domingo, 9 de agosto de 2026

 Jairo, um pai desesperado. Mc 5.23-44 

 Jairo é um pai de uma menina de 12 anos. A Bíblia não fala que ele tinha outro filho, mas pelo contexto do texto é mais certo em afirmar que essa menina era a sua única filha. Alexandre, o grande, dominou todo o mundo do seu tempo e tem uma frase que lhe é atribuída: “Quando dedicamos nosso tempo a alguém, entregamos uma parte da própria vida”. No livro pequeno principe, do autor Antoine de Saint-Exupéry, tem uma frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E, Jairo, havia dedicado anos de dedicação por sua filha e seu coração era totalmente cativado por ela.

1)     Um pai desesperado

O sofrimento bateu as portas da casa de Jairo. Aliás, o sofrimento tem batido nas portas de muitas casas. Muitos tem sido impactado com o sofrimento em sua vida.  Jairo era um homem respeitado, era chefe da sinagoga, organizava os cultos, era muito zeloso naquilo que fazia, todo mundo lhe respeitava. Era marido dedicado e um pai que amava sua filha. Até que um desastre aconteceu em sua casa, sua filha está quase morta...  “...à beira da morte” (Lc 8.42).

Jesus está em seu ministério, pregando, ensinando, cercado constantemente pela multidão e, então, naquele dia, apareceu Jairo, desesperado diante de Jesus: “...ajoelhou-se diante de Jesus e disse: Minha filha acaba de morrer. Vem e impõe sua mão sobre ela, e ela viverá”. Jairo está desesperado, pois sua filha, sua única filha, sua linda menina, havia falecido. O evangelista Marcos narra o desespero do pai: “Minha filhinha está morrendo! Vem, por favor, impõe as mãos sobre ela, para que seja curada e viva” (Mc 5.23).  

Imediatamente, Jesus entendeu o sofrimento do pai, diz o texto: “Jesus então levantou-se e seguiu com ele, e seus discípulos os acompanharam” (Mt 9.19). Jesus é cheio de compaixão, entendeu a profundidade do sofrimento do pai e se levantou para ajudá-lo. Mas, quando chegou na casa de Jairo “...viu os flautistas fúnebres e a multidão agitada”. O ambiente era de morte, a menina já não respirava. Sim, os flautistas e as pranteadeiras lamentavam a morte da menina. Era um local de tristeza, de angustia, e de pranto, todos estavam agitados com a noticia.

A menina estava morta, não havia sinais de vida, ela não respirava mais, havia somente um corpo sem vida. Havia somente um corpo imóvel, havia um corpo de uma criança destituída de vida. Imagine, meus irmãos, a tristeza, a desolação da família, da mãe e do pai, dos parentes, dos conhecidos, todos estavam atordoados, era um cenário de morte.

O que Jesus faz diante de um cenário de morte? Ele grita para multidão: “Saiam! A menina não está morte, mas dorme” (Mt 9.24). As pessoas achavam que Jesus havia chegado tarde demais, não tinha mais jeito, demorou muito. Como Marta: “Se o Senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido” (Jo 11.21). Já fazia quatro dias que lazaro tinha morrido e não havia mais esperança, segundo Marta.

Mas, quando Jesus afirma: “...a menina não está morta, mas dorme”, estava afirmando que a morte não era definitiva, quando os pranteadores e os flautistas pensavam. Porque na presença de Jesus, a própria morte deve fugir. Na presença de Jesus, a lepra desaparece, na presença de Jesus, a cegueira vai embora. Na presença de Jesus, a água se transforma em vinho. Na presença de Jesus, os demônios batem em retirada. Na presença de Jesus, o vento cessa e o mar se acalma.

Quando Jesus confronta nosso maior inimigo, nosso inimigo fatal – a própria morte – é a morte quem perde. O apostolo Paulo grita de exultação: “Onde está ó morte a sua vitória, onde está ó morte o seu aguilhão”. Sim, a morte foi vencida por Cristo, o pecado foi vencido por Cristo e o aguilhão da morte rompido pela cruz de Cristo. Para Jesus, a morte, é como um sono.

Jesus diz a Jairo: “Não tenha medo, tão somente creia”. Ou, não temas, não se desespere, eu estou no controle de tudo, eu sou o comandante de tudo. Ignore o grito da multidão, ignore o barulho dos flautistas, ignore os lamentos dos pranteadores. Não é o fim. Fecha os olhos, e somente ouça: “Não tenha medo, somente creia”.

O que Jesus está dizendo para você nesta noite? Ignore aqueles que dizem que é tarde demais para começar de novo...

Ignore aqueles que dizem que você nunca será nada na vida, sua vida é um fracasso...

Ignore as profecias de maldição, mas creia que Ele é poderoso para soprar o vento do Espirito sobre a sua vida...

Não tenha medo, meu filho, tão somente creia, tão somente acredita em mim!

Jesus impele Jairo vê o invisível. Quando Jesus diz: “Tão somente crê”, ele está afirmando: “Não limite suas possibilidades ao que é visível”. Não ouça apenas o que é visível, não seja controlado pela lógica da multidão. Mas, que ainda existe vida aí, mas creia que essa menina irá ressuscitar.

Numa parede de um campo de concentração da segunda guerra, um prisioneiro havia escrito essas palavras: “Acredito no sol, embora ele não brilhe. Acredito no amor, mesmo quando ele não é demonstrado. Acredito em Deus, mesmo quando ele não fala”.

Conclusão

O texto de Mateus é muito sucinto, diz que Jesus “entrou e tomou a menina pela mão, e ela se levantou” (Mt 9.25). O evangelista Marcos dá sua versão com mais detalhes: “Tomou-a pela mão e lhe disse “Talita Cumi, que significa: Menina, eu lhe ordeno, levante-se! Imediatamente a menina, que tinha doze anos de idade, levantou-se e começou a andar. Isso os deixou atônitos” (Mc 5.41,42).

 

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