Quem sou eu?
Há aqueles que olham para fora de si, são pessoas
tradicionais, religiosas, que foram formadas dentro de uma determinada cultura
e cresceram dentro de uma religião.
Há aqueles que olham para dentro de si, confia na competição,
nas modas passageiras; é a busca esmagadora pelo êxito, pelo dinheiro, trocar
de carro, pelo corpo perfeito. É como um buraco negro insaciável...
Tanto a identidade tradicional, quanto a identidade
narcisista são, em sua essência, inseguras. Correm sempre o risco de
dissolução, por serem condicionados pelos que os outros pensam e dizem ao seu
respeito.
Há aqueles, que não olham nem para fora nem para dentro, mas
olha para cima. Ele diz: "o que importa não é o que a sociedade diz ao meu
respeito e nem o que penso de mim mesmo. Mas o que Deus diz e pensa”.
O apóstolo Paulo sintetiza essa identidade: "Pouco me
importa se sou julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; de fato nem eu
julgo a mim mesmo. Minha consciência está limpa, embora isso não me torne
inocente. É o Senhor que me julga" (1 co 4.3-4).
Ou seja, o apóstolo Paulo diz: não me interessa o que você ou
qualquer estrutura social organizada pensa aí meu respeito. Embora no passado,
fora um religioso, fariseu que perseguia os cristãos, mas isso é passado. Então,
ele rejeita a identidade tradicional, religiosa. Mas, não para aí: afirma que
tampouco se volta para dentro de si em busca de uma avaliação "nem eu
julgo a mim mesmo ". também, não caminha segundo seu viés, seu impulso, sua
subjetividade, suas necessidades...
Para Paulo o que importa é: "quem me julga é o
Senhor", porque a identidade cristã não é algo que se alcança, mas que se
recebe. O apostolo Paulo fala em Efésios: “pela graça sois salvos, por meio
da fé, e isso não vem de vós, mas é dom de Deus” (Ef 2.8).
Ou seja, quando somos aceitos por Deus, não é baseado no que
fizemos, em nossa moralidade, mas, no que Cristo fez por nós. O que ele fez?
Morreu na cruz pelos meus pecados, fui justificado, agora, nenhuma condenação
há para aqueles que estão em Cristo Jesus.
O apostolo Paulo afirma que os cristãos são “achados” em
Cristo, afirmando que Deus nos vê não com base em nosso histórico de vida,
nosso passado, mas “em Cristo”. Para Paulo é crucial: “Conhecer a Cristo e ser
achado nele, não tendo justiça própria que procede da lei, mas, sim, a que procede
da fé em Cristo – a justiça que vem de Deus baseada na fé” (Ef 3.8-9).
Portanto, minha identidade se baseia no fato de que sou a
imagem e semelhança de Deus. Somos criação de Deus; embora muitos afirmem que o
mundo veio do caos, acredita no homem sapiens, veio de um processo aleatório. Mas,
acreditamos que o mundo é Deus, criação de Deus. A vida tem sentido, tem um
começo e terá um fim. Sim, Deus ele é Alfa (o começo de tudo) e é o Omega, o fim
de todas as coisas.
Sou filho de Deus. Adotado na família de Deus. Pela fé em
Cristo Jesus, nos tornamos filhos amados de Deus. Como afirma o apostolo Pualo:
“Pois todos vocês são filhos de Deus por meio da fé em Cristo Jesus” (Gl 3.26).
Deus é agora, um perfeito pai para nós, dando-nos a segurança inabalável que só
um relacionamento Pai-filho pode conferir. Ele se regala em nós, alegrando-se em
nós com jubilo.
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