domingo, 5 de abril de 2026

 Da inconsciência à consciência. Lucas 15 

Todas as parábolas de Lucas 15 falam do mesmo tema: o amor de Deus. A ênfase em todas elas é: alegria de Deus de ver aquele que se perdeu voltando para os seus braços; se aninhando em sua sombra, debaixo de suas asas. O pastor achou a ovelha perdida e a levou de volta ao aprisco; a mulher achou a dracma perdida e celebrou; e, o filho perdido foi achado. Enfim, Deus sente alegria quando o pecador se volta para Ele.

Nessa parábola o filho sai da casa do Pai, pede sua herança e, em seguida vai para uma terra distante, longínqua (longe de todos os familiares). Dissipa todos os seus bens, com os prazeres e mulheres. Então, acaba o dinheiro, uma fome abateu sobre aquela região e ele acha meio de sobreviver cuidando de porcos. Logo, cai em si, se lembra da casa do Pai, da fartura, da bonança, de tudo. E voltou para os braços do Pai em arrependimento. O pai lhe esperava, aguardava e faz uma linda festa.

1)     Enquanto estava na casa do Pai, ele era feliz inconscientemente.

Ele tinha um pai presente, tinha uma família, tinha um irmão, tinha uma casa, tinha servos para servi-lo, ele tinha tudo. Mas, nada lhe preenchia, nada do que havia na casa do Pai lhe satisfazia. Para ele, a vida estava pulsando do lado de fora da casa do Pai; ele está de olho nos prazeres do mundo. Tem tudo na casa do Pai, mas por dentro é insatisfeito, é religioso.

Por que alguém se afasta da igreja? Pelo desejo de experimentar as coisas do mundo, pensando que o que tem lá fora vai satisfazer a alma, a vida. Quando ele diz: “eu quero a minha herança”, para ele, emocionalmente o pai já está morto.  O que lhe interessa era o seu bem querer, sua vida, seu prazer, seu niilismo. Mas, na casa do Pai era feliz e não sabia disso!

2)     infeliz inconscientemente

Ele vai para um país distante, uma terra longínqua. Distante do Pai, distante dos valores da família, distante do que aprendeu em casa, distante das cobranças. A liberdade se transformou em libertinagem (sexo, prostituição, imoralidade), o que importa agora são os prazeres da vida, as amizades, as facilidades, as taças dos prazeres, os banquetes com os amigos, o banquete do mundo, os amigos do boteco, as bebedeiras, os carnavais, etc.

Ele está totalmente mergulhado nas ondas caudalosas do pecado, do prazer, do sexo. O rei Salomão, tentou satisfazer com todas as realizações da vida: construções, vinhos, mulheres, realizações, fama etc. Mas, tudo lhe foi em vão, como correr atras do vento.

A cantora Anita revelou que acreditava que seria feliz quando tivesse sucesso, dinheiro, casas e avião, mas que, à medida que conquistava essas coisas, sentia que precisava de mais, gerando um ciclo sem fim. No fim, ela diz, que nada disso preencheu sua alma, que ainda continua vazia.

Mas um dia o dinheiro acabou, todos os amigos foram embora, vem uma fome terrível, uma crise econômica. Nisso, ele começou a padecer necessidade e achou um emprego para cuidar de um chiqueiro de porcos.

Veja a vida de um viciado em cocaína, veja a vida de um viciado no clack (em busca de um prazer fugaz),  veja a vida de um viciado no sexo, veja a vida de um viciado na bebida, é uma vida sem sentido...um vazio que nunca é preenchido.

O pecado promete mundos e fundos, mas depois engana, depois lhe abandona nos cantos da cidade, nos chiqueiros desse mundo velho. O pecado lhe promete liberdade, mas lhe escraviza.

3)     Infeliz conscientemente.

O dinheiro acabou, veio a fome, começa a padecer necessidade. Aquilo que lhe era abominável, humilhante ele tem que fazer: cuidar de porcos. Ele fica muito mal, caído, sem esperança, sem consolo, com vontade de comer da comida dos porcos.

E agora? O que fazer? Será que não é melhor eu acabar com a minha vida? Até que se lembra da casa do Pai. E, sua lembrança, é que mesmo os trabalhadores da casa do Pai comem bem. Vou me levantar, vou voltar para casa do meu Pai e lhe direi: “Pequei contra o céu e a terra, já não sou digno de ser chamado seu filho, trata-me como um escravo”.

Conclusão: feliz conscientemente na casa do Pai

Quando ele volta, o pai está lhe esperando, está lhe aguardando. Sim, o pai, lhe esperava ansiosamente. O pai veio ao encontro do filho e lhe abraça, enquanto o filho tenta se justificar: “Pai, sei que errei, peque contra o céu e a terra... trata-me como um escravo”. Mas, imediatamente, o pai lhe dá uma roupa nova, um anel no dedo e um chinelo os pés. E, por fim, manda matar um novilho cevado para comemorar com toda a comunidade sua volta: “Esse meu filho estava perdido, mas foi achado”.

 

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