terça-feira, 2 de abril de 2013


Eu te envio para lhes abrires os olhos – 2 Coríntios 4:1-7.

Introdução.
·        Em 1 Pedro 1:23, Pedro aduz: “Fostes regenerados... mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente” , seguida pela explicação dada no versículo 25: “Esta é a palavra que vos foi evangelizada”.

·        As pessoas nascem de novo depois de ouvir essas notícias, e jamais nascem de novo sem ouvi-las (Rm 10:17). Então , quando perguntamos: o que devemos fazer para ajudar as pessoas a nascer de novo? A resposta bíblica é clara: fale às pessoas as boas-novas, com um coração amoroso e uma vida dedicada a servir.

1)    Deus faz a Luz brilhar em Nosso Coração

·        2 Corintios 4.4 destaca a condição das pessoas que não tem a Cristo – “Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (Ef 2:2). As pessoas que não crêem em Cristo são cegas.

·        Portanto, é necessária uma obra de Deus na vida delas para abrir-lhes os olhos e dar-lhes vida, para que vejam e recebam Cristo como Salvador, Senhor e o Tesouro de sua vida. Essa obra de Deus é chamada o novo nascimento. Consideremos o versículo 6: “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu a luz em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo”.  (João 1:12).

2)    Deus Envia Você para abrir-lhes os Olhos.

·        2 Corintios 4:5 diz: “Não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus”. Essa proclamação  é chamada nosso evangelho no versículo 3: “mas, se o nosso evangelho  ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto”.

·        Assim, a nossa resposta à pergunta “o que devemos fazer para ajudar as pessoas a nascer de novo?” é: conte-lhes as boas novas de Cristo  com um coração amoroso e uma vida dedicada a servir.

·        Exemplificando: em Atos 26 descreve Paulo falando ao rei Agripa sobre a sua conversão e o seu chamado para o ministério. Paulo relatou o encontro espetacular com Cristo na estrada de Damasco. Depois, falou sobre a comissão que Cristo lhe deu (Atos 26:15-18).

·        Temos que orar: “Senhor, enche tua igreja com um desejo de abrir os olhos dos cegos. Enche-nos do desejo ardente de fazer o que Deus promete fazer por tornar-nos instrumentos para realizares o novo nascimento”.

3)    Alguns encorajamentos.

(3.1) Saiba disto: Deus Usa Vasos de barro.

·        Entendamos o contexto: No versículo 6, Paulo afirmou que o Deus que criou a luz no universo faz o mesmo tipo de coisa no coração de pecadores cegos como nós. Ele dá a “iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo”. No versículo 4, essa luz  foi chamada de “a luz do evangelho da glória de Cristo”.  Agora, no versículo 7 Paulo diz: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”.

·        Temos “este tesouro”. Que tesouro? O “conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” ou “a luz do evangelho da glória de Cristo”. Vasos de barro é uma referencia a nós, somos barro. Não somos ouro, o evangelho é ouro. Não somos prata, as boas novas de Cristo são prata. Não somos bronze, o poder de Cristo é bronze. (1 Co 3:5-7).

·        Uma história: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelencia do poder seja de Deus e não de nós” (2 Co 4:7).
Lembro-me de certa vez em que visitei uma senhora que me recebeu na luxuosa sala de estar de sua casa. Acho que ela devia ser decoradora de interiores, porque cada móvel, cada quadro, cada cortina, cada almofada até cada fibra do tapete estavam impecavelmente arranjados. Contudo, ao reparar nos objetos que decoravam o ambiente, notei um lindo buquê de flores na mesinha. Nâo foram as flores que chamaram a minha atenção, e sim o “vaso” no qual elas se encontravam um vidro de maionese! Eu nem acreditava no que via. O que um vidro daqueles estava fazendo ali?
Nesse momento, a anfitriã, entrou na sala, acompanhada de sua filha de cinco anos. “Howard, gostaria de apresentar-lhe minha filha Christine. Ela estava ansiosa para conhecê-lo, porque sabe que voce mora no Texas. Ela acha que no Texas só há cactos e areia (isso não é verdade!); por isso, colheu estas flores para que voce visse flores de verdade. O pior é que ela as colocou no primeiro vidro que encontrou. Mas não importa. As flores é que contam”.
As flores eram de fato lindas. Mais tarde pensei que foi isso que Paulo quis dizer quando falou sobre nosso tesouro estar num vaso de barro. É o tesouro que conta, e não o vaso. Não passamos de um vidro de maionese nos quais a beleza de Cristo precisa de ser exibida”.

3.2)Convide as pessoas à Igreja.

·        Em qualquer lugar, faça a pergunta "De que forma voce se converteu" e encontrará os seguintes resultados: 10% por causa de uma pregação; 2% por causa de um folheto; 3% porque leram a Bíblia sozinhos; 2% porque foram a igreja; 3% através do rádio ou da televisão, e 80% por causa de relacionamentos com amigos e familiares. A maior parte dos resultados é fruto do relacionamento e isto é a essência do discipulado.

3.3) Encha a Cidade com a Doutrina do Evangelho.

·        Atos 5:28: “Encheste Jerusalém de vossa doutrina”. Se todos os cristãos estivessem falando de Cristo, distribuindo literatura sobre Ele, mandando mensagens, convidando pessoas à ir à igreja e sendo generosas por amor a Ele, alguém poderia dizer: “Esses cristãos encheram a cidade com a doutrina deles”.

3.4) Use seus Dons.
·        Todo o cristão deve ser um servo (Gl 5.13), mas alguns têm o dom de servir (Rm 12:7). Todo cristão deve ter um coração misericordioso (lc 6:36), mas alguns tem o dom de misericórdia (Rm 12:8). Todo o cristão deve falar aos outros sobre Cristo (1 Pedro 2:9), mas alguns tem o dom de profecia, de exortação e de ensino (Rm 12:7).

Conclusão: ORE POR OUSADIA (2 Ts 3.1; Cl 4:3; Efesios 6.18-19). Amém.





terça-feira, 26 de março de 2013


Vivendo em comunidade: Dt 5:6-21


Frase: “ser salvo é fácil – terrivelmente difícil – é tornar-se uma comunidade”.  Dt 5:6-21.

·        No livro de Exodo temos o cantico de Moisés (Ex 15:1-3), a salvação através da passagem do mar vermelho.  Tres dias depois, o povo se  queixava porque a água tinha gosto desagradável. Deus lhe deu água fresca (Ex 15:23-25). Um mês e meio depois, voltaram a se queixar  porque não gostavam da comida. Deus lhes deu “pão do céu”, o maravilhoso maná, com instruções como recebê-lo. Mas o povo não obedeceu (Ex. 16).

·        Nos primeiros meses de sua salvação, encontramos cartoze referencias da incapacidade do povo de agir como comunidade (“murmurar”, nove vezes (Ex 15:24; 16:2,7; contender, três vezes (Ex 17:2) e dois exemplos de desobediência (16:20,28).

·        Foram necessários mais de 38 anos para voltarem, desta vez, preparados para entrar na terra -, um período  de treinamento rigoroso para se tornarem uma comunidade capaz de viver livremente obediente e fiel em amor (Dt 2:14). “Murmurastes nas vossas tendas” (Dt 1:27).

Introdução: DEZ PALAVRAS PARA VIVER EM COMUNIDADE.


·        Costumamos chamá-las, convencionalmente, de Dez Mandam  entos, mas o texto hebraico fala de Dez Palavras (Dt 4:13; 10:4). As Dez Palavras definem as condições necessárias para uma comunidade do povo de Deus livre, amorosa e justa desenvolver-se e prosperar. A comunidade é constituída de várias pessoas com diversos estados de espírito, idéias, necessidades, experiências, dons e dores, desejos e decepções, bênçãos e perdas, inteligência e estupidez, vivendo numa relação mutua de proximidade e respeito e adorando a Deus com fé. As Dez Palavras são dispostas em quintetos, em dois grupos de cinco. O primeiro quinteto determina as condições referentes a Deus; o segundo, as referentes aos seres humanos.

1)    Primeira palavra (Dt 5:6-7): 


·       Antes de ele nos dizer o que fazer, nos mostra o que fez; ele nos salvou de uma vida de escravidão.

2)    Segunda Palavra (Dt 5:8-10). Não farás imagem de escultura...

·       Não façam formas de Mim nem tentem desenhar perfis de Mim. Pois Eu sou aquele que não tem forma. Aquele que está fora do tempo que vocês conhecem. Eu sou a essência daquilo que não há, mas perpassa a realidade de vocês a todo momento (Sl 115). 

3)    Terceira Palavra (Dt 5:11). 

·       Uma palavra – qualquer palavra, mas começando pelo nome “Deus” – usada “em vão” logo é reduzida a termos que sugerem consumo descartável. A advertência abrange todas as formas de uso descuidadas, impensadas e vulgarizadas do nome de Deus.

4)    Quarta Palavra (Dt 5:12-15). Guardar o dia de sábado.


·       Todo individuo recebe um dia para recobrar a dignidade simples de ser ele mesmo ou ela mesma dentro da comunidade, não importa sua função ou posição. Isso inclui até cães e gatos.

5)    Quinta Palavra (Dt 5:16). Honra teu pai e a tua mãe. 



·       A vida com outros é vivida de acordo com as condições que nos são dadas, e não nas que escolhemos. E nada nos é dado de maneira mais incondicional do que nossos pais. Ninguém pode escolher os próprios pais. E não é fácil crescer nos relacionado com eles (Ex 21:17).

6)    Sexta Palavra (Dt 5:17).  Não matarás!


·       A vida é sagrada e inviolável. 

7)    Sétima Palavra (Dt 5:18). 

·       O Casamento é sagrado e inviolável.


8)    Oitava Palavra (Dt 5:19). Não furtarás. 
·       As coisas são sagradas e invioláveis.

9)    Nova Palavra (Dt 5:20). Não dirás falso testemunho contra o próximo.


·       As palavras que usamos sobre o nosso próximo ou para ele são tão sagradas quanto aquelas que usamos sobre Deus ou para ele. Conversas frívolas e vazias que rebaixam ou vulgarizam pessoas são sacrílegos e mentirosas. A linguagem é o que dá sangue a comunidade; se o sistema circulatório adoecer, a comunidade adoece e sucumbe a males como a mentira e a fofoca.

10)                      Décima Palavra (Dt 5:21). Não desejar a mulher do próximo.

·       Quando temos o hábito de cobiçar pessoas ou coisas (normalmente ambas), logo tramamos formas de impor nossa vontade sobre elas e conquistá-las a qualquer custo. Nada é sagrado.

terça-feira, 19 de março de 2013


De cara a cara com o inimigo  1 Pedro 5:8-11.


Introdução

Satanás significa “adversário”, como nome próprio significa o inimigo de Deus e de seu povo (Mt 4.10; 12.26). No hebraico, significa “odiar, opor-se”.

Diabo. O termo grego “diabállo” é formado por dois termos: “dia” (através de) e “bollo” (jogar). Significa “jogar por cima ou através de, dividir, semear contendas, acusar, fazer acusações, caluniar.  Em Apocalipse 12.10 afirma que o inimigo da nossa alma é o acusador de nossos irmãos, ele nos acusa de dia e de noite. Nos acusa diante de Deus, como também para nós mesmos.

Sua queda: Os anjos foram criados em estado de perfeição, mas perderam seu estado de santidade após a queda, tornando-se anjos maus (Mt 25:41; Ap 9:11). Não há dúvida de que Satanás tenha sido o chefe da apostasia (Is 14:12-15 e Ez 28:12-15).

1)    Sua identidade, estilo e propósito.
ü sede sóbrio, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar, ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5:8,9).

ü Anda em derredor. Ele vem furtivamente e opera em segredo. Seus planos são sombrios. Ele nunca chama a atenção para a sua aproximação ou para o seu ataque.

ü Ele está bramando como um leão. Ele é uma fera, uivando e rugindo com fome, buscando a quem possa tragar! Para personalizar isso, substitua quem possa pelo seu nome. “Seu adversário anda em derredor, bramando como leão, buscando tragar ______________(seu nome)”.

ü “o objetivo do diabo é a destruição da humanidade. Satanás quer todos nós”. Ele anda ao derredor, espreitando todos os nossos passos, esperando por um momento estratégico para pegar-nos desprevenidos. Seu objetivo? Devorar-nos, consumir-nos, comer-nos vivos.

ü “Não importa quão pequenos sejam os pecados, contanto que seu efeito cumulativo seja afastar o homem da luz e levá-los para o Nada. Na verdade, o caminho mais seguro para o Inferno é o caminho gradual: ladeira suave, solo macio, sem curvas súbitas, sem marcos, sem sinalização.

2)    NOSSA REAÇÃO: sede sóbrio, vigiai (1 Pedro 5:8).

ü Vigie. Satanás é um inimigo perigoso. Ele é uma serpente que pode picar-nos quando menos esperamos. Ele é um destruidor...um acusador. Ele é um inimigo atemorizante. Devemos ter sobriedade diante da sua sagacidade.

ü Respeite-o. A fim de derrotar o diabo, precisamos, primeiro estar alertas à sua presença. Assim, respeite-o. Não o tema, nem o reverencie, mas respeite-o, assim como um eletricista respeita o poder letal da eletricidade.  O cuidado para não sobreestimar (dar valor demasiadamente) ou subestimar (menosprezar o seu poder).

ü Resista-o. Não corra com medo do inimigo. Não o convide, nem brinque com ele. Mas também não tenha medo dele. Resista-o. Pelo poder do Senhor Jesus Cristo, resista-o com firmeza.

ü A palavra grega traduzida como resisti significa “agüentar, ficar, firme contra o ataque de outra pessoa, e “não lutar contra ela”. O cristão fará bem se lembrar que não pode lutar com o diabo. Ele é originalmente o anjo mais poderoso e sábio que Deus criou, e Ele ainda conserva grande parte desse poder e sabedoria, basta dar uma olhada nas paginas da historia humana.

ü Um exemplo disso pode ser visto nas tentações que Cristo sofreu no deserto, quando Ele resistiu a Satanás com a Palavra de Deus (Mt 4:1-11, Efesios 6:10-11- Tg 4:7).

CONCLUSÃO: 1 Pedro 5:10 “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá”


terça-feira, 12 de março de 2013


Pastoreando o rebanho de Deus. 1 Pedro 5:1-4.

Introdução: “Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra dos holofotes”
“Pastores buscam o bem das ovelhas, os lobos buscam os bens das ovelhas”.

1)    Não deve haver orgulho da posição:  presbíteros com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que há de ser revelada.

ü se exaltaremos a nós mesmos, nos tornaremos desprezíveis, e não exaltaremos nosso trabalho e nem o Senhor. Somos servos de Cristo, não senhores de sua herança. Os ministros são para as igrejas, e não as igrejas para os ministros. ..Cuide de não ser exaltado mais do que se deve, para que não se transforme em nada”.  O caso de Paulo ele se descreve como “o menor dos apóstolos” (1 Co 15:9), “o mínimo de todos os santos” (Ef 3:8) e o “principal dos pecadores” ( 1 Tm 1:15-16).

ü Cinco marcas de humildade de Paulo são identificadas em 1 Corintios 4. Em primeiro lugar, ele estava contente como servo: “que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus”. A palavra que ele usou para “despenseiros” é huperetes, que, literalmente, refere-se a um remador inferior, aquele que remava na fileira inferior de uma embarcação  de guerra.
Uma segunda marca da humildade de Paulo foi a sua disposição de ser julgado por Deus. Em 1 Corintios 4.4 ele escreveu: ” Quem me julga é o Senhor”. Paulo não buscava a aprovação dos homens e também não se importava  com os que os homens pensavam dele. 
Em terceiro lugar, Paulo se contentava em ser igual aos outros servos de Deus. Em 1 corintios 4:6, ele os adverte para que não o comparem a Apolo. Ele não queria que seus leitores o elevassem.

ü Descrição de um homem humilde: quando olha para um outro pecador, considera que já foi pior que ele; um coração humilde considera-se ainda pior; Foi Deus que o fez, e nada fez por si mesmo; considera que o mais vil dos pecadores pode ser, no devido tempo de Deus, melhor que ele.

ü Em quarto lugar, Paulo estava disposto sofrer (1 Co 4:12-13). Ele sofreu pela causa de Cristo como poucos sofreram na história, cumprindo assim a predição do Senhor no momento em que se converteu (Atos 9:16).
 Por fim, Paulo estava contente por sacrificar sua reputação (1 Corintios 4. 9,13).

2)    É necessário que haja um coração de pastor. “apascentai o rebanho de Deus que está entre vós” (1 Pe 5:2).

ü O rebanho não é propriedade do sub-pastor, nem por ele é controlado: ele é o povo de Deus! O rebanho deve responder, em ultima instancia, a Ele, e deve viver perante o Senhor. O rebanho deve obedecer a Ele. É a Sua Palavra que guia a todos nós, pastores, rebanho, igualmente.

ü Por definição o verdadeiro  presbítero é o pastor do rebanho em que Deus o colocou, e que carrega no coração, procura-o quando este se dispersa, defende-o dos perigos , conforta-o em sua dor e alimenta-o com a verdade”. Não somos falsificadores da Palavra de Deus (2 Co 2.17), falsificadores são mascates espirituais e trapaceiros que barganham a Palavra de Deus com falsidade para enriquecimento próprio.
3)    Três atitudes essenciais para pastores não religiosos.

ü “Não por força, mas voluntariamente”. A atitude numero um é uma atitude de disposição. Não por força, mas voluntariamente. Força pode significar ser compelido.  Paulo afirma, em suas ultimas palavras, que os mensageiros de Deus devem estar preparados a tempo e fora de tempo (2 Tm 4:2). Os pastores fieis devem estar dispostos a tempo e fora do tempo, quando estivermos com vontade ou não.

ü Nem por torpe ganância, mas de animo pronto”.  A versão King James chama torpe ganância (dinheiro) de lucro imundo (Atos 20:33; Mt 6:24). São os falsos profetas que se empenham na busca frenética do lucro monetário ( Is 56.11; Jr 6:13). Pedro enfatiza o ânimo: sua compaixão pelos não salvos se torna a compaixão deles.

ü Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.  Versão de Eugene Petersen: não como mandões, dizendo aos outros o que fazer, mas apontando o caminho com toda gentileza.  Moises, próximo do fim de sua vida, foi descrito como sendo mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra (Nm 12.3). Esse era um homem que “pastoreava” milhões de pessoas, porém, que também se recusava a ceder à sua fama. Ele não dava a mínima importância ao reconhecimento público e não manipulava as pessoas. Pelo contrário, contrito de coração perante Deus, chegou a dizer: “então tira o meu nome do teu livro” (Ex 32.32).

CONCLUSÃO: E, quando aparecer o Sumo Pasto, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

terça-feira, 5 de março de 2013


Passando por ardentes provações – 1 Pedro  4:12-19.

Introdução: Verdades práticas sobre provações

“meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tiago 1:2-4).

ü É comum que cristãos tenham provações. Então nunca permita que alguém diga a voce que, quando uma pessoa se torna cristã, suas provações terminam e, a partir de então, ela pode confiar em Cristo e voar como pássaro em direção ao céu.

ü As provações vêm em várias categorias. Podem ser físicas, emocionais, financeiras, interpessoais ou espirituais. E podem surgir e bater à porta do seu negócio, da sua igreja ou da sua casa. Elas podem chegar em qualquer hora ou em qualquer época. Elas podem vir de repente, ou podem ser prolongadas.

ü As provações colocam nossa fé à prova. Não importa a fonte ou a intensidade do sofrimento, existe algo nele que simplifica a vida e leva-nos de volta ao básico. O sofrimento leva-nos de volta as coisas simples e de volta as pessoas que amamos.

ü Sem provações, não poderia haver maturidade. Tiago mostra que enfrentamos provações para que possamos torna-nos perfeitos e completos (v.4). “Se eu nunca tivesse um problema, nunca saberia que Ele poderia resolvê-lo. Eu nunca saberia o que a fé em Deus poderia fazer”.

1)    Amados, não estranheis a prova que vem sobre vós...

1.1)         Como reagir. Curiosamente, nossa primeira reação a uma prova costuma ser a surpresa: “não acreditando que isto está acontecendo!” Contudo, Pedro diz: não estranheis. A Ausência do estranhamento permitirá que permaneçamos calmos (II Tm 3:12, 1 Pe 1:7).

ü Assim como o oleiro ou o ourives ajusta o forno para o vaso de barro ou de ouro, de modo a não ser quente demais ou frio demais, assim Deus ajusta a provação de acordo com a força do homem e com a graça que lhe confere, não permitindo que seja tentando acima de sua capacidade

ü Nossa maturidade cristã é medida pela capacidade de suportar os testes que surgem em nosso caminho sem que eles abalem nosso alicerce ou lance-nos em confusão emocional ou espiritual.  Voce tem passado pelos testes?

1.2)         ALEGRAI-VOS POR SERDES PARTICIPANTES DAS AFLIÇÕES...

ü O quê? Você está brincando comigo? Nós estamos falando sobre provações, certo? Nós estamos falando sobre provas ardentes, correto? Correto. E Voce está me dizendo para eu me alegrar? Errado! Eu não estou dizendo-lhe isso. Deus está dizendo-lhe para alegrar-se.

ü Em Tiago 1:2: tende grade gozo. Por quê? Porque as provações permitem que tenhamos uma associação mais íntima com Cristo e, se suportamos fielmente, receberemos uma recompensa futura (Fl 3:10; II Co 4:17).

2)    O QUE LEMBRAR.

ü Provações são uma oportunidade de aproveitar o poder ao máximo: “se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus”.

ü As vezes, nosso sofrimento é merecido. “que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como que se entremete em negócios alheios”.

ü A maioria dos sofrimentos não deve, de maneira alguma, nos envergonhar-nos. “mas se padece como cristão, não se envergonhe; antes, glorifique a Deus nesta parte”.

ü O sofrimento costuma ser oportuno e necessário. “porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus”. A limpeza não é apenas necessária entre as pessoas da Casa de Deus, mas também na Igreja como um todo (1 Pe 4:17,18; Pv 11:31). Ou seja, voce acha que sua prova é difícil, imagine quão difícil é passar por provações sem o Senhor. A pessoa não tem alicerces, não tem limites, não tem certezas, não tem razão para prosseguir...

ü Não há comparação entre o que sofremos agora e o que os ímpios sofrerão depois. Se nós, que somos justificados pela fé, temos agora provas ardentes em nossa caminhada, imagine o inferno que os perdidos enfrentarão no futuro (Ap. 20:10-15).

CONCLUSÃO: EM QUE DEVEMOS CONFIAR? “PORTANTO, também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe a sua alma, como ao fiel Criador, fazendo o bem”. Encomendar é um termo financeiro no texto original, que significa depositar.  

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013


Ordens para marchar aos soldados da cruz – 1 Pedro 4:7-11.

Introdução:
“Durante a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill incentivou e apoiou o povo da Grã-Bretanha durante momentos sombrios sem fim. Ele fez várias declarações e discursos memoráveis, no entanto, um deles soa especialmente adequado aqui. Ele falou ao Parlamento logo após Londres ser transformada em estilhaços por um bombardeio, pois ele sentia que o povo estava desanimado. Parecia, porém, que Churchill nunca desanimava. Ele deve ter tido momentos de desanimo, todavia, seus discursos não revelam isto. Pois bem, ele disse àquelas pessoas no Parlamento, que provavelmente estavam tremendo por dentro: “Este não é o fim. Este não é nem o começo do fim. Contudo é, talvez, o fim do começo”.

·        Textos: Mt 24:6; Rm 13:12. “Mas já está próximo o fim de todas as coisas”: “Deve ser uma das principais preocupações dos crentes fixarem suas mentes totalmente na sua segunda vinda”. (Ap. 22:12; Tiago 5:8; Hb. 10:37; 1 João 2:18).

1)    Quatro mandamentos a obedecer.

1.1)        “USEM O BOM SENSO E FIQUEM CALMOS EM ESPÍRITO DE ORAÇÃO” ( 1 Pe 4:7).
·        “ser sóbrio”: no grego é “sophroneo”, “ter mente sã”, expressão usada para indicar a “saúde mental apropriada”. Também indica as idéias de ser alguém “razoável”, “sensível” e “sério”.
·        Sóbrio não significa o oposto de intoxicado. Significa o oposto de viver com um tipo de extremismo frenético e enlouquecedor. Por exemplo, não tente definir datas para a vinda de Cristo. Além disso, não fique cheio de ansiedade. Não largue seu emprego para colocar um roupão branco e sentar-se em algum telhado esperando Cristo voltar.
·        Na verdade, não há nada como a oração para aguçar nossa consciência, manter-nos alertados, conceder-nos mais discernimento, lembrar-nos quem está no controle(Mt 26:36-40).

1.2)        “SEJAM FERVOROSOS NO AMOR UM PARA COM OS OUTROS”. (1 Pe 4:8).
·        Ardente vem da palavra grega ektene, que significa literalmente “esticado”. Ela é usada para descrever atletas se esticando com o objetivo de alcançar a fita que marca a linha de chegada, ou pulando alto o suficiente para não tocar no obstáculo. Aqui o apostolo Pedro aplica esta palavra em relação ao amor. Nos diz para termos ardência em nosso amor uns pelos outros.

·        Se existe uma época que devemos esticar até o limite nosso amor para com os outros, é a do fim dos tempos. É AGORA. E O QUE REVELA ESSE AMOR? O PERDÃO.
·        Quando Pedro mostra que a caridade cobrirá a multidão de pecados (1 Pe 4:8), ele está fazendo alusão ao principio em Provérbios 10:12: “o ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”.  

·        Os ímpios estão nos observando quando brigamos com nossos irmãos e irmãs! Eles adoram quando não conseguimos dar-nos bem com os outros. Isso rende assunto.  Mahatma Gandhi, um líder nacionalista indiano, disse certa vez: “eu gosto do seu Cristo, porém, não gosto dos seus cristãos...eles são muito diferentes do seu Cristo”.
·        “Somos mais parecidos com feras quando matamos; com homens quando julgamos e com Deus quando perdoamos”.

·        Algumas pessoas são tão fáceis de amar que caímos naturalmente em seus braços. Outras, porém, são tão difíceis que é preciso empregar mais tempo para conseguir isso, pois há algo na natureza delas que é abrasivo e irritante. Algumas são como polos do imã: elas repelem. No entanto, até essas pessoas precisam do nosso amor, talvez até mais do que as outras. Quão importante é qiue nos “estiquemos ardentemente” para amarmos uns aos outros!

1.3)        “SEJAM HOSPITALEIROS UNS PARA COM OS OUTROS” (1 Pedro 4:9).
·        Sublinhe as palavras UNS PARA OS OUTROS (VV. 8e 10). Voce é hospitaleiro? Ou tem reclamado, murmurado! É verdade que a hospitalidade exige esforço e planejamento, e que interrompe a sua privacidade. “o verdadeiro amor é um anfitrião esplêndido”.

·        Há o amor cuja medida é a de um guarda-chuva. Há o amor cuja inclusão equivale à de uma grande tenda. E há o amor cuja compreensão é do tamanho imensurável do céu. O objetivo do Novo Testamento é transformar o guarda-chuva em uma tenda, e a tenda em uma cobertura gloriosa do céu que tudo envolve”.

1.4)        “EXERCITAM OS DONS”. (1 Pe. 4:10-11).

·        Vários trechos do Novo Testamento falam sobre os dons espirituais (Efesios 4:11-12; 1 Corintios 12:28-30 e Romanos 12:6-8). Faça uma lista com esses dons e pergunte-se: onde eu me encaixo melhor nesta lista?

·        V.11: Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá.  Quando falamos, não devemos proferir nossas próprias opiniões e filosofias sobre a vida, mas devemos falar segundo as palavras de Deus. E, quando servimos, não devemos fazer isto com as nossas próprias forças, mas segundo o poder que Deus dá.

·        Muitos de nós tem o dom do ensino; muitas pessoas com dons também servem nos bastidores; outros tem o dom de mostrar misericórdia, de ministrar àqueles que são deixados de lado ou que estão sofrendo; ainda há aqueles que tem o dom do evangelismo.

·        Os dons tem uma coisa em comum: ele ganham vida quando servimos outras pessoas. Pense da seguinte forma: quando empregamos nossos dons, os outros são beneficiados, encorajados e tem a esperança renovada. Curiosamente, nós também.

CONCLUSÃO: por que ficarmos calmos e orar? Por que sermos ardentes em amor? Por que demonstrar hospitalidade? Por que servimos uns aos outros? V.11: “para que em tudo Deus seja glorificado  por Jesus Cristo, a quem pertence à glória e o poder para todo sempre. Amém!