terça-feira, 22 de abril de 2014

A segunda vinda de Cristo (Marcos 13:1-37).



Introdução: A segunda vinda de Cristo é o assunto mais enfatizado em toda a Bíblia. Há cerca de trezentas referências sobre a primeira vinda de Cristo na Escritura e oito vezes mais sobre a segunda vinda, ou seja, há mais de 2.400 referências sobre a segunda vinda em toda a Bíblia.

1)   A questão do templo (Marcos 13:1-2).
·        Os discípulos ficaram admirados com a magnificência do templo. Aquele majestoso templo de mármore branco, bordejado de ouro, o terceiro templo de Jerusalém era um dos mais belos monumentos arquitetônicos do mundo. O grande e belo templo era o centro da vida nacional de Israel, o símbolo da relação da nação com Deus.

·        A predição de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra cumpriu-se no ano 70 d.C., literalmente. O templo foi arrasado pelos romanos quarenta anos depois no terrível cerco de Jerusalém. Devemos aprender dessa solene profecia de Jesus que a verdadeira glória da igreja não consiste em seus prédios de adoração pública, mas na fé e piedade de seus membros.

2)   A destruição do templo e a segunda vinda de Cristo (Mc 13:3-4).

·        A DESTRUIÇÃO DO TEMPLO: O cumprimento da profecia de Jesus se deu  quando os judeus se rebelaram contra os romanos. Jerusalém foi invadida e dominada por Tito, filho do imperador Vespasiano (69-79 d.C.). O templo foi destruído. Alguns historiadores crêem que mais de um milhão de judeus, que tinham ocupado a cidade como refugiados, pereceram. Flavio Josefo, no seu livro História da Guerra Judaica, diz que enquanto o santuário ardia em chamas [...] não se demonstrava nenhuma piedade ou respeito para com a idade das pessoas. Muito ao contrário. Crianças e anciãos, leigos e sacerdotes, todos eram massacrados.

·        A SEGUNDA VINDA DE CRISTO. Alguns sinais:
2.1)     o sinal que mostra a graça de Deus (13.10). Jesus disse: “Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações”. Observe alguns pontos importantes aqui: O evangelho deve ser pregado a todas as nações. Desde o início, os gentios foram incluídos no plano de Deus. Cristo morreu para salvar os que procedem de todas as nações. A Igreja precisa fazer discípulos de todas as nações. O campo de ação da Igreja é o mundo. Jesus morreu para comprar aqueles que procedem de toda tribo, raça, povo, língua e nação (Ap 5.9).

2.2)     sinais que indicam oposição a Deus. Destacamos dois sinais que indicam oposição a Deus:

2.2.1)       A perseguição religiosa (13.9,11,12,13,19,20). A perseguição religiosa (13.9) tem estado presente em toda a História: os judaizantes, os romanos, a intolerância romana, os governos totalitários, o nazismo, o comunismo, o islamismo, as religiões extremistas. No século 20, tivemos o maior número de mártires da História. A real causa da perseguição é afirmada em Marcos 13.13: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome”. Quando nos identificarmos com Jesus Cristo, o mundo passará a nos odiar como odiou a Cristo (Jo 15.20).

2.2.2)       O engano religioso (13.5,6,21-23). É significativo que o primeiro sinal que Cristo apontou para a sua segunda vinda tenha sido o surgimento de falsos messias, falsos profetas, falsos cristãos, falsos ministros, falsos irmãos, pregando e promovendo um falso evangelho nos últimos dias. Cristo declarou que um falso cristianismo vai marcar os últimos dias.

Vivemos hoje a explosão da falsa religião. O islamismo domina mais de um bilhão de pessoas. O catolicismo romano também tem um bilhão de seguidores. O espiritismo Kardecista e os cultos afro-brasileiros proliferam. As grandes religiões orientais: budismo, hinduísmo e xintoísmo mantêm milhões de pessoas num berço de cegueira espiritual”.

·        O misticismo está tomando conta das igrejas hoje. A verdade é torcida. A igreja está se transformando numa empresa, o púlpito num balcão, o templo numa praça de barganha, o evangelho num produto de consumo, e os crentes em consumidores.

3)   sinais que indicam o juízo divino. Três são os sinais que indicam o juízo de Deus:
3.3.1)  As guerras (13.7,8). Ao longo da História tem havido treze anos de guerra para cada ano de paz. Desde 1945, após a Segunda Guerra Mundial, o número de guerras tem aumentado vertiginosamente. Nos últimos cem anos já morreram mais de 200 milhões de pessoas nas guerras.

·        Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), 10 milhões de pessoas foram trucidadas. Ninguém poderia imaginar que no mesmo palco dessa barbárie, vinte anos depois, explodisse outra guerra mundial. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ceifou 60 milhões de pessoas. Foram gastos mais de um trilhão de dólares.

3.3.2)  Os terremotos (13.8,24,25). Os terremotos sempre existiram, mas alguns deles devem ser vistos como evidência da ira de Deus (Ap 6.12; 8.5; 11.13; 16.18). De acordo com a pesquisa geológica dos Estados Unidos:
a)     De 1890 a 1930 – houve apenas 8 terremotos medindo 6.0 na escala Rischter.
b)     De 1930 a 1960 – Houve 18.
c)     De 1960 a 1979 – Houve 64 terremotos catastróficos.
d)     De 1980 a 1996 – Houve mais de 200 terremotos dramáticos.

·        O mundo está sendo sacudido por terremotos em vários lugares. Os tufões e maremotos têm sepultado cidades inteiras: Desde o ano 79 d.C., no século 1, quando a cidade de Pompéia, na Itália foi sepultada pelas cinzas do Vesúvio, o mundo está sendo sacudido por terremotos, maremotos, tufões, furacões e tempestades. Em 1755, 60 mil pessoas morreram por um terrível terremoto em Lisboa. Em 1906, um terremoto avassalador destruiu a cidade de São Francisco na Califórnia. Em 1920, a província de Kansu na China foi arrasada por um terremoto. Em 1923, Tóquio foi devastada por um terremoto. Em 1960, o Chile foi abalado por um terremoto que deixou milhares de vítimas. Em 1970, o Peru foi arrasado por um imenso terremoto.

·        Apocalipse 6.12-17 fala que as colunas do universo são todas abaladas. O universo entra em colapso. Tudo o que é sólido é balançado. Não há refúgio nem esconderijo para o homem em nenhum lugar do universo. O homem desesperado busca fugir de Deus, esconder-se em cavernas e procurar a própria morte, mas nada nem ninguém podem oferecer refúgio para o homem. Ele terá de enfrentar a ira de Deus.

3.3.3)  As fomes (13.8). Gastamos hoje mais de um trilhão de dólares com armas de destruição. Esse dinheiro daria para resolver o problema da miséria no mundo. A fome hoje mata mais do que a guerra. O presidente americano Eisenhower, em 1953, disse: “O mundo não está gastando apenas o dinheiro nas armas. Ele está despendendo o suor de seus trabalhadores, a inteligência dos seus cientistas e a esperança das suas crianças. Nós gastamos num único avião de guerra 500 mil sacos de trigo e num único míssil o equivalente a casas novas para 800 pessoas”.

4 ) A presença do Anticristo (Mc 13:14-23).
4.1 ) O anticristo é identificado (13.14). ). O sacrílego desolador de que fala Daniel (Dn 9.27; 11.31; 12.11) aplicou-se primeiro a Antíoco Epifânio no século 2 a.C., precisamente no ano 168 a.C. Ele sacrificou um porco a Zeus no altar do templo de Jerusalém. Esse fato provocou a guerra dos Macabeus. Nos ultimos dias se dará quando o anticristo cometerá o último sacrilégio, exigindo adoração de si mesmo como se fosse Deus (2Ts 2.4; Ap 13.14,15).

·        O anticristo não é um partido, não é uma instituição nem mesmo uma religião. É um homem sem lei, uma espécie de encarnação de Satanás, que vai agir na força e no poder de Satanás. Ele será levantado em tempo de apostasia. Vai governar com mão de ferro. Vai perseguir cruelmente a Igreja. Vai blasfemar contra Deus. Contudo, no auge do seu poder, Cristo virá em glória e o matará com o sopro da sua boca. Ele será quebrado sem esforço humano. Nessa batalha final, o Armagedom, a única arma usada, será a espada afiada que sairá da boca do Senhor Jesus.

4.2)os cuidados preventivos contra a perseguição (13.15-18). Quando os romanos invadiram Jerusalém, no ano 70 d.C., todos os que estavam dentro da cidade pereceram. A única maneira de pouparem a vida era fugir ou não entrar na cidade (13.14-16). Com isso, Jesus nos ensina que a prudência para poupar nossa vida é uma atitude recomendável.

4.3)a grande tribulação (13.19). Os filhos de Deus experimentam tribulações durante a sua vida na Terra (Jo 16.33; Rm 8.18; 2Co 4.17; 2Tm 3.12), mas em Marcos 13.19,20, Jesus está falando acerca de uma tribulação que caracteriza “aqueles dias”, ou seja, um período definido de profunda angústia, de curta duração, que ocorrerá imediatamente antes do retorno do Senhor.

4.4)o perigo da sedução (13.21-23). O tempo da grande tribulação será também um tempo de grande sedução religiosa. O diabo enviará os seus agentes: falsos profetas e falsos cristos, com vestes sagradas, operando sinais e prodígios para enganar se possível os eleitos. Tanto Jesus quanto os apóstolos Paulo e João advertiram sobre os falsos profetas (Mt 7.15-20; At20.28-31; 1Jo 4.1-6).

5)   Como se dará a segunda vinda de Cristo.

5.1 ) será precedida por grandes convulsões cósmicas (13.24,25). A segunda vinda de Cristo será precedida por grandes convulsões naturais. Tudo aquilo que é firme e sólido no universo estará abalado. As colunas do universo estarão bambas e o universo inteiro estará cambaleando (2 Pe 3.10). Isso atinge e causa pânico em pessoas que tinham nos elementos da criação o seu deus (Lc 21.25s.; Ap 6.12-17).

5.2 ) será visível (13.26). A segunda vinda de Jesus será pessoal, visível e pública. Todo o olho o verá (Ap 1.7). Depois que o telhado do mundo tiver sido abalado e retirado, as pessoas olharão fixamente como que para um buraco negro. “Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens” (13.26).

5.3) será gloriosa (13.26). Não haverá um arrebatamento secreto e só depois uma vinda visível. Sua vinda é única, poderosa e gloriosa. Jesus aparecerá no céu. Ele estará montado em um cavalo branco. Ele virá acompanhado de um séqüito celestial. Virá do céu ao soar da trombeta de Deus. Aquele será um dia de trevas e não de luz para eles. Será o dia do juízo, onde sofrerão penalidade de eterna destruição. As tribos da terra, conscientes de sua condição de perdidas, se golpearão nos peitos atemorizadas pela exibição da majestade de Cristo em toda a sua glória. O terror dos iníquos descreve-se graficamente em Apocalipse 6.15-17.

5.4 ) será vitoriosa (13.27).  Os anjos recolherão os escolhidos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus. Os eleitos de Deus serão chamados. A Bíblia diz que quando Cristo vier, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, com corpos incorruptíveis, poderosos, gloriosos, semelhantes ao corpo da glória de Cristo. Então, os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Conclusão: Como devemos esperar a vinda de Cristo?
será precedida por avisos claros (13.28-31). Quando essas coisas começarem a acontecer devemos saber que está próxima a nossa redenção. A figueira já começou a brotar, os sinais já estão gritando aos nossos ouvidos (v.28).
será imprevisível (13.32). Ninguém pode decifrar esse dia. Ele pertence exclusivamente à soberania de Deus. Quando os discípulos perguntaram a Jesus sobre esse assunto, Ele respondeu: “A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade” (At 1.6,7).
será inesperada (13.33-36). Jesus contou a parábola do homem que saiu de casa e deu ordens e obrigações aos seus servos e ordem ao porteiro para vigiar. Ele diz que o porteiro deve vigiar porque não sabe se seu senhor vem na primeira, segunda, terceira ou quarta vigília da noite. Achar o porteiro dormindo na volta seria um sinal de negligência e despreparo do porteiro.

Quando Jesus voltar, os homens vão estar desatentos como a geração diluviana (Mt 24.38,39). Vão estar entregues aos seus próprios interesses sem se aperceberem da hora. Comer, beber, casar e dar-se em casamento não são coisas más. Fazem parte da rotina da vida. Contudo, viver a vida sem se aperceber que Jesus está prestes a voltar é viver como a geração diluviana. Quando o dilúvio chegou, pegou a todos de surpresa”.


será necessária vigilância (13.37). A palavra de ordem de Jesus é: Vigiai! A vigília aqui não tem o sentido de ficar esperando meio adormecido na sala de espera, pois no versículo 34 Jesus a deixou como “obrigação”, “trabalho”, caracterizando-a como função muito ativa e cheia de responsabilidade.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A figueira que secou. Mc 11: 12-19.


Questionamos com Deus: Por quê Jesus fez isso com a pobrezinha da figueira, se está dito que nem tempo de figos era? Que abuso! Que capricho! Por que Ele tratou assim a pobre dessa árvore? Que implicância vegetal foi essa? Afinal, está explicitado o fato de que não era a estação dos figos.

·                   Primeiro, Quando foi que esse episódio aconteceu? Pelo contexto do Evangelho, foi no final de março; próximo de abril. 

·                   Segundo, quando era tempo e estação de figos no Oriente Médio? E a resposta é a seguinte: em junho eles começavam a aparecer; e em agosto, eles ficavam doces e saborosos. 
 ·                   Terceiro, qual a principal característica da figueira? E a resposta é simples. Estranhamente, ela inverte um processo que é quase comum em todas as árvores frutíferas, que primeiro colocam para fora as suas folhas, e depois trazem à luz os seus frutos. A figueira traz primeiro à luz os seus frutos, depois é que ela mostra a folhagem. De modo que no mês de março, o que havia no caminho entre Betânia, o Monte das Oliveiras onde isto aconteceu, e a cidade de Jerusalém para onde eles estavam indo, era uma quantidade enorme de oliveiras e de figueiras. Só que todas as figueiras estavam nuas, peladas, próprias, adequadas à estação. E no meio daquela multidão de figueiras adequadas à estação, portanto, nuas de frutos e de folhas, havia uma que se “projetava”, que fazia um showcase vegetal, e que mostrava uma quantidade enorme de folhagens, verde, verde, verde.
 ·                   Quarto, E Jesus estava com fome. Ele disse: eu vou comer dessa figueira que está cheia de frutos fora da estação! 
E ele vai lá; procura em baixo da figueira toda, e entra; folhagem em abundância; mas nem um fruto sequer. O interessante, é que Ele amaldiçoa essa figueira, dizendo: Nunca mais ninguém coma fruto de ti! 

1)                Quais as lições?
·                   Primeiro, uma propaganda enganosa. A figueira sem frutos é um símbolo da nação de Israel e do culto judaico. Tinham pompa, mas não vida; tinham rituais, mas não comunhão com Deus; tinham inúmeros sacerdotes, mas não homens de Deus.

·                   Segundo, A figueira sem frutos aparenta superar as demais figueiras. A figueira sem frutos destacava-se dentre as demais. Assim são aqueles que parecem verdadeiros cristãos, mas só têm aparência.

·                   Terceiro, A figueira sem frutos parecia desafiar as estações do ano. A figueira produz folhas em março ou abril e, então, começa a produzir frutos em junho, com outra safra em agosto e, possivelmente, a terceira colheita no mês de dezembro. A presença de folhas implicava na presença de frutos. Ela fazia propaganda do que não tinha. Assim também algumas pessoas parecem muito adiantadas em comparação com as pessoas ao seu redor, mas é só fachada, só aparência.

·                   Quarto, A figueira sem frutos atraiu a atenção de Jesus. Ele viu de longe essa árvore. As demais ainda não tinham folhas. Essa árvore era a única que estava em posição de destaque. Essa figueira representa aqueles que sem nenhuma modéstia tocam trombetas e anunciam frutos que não possuem.

 2)                O que Jesus faz?
·                   Primeiro, Jesus tem o direito de procurar frutos em nossa vida. Ele perscruta profundamente a nossa vida para ver se tem fruto, alguma fé genuína, algum amor verdadeiro, algum fervor na oração. Se ele não encontrar frutos não ficará satisfeito. O Pai é glorificado quando produzimos muito fruto (Jo 15.8).

 ·                   Segundo, Jesus não se contenta com folhas, Ele quer frutos. Jesus teve fome. Ele procurava frutos e não folhas. Ele não se satisfaz com folhas. Ele não se satisfaz com aparência. Ele quer vida.

  ·                   Terceiro, Jesus não se deixa enganar. Quando Ele se aproxima de uma alma, Ele o faz com discernimento profundo. Dele não se zomba. A Ele não podemos enganar.

 ·                    Quarto, Ele não julga segundo a aparência. Se eu professo a fé sem a possuir não é isso uma mentira? Se eu professo arrependimento sem tê-lo não é isso uma mentira? Se eu participo da Ceia, mas estou em pecado e não amo aos meus irmãos, não é isso uma mentira? Charles Spurgeon diz que a profissão de fé sem a graça divina é a pompa funerária de uma alma morta.

·                   Quinto, uma condenação dolorosa. Jesus decretou uma dupla condenação à figueira sem fruto.  Ela secou desde a raiz. João Batista já havia alertado para o machado que estava posto na raiz das árvores (Mt 3.10). A falência dessa árvore foi total, completa e irremediável.

·                   Ela nunca mais produziu fruto. Jesus sentenciou a figueira a ficar como estava. Esse é o maior juízo de Deus ao homem, ficar como está. Jesus condenou a árvore infrutífera. Spurgeon diz que Jesus não apenas a amaldiçoou, ela já era uma maldição. Ela não servia para o revigoramento de ninguém. A sentença foi: fica como está; estéril, sem fruto. Continue sem graça. Jesus dirá no dia final: “Apartai-vos” para aqueles que viveram a vida toda apartada.

Conclusão: Mateus 7:21 e 22. Autoexame.

·        “Naquele dia”: juízo final (Lc 10.12). V.22: “em teu nome...(três vezes). Ele dirá: “Nunca vos conheci”.


·        “os que praticais a iniqüidade” (ausência de princípios, normas, regras). O salvo tem fruto. 

domingo, 13 de abril de 2014

JESUS RESSUSCITOU


“Vieram sozinhas: algumas mulheres que o recordaram,
Prostradas com as especiarias, para ungir seu cadáver.
Pelas ruas escuras, choraram a caminho para honrá-lo,
Aquele cuja morte dissipara todas as suas esperanças.
Por que procuram a vida nestes túmulos de pedra?
Ele não está aqui. Ressuscitou, como havia dito.
Lembrem o que ele lhes disse quando estava na Galiléia:
“O Filho do Homem tem de morrer e dos mortos ressurgir”.


Os dois voltavam pra casa, um retrato de perda e dor (os discípulos de Emaus, Lc 24)
Explicando a um estranho o porquê de sua tristeza.
Como antes de sua cruz Jesus parecera ser Rei;
Agora as esperanças jaziam no túmulo dele.
“Como são tardios para ver? Isso não tinha de ser?
Não crêem nas palavras que os profetas disseram?
Primeiro, Cristo tinha de sofrer; depois, entrar na glória”.
Depois, eles lhes desvendou os olhos no partir do pão.


Ele ouviu as palavras de Jesus, mas sem a fé fácil
Que troca a verdade por anseios sentimentais.
Se não visse as marcas dos pregos nas mãos dele
E tocasse seu lado, ele não creria numa mentira.
Jesus chegou até eles, embora as portas fechadas:
“Lance fora qualquer dúvida e toque em meu lado.
Sinta as feridas que os pregos fizeram nas mãos
E entenda que eu sou a ressurreição e a vida”.


Longos anos têm-se passado, e ainda tememos a morte;
Ele nos rouba pessoas queridas e nos deixa abatidos.
Zomba de nossos sonhos e nos chama com sua frieza,
O terror final, quando o curso da vida chega ao fim.
Mas se isto: meu Senhor trilhou esta vereda antes,
O seu corpo, de imortalidade foi revestido.
O aguilhão do sepulcro foi arrancado: o poder do pecado, destruído.
A morte foi tragada na poderosa vitória do Senhor”.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Deixai vir a mim os pequeninos (Marcos 10:13-16)


“Dê-nos os primeiros sete anos de uma criança, com a graça de Deus, e poderemos desafiar o mundo, a carne e o diabo a estragar aquela alma imortal.” (Spurgeon).

“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mt 18.6).

1)    Alguns princípios.
·        A Bíblia nos manda pregar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15).
·        As crianças estão na melhor fase para receber a Cristo. “Quando você pensar no crescimento da igreja... pense em crianças!”. Esse é um titulo de um folheto da APEC. Por que crianças? Porque elas estão em todo lugar; elas são abertas ao evangelho; ouvem e aceitam as boas novas mais prontamente que qualquer adulto. Alguns dados do folheto que mostram em que fase da vida as pessoas mais se convertem a Cristo. Segundo essa pesquisa, 1% das pessoas se converte antes dos 5 anos de idade; 85% dos 5 anos aos 15 anos; 10% dos 15 aos 30; e 4%, após os 30 anos.


·        Estudiosos afirmam que nosso caráter é moldado até os seis ou sete anos. Cinqüenta por certo de nossa formação se dá durante a infância. Sendo assim, essa é a fase ideal para receber a Cristo e seus ensinamentos. Alguns educadores orientam os pais a deixarem a mente de seus filhos livre a aberta, mas Provérbios 22.6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”.

“Quando era menino, acreditava em Deus. Quando jovem, no marxismo. Quando adulto, na Mega- Sena”.

·        Uma mentira: o fato de uma criança nascer num lar cristão é suficiente para ser salvo; ou a de que a criança não tem pecado, é inocente e por isso não precisa nascer de novo. Mas o que a Palavra de Deus diz é (Salmo 51.5). Ignoramos nossa natureza adâmica (Rm 3.23,24).

·        Elas trarão grande prazer à nossa alma. (Provérbios 29.17). “Discipline o seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma”.

·        As crianças representam a metade da população do mundo. Metade dos habitantes do mundo são crianças e adolescentes menores de 18 anos. Hoje, no Brasil, as crianças e os adolescentes chegam a 38% da nossa população. Então, pelos menos 40% dos nossos esforços e recursos deveriam ser destinados às crianças.

1)    Três grupos de pessoas.
·        Em primeiro lugar, os que trazem as crianças a Jesus (10.13). As crianças não vieram; elas foram trazidas. Algumas delas eram crianças de colo, outras vieram andando, mas todas foram trazidas. Não deixe as crianças esperar; não hesite em trazê-las para as mãos de Jesus; não conte com “mais tarde”: mais tarde, quando você for maior, quando entender mais a Bíblia, quando for batizado etc. As crianças podem ser trazidas com muita confiança no poder salvador de Jesus”.

·        Em segundo lugar, os que impedem as crianças de virem a Cristo (10.13). Os discípulos de Cristo mais uma vez demonstram dureza de coração e falta de visão. Em vez de serem facilitadores, se tornaram obstáculos para as crianças virem a Cristo. Eles não achavam que as crianças fossem importantes, mesmo depois de Jesus ter ensinado claramente sobre isso (9.36,37). Podemos impedir as pessoas de trazerem as crianças a Cristo por comodismo, negligência, ou por falsa compreensão espiritual.

·        Em terceiro lugar, os que abençoam as crianças (10.16). Jesus demonstra amor, cuidado e atenção especial com todos aqueles que eram marginalizados na sociedade. Ele dava valor aos leprosos, aos enfermos, aos publicanos, às prostitutas, aos gentios e agora, às crianças.
   
2)    A empatia de Jesus pelas crianças (v.14).
·        a afeição de Jesus às crianças (10.14). Não é a primeira vez que Jesus demonstra amor às crianças. Ele diz que quem recebe uma criança em seu nome é o mesmo que receber a Ele próprio (9.36,37). Jesus afirma, de outro lado, que fazer uma criança tropeçar é uma atitude gravíssima (9.42).

·        o convite de Jesus para os pais trazerem os filhos (10.14). Jesus encoraja os pais ou qualquer outra pessoa a trazer as crianças a Ele. “Devemos aprender com essa passagem a grande atenção que as crianças devem receber da Igreja de Cristo. Nenhuma igreja pode ser considerada saudável se não acolhe bem as crianças. Jesus, o Senhor da Igreja, encontrou tempo para dedicar-se às crianças. Ele demonstrou que o cuidado com as crianças é um ministério de grande valor”.

·        o convite de Jesus para as crianças virem a Ele (10.14). As crianças de colo precisam ser trazidas a Cristo, mas outras poderiam ir por si mesmas. Elas não deveriam ser vistas como impossibilitadas nem impedidas de virem a Cristo.

3)    Como as crianças podem ser impedidas de virem a Jesus?
·        Quando deixamos de ensiná-las a Palavra de Deus. Timóteo aprendeu as sagradas letras que o tornaram sábio para a salvação desde sua infância (2Tm 3.15). A Bíblia diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Pv 22.6). Os pais devem ensinar os filhos de forma dinâmica e variada (Dt 6.1-9).

Deuteronômio 6:7-9 nos diz que é de inteira responsabilidade dos pais ensinar seus filhos a amarem a Deus. Pais devem educar seus filhos através do ensino, fazendo uso de algumas coisas:  PERSISTENCIA. A palavra traduzida aqui como “persistência” manifesta a idéia de dedicação intencional. A grande questão é: “Pais tem se dedicado intencionalmente à formação espiritual de seus filhos?”. Você é capaz de mostrar-lhes onde se encontra o principio que diz que eles não devem mentir ou agredir com palavras outra pessoa?

·        Quando deixamos de dar exemplo a elas. Escandalizar uma criança e servir de tropeço para ela é um pecado de conseqüências graves (9.42). Ensinamos as crianças não só com palavras, mas, sobretudo, com exemplo.

·        Quando julgamos que as crianças não merecem a nossa maior atenção. Os discípulos julgaram que aquela não era causa tão importante a ponto de ocupar um lugar na agenda de Jesus.

Conclusão: atitude de Jesus em relação as crianças.
·        Ele toma as crianças em seus braços. Com isso Jesus revela seu carinho, aceitação, valorização, proteção e cuidado com as crianças.

·        Ele impõe as mãos sobre as crianças. Os pais trouxeram as crianças para que Jesus as tocasse (Lc 18.15) e orasse por elas (Mt 19.13).
Jesus toma a primeira criança em seus braços e coloca a sua mão na cabeça do infante. Então, com ternura Ele a abençoa por meio de uma oração valiosa ao Pai, para que seu favor seja derramado sobre ela. Ao terminar sua oração, Ele devolve a criança para a pessoa que a havia trazido, pega a criança seguinte, e assim sucessivamente, até ter abençoado todas elas”.


·        Ele as abençoou. O verbo grego kateuloei revela uma grande força de intensidade, evidenciando que sua bênção foi fervente. O verbo também está no tempo imperfeito, demonstrando que Jesus continuou abençoando as crianças.