Antes de Cristo e depois de Cristo – Fp 3.4-9
Introdução
Todo crente tem um testemunho de como chegou a fé em Jesus Cristo. Aqui, Paulo conta o seu testemunho. Qualquer testemunho da verdadeira fé em Cristo tem duas partes. A primeira é uma descrição da vida antes da conversão, que explica o quanto o crente está imerso no pecado. A segunda, conta, então, como a pessoa veio a conhecer Cristo como Senhor e Salvador. Essa parte pode incluir o momento e as circunstancias em que a pessoa se arrependeu, afastou-se do pecado e se entregou a Cristo pela fé.
As circunstancias da conversão diferem de um cristão para
outro. Contudo, há um aspecto que é exatamente o mesmo para todo crente, todos
são salvos somente pela fé, somente em Cristo. É desse modo que sua vida faz um
giro de 180 graus, afastando-se dos objetivos egoístas para seguir a Jesus
Cristo. Qual é o testemunho de fé em Cristo? Voce se lembra de como era sua
antiga vida de pecado? Que mudanças aconteceram em sua vida desde então?
1)
Antes
de Cristo
“Se alguém pesa que pode confiar na carne, eu muito mais ainda” (Fp 3.4). O que Paulo quer dizer é: “Se meros esforços religiosos pudessem fazer qualquer um ganhar a aceitação de Deus, então eu estaria encabeçando esta lista”; em outras palavras: “Se alguém pudesse obter a salvação por meio de sua própria justiça, essa pessoa seria eu”. O apostolo Paulo faz uma lista de todas as coisas em que colocou sua confiança. Nos versículos 5 e 6 Paulo aponta sete coisas diferentes em que ele se fiava ...
“Circuncidado no oitavo
dia de vida” (Fp
3.5). A lei mosaica exigia que, no oitavo dia, todo menino fosse circuncidado,
ou seja, que fosse feito um corte do prepúcio masculino como sinal da aliança.
Esse ritual significava que haveria um tempo em que o coração do individuo
precisaria ser circuncidado.
“Era da tribo de
Benjamim” (Fp 3.5).
Das doze tribos de Israel, Benjamim era uma das duas tribos que permaneceram
leais aos descendentes do rei Davi –
tribo de Judá e tribo de Benjamin – quando o reino se dividiu. Na terra
designada por Benjamim, estava situada o capital, Jerusalém; aliás o templo de Salomão fora
erigido em seu território.
“Verdadeiro Hebreu” (Fp
3,5). Nasceu de pais
hebreus e foi criado de acordo com tradição hebraica, em um lar hebreu,
aprendendo a língua hebraica. Ninguém poderia ser mais hebreu do que Paulo; era
um hebreu de raiz, o mais religiosamente hebreu que alguém poderia ser. Talvez você
se identifique com isso: acredita que teve a criação certa por nascer em um lar
cristão, frequentar a igreja desde a meninice. Mas, isso não é capaz de
salvá-lo...
“Quanto à lei, fariseu”
(Fp 3.5). Os
fariseus eram os homens mais comprometidos com as escrituras do antigo
testamento. Acreditavam nas escrituras e dedicavam-se incansavelmente ao estudo
da Palavra de Deus, procurando guardar 613 mandamentos.
“Quanto ao zelo, perseguidor da igreja” (Fp 3.6). Paulo era cheio de sinceridade, tanto assim que não só amava o que acreditava ser certo, mas também odiava o que pensava estar errado. Foi essa característica que originou sua feroz perseguição à igreja do Senhor Jesus Cristo.
“Quando à justiça que
na lei, irrepreensível”(Fp 3.6). Se estivéssemos lá. Teríamos olhada para a vida de Paulo antes
da conversão, objetivamente, e concluído que, se já houve alguém com uma vida
reta, esse alguém foi Paulo. Ele procurava viver de acordo com o padrão da lei
de Deus, tudo em sua aparência exterior era moral e ético, incorruptível.
Enfim, tudo parecia perfeito na vida de Paulo antes da
conversão: infância, nacionalidade, linhagem, criação, padrão de conduta,
sinceridade e moralidade. Paulo tinha tudo... exceto, Jesus Cristo. E, como
estava prestes a descobrir, QUEM NÃO TEM CRISTO NÃO TEM NADA. ELE TINHA TUDO,
EXCETO TUDO DE QUE PRECISAVA.
2)
Sua
conversão
Em seguida, Paulo insere em seu testemunho um “MAS” (Fp 3.7).
“Mas” marca a experiência de Paulo na estrada para Damasco, quando ele viu
Jesus pela primeira vez e aprendeu o que é justiça de Deus. Em Atos 9, temos o
relato da sua conversão...
“Saulo, porém, ainda,
respirando ameaças de morte contra os discípulos do Senhor. Dirigiu-se ao sumo
sacerdote e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso
achasse alguns do caminho, tanto homens como mulheres, os conduzisse para
Jerusalém” (Atos
9.1-2). Os cristãos eram conhecidos como do “caminho”, pois viviam de acordo
com a Palavra de Deus em uma geração tenebrosa. Saulo, estava em trevas,
portanto, se achasse pessoas que pertencessem ao caminho, estava determinado a “conduzi-los
presos a Jerusalém”.
“Mas, seguindo ele viagem e aproximando-se de Damasco” (Atos 9.3), cerca de 240 km ao norte de Jerusalém “de repente, uma luz resplandecente, vinda do céu, o cercou”. Essa luz era a Shekinah, a glória de Deus – a própria presença do Deus vivo, mais brilhante que o Sol. Toda conversão ocorreu de repente. Pode haver um processo que leve à conversão, mas há um momento, um instante, em que cruzamos a fronteira; saímos do mundo e entramos no reino dos céus.
“Saulo, Saulo... por que me persegues”(Atos 9.4). Persegui a
igreja é perseguir o cabeça da igreja, o Senhor Jesus Cristo. Jesus vive na
igreja, pois habita nos verdadeiros crentes da igreja. “Quem és tu, Senhor”
(Atos 9.5). Nesse momento, Saulo entendeu que estava cara a cara com o rei do
céu, o Senhor Jesus Cristo. Imediatamente, confessou Jesus como seu Senhor e
tornou-se um crente em Cristo Jesus.
“Mas o que para mim era
lucro” (Fp 3.7). Essa
é uma referencia a tudo que ele listou nos versículos 5 e 6 – tudo em que ele
antes confiava para obter a aprovação de Deus – esforço próprio e religião,
criação e nacionalidade, pois ele achava que seria aceito por Deus com base
nisso. Mas, aos olhos do Todo Poderoso, elas não eram lucro. AO ENCONTRAR JESUS
“essas coisas eu contei como perda”
(Fp 3.7). Tudo o que antes contava como lucro passou a ver como perda.
“Mais do que isso, considero todas essas coisas como perda, tendo em vista o valor insuperável de conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor”. Em “todas essas coisas” estão incluídos: criação, aprendizado, reputação, ministério, posição e prestigio. Essas coisas se tornaram perdas para Paulo, para que ele pudesse ganhar Cristo. Conhecer a Cristo é sair da religião (ou da falta dela) e entrar em um relacionamento pessoal com Cristo. Portanto, conhecer a Cristo é conhecê-lo de maneira experiencial, intima e pessoal.
E, mais: “sofri a
perda de todas as coisas, e as considero como refugo para ganhar a Cristo”
(Fp 3.8). “Refugo” significa literalmente lixo, entulho, coisa sem valor;
excremento, esterco de vaca. O apostolo percebeu que não poderia ter as duas
coisas. Ele não podia continuar confiando em toda essa religiosidade e, ao
mesmo tempo, por sua confiança em Cristo. COM CRISTO ERA TUDO OU NADA. É
CONFIAR EM NADA ALÉM DE CRISTO PARA A SALVAÇÃO E ESTAR DISPOSTO A DESISTIR DE
TUDO, EXCETO DE CRISTO, PELO RESTO DA VIDA.
“Ser achado nele, não
tendo uma justiça própria derivada da lei, mas a que vem mediante a fé em
Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé” (Fp 3.9). Salvação ou conversão é
somente pela fé e somente em Cristo. Fé é mudar de direção para seguir o Senhor
Jesus Cristo. É reconhecer minha própria pecaminosidade e também reconhecer que
minha justiça não me recomendará a Deus no céu. Fé é enxergar que Jesus, é o único
Salvador. O único objetivo da minha fé, da minha confiança.
Conclusão: E você, tem o antes e o depois de Cristo?
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