Qual é a igreja verdadeira? Atos 2.42-47
Hoje tem uma infinidade de igrejas espalhadas pelo Brasil. Surge uma pergunta? Qual é a igreja certa para congregar? Qual igreja devo fazer parte? Como marca de café, temos uma variedade de igrejas. Tem igrejas de campanhas de “prosperidade”; tem igrejas “modernas”, uma linguagem mais jovial, com paredes pretas (imitando as discotecas da década de 90) cujo líder parece mais com um “coach”, com roupas apertadas etc. E, tem as igrejas tradicionais que se baseiam mais nos “usos e costumes” do que nas escrituras... enfim, temos um imensidades de igrejas.
Um grupo de jovens tinha essa mesma indagação,
durante algum tempo não congregaram, não visitaram igreja alguma. Num dia
qualquer, eles se deparam com um senhor já experimentado, vivido, e começaram a
conversar sobre igreja. E o senhor pergunta que tipo de igreja eles procuravam.
Entre eles, havia o que mais falava, expressava-se. Prontamente ele respondeu: estamos
buscando uma igreja firmada na Palavra, que expusessem as escrituras; estamos buscando
uma igreja que tivessem comunhão real, onde os membros se preocupassem mutuamente
uns com os outros; estamos buscando uma igreja que adora, que se expressasse em
“espírito e em verdade” ao Deus criador. E, por fim, disse o jovem: estamos buscando
uma igreja preocupada em evangelizar o mundo. Sem saber, esses jovens estavam
definindo a igreja de Atos dos Apóstolos.
1)
Qualidades de uma igreja verdadeira
O apostolo Pedro pregou no
dia Pentecoste e três mil pessoas se renderam aos pés de Jesus. Eles se arrependeram
de seus pecados e foram batizados para perdão de seus pecados; e a promessa do
Pai era para todos, sim, a promessa do batismo com Espírito Santo não ficou
para os dias dos apóstolos, é uma promessa para os nossos dias. “A promessa
é para vocês, para os seus filhos e para todos os que estão longe ...”.
“Eles se dedicaram ao ensino dos apóstolos...”, “E todos continuavam firmes...” (NTLH), ou “Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos...” (ARC). Os apóstolos que foram preparados por Jesus ensinavam os novos convertidos. Baseando tanto no Antigo Testamento, quanto nos ensinos de Jesus. Eles se assentavam aos pés dos apóstolos, ansiosos por receberem instruções, e nisso perseveravam”. Mais que isso, a autoridade didática dos apóstolos era autenticada por milagres: “muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (At 2.43). Logo, vemos duas coisas: ensino e milagres. Uma igreja verdadeira se dedica no estudo da Palavra de Deus. A Bíblia é a única fonte de verdade!
“...e na comunhão”. Comunhão é koinonia (comum). Temos dois tipos de igrejas. Uma delas é descrita como um saco de bolinhas de gude. As pessoas se reúnem para comunhão, fazem bastante barulho, brilham e jogam luz lindamente e roçam uma nas outras. Elas se conectam, mas não se misturam. Isso não é koinonia. Outro tipo de igreja é descrita como um saco de uvas. Agite um pouco o saco e ele começa a pingar. Ao olhar para dentro, a visão não é bonita, mas elas estão se misturando. Cada vida sangra nas outras. Essa é uma comunhão autêntica e fortalecida pelo Espírito.
Temos a comunhão com “...Pai
e com seu Filho Jesus Cristo” (1 Jo 1.3) e a “comunhão do Espírito Santo”
(2 Co 13.13); uma comunhão vertical. Também, a comunhão uns com os outros.
Koinonia é a palavra que Paulo usou para a oferta que recolheu entre as igrejas
da macedônia (2 Co 9.13). Eles compartilhavam suas propriedades uns com os
outros, é o caso de Barnabé que vendeu um terreno e colocou o valor aos pés dos
apóstolos, um ajudava o outro (At 2.44-45 e At 4.34-35). Uma igreja verdadeira
tem comunhão!
“no partir do pão, e nas orações”. A ceia do Senhor tornou-se um hábito no seio da igreja, uma representação da morte do Nosso Senhor Jesus Cristo. Nas reuniões havia a festa do “amor” que era um momento de compartilhar refeições, saciar a fome, fraternidade. No final dessa festa, pão e vinho eram tomados de acordo com a ordem do Senhor e, depois de darem graças a Deus, eram comidos e bebidos em memória de Cristo. Diz-nos o texto: “...comiam com alegria e simplicidade no coração” (At 2.46). NA ceia do Senhor, temos a comunhão vertical, como o Nosso Senhor e a comunhão horizontal, com nossos irmãos. Uma igreja verdadeira se senta à mesa para participar do pão e do vinho!
“E nas orações”. A igreja primitiva não apenas possuía um interesse genuíno pela palavra de Deus, na comunhão e no partir do pão, mas também era uma igreja que orava. Era uma igreja totalmente dependente de Deus, era uma igreja que vivia em oração. Em quase todos os capítulos de Atos, a igreja ora, busca intensivamente a presença de Deus. Em atos 1, todos perseveravam em oração, esperando o batismo com Espírito Santo. Em atos 2, a igreja ainda ora, até que o Espírito Santo foi derramado sobre todos os discípulos de Jesus.
Em atos 3, os líderes da
igreja vão as três horas da tarde no templo para orar, lá Deus fez com que um paralitico
fosse curado pelo poder de Deus; em atos 4, depois da perseguição religiosa, a
igreja ora com intensidade e o lugar é sacudido pela presença do Senhor. Em Atos
5, através da oração, Deus deu discernimento a Pedro sobre a falsidade de
Ananias e Safira. Em atos 6, os apóstolos entenderam que a maior prioridade é a
oração e a pregação da Palavra de Deus. Em atos 9, o primeiro sinal de que Saulo
havia se convertido é que ele estava orando; em Atos 12, o apostolo Pedro
estava preso, mas a igreja orava em seu favor, e é libertado miraculosamente pelo
poder de Deus.
Em atos 13, a igreja de Antioquia
ora, e Deus abre as portas das missões mundiais. Em atos 16, Paulo e Silas oram
na prisão, e Deus abre as portas da prisão. Em atos 20, Paulo ora com os presbíteros
da igreja em Éfeso na praia. Hoje, a igreja fala de oração, mas não ora. Sem
oração não tem poder, não tem discernimento, não tem força para vencer o
pecado, sem oração não tem dependência de Deus, sem oração não tem batismo com
Espirito Santo. Sem oração a pregação é sem vida, sem oração o louvor não sobe,
sem oração não tem fogo em nossos cultos.
Se não tivesse oração, Davi
não teria derrubado o gigante Golias; sem a oração de Moisés, o povo de Deus
não teria vencido o exército amalequita; sem oração a muralha de Jericó não
teria caído; sem oração o povo não teria atravessado o mar vermelho. Sem oração,
não tem cura, não tem sinais, não tem maravilhas... Portanto, uma igreja
verdadeira ora, busca a face do Senhor!
“...louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo”. Uma igreja cheia do Espírito canta com fervor e louva a Deus com entusiasmo. O culto era um deleite. Eles amavam a casa de Deus. Uma igreja verdadeira tem alegria de estar na casa de Deus, para adorá-lo na beleza de sua santidade. A comunhão de estar na igreja é uma das marcas ao longo dos séculos. O escritor aos hebreus exortava: “Não deixemos de reunir-nos ...encorajemos uns aos outros” (Hb 10. 25). Quando se ajuntavam tinham “.... alegria e singeleza de coração”, havia exultação, alegria no coração dos discípulos, enquanto adoravam e exaltavam o Senhor Jesus.
Conclusão
Enquanto, aprendiam a palavra de Deus, tinham koinonia, participavam no partir do pão e nas orações e louvavam “...Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos” (NVI), “...todos os dias acrescentava o Senhor, à igreja, aqueles que se haviam de salvar” (ARC). O que aprendemos: primeiro, foi o Senhor quem fez. “Acrescentava-lhes o Senhor”, fez pelo testemunho dos apóstolos e pela pregação. Segundo o Senhor acrescentava todos os dias. Eles buscavam pessoas de fora continuamente, e logo, os convertidos eram acrescentados.

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