Deus faz milagres Atos 3.1-10
Introdução
Os milagres faziam parte do ministério de Jesus. Todo ministério
de Jesus os milagres aconteciam: o cego enxergava, o surdo ouvia, o coxo levantava-se,
o morto ressuscitava, o leproso era curado, o pão era multiplicado. Quando chegamos
em Atos dos Apóstolos que poderia ser chamado “Atos do Espírito”, Deus usa os apóstolos
poderosamente para fazer milagres. E o primeiro milagre que Deus vai fazer será
no templo, à porta formosa, depois virão muitos milagres no livro de Atos. Acreditamos
em milagres, acreditamos que o nosso Deus é o mesmo Deus, não mudou, acreditamos
que Ele ainda cura, ressuscita, faz o cego vê, o paralitico andar.
1)
Oração
O texto diz: “E Pedro e João subiram juntos, ao templo, à hora da oração, a nona” (ARC) ou “...Pedro e João estavam indo ao Templo para a oração das três horas” (NTLH). O dia do judeu começava às 06:00 da manhã e terminava às 18:00; havia três turnos de oração: às 09:00 da manhã, ao meio-dia e às 15:00. Logo, eles estavam indo no terceiro turno da oração, indo ao templo para buscar a Deus.
Aliás, a oração era prioridade na vida dos apóstolos. Eles oraram
para receber o batismo com Espirito Santo (At 1.14); eles oraram diante da ameaça
das autoridades religiosas quando queriam obriga-los a parar de falar no Nome
de Jesus, mas oraram e a casa tremeu (Atos 4.31); enquanto os diáconos foram
estabelecidos para servir na casa do Senhor, os apóstolos, disseram: “Quanto a
nós, devotaremos à oração e ao ministério da Palavra”.
Perguntaram certa feita a Charles Spurgeon qual era o segredo
do sucesso de seu ministério: “Eu trabalho de joelhos. Meu lugar santo de
oração vale mais do que toda minha biblioteca”. John knox, no século XVI,
durante o governo de Maria, à sanguinária, em tempo de perseguição e morte,
agonizava em oração, seu clamor era constante: “Dá—me a Escócia para Cristo,
senão eu morro”. Jonh Wesley que atuou para o avivamento da Inglaterra, expressou:
“Deus nada faz a não ser em resposta à oração”. E, mais: “A fé é onipotente só
quando está de joelhos” (anônimo”.
Ao longo da história, os que venceram e triunfaram nas pelejas e viram as manifestações grandiosas de Deus foram aqueles que oraram. Foi assim com Moisés diante dos amalequitas, enquanto estava com as mãos levantadas o povo derrotava o inimigo. Assim, também com Josué em redor as muralhas de Jericó, sete dias caminhando para que as muralhas caíssem. Assim, aconteceu com o rei Josafá e Ezequias, oraram o inimigo foi derrotado. Foi Assim com Neemias na reconstrução de Jerusalém. Uma igreja que ora, cresce, e se fortalece quando seus líderes são de oração.
2)
Pedro
e João
Pedro e João, antes de serem apóstolos eram pescadores, eram sócios no negócio da pesca. Faziam parte dos discípulos mais íntimos de Jesus; prepararam a ultima páscoa dos judeus para Jesus; estiveram no domingo de manhã no tumulo de Jesus e constataram que o sepulcro estava vazio. Os dois estavam indo para a oração das três horas da tarde e o texto diz que: “Havia no templo um portão chamado Formoso. Todos os dias um homem que era paralitico desde que nascera era carregado até lá... pedindo esmolas às pessoas que passavam na área do templo” (Atos 3.2VFL).
O paralitico pediu uma esmola, ou pediu-lhes dinheiro. Os discípulos
poderiam ter ignorado o paralitico. Aliás, quantas pessoas em Jerusalém pediam
esmolas? Outrossim, estavam envolvidos numa atividade religiosa, indo ao templo
para orar. Mas, não fizeram assim, diz o texto: “Pedro e João voltaram para
ele. Olhe para nós!, disse Pedro” (Atos 3.4). Eram discípulos de Jesus,
eram testemunhas de Jesus, não podiam ignorar um homem que precisava da ajuda
deles.
Pedro e João olharam e encararam o mendigo de frente. Trataram-no como gente. Pedro falou diretamente com ele: “Olhe para nós”. A maioria das pessoas preferiam virar os olhos, tratar com indiferença. Como o cego Bartimeu em Jericó. Mas, eles disseram: “Olhe para nós”. Eles se colocaram à disposição para ajudar, para ser referência e modelo. O poder que Deus nos dá não é para benefício próprio, mas para abençoar as pessoas, poder para exercer compaixão.
Disseram: “Olhe para nós”, mas nós falamos aos outros:
“Não olhe para nós; olhe para Jesus. Não olha para os crentes, olhe para Jesus”.
Jesus havia alertado sobre a conduta dos fariseus (Mt 23.3). Eles falavam uma
coisa e viviam de forma diferente. O apostolo Paulo fala aos coríntios: “Voces
mesmos são a nossa carta, escrito no nosso coração, conhecida e lida por todos”
(2 Co 3.2). Ele também diz: “sede meus imitadores, como também eu sou de
Cristo” (1 Co 11.1). Pedro e João disseram ao paralitico: olhe para nós! Podemos
dizer ao mundo: olhe para nós? Os pais podem dizer aos filhos: Olhem para nós. Os
patrões podem dizer aos empregados: olhem para nós?
Erlo Stegen, da Africa do Sul, certa vez foi interrompido em
sua pregação por uma jovem que orou a Deus e disse: “Oh! Deus, nós ouvimos como
era a igreja primitiva. Será que não podes descer para estares entre nós, como fizeste
há dois mil anos? Será que a igreja hoje não pode ser a mesmo que foi em
Jerusalém?” Uma semana depois, Deus fendeu os céus e desceu e houve ali um
poderoso reavivamento. Como almejo o profeta Isaias: “Oh! Se fendesse os
céus e descesses, e os montes tremessem à tua presença, como quando o fogo
acende os gravetos e faz a água ferver...” (Is 64.1-2).
Pedro disse: “Eu não tenho prata nem ouro, mas o que tenho
dou a você. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande” (Atos 3.6). Tomas de
Aquino viu o Papa Inocêncio IV contando uma grande quantidade de moeda de ouro
e de prata. Ao vê-lo, o papa disse: “Irmão, como você pode perceber, não posso
dizer como Pedro disse ao paralitico: Não tenho ouro nem prata”. Então, Aquino,
lhe respondeu: “Isso é verdade, mas também o senhor não pode mais dizer ao
paralitico: levanta e anda”.
“Em Nome de Jesus Cristo, o Nazareno”. Em nome designa a autoridade que
está por trás do falar e do agir de pessoas frágeis. O Nome tem magnitude e
poder, força e gloria. O poder era de Cristo, mas a mão era de Pedro. A Biblia
diz que o apostolo Paulo estava em Efésios e “Deus fazia milagres maravilhosos
por meio das mãos de Paulo” (Atos 19.11). O milagre da cura deste coxo e dos
milagres de Paulo vinha do poder do Nome de Jesus. O reino de Deus foi inaugurado por Jesus,
fazendo milagres e prodígios e esse mesmo poder está sobre sua igreja.
Jesus prometeu à igreja poder “...permanecei na cidade,
até que sejais revestidos do poder do alto!” (Lc 24.49). Esse poder viria
por intermédio do derramamento do Espirito Santo “...recebereis poder quando
o Espirito Santo descer sobre vós, e sereis minhas testemunhas, tanto em
Jerusalém, como em toda Judeia e Samaria, e até os confins da terra” (Atos
1.8). Portanto, o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder, poder
do alto (1 Co 4.20). Jesus em seu ministério terreno, não abriu mão desse
poder: ao ser batizado no rio Jordão, enquanto orava, os céus se abriram e o
Espirito Santo desceu sobre ele (Lc 3.21-22). Jesus em todo seu ministério
andava no poder do Espirito Santo (Lc 4.18).
Conclusão
Diz-nos o texto: “E, segurando-o pela mão direita,
ajudou-o a levantar-se e, naquele mesmo instante, os pés e tornozelos do homem
ficaram firmes. E deu um salto e pôs-se em pé e começou a andar” (Atos
3.7-8).
A cura foi em Nome de Jesus. “Tomai conhecimento vós todos e
todo o povo de Israel, de que, em Nome de Jesus Cristo, o Nazareno..., é que
este está curado perante vós” (Atos 3.12).
A cura foi realizada mediante a fé. “Pela fé em o Nome de Jesus,
o Nome curou este homem aqui...” (Atos 3.16). A mulher do fluxo de sangue, em
meio aquela multidão tinha sua fé: “Se eu tão somente tocar em seu manto
ficarei curada” (Mt 9). Fé é pistes no grego é confiança, acreditar que Jesus
pode curar.
A cura foi instrumentalizada por meio do apostolo Pedro. “Em nome de Jesus, o Nazareno, ergue-te e anda” (Atos 3.6). Pedro foi instrumento usado por Deus, em Nome de Jesus, levantar o paralitico. Pedro o tomou pela mão, levantou-o e aprumou-o, depois foi conduzido ao tempo, à casa de Deus. Ele andou, saltou e louvou a Deus. ‘
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