invisível ou secreta. Quando Cristo voltar, todo olho O verá. Essa expressão “todo olho o verá” indica a inclusividade de todas as pessoas, de todos os tempos (1:8).

IV)             Com os pés no vale, mas com a cabeça no céu (Ap. 1:9-11). Como João se identifica?

·        Irmão e companheiro na tribulação (1:9). A tribulação é o quinhão do povo de Deus nesta era (Jo 16;33; Atos 14:22). A igreja está no meio do conflito entre o Reino de Deus e o Reino das Trevas. A igreja sempre foi e será atribulada no mundo. Em Mateus 24 Jesus fala desse sofrimento de forma crescente: os VS. 4-8 descrevem o “principio das dores”, os VS. 9-14 os “Tormentos” na forma de perseguição aos discípulos, os VS. 15-28 a “Grande Tribulação” que culminam na segunda vinda de Cristo.

·        Irmão e companheiro no Reino (1:9). A igreja é o povo sobre o qual o Reino já veio e que herdará o Reino quando este vier na sua plenitude. Por isso que somos perseguidos.

·        Irmão e companheiros na Perseverança em Jesus (1:9). Por causa desta perseguição e males precisamos ter uma perseverança triunfadora (Mt 24:13).

Conclusão: As circunstancias são descritas (1:9-11). O local é definido. João foi banido para a ilha de Patmos, uma colônia penal romana, onde se exilavam prisioneiros políticos. A ilha era inóspita, por causa das rochas escarpadas e da constituição do solo, sendo praticamente desabitada naquele tempo. João foi condenado no ano quartoze depois de Nero, e posto em liberdade ao morrer Domiciano, isto é, esteve preso entre os anos 94-96 d.C. 
João é preso na ilha de Patmos por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus Cristo.

Bibliografia:
Hernandes Dias Lopes - Apocalipse - Hagnos
William Blaclay - Comentário Apocalipse
Biblia de Estudo Almeida.