terça-feira, 30 de agosto de 2016

Abraão tu me amas?  (Gn 22.1-18).


Em João 21:15-16: vemos: “E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas”. Similarmente, quando Deus pede Abraão que lhe sacrifique Isaque, Deus estava desejoso em saber quem era mais precioso.


Alguns tesouros que carregamos no decorrer da nossa existência: Nossas Posses: pode ser uma propriedade, uma casa, um carro ou um barco, ou poderia ser tão pequena quanto um anel de diamante, uma moeda rara, etc. Nossa Vocação: Nosso trabalho ou nossa carreira. Nossos sonhos: na juventude, nossas esperanças nos mantém caminhando a tempos difíceis. Atletas olímpicos que ganham a medalha de ouro e sobem no lugar mais alto do pódio começam com um sonho anos antes. Nossos relacionamentos: podemos valorizar pessoas: um pai de quem dependemos, um filho ou uma filha com que nos preocupamos constantemente, uma pessoa amada que temos medo de perder, um amigo que significa o mundo para nós. Qualquer relacionamento pode se tornar um tesouro pelo qual sacrificamos muita coisa.
No capítulo 22 revela um homem com um tesouro muito valioso, muito querido, que ameaçava comprometer se relacionamento com Deus. Isaque,era seu tesouro, e aquele homem teria sacrificado qualquer coisa pelo rapaz. Não tenha dúvidas: Abraão adorava seu filho!

1)   O sacrifício de Isaque.
Abraão, com 75 anos, partiu de Ur dos Caldeus em direção a Canaã e Deus lhe prometera um descendente. Deixou para trás sua vida confortável com o propósito de seguir a Deus aonde quer que ele o conduzisse.

Aqui, Isaque já havia se tornado um jovem adulto. O termo hebraico naar (filho) pode se referir desde a um menino recém-nascido (Ex 2.6) até um homem no início da fase adulta (15 anos). Isaque tinha idade suficiente para viajar sem a mãe, envolver-se com o pai em conversa racional e subir uma montanha carregando um feixe de lenha. Deus disse: “E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (v.2).

O que passou pela cabeça de Abraão? Porque devo abrir mão do meu único filho? Se Isaque morrer, de que forma produzirá descendentes, como Deus prometeu? Como é que Deus pode exigir um sacrifício humano, prática comum entre os detestáveis pagãos de Canaã? Mas não vemos nenhum indicação de hesitação, nenhum questionamento, nenhum resistência, nenhum apelo, nenhum atraso que fosse.


Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera” (v.3). Viajaram por três dias até um lugar chamado Moriá.

Quando se aproximaram de seu destino, Abraão viu o lugar do sacrifício agigantando-se sobre eles. “Disse ele a seus servos: Fiquem aqui com o jumento enquanto eu e o rapaz vamos até lá. Depois de adorarmos, voltaremos” (Hb 11.17-19).

O que é fé? Nos antigos dias de perseguição levaram a um humilde cristão perante os juízes, o qual lhes disse que nada do que fizessem poderia comovê-lo porque cria que se era fiel a Deus, Deus seria fiel a ele. "Pensa verdadeiramente", perguntou-lhe o juiz, "que alguém tal como você participará de Deus e de sua glória?" "Não o penso", disse o homem, "sei".

Na Bíblia ter fé ou crer (no grego, o substantivo é pistis; o verbo é pisteuõ – cujo significado é “confiar para dentro de” ou “confiar sobre”. De várias maneiras o objeto da fé é descrito como sendo Deus (Rm 4.24; 1 Pe 1.21), Cristo (Rm 3.22), as promessas de Deus (Rm 4.20), etc. 

“Se Deus prometeu que seria por meio de Isaque a sua descendência, e agora estava pedindo para sacrificá-lo, certamente planejava ressuscitar Isaque da Morte”. É assim que  se comporta a verdadeira fé. Nada a pode apagar. Ela jamais deixa de estar convencida de que podemos confiar na Palavra de Deus.

Então falou Isaque a Abraão seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” (v.7). Seu pai respondeu: “Deus mesmo há de prover o cordeiro para o holocausto, meu filho” (Gn 22.8). Traduzida literalmente a frase tem o sentido de “Deus cuidará do cordeiro para si mesmo”.

Abraão profetizou um evento que aconteceria quase dois mil anos depois dele. Deus de fato providenciaria um Cordeiro para si mesmo. Seu próprio Filho se tornaria o sacrifício expiatório para nos livrar da morte que merecemos como consequência de nosso pecado (João 1.36).


“Quando chegaram ao lugar que Deus lhe havia indicado, Abraão construiu um altar e sobre ele arrumou a lenha” (Gn 22.9). O pai fiel então olha para seu filho e diz calmamente: “Deita-te sobre o altar, Isaque”. O texto não fala de questionamento, nem de briga entre pai e filho, nada... Mas Isaque sabia o que iria acontecer. “Talvez” Isaque pensou: Como ele foi capaz de fazer isso? Mas o moço não duvidou do amor de seu pai e claramente não temia a morte.
O jovem Isaque subiu silenciosamente sobre o altar. Sem mais palavras, Abraão tomou a faca na mão, tirou-a de sua bainha e preparou-se para cortar a garganta de seu filho da mesma maneira que havia matado muitos cordeiros sacrificiais antes daquele dia.

Contudo,antes que a lâmina tocasse o pescoço do menino, uma voz quebrou o silêncio.

_ Abraão! Abraão!
_ Eis-me aqui – respondeu ele.
_ Não toques no rapaz – disse o anjo – Não lhe faça nada. Agora sei que você teme a Deus, porque não me negou seu filho, o seu único filho (Gn 22.11-12).

Como Abraão havia declarado a Isaque anteriormente, Deus proveu para si mesmo um cordeiro: “Abraão ergueu os olhos e viu um carneiro preso pelos chifres num arbusto. Foi lá pegá-lo, e o sacrificou como holocausto em lugar de seu filho. Abraão deu àquele lugar o nome de O Senhor proverá (Jeová Jiré). Por isso até hoje se diz: No monte do Senhor se proverá”. (Gn 22:13-14).


Conclusão: No final do livro À procura de Deus, A.W. Tozer faz uma oração:

Pai, desejo conhecer-te, mas meu coração covarde teme desistir de seus BRINQUEDOS. Não posso abrir mão deles sem sangrar por dentro, e não procuro esconder de ti o terror da separação. Venho tremendo, mas venho. Por favor, extirpa do meu coração todas aqueles coisas que estou amando há tanto tempo e que se tornado parte integrante deste “viver para mim mesmo”, a fim de que tu possas entrar e habitar ali sem nenhum rival. Então tornarás glorioso o estrado dos teus pés. Meu coração não terá mais necessidade da luz do sol, porquanto tu mesmo será s o seu sol iluminador, e ali não haverá mais noite. Em nome de Jesus. Amém”.







domingo, 28 de agosto de 2016

Conhecendo a largura, comprimento, profundidade e a altura do AMOR DE DEUS. Ef 3


Introdução:
Alguns pensam que o apostolo estava usando essas palavras referindo-se a conceitos filosóficos, para evocar a universalidade do AMOR DE DEUS.

Outros, baseado em Efésios 2, onde temos o termo “templo santo do Senhor”, evocando a figura de um edifício onde Deus fez sua habitação.

Enfim, Paulo quer que reflitamos na dimensão do amor de Deus:
“Se os mares todos fossem tintas,
E o céu sem fim, fosse papeis,
Se as aves todas fossem penas
E os homens todos escrivães
Nem mesmo assim, o amor de Deus seria descrito em seu fulgor”.

1)    Largura.
O livro de apocalipse fala da largueza do amor de Deus, largueza que é definida no numero de salvos.

Apocalipse 5:9: “E eles cantavam um cântico novo: Tu és digno de tomar o livro e de abrir seus selos, porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua e nação”


Apocalipse 7: 13-14: “Então um dos anciãos me indagou: quem são e de onde vieram estes que estão vestidos com túnicas brancas? E eu lhe respondi: Ô meu Senhor, tu o sabes. Então ele afirmou: estes são os que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do cordeiro”.

Os judeus jamais puderam se aperceber do “mistério” e que aparece no Novo Testamento 27 vezes e significa segredo, que é:
“...por intermédio do Evangelho, os gentios são igualmente herdeiros com Israel, membro do mesmo CORPO e coparticipantes da Promessa em Cristo Jesus”.Ef 3.6

E, VEREMOS NAQUELA DIA, A PLENITUDE DOS GENTIOS, A PLENITUDE DE ISRAEL, TODOS, DIANTE DO CORDEIRO DE DEUS.

2)    COMPRIMENTO.
EM Jeremias 31.3, temos a dimensão do comprimento do amor de Deus: “COM AMOR ETERNO TE AMEI, COM BENIGNIDADE TE ATRAI”.


Em apocalipse 13.8 “...o cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo”. Vejam o tamanho do amor de Deus pela humanidade, João 3.16, sua atemporalidade. Antes de existirmos, de nascermos, Deus já havia dado o filho dEle por nós.

Olha a parábola do filho pródigo: Um filho que deixa a casa do pai e vai se chafurdar nos pecados mais grosseiros do mundo. E, o Pai, todos os dias esperava pela volta do filho, todos os dias. Assim, é Deus para conosco, todos os dias, nos espera com seu amor, invariável.

3)    PROFUNDIDADE.
O QUE JESUS FEZ? “o qual tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, MAS, pelo contrário, ESVAZIOU-SE a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz. Fl 2.6-8.

Ele se esvaziou, tornou-se homem. Para quê? Por nós. Seres humanos!!!
Aí pergunto: quem somos nós? Pecadores!

Isaias 53.6: “em verdade todos nós, tal como ovelhas perdidas, andamos errantes, cada ser humano tomou o seu próprio caminho; e Yahweh fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós”.

Romanos 3.23: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.
Salmo 51.5: Em pecado concebeu minha mão e em iniquidade fui formado.

4)    ALTURA.
Se relaciona as bênçãos da salvação: novo nascimento, batismo com Espírito Santo, fazer parte do corpo de Cristo, “estar nas regiões celestiais”, etc

Além disso, fala do novo corpo, que receberemos no céu. Um corpo incorruptivel, imortal e viveremos de eternidade a eternidade com o Senhor nos ares.


ESSA É A LARGUEZA, COMPRIMENTO, PROFUNDIDADE E A ALTURA DO AMOR DE DEUS!!!





terça-feira, 23 de agosto de 2016

Isaque, o sorriso de uma promessa. Gn 21.1-7.


Introdução: O óvulo feminino. 
Quando a menina está no quinto mês, dentro da barriga da mãe, tem 7 milhões de células tronco, produtoras de óvulo. As células mães se transformam em óvulos; ou seja, eram sete milhões de células troncos que se tornaram sete milhões de óvulos. Quando nasce, esses 7 milhões viraram um milhão e meio, ou seja, perdem 80% dos óvulos ainda na barriga da mãe. Quando chega na puberdade (12 anos) somente restam 500 mil óvulos, vai diminuindo; cada mês que passa (menstruação) uma mulher joga no lixo oitocentos óvulos, para ovular um!  Ou seja, da puberdade a menopausa a mulher vai ter 500 óvulos para ovular, o resto é jogado fora. Os óvulos tem a mesma idade das mulheres mais os cinco meses que ficaram na barriga da mãe.



1) Promessas e promessas.

Deus não tem pressa.  Enxergarmos todos os eventos a partir da limitada perspectiva do tempo. Deus,  porém, não está restrito pelo tempo ou pela perspectiva humana. Ele vê os eventos na terra do alto, desde Genesis 1.1 até o final das coisas; e ele enxerga todos os fatos de uma vez. Aqueles que se aprofundaram em seu relacionamento com Deus aprenderam a esperar com expectativa em vez de se preocupar.

Salmo 37.3:  Confia no Senhor e faze o bem”; v.4: “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração”; v.5:  Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará”; v.7: “Descansa no Senhor, e espera nele”.

Deus nunca se esquece de suas promessas. Deus é sempre digno de confiança. As pessoas às vezes se esquecem do que disseram e quem disseram, mas a memória do Senhor não diminui com o passar do tempo (2 Tm 2.13). Eis um exemplo:

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”. 1 Ts 4.16-18.  

As promessas de Deus estão ligadas ao contexto em que foram firmadas. As promessas do Senhor não são todas universais. Nem toda promessa é para todo mundo. AO LER UMA PROMESSA, PRECISAMOS FAZER ALGUMAS PERGUNTAS: A quem Deus está falando? Em qual circunstancia ele fez a promessa? Quem será afetado pela promessa? A promessa é universal, afetando qualquer pessoa que já tenha vivido? Ou Deus direcionou a promessa a uma pessoa ou a um grupo especifico?

Algumas promessas universais:
·        Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28).

·        “Quem crê no Filho tem a vida eterna” (Jo 3.36).

·        “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

Algumas promessas especificas:
·        Prometi tirá-los da opressão do Egito para a terra onde há leite e mel com fartura”. (Ex 3.17). Deus fez essa promessa aos descendente de Abraão que viviam sob o governo opressivo do Egito.

·        Sua dinastia e seu reino permanecerão para sempre diante de mim; o seu trono será estabelecido para sempre” (2 Sm 7.16). Essa promessa é para Davi, garantindo-lhe que nenhuma outra dinastia teria a benção divina para conduzir Israel e que o MESSIAS por fim governaria como rei.

·        Olhe para o céu e conte as estrelas, se é que pode contá-las. Assim será a sua descendência” (Gn 15.5). Essa promessa Deus direciona para Abraão e mais ninguém.

1)    A soberania de Deus.
POR QUE ABRAÃO AGUARDOU TANTO TEMPO? POIS, havia mais coisas em jogo nessa promessa do que apenas um menino. Deus estabeleceu uma aliança com Abraão como o primeiro passo em um plano de proporções cósmicas – uma estratégia ampla e predeterminada por meio da qual ele redimiria o mundo do pecado e do mal. Isso envolveu multiplicar os descendentes de Abraão a ponto de se tornarem uma nação, abençoando-os com provisão e proteção e, então, estabelecendo-os na Terra da Promessa.

Portanto, Abraão e Sara não tinham razão para duvidar. Infelizmente, duvidaram. Abraão duvidou da provisão do Senhor e CORREU para o Egito. Eles duvidaram dos detalhes da promessa divina, o que os levou a CORRER na frente e conceber um filho por intermédio de Hagar. Mais de uma vez, Abraão duvidou da proteção de Deus e mentiu para salvar sua pele dos reis pagãos.

Mas, “O Senhor foi bondoso com Sara, como lhe dissera, e fez por ela o que prometera. Sara engravidou e deu um filho a Abraão em sua velhice” (Gn 21.1-2). Cerca de um ano antes, o Senhor prometera que Sara conceberia e daria à luz um filho. Isso aconteceu “na época fixada por Deus em sua promessa” (v.2). Sara estava com 90 anos, e Abraão, com 100 anos!

A expressão “na época fixada” vem de uma única palavra hebraica que pode ser usada para descrever um tempo ou um lugar designado para um propósito especifico (Gl 4.4). o conceito de “época fixada” guarda enorme importância para os hebreus. Em Eclesiastes, livro escrito por Salomão, esse sábio rei reflete sobre eventos mundiais e como eles estão relacionados ao cuidado soberano de Deus:

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Eclesiastes 3:1-8

O poema prossegue usando 28 vezes a palavra hebraica traduzida por “tempo”,em referencia a praticamente todas as atividades humanas que pudermos citar. Nada acontece fora do plano de Deus, e tudo acontece exatamente no tempo que ele planejou. PORQUE CADA EVENTO OCORRE EM UMA ÉPOCA FIXADA, NADA SURPREENDE O SENHOR. Isso é SOBERANIA.

2)    O nascimento de Isaque.

Finalmente, na época fixada, Abraão e Sara receberam o cumprimento de sua promessa. Aos 90 anos, Sara deu à luz um filho e, em obediência a Deus, deu-lhe o nome de Isaque, que significa “ele ri”. Anos antes, Abraão caíra na risada ao ouvir o Senhor afirmar: “Sara, sua mulher, lhe dará um filho” (Gn 17.19). Quando Deus veio outra vez para anunciar: “Voltarei a você na primavera, e Sara, sua mulher, terá um filho” (Gn 18.10). Sara também riu em descrença. Ela já estava com a idade da maioria das bisavôs daquele tempo.

Quando Deus realizou o impossível por meio desse casal idoso, a risada da descrença deles transformou-se em sorriso de alegria, de prazer, de louvor (Gn 21.4-7).

Sara, na verdade, disse: “Dei um filho a este velho!”. (Interessante notar que ela via seu marido como um velho). Hoje, veríamos os queridos e velhos Abraão e Sara nos shopping Center com andadores, num passo lento.

CONCLUSÃO: 
Em obediência à ordem de Deus, Abraão circuncidou seu filho aos 8 dias de vida. Isso significava que o menino estava inserindo na promessa que Deus tinha dado a Abraão, em Ur dos Caldeus.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

As filhas de Ló – Gn 19: 30-38.


Introdução:  Há algum tempo, o evangelista Billy Graham escreveu: “A obssessão pelo sexo sempre foi uma marca das civilizações decadentes”.  Nossa cultura ocidental é viciada no sexo. Por exemplo, o que aparece na televisão e nos outdoors costumava ser considerado pornografia. Um pesquisa nos Estados Unidos afirma que “51% dos meninos e 32% das meninas viram pornografia antes dos 13 anos de idade”.

A imutável lei de plantar e colher continua firme e forte. Somos agora infelizes depravados morais, e buscamos em vão uma cura. As ervas daninhas da indulgência cresceram mais do que o trigo do comedimento moral.  Nossos lares sofreram. O divórcio cresceu a ponto de alcançar proporções epidêmicas. Quando os padrões de conduta estão desajustados, a família é a primeira a sofrer. O lar é a unidade básica de nossa sociedade, e uma nação é tão forte quanto seus lares. A ruptura de um lar não costuma aparecer nas manchetes, mas ela corrói como cupim a estrutura da nação”. Billy Graham

1)   Um retrato da nossa geração.

O sociólogo Carle Zimmerman, da Universidade de Harvard examinou a ascensão e a queda de impérios no decorrer do século, deu uma grande atenção à correlação entre a vida familiar e a vida nacional.  Alguns aspectos da pesquisa do sociólogo:

·        O casamento perdera sua sacralidade, o divórcio se tornara lugar comum e formas alternativas de casamento foram aceitas.

·        Os movimentos feministas tinham minado os papéis complementares e cooperativos, uma vez que as mulheres haviam perdido o interesse na maternidade e buscado poder pessoal.

·        Criar filhos tornara-secada vez mais difícil, o desrespeito público pelos pais e pela autoridade aumentara e a delinquência e a promiscuidade haviam se tornado mais comum.

·        O adultério passara a ser celebrado, não punido; pessoas que tinham rompido seus votos matrimoniais eram admiradas.

·        Havia tolerância crescente em relação ao sexo incestuoso e homossexual, com um aumento nos crimes relacionados ao sexo.

Parece que as conclusões do sociólogo são tão atuais que chegam a ser assustadoras. Na verdade, ele as escreveu em 1947, ao amanhecer daquela que muitos considerariam a era de ouro da família nuclear!

O pecado, depois da queda de Adão e Eva, alcançou uma profundidade maior. Paulo explica a razão disso: “Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem (Adão), e pelo pecado a morte, assim também a morte  veio a todos os homens, porque todos pecaram; (...) por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores” (Rm 5.12,19). Subtende-se que a depravação é um problema universal; todos nós lutamos contra a natureza pecaminosa que nos puxa para baixo.

2)   Ló foge de Sodoma. 


 O anjo instruiu Ló a fugir para as montanhas. Mas, ele retorquiu: “Não posso fugir para as montanhas, senão esta calamidade cairá sobre mim, e morrerei. Aqui perto há uma cidade pequena. Está tão próxima que dá para correr até lá. Deixe-me ir para lá! Mesmo sendo tão pequena, lá estarei a salvo” (Gn 19.19-20). Eles se refugiaram  em Zoar, mas as coisas não deram certo (Gn 19.30). A escolha de Ló para viver em Sodoma não foi baseada na vontade de Deus. A sua esposa resistiu em sair de Sodoma (uma fossa de esgoto)  e se transformou numa estátua de Sal; Ló ofereceu suas duas filhas para serem abusadas pelos cidadãos da cidade, para proteger suas visitas; preferiu viver em cavernas do que voltar a residir com seu tio, Abraão.

3)   Características de um lar...em Sodoma.
Ausência de uma perspectiva divina. Não sabemos quanto tempo Ló e suas filhas viveram em sua caverna. Tempo suficiente, pelo menos, para que as filhas perdessem a esperança de um dia se casarem. A irmã mais velha virou-se para a mais nova e disse: “Nosso pai já está velho, e não há homens nas redondezas que nos possuam, segundo o costume de toda a terra” (Gn 19.31). A expressão “que nos possuam” é uma conotação para fazer sexo. Deus está ausente da consciência dessas moças. Em vez de confiar no Senhor, preferiram seguir os mesmos costumes de Sodoma. As meninas cresceram lado a lado com as pessoas da comunidade – parecendo-se com eles, conversando com eles, agindo como eles.


Distorção do discernimento moral. 
Fazendo uso de uma expressão antiga, VOCE PODE TIRAR UMA MOÇA DE SODOMA, mas é difícil tirar Sodoma dessa moça. A filha mais velha de Ló sugeriu uma solução que ela considerava natural e razoável: “Nosso pai já está velho, e não há homens nas redondezas que nos possuam, segundo o costume de toda a terra. Vamos dar vinho a nosso pai e então nos deitaremos com ele para preservar a sua linhagem (Gn 19-31,32).  QUEM SABE QUANTOS AMIGOS DAQUELAS MOÇAS VIVIAM EM LARES INCESTUOSOS? Com que regularidade elas ouviram colegas falando sobre experiências sexuais com membros da família? Ao que parece, com regularidade suficiente para considerarem tal comportamento normal.

Colapso da autoridade paterna. 
Nenhuma das filhas de Ló tinha consciência do mal que está praticando em deitar com o próprio pai. Elas queriam se tornar mães. Uma mãe precisa de um homem para engravidá-la, e Ló estava convenientemente disponível. Ló, com certeza, não fora um líder espiritual durante os anos do crescimento dessas meninas, e não era de perto um espelho a ser seguido. “Naquela noite deram vinho ao pai, e a filha mais velha entrou e se deitou com ele. E ele não percebeu quando ela se deitou nem quando se levantou” (Gn 19.33).

Aumento da insensibilidade moral. Filhos que são expostos à imoralidade durante longos períodos de tempo perdem a sensibilidade. Tornam-se emocionalmente insensíveis e espiritualmente indiferentes. Se a exposição começar no inicio de sua formação, eles nunca desenvolvem a consciência. (Gn 19.34-35). Em Sodoma Ló conseguira tudo: conforto, riqueza, bens, estabilidade e poder. Ele estava entre os líderes prósperos e influentes da comunidade e possuía uma casa na cidade. Mas, na verdade seu sucesso era completamente superficial, havia apostado tudo em Sodoma e perdera tudo.

4)   Consequências.
“Assim, as duas filhas de Ló engravidaram do próprio pai” (Gn 19.36). De acordo com os dois versículos seguintes, ambas deram à luz meninos.

Nove meses (vss. 36,37) ...e não vemos nem ouvimos nada sobre Ló. Nenhuma vergonha; nenhuma confrontação; nenhuma tristeza; nenhum arrependimento; nenhuma confissão ou nenhum reconhecimento que seja. Até mesmo o nome dado a cada um dos meninos mostra a atitude insolente daquelas moças.

Antigamente, no Oriente Médio, o nome de uma pessoa carregava significado. O nome Isaque siginifica “ele ri”. Um convidado para um jantar seria levado a perguntar: “Por que seus pais lhe deram o nome de “sorriso”? o que levaria a contar a história. Um nome, portanto, era um legado. A filha mais velha de Ló colocou em seu filho o nome de Moabe, que significa “do pai”. A filha mais nova chamou seu filho de Ben-Ami, “filho do meu parente”!

Conclusão: como proteger nossa família da contracorrente do mundo?

A)  Ninguém está imune aos perigos. Ló mudou-se para Sodoma, talvez por estar completamente alheios aos perigos dali ou por pensar que poderia suportar a pressão para que se conformasse ao ambiente. Em Sodoma, a influencia puxou sua família para baixo da correnteza à medida que distanciava de Deus.

B)  Preste atenção aos sinais sutis. Permaneça alerta. Não ignore indicações de que alguma coisa está errada quando você passa tempo com a família ou com os amigos. Crie o hábito de perguntar a si mesmo: Esse tipo de coisa vai me tornar mais saudável? Meus filhos vão se beneficiar disto? Isto é espiritualmente benéfico e sadio? Não passe tempo com pessoas que profanam o que é bom ou que zombam do que é correto.

C)  Declare seu padrão repetidamente e sirva de exemplo. Ló nunca fez isso; ele não tinha padrão. Ele pode ter evitado envolver-se no estilo de vida pecaminoso de Sodoma, mas, de maneira impensada, plantou sua família bem no meio dele.


bibliografia:

Abraão - um homem obediente e destemido - Charles R. Swindoll
Biblia King James Atualizada




domingo, 14 de agosto de 2016

ABRAÃO: Um pai exaltado


"Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. "(Em 4.18.)
Você é pai? Convive com alguém que seja? Caso tenha res­pondido "Sim" a uma dessas duas perguntas, conhece de perto os extraordinários desafios que estão relacionados à paternida­de. Ser pai é algo nobre e compensador, mas é, também, uma responsabilidade muito grande. E, como afirma o dito popular, "não existe escola para ensinar a ser pai". Por isso, bons exem­plos nessa área se tornam especialmente valiosos.
A palavra "pai" está inseparavelmente ligada à figura de Abraão. A começar pelo significado do seu nome de nascimen­to - "Pai exaltado" - e daquele outro pelo qual o Senhor passou a chamá-lo - "Pai de multidões" (Gn 17.5). Os israelitas sempre se orgulharam de intitular-se "filhos de Abraão" (Jo 8.33), e de se referirem a ele como "Pai Abraão" (Lc 16.24). Além disso, o Novo Testamento o chama de "pai de todos os que crêem" (Rm 4.11). Não há dúvida: Abraão foi o pai que todo filho quer ter e que todo homem deseja ser.

Quais são as marcas de um pai exaltado?

 Um pai exaltado é um homem de fé
A trajetória de Abraão foi marcada por seu relacionamento com Deus, e esse relacionamento, por sua vez, distinguiu-se pela fé. Ainda em Harã, "pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por he­rança; e partiu sem saber aonde ia" (Hb 11.8). Atender ao cha­mado divino, escolhendo andar pela fé, foi para Abraão uma decisão única e irreversível. Todavia, essa confiança demons­trada inicialmente precisou amadurecer ao longo dos anos... e das provas.

A Bíblia nos diz que a fé de Abraão lançou raízes desde o princípio, mas frutificou lentamente. Ele cometeu muitos erros, cada um dos quais aconteceu justamente quando a sua fé vaci­lou. Por duas vezes, escondeu que Sara fosse sua mulher, com medo de ser morto (Gn 12.13; 20.2). Também aceitou ter um filho com sua serva, Agar, por receio de que a promessa divina não se cumprisse (Gn 16.3). Abraão teve várias experiências negativas, mas amadureceu com elas. Assim, quando precisou enfrentar o teste supremo - a ordem para sacrificar Isaque -sua fé triunfou maravilhosamente (Gn 22.12). 



Com Abraão, aprendemos que decidir crer é uma coisa que fazemos de uma vez por todas, mas aprender a crer é algo que leva tempo. "Eu não tenho fé", dizemos, muitas vezes, ao nos depararmos com situações difíceis ou reconhecermos nos­sas falhas pessoais. Nessas horas, o exemplo de Abraão nos serve de consolo. Se até o "Pai da fé" teve os seus momentos de dúvida, então certamente não somos um caso perdido! A histó­ria de Abraão nega, definitivamente, a idéia da "santificação instantânea"'. O crescimento é sempre um processo gradual. Ele não se assemelha a uma curva que fazemos de uma só vez, e sim a uma ponte que atravessamos devagar. Assim cresce, também, a nossa fé.

Ter fé em Deus (a qual se fortalece com o tempo e a experi­ência) é algo importante para qualquer pai. Primeiro, porque só com a ajuda de Deus ele poderá cumprir sua missão. Segundo, porque existem coisas que seus filhos precisam e que apenas o Senhor pode dar. E, em terceiro lugar, porque sua vida espiritual se constituirá num modelo para os seus descendentes. Um pai terreno que ensina os seus filhos a confiar no Pai celestial pre­senteia-os com um rico tesouro, que haverá de abençoá-los por toda a vida.

Um pai exaltado é um homem de caráter

Assim como se esforçou por andar corretamente diante do Senhor, Abraão se portou dignamente perante os homens. Ele foi alguém que, com suas palavras e ações, conquistou o res­peito de seus contemporâneos e das gerações que o sucede­ram. Abraão era um homem dedicado ao seu trabalho, fiel aos seus amigos, sóbrio em suas declarações e honrado nos seus atos. Uma pessoa honesta, corajosa e leal.

Quando o pai de Abraão, Terá, deixou Ur dos caldeus, ele se dispôs a acompanhá-lo. Chamado por Deus para peregrinar em Canaã, levou consigo o órfão Ló. Quando os pastores de ambos começaram a se desentender, generosamente permitiu que seu sobrinho escolhesse para si a melhor terra. Abraão também guer­reou para libertar Ló e outros cativos de exércitos invasores, re­cusou-se a receber despojos do rei de Sodoma e entregou os dízimos de seus bens a Melquisedeque. Ele recebeu anjos em sua casa e intercedeu pelos pecadores. Estabeleceu um pacto com Abimeleque e comprou uma propriedade de Efrom. Em cada uma dessas ações, Abraão procurou ser justo e misericordioso. Assim, tornou-se conhecido como um homem íntegro.

Um pai exaltado é alguém que zela pelo seu nome. Ele faz isso honrando os seus compromissos e cumprindo com a sua palavra. Infelizmente, vivemos numa época em que muitos, embora se di­zendo comprometidos com Deus, não evidenciam compromisso com a ética. Eles mentem, traem, distorcem, caluniam, encobrem e sonegam. Seu comportamento não é marcado pela santidade. Sua fala não se caracteriza pela verdade. Assim, por mais que de­sejem apontar um bom caminho para seus filhos, vêem suas me­lhores intenções desfazer-se sob o impacto de seu mau exemplo. É como disse um jovem ao pai que tentava corrigi-lo:
"O que você faz grita tão alto que eu não escuto o que você diz."

As pessoas que mais marcaram a minha vida não foram gran­des pregadores nem operadores de sinais. Foram homens e mulheres simples que, com seu proceder amoroso, me ensina­ram o que é ser um cristão. Ao longo dos anos, tenho buscado imitá-los, certo de que a prova da presença de Deus na vida de uma pessoa se manifesta no seu caráter.

Um pai exaltado é um homem de família

Isso é algo tão óbvio que, à primeira vista, nem precisaria ser mencionado. Entretanto, a verdade é que um grande núme­ro de homens não vive para seus lares. São pais ausentes, que relegam a educação dos filhos às esposas e gastam todo o seu tempo no trabalho. São pais omissos, que não acompanham o desempenho escolar das crianças nem se preocupam em co­nhecer suas companhias. São pais negligentes, os quais não se empenham em fornecer os valores morais e espirituais dos quais os pequeninos precisam para se tornar pessoas de bem.


Paternidade envolve responsabilidade. Não é um aspecto pe­riférico da vida de um homem: é sua prioridade! Aprendemos isso com o exemplo de Abraão. Ele foi alguém que viveu para os seus. Esforçou-se por ser um bom provedor, e também para estar por perto sempre que necessitassem dele. Foi atencioso com seu pai Terá, e generoso com seu sobrinho Ló. Tratou Sara com res­peito, e Isaque, com ternura. Embora fosse um dos homens mais ricos de sua época, considerava o lar seu verdadeiro tesouro. Outros personagens bíblicos não foram tão sábios. Jacó negli­genciou a educação dos filhos na sua ânsia de enriquecer, e Davi deixou de dar à sua família a atenção que ela merecia. Abraão, contudo, priorizou a sua casa. Por isso, até hoje seu nome está associado à palavra "pai".

Stephen Kanitz, colunista da revista Veja, relatou num de seus artigos certa experiência que marcou sua vida. Ele disse que, no começo da carreira, teve um almoço de negócios com um grande empresário. Tratava-se de alguém muito famoso, por quem nutria especial admiração. Para sua surpresa, no meio da refeição o homem começou a chorar. Mal podendo controlar os soluços, ele lhe disse:

"Amanhã é o casamento da minha filha, e eu simplesmente não a vi crescer."
Kanitz havia imaginado sair daquele encontro com algumas dicas profissionais, mas ao invés disso o que extraiu foi uma lição de vida. Decidiu que jamais colocaria sua profissão acima da família. Na sua opinião, essa foi a melhor escolha que fez. Afinal, nenhum sucesso no mundo compensa o fracasso no lar. Talvez seja a hora de rever suas prioridades. Filhos carecem de coisas que o dinheiro não pode comprar. Querem ver seus pais cuidando bem de suas mães. Desejam ouvir declarações de amor. Esperam receber manifestações de carinho. Precisam de conselhos, limites e disciplina. Necessitam de presença, afa­gos e elogios. Pais que se dedicam às suas famílias terão muito do que se alegrar mais tarde. Verão que tomaram a melhor de todas as decisões. Suas vidas serão um sucesso, e jamais um fracasso.