Pentecostes. Atos 2
Introdução
Os discípulos de Jesus estavam preocupados sobre o destino e
a restauração do reino de Israel, sim, o reino temporal de Israel. Mas, Jesus, disse
que esse assunto não cabia a eles, mas ao Pai. Mas, quanto a vocês, disse-lhes
Jesus: “...receberão poder quando o Espirito Santo descer sobre voces, e
serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judéia e Samaria, a até os confins
da terra” (Atos 1.8). O poder do Espirito Santo desceria sobre eles, como
esse poder descia sobre profetas, reis e sacerdotes, agora, desceria sobre
todos, todos seriam cheios do Espírito Santo, todos receberiam poder (dynamis)
e todos seriam suas testemunhas. Começando por Jerusalém, indo pela Judéia, passando
por Samaria e chegando aos confins do mundo.
Logo, todos se reuniram em oração perseverante para aguardar
a promessa do Pai: “Todos eles se reuniam em oração...” O firme propósito
daqueles 120 crentes reunidos no cenáculo para clamar pela promessa do Pai. A oração
era unânime, havia um proposito, um objetivo na oração. Portanto deve haver
união entre os que oram, deve haver objetivo, proposito.
Em oração
com fé. Não ficaram ocupados com discussões estéreis sobre se Jesus realmente
batizava, ou não, nem se esta benção era realmente para aquele tempo ou se para
um outro. Enquanto oravam, a fé era fortalecida. E é pela fé que recebe o
batismo com Espírito Santo.
“Ao cumprir-se o dia de Pentecoste...”. A palavra pentecoste significa quinquagésimo dia. Jesus passou quarenta dias com seus discípulos e depois de dez dias seria a festa de pentecoste. Ou seja, o pentecoste era uma festa que acontecia cinquenta dias após o sábado da semana da Páscoa (Lv 23.15,16). Era uma comemoração do recebimento da Torá, quando Deus desce na montanha para falar com seu povo.
No monte Sinai Deus se manifestou poderosamente, cinquenta dias, após a saída do Egito, Deus se manifestou com “...trovões e raios...um som muito forte de trombeta ressoou...o Senhor tinha descido sobre eles como fogo...e todo monte tremia violentamente” (Ex 19.18). Portanto, nesse evento Deus se manifestou com trovões e raios, um vento muito forte e em forma de fogo. E todo monte tremia, não podia chegar perto, não podia tocar no monte...ninguém, até mesmo os sacerdotes. “Mas os sacerdotes e o povo não devem ultrapassar o limite para subir ao Senhor; do contrário, ele se voltará contra eles” (v.24).
“Estando todos reunidos no mesmo lugar”. O horário era antes das nove da manhã (a hora do culto matutino). Estavam em oração, unânimes, de repente: “veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados”. A palavra grega é “echos” usada para descrever o estrondo do mar. Um som que chamou a atenção das pessoas que estavam na festa do pentecoste. O mesmo som que ressoou no Sinai, agora ressoou no meio dos discípulos. Mas, não era o som do medo, do temor, sem poder tocar no monte Sinai. Era o vento do Ruach, a presença do Espírito Santo, que veio para ficar no meio do seu povo.
O Espírito Santo vem como vento, “O vento sopra onde quer,
e ouves o seu som; mas não sabes de onde vem nem para onde vai...” (Jo
3.8). O Espírito Santo sopra no templo, sopra nos hospitais, sopra nas cadeias,
sobre nos campos, sopra nas cozinhas, sopra na cidade, sopra na roça, sopra nos
pequenos grupos, sobra nos lugares ermos e sopra nos antros do pecado. Quando o
Espírito Santo sopra ninguém pode detê-lo...
Certa vez alguém perguntou a
Moddy: “Como podermos experimentar um reavivamento na igreja?” Ele respondeu:
“Acende uma fogueira no púlpito; quando os gravetos secos pegam fogo, até a
lenha verde começa arder”.
“E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espirito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espirito Santo lhes concedia que falassem”. Em Exôdo, no Pentecoste, veio o som e em seguida, veio o fogo, o Senhor desceu como fogo. O fogo é um símbolo do Espírito Santo. Deus se manifestou a Moisés na sarça ardente em que não se consumia (Ex 3.2); quando Salomão consagrou o templo ao Senhor, desceu fogo do céu (2 Cr 7.1). No monte Carmelo, Elias orou, e o fogo desceu (1 Rs 18.38,39). João Batista batizou com água, mas “...vocês serão batizados com Espirito Santo dentro de poucos dias” (Atos 1.5).
Portanto, no dia do Pentecoste, temos o vento como o som impetuoso, e, línguas repartidas de fogo, pousando sobre cada um deles. Lá no Exôdo Deus está no topo da montanha, aqui, em Atos, Deus está no meio deles, dentro deles, todos estão cheios dEle! Por causa do sacrifício de Jesus, não tem mais condenação, não tem mais medo. O evangelista João afirma: “O amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 Joao 4.18).
“Todos foram cheios do Espirito Santo e começaram a falar em outras línguas”. E o interessante que o texto nos diz que em Jerusalém “estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu”. E, diante desse fato, da descida do Espirito Santo e os discípulos falando em outras línguas “ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um ouvia falar na sua própria língua” (Atos 2.6). Logo, quando somos cheios do Espírito Santo nos tornamos missionários, testemunhas de Jesus!
Certa feita, David Hume,
ateu, foi visto correndo pelas ruas de Londres. Alguém o abordou: “Para onde
você vai, com tanta pressa? O filósofo respondeu: “Vou ver George Whitefield
pregar”. O questionador lhe perguntou: “Mas você não acredita no que ele prega,
acredita?”. Hume respondeu: “Eu não acredito, mas ele acredita”.
Em Êxodo 19, diz que estava acontecendo “trovões e raios” (Ex
19.18), Deus falava no meio dos trovões. Mas, a palavra trovões no original é a
mesma palavra para vozes. Portanto, havia barulhos de trovão ou de vozes. Porque
a tradição judaica diz que nesse dia, Deus falou os dez mandamentos, que podia
se ouvir ou compreender em setenta idiomas. Deus falou e todos compreenderam. E
o que acontece no Pentecoste? Cada um começa a falar um idioma diferente e eles
começam ouvir as maravilhas de Deus em sua própria língua!
Jesus tocou na língua dos discípulos para falar com as
pessoas sobre a sua grandeza! O que Deus quer fazer em nós? Nos conceder uma capacidade
sobrenatural para falar com as pessoas. O poder do Espírito é para nos
capacitar para sermos testemunhas; para levar o evangelho em todos os rincões
deste mundo. “E todos pasmavam e se
maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus, todos esses
homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua
em que somos nascidos?
Lucas, primeiro, menciona os Partos, Medos e Elamitas e os naturais da Mesopotâmia (v.9), ou seja, os povos a oeste do Mar Cáspio; SEGUNDO, nos versículos 9b e 10 a, Lucas se refere a cinco áreas que chamamos de Asia Menor ou Turquia: Capadócia (leste), Ponto (norte) e Asia (oeste), Frigia e Panfilia (sul); TERCEIRO, norte da Africa (10 b): do Egito e as regiões da Líbia nas imediações de Cirene; QUARTO (VS. 10-11) é composto por Romanos que aqui residem, e o QUINTO, que mais se parece um acréscimo, são cretenses e arábicos (v. 11 b).
Conclusão
“Todos foram cheios do Espirito Santo”. Este é o desejo de Deus por nós, que sejamos cheios do teu Espirito, da Tua Presença, da Unção de Deus, do discernimento de Deus, da sabedoria de Deus. Levando o envangelho como testemunha, em todos os cantos de nossa cidade, em todos os setores, em todas as camadas. Indo até as pessoas, convidando pessoas para irem ao culto. Ser testemunha de Jesus não é nada programado, mas um estilo de vida, aonde você vai, ali você é uma testemunha de Jesus, cheio do seu Espírito.

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