terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O batismo com Espírito Santo (Atos 2:1-13).



Introdução: Os movimentos religiosos da atualidade.

IGREJAS PROTESTANTES: São os "crentes" das denominações evangélicas históricas mais antigas (Presbiterianas, Batistas, Congregacional, etc) surgidas na Reforma Protestante ou no tempo dela. São as denominações que deram origem às Missões Modernas e que trouxeram o evangelho ao Brasil. Não creem na experiência pentecostal (batismo no Espírito Santo após a conversão, com manifestações visíveis e audíveis de sinais e dons). São estruturados, possuem uma longa história e representam o início de toda igreja cristã evangélica no mundo.

OS PENTECOSTAIS. São as denominações evangélicas surgidas após o início do fenômeno Pentecostal (Assembleia de Deus, Deus é Amor, Quadrangular, Brasil para Cristo, etc), iniciado nos Estados Unidos, em 1906, na famosa Rua Azuza, onde pela primeira vez na história moderna da igreja foram manifestados os "dons de línguas" como provas de batismo com o Espírito Santo. Esse fenômeno atraiu a atenção de crentes, que, ao presenciarem e admitirem a experiência, originaram novas denominações. Iniciou no Brasil em 1911, com o início da Assembléia de Deus, em Belém do Pará. Hoje são muitas as denominações pentecostais.

NEOPENTECOSTAIS. Surgida do pentecostalismo (Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça e Mundial do Poder de Deus), que, unindo-se à filosofia do "poder da mente", passou a explorar a prosperidade como sinal de bênção divina e, em decorrência da fé, a cura de todas as enfermidades. Eles creem em rituais especiais para realizar coisas especiais: Quebra de maldições, determinar pela fé, desafios para prosperidade financeira, oração em montanhas de Israel, amuletos para trazer sorte, etc.

CARISMÁTICOS. São os chamados "católicos carismáticos". Até então um grupo separado dos evangélicos. Contudo, com o império do neopentecostalismo, os carismáticos estão se misturando a eles, com a experiência similar de glossolalia, com canções copiadas dos evangélicos, com uma liturgia praticamente idêntica, mantendo, contudo, o credo católico. Creem em santos, em Santa Maria, na Eucaristia, no Purgatório, fazem orações, pregam parecido com os evangélicos
e falam em línguas estranhas.

1)    A descida do Espírito Santo.
O significado do Pentecoste (Atos 2.1): “Ao cumprir-se o dia de Pentecoste...”. A palavra pentecoste (pentekostos, no grego) significa quinquagésimo dia. Ou seja, o Pentecoste era a festa que acontecia cinqüenta dias após o sábado da semana da Páscoa (Lv 23.15-16). É também chamado de Festa das Semanas (Dt 16.10), Festa da Colheita (Ex 23.16) e Festa das Primícias (Nm 28.26). Essa festividade marcava o fim da colheita do trigo (Ex 23.16), e eram oferecidas a Deus as primícias do sustento básico dos israelistas.
Assim como a Páscoa recordava a Israel que Deus era seu Redentor, de igual maneira a Festa das Semanas lembrava-lhe que o Senhor era também seu Sustentador, o Doador de toda boa dádiva.

A espera do Pentecostes (Atos 2.1): “Estavam todos reunidos no mesmo lugar...”. o horário era antes das nove da manhã (a hora do culto matutino). Os discípulos  estavam  no cenáculo em unânime e perseverante oração, quando, de repente, o Espírito Santo foi derramado sobre eles. Todos estavam no mesmo lugar, com o mesmo propósito, buscando o mesmo revestimento do Espírito.

O derramamento do Espírito (Atos 2:2-4). O derramamento do Espírito Santo foi um fenômeno celestial. Não foi algo produzido, ensaiado, fabricado. Aconteceu algo verdadeiramente do céu. O versículo 1 informa-nos que todos estavam reunidos no mesmo lugar. O termo todos aparece mais uma vez no versículo 4, são os 120 discípulos de Jesus.

2)    O Espírito Santo.
O derramamento do Espírito veio como um som (Atos 2.2). Não foi barulho, algazarra, falta de ordem, histeria, mas um som do céu. A palavra grega echos, usada aqui, é a mesma usada em Lucas 21.25 para descrever o estrondo do mar. Um som que chamou a atenção das pessoas que estavam festejando o Pentecostes.

O derramamento do Espírito veio como um vento (Atos 2.2). O vento é o símbolo do Espírito Santo (Jo 3.8). O Espírito Santo veio em forma de vento para mostrar sua soberania, liberdade. Assim como o vento é livre, o Espírito sopra onde quer, da forma que quer, em quem quer.

O derramamento do Espírito veio em línguas como de fogo (Atos 2.3). O fogo também é símbolo do Espírito Santo. Deus se manifestou a Moisés na sarça em que o fogo não se consumia (Ex. 3.2). Quando Salomão consagrou o Templo ao Senhor, desceu fogo do céu (2 Cro 7.1). No Carmelo, Elias orou, e o fogo desceu (1 Rs 18.38,39). Jesus batiza com fogo, e o Espírito desceu em línguas como de fogo.

Hoje, muitas vezes, a igreja está fria. Parece mais uma geladeira a conservar intacto seu religiosismo do que uma fogueira a inflamar corações. Muitos crentes parecem mais uma barra de gelo do que uma labareda de fogo.
 Certa vez alguém perguntou a Moody: “Como podemos experimentar um reavivamento na igreja?”. O grande avivalista respondeu: “Acende uma fogueira no púlpito; quando gravetos secos pegam fogo, até lenha verde começa a arder”.

A experiência pentecostal de Moody: “Moody não duvidava de que recebera o batismo com o Espírito Santo. Quando ele era moço esforçava-se muito e tinha um desejo tremendo de conseguir alguma coisa, porém faltava-lhe poder. Estava trabalhando na força da carne. Nesse tempo havia duas humildes senhoras metodistas que costumavam assistir  às reuniões por ele dirigidas na Associação Cristã de Moços. Elas, no final do culto, muitas vezes se despediam de Moody dizendo: “Estamos orando a seu favor”. Afinal ele ficou um tanto sentido com isto e uma noite perguntou-lhes: “porque estão orando por mim? Porque não oram em favor dos perdidos?”  Responderam: “estamos pedindo que Deus lhe conceda poder”. Ele não compreendeu esta declaração, mas começou a meditar e depois procurou as senhoras, pedindo esclarecimento sobre a questão. Elas lhe falaram, então, a respeito do batismo com o Espírito Santo. Em seguida, Moddy pediu licença para orar juntamente com elas. Uma das mulheres me contou que ele orou intensíssimo fervor naquela ocasião. Orou não somente com elas, mas também orou sozinho. Pouco tempo depois, quando Moddy estava na cidade de Nova Iorque, a caminho da Inglaterra, andando um dia pela rua, no meio do tumulto e da confusão da grande cidade, recebeu a resposta à sua oração: o poder de Deus desceu sobre ele. Moody foi às pressas para a casa de um amigo e pediu permissão para retirar-se para um quarto onde pudesse estar a sós por algum tempo. Ali passou umas horas em comunhão com Deus, enquanto o Espírito derramou sobre ele um imenso gozo, que transbordava. Saiu daquele lugar definitivamente cheio do Espírito Santo”.

A EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL DE GUNNAR VINGREN
Gunnar Vingren, pioneiro da obra pentecostal no Brasil, foi para Chicago em 1904, a fim de estudar quatro anos de teologia no seminário sueco. Em maio de 1909, foi diplomado e, no mês seguinte, assumiu o pastorado da 1ª Igreja Batista em Menominee, Michigam. No verão desse mesmo ano, Deus o encheu de uma grande sede de receber o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Em novembro de 1909, Vingren dirigiu-se até Chicago a fim de participar de uma conferência realizada pela Igreja Batista Sueca. Foi com o firme propósito de buscar o batismo com o Espírito Santo. Depois de cinco dias buscando o Senhor, Jesus o batizou com o Espírito Santo e com fogo, falando em novas línguas conforme está escrito em Atos 2. Assim se expressou Vingren em seu diário: ‘É impossível descrever a alegria que encheu meu coração. Eternamente o louvarei, pois Ele me batizou com o seu Espírito Santo e com fogo’. Depois que recebeu o batismo com o Espírito Santo na conferência em Chicago, retornou para a Igreja da qual era pastor em Menominee, Michigan. Vingren começou a ensinar a verdade pentecostal de que Jesus batiza com o Espírito Santo e com fogo. Alguns creram, outros duvidaram, mas alguns não desejaram aceitar a mensagem. O grupo que recusou a pregação, obrigou o jovem pastor a deixar a congregação. Deixando-a, Gunnar dirigiu-se a igreja em South Bend, Indiana. Nessa Igreja, todos receberam a verdade e creram nela. Na primeira semana Jesus batizou dez pessoas com o Espírito Santo e com fogo, e naquele verão, vinte. Assim, afirma Vingren: ‘Deus transformou a igreja batista de South Bend em uma igreja pentecostal’.

A EXPERIÊNCIA PENTECOSTAL DE DANIEL BERG
Daniel Berg, outro pioneiro da obra pentecostal no Brasil, nasceu no dia 19 de abril de 1884, na cidade de Vargon, na Suécia. Em 1889, converteu-se na Igreja Batista sueca e foi batizado nas águas. Em 25 de março de 1902, Berg desembarcouem Boston a procura de novas oportunidades de emprego. Quando estava em Boston, soube que um de seus amigos de infancia, L. Pethrus, recebera o batismo com o Espírito Santo e com fogo. A convite de sua mãe, Berg viajou até a Suécia para encontrar-se com Pethrus. Depois do encontro, ao regressar aos Estados Unidos, em 1909, Daniel Berg orou insistentemente a Deus pedindo o batismo com o Espírito Santo. Antes de chegar ao seu destino, Deus ouviu a oração batizando-o com o Espírito Santo. Nesse mesmo ano, encontrou-se com Gunnar Vingren. Os dois conversaram muito tempo a respeito da convicção que tinham no batismo com o Espírito Santo, nas Sagradas Escrituras e na chamada missionária. Os dois missionários não tinham qualquer dúvida de que Deus os havia unido para um propósito específico. Foi assim, que após quatorze dias de viagem, no dia 19 de novembro de 1910, Daniel Berg e Gunnar Vingren aportaram em Belém, Pará. Em 1911, a irmã Celina de Albuquerque recebe o batismo com o Espírito Santo, seguida da irmã Nazaré que ao ser batizada, cantou um hino espiritual. No dia 18 de junho de 1911, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus é fundada.



O derramamento do Espírito Santo traz uma experiência pessoal de enchimento do Espírito Santo (Atos 2.4). Os discípulos já eram salvos. Por três vezes Jesus havia deixado isso evidente (Jo 13.10; Jo 15.3; Jo 17.12). Uma coisa é ter o Espírito Santo, outra é o Espírito ter alguém. Uma coisa é ser habitado pelo Espírito, outra é ser cheio dele. Uma coisa é ter o Espírito presente, outra é tê-lo como presidente.
Certa feita, David Hume, ateu, foi visto correndo pelas ruas de Londres. Alguém o abordou: “Para onde você vai, com tanta pressa? O filósofo respondeu: “Vou ver George Whitefield pregar”. O questionador lhe perguntou: “Mas você não acredita no que ele prega, acredita?”.  Hume respondeu: “Eu não acredito, mas ele acredita”.

3)    A multidão do Pentecostes (VS. 5-11).
Lucas enfatiza a natureza internacional da multidão que se reuniu. Todos eram judeus, homens piedosos e todos estavam habitando em Jerusalém (v.5). Mas eles não tinham nascido naquela cidade: vinham da dispersão, de todas as nações debaixo do céu. PRIMEIRO, Lucas menciona os Partos, Medos e Elamitas e os naturais da Mesopotâmia (v.9), ou seja, os povos a oeste do Mar Cáspio; SEGUNDO, nos versículos 9b e 10 a, Lucas se refere a cinco áreas que chamamos de Asia Menor ou Turquia: Capadócia (leste), Ponto (norte) e Asia (oeste), Frigia e Panfilia (sul); TERCEIRO, norte da Africa (10 b): do Egito e as regiões da Líbia nas imediações de Cirene; QUARTO (VS. 10-11) é composto por Romanos que aqui residem, e o QUINTO, que mais se parece um acréscimo, são cretenses e arábicos (v. 11 b).



ü O milagre das línguas (Atos 2:4-7). Não foram sons incoerentes, mas uma habilidade sobrenatural para falar em língua reconhecíveis. Assim a expressão outras línguas poderia ser traduzido por “línguas diferentes da sua língua materna”.

ü A perplexidade da multidão (Atos 2.6-7). A multidão foi atraída pelo extraordinário fenômeno do Pentecostes. Algo sobrenatural estava acontecendo, e eles não tinham explicações razoáveis para aquele fato.

CONCLUSÃO: reações da multidão.
ü PRECONCEITO (Atos 2.7). Os galileus eram recebidos em Jerusalém com grande preconceito. Eram pessoas de segunda categoria.

ü CETICISMO (Atos 2.12). Estes ficaram atônitos e perplexos, ansiosos por uma explicação razoável para aquele extraordinário acontecimento.


ü ZOMBARIA (Atos 2.13). Um grupo dentre a multidão rotulou o fenômeno das línguas como resultado da embriaguez. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Em Algum lugar do passado. Lucas 24:13-35.


Introdução.
            Eu estava revirando o meu arquivo em busca de um documento quando deparei com um envelope cheio de fotografia...

            Eram fotos bem antigas de membros da família e de pessoas que um dia conviveram comigo.

            Enquanto examinava algumas fotos, um vai-e-vem de sentimentos dominou o meu coração.

            Voce já observou que há UM MISTO  de sentimentos quando folheamos um álbum de fotografia? VOCE REVIVE MOMENTOS BONS E TAMBÉM MOMENTOS RUINS!

            Uma fotografia tem o poder mágico de nos transportar para o passado, sem tirar os nossos pés do chão!

            Há fotos que muitas vezes nos recusamos contemplar...OUTRAS provocam saudades de alguém que já se foi ...

            E quando isto acontece – presente sofre, fica abalado. Dependendo do que você recordou, o seu dia pode se transformar num paraíso ou num deserto.

1)    Dos doze encontros que a Bíblia relata que Cristo teve com seus discípulos após sua ressurreição este tinha um significado especial!

ü Ele se TORNA ESPECIAL pelo fato destes dois discípulos também estarem CAMINHANDO...

ü NÃO APENAS FISICAMENTE, Eles iam em direção da aldeia de Emaús mas estavam presos a cidade de Jerusalém...

ü As lembranças de um passado recente escurecia a mente desses dois caminhantes...

ü Eles tinham os pés em Emaús, mas a mente ainda vivia os momentos dramáticos da morte do Senhor.

2)    Quando o passado nos arrasta e nos prende, perdemos a capacidade de enxergar o que está ocorrendo em nosso presente.

ü Lucas 24:15: “Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles...”.

ü AGORA VEJA O QUE ACONTECEU...

ü Lucas 24.16: “os seus olhos estavam EMBOTADOS (grego) – sem energia, insensíveis, sem capacidade para perceber...

ü OUÇAM: Não apenas o passado como passado que provoca esta inércia, esta indiferença...

ü Mas , sim, um passado angustiante, marcado pela derrota... pela desesperança... pelo desapontamento.

ü É esse passado tem o poder de neutralizar a nossa fé no presente e tirar toda perspectiva do futuro.

ü Quando você relembra um fracasso, a sua força parece diminuir!

ü Quando a sua mente traz a tona um momento amargo, triste, você se desfigura!

ü Os discípulos ainda estavam vivendo as dores da morte do Senhor. Para eles ainda era sexta-feira. Nada do que aconteceu depois tinha valor para eles!

ü Muitos ainda tem suas lembranças amarradas ...em algum lugar do passado.

3)    Jesus se aproxima e abre um diálogo.

ü Lucas 24:17: “Que palavras são essas que caminhando, trocais entre vós? Eles pararam entristecidos”.

ü OBSERVE, que Jesus se aproxima e percebe o estado de espírito dos dois.

ü Eles pararam entristecidos, ou seja, ROSTO SOMBRIO!

ü OUÇA:  a coisa mais difícil para qualquer um de nós, é, caminhar sem esperança!

ü Eles estavam avançando...caminhando... mas não sabiam o que fazer de suas vidas!

ü Toda expectativa e esperança de ver dias melhores morreu com Jesus!

4)    Estamos vivendo dias difíceis!

ü Não está sendo fácil caminhar, avançar, olhar para cima...

ü O céu de muitos está nublado, escuro, carregado de nuvens!

ü E seguir em frente – tendo ainda um passado de fracassos, de derrotas incomodando o coração – é muito difícil!

ü Não vou deixar que as lembranças de um momento amargo continue azedando o meu presente.

5)    Aprendi uma grande lição ao ler os versículos 18 e 19.
ü Veja o que diz o texto: “és o único, porventura, que tendo estado em Jerusalém, ignorais as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais?”.
ü Aqueles dois discípulos não podiam entender a desinformação daquele homem que surgira de repente!

ü É como se alguém ignorasse hoje o que está acontecendo na economia do país! No entanto, sabemos a situação real do Brasil...

ü Agora observem o que eles disseram: “és o único, porventura, que tendo estado em Jerusalém, ignorais as ocorrências...?”

ü Nós sabemos que esquecer um erro, um fracasso, uma doença, uma traição ... é quase impossível! Deixa seqüelas, marcas, cicatrizes na alma...

ü No entanto, Jesus andava com aqueles discípulos totalmente livres das amarguras da sexta-feira. Ele esteve em Jerusalém mas não estava preso a Jerusalém!

6)    Quando ele pergunta: Quais?
ü Jesus estava afirmando que o passado não pode mais pesar sobre nossas vidas!

ü O seu sacrifício crucifixou os nossos pecados. Deu-nos esperança, fé...

ü Aquele sentimento não pode dominar os nossos corações. Os nossos estão nele! Não estamos sozinhos.

ü O que está em jogo é a palavra de Deus. É por causa desta palavra você não poderá ser derrotado.

ü Lucas 24.31: “Então se lhes abriram os olhos, e o reconheceram mas ele desapareceu da presença deles”.

ü Voce sabe por que Jesus desapareceu? Sua missão estava cumprida. Foram renovados para continuar a caminhada.
Conclusão:
ü É isto que Deus espera de cada um de nós.

ü Não é hora de ficarmos parados... com medo... com angustia de coração... com incertezas.


ü O que está em jogo é a Palavra de Deus e por causa desta Palavra que a sua vida tem que mudar. 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

À espera do Pentecoste (Atos 1:6-15)



            Antes do dia de Pentecoste haveria um tempo de espera, quarenta dias entre a ressurreição e ascensão de Jesus (Atos 1.3), e mais dez entre a ascensão e o Pentecoste. As instruções de Jesus foram cristalinas, primeiro no evangelho de Lucas e, depois, no início de Atos: “Permanecei, pois, na cidade até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49 e Atos 1.4). Durante os cinqüenta dias de espera, porém, eles não permaneceram inativos. Pelo contrário, Lucas seleciona e comenta quatro eventos importantes.

            Primeiro, eles foram comissionados (Atos 1:6-8). Segundo, eles viram Jesus ser elevado às alturas (Atos 1:9-12). Terceiro, eles perseveravam juntos em oração, provavelmente para que o Espírito viesse (Atos 1:13-14).

1)    Eles foram comissionados (Atos 1:6-8).

Lucas indica aquilo que o Senhor lhes ensinou durante os quarenta dias em que, ressurreto, “se apresentou” aos apóstolos, dando “muitas provas incontestáveis” de que estava vivo (v.3). Primeiro, Jesus lhes falou do “reino de Deus” (v.3), o qual tinha sido o centro da sua mensagem durante seu ministério público e após a sua ressurreição. Segundo, Jesus lhes ordenou que esperassem pela dádiva do batismo do Espírito, prometido por ele, por seu Pai e também por João Batista, e que iriam receber “não muito depois destes dias” (VS. 4-5 e Joel 2.28-32, Jo 14.16, Jo 15.26 e Jo 16.7).

1.1)         O reino de Deus.
“Senhor, será esse o tempo em que restaure o reino a Israel?” (Atos 1.4).  A pergunta dos discípulos deve ter deixado Jesus muito desanimado. João Calvino comenta: “os erros são tantos quantas são as palavras. O verbo, o objeto e o advérbio dessa frase, todos eles demonstram uma confusão doutrinária sobre o reino de Deus . O verbo RESTAURES mostra que eles estavam esperando um reino político e territorial; o objeto ISRAEL, que eles estavam esperando um reino nacional; e SERÁ ESTE O TEMPO, que estavam esperando uma restauração imediata. Em sua resposta (VS. 7-8), Jesus corrigiu essas noções falsas da natureza e extensão e chegada do reino.

ü O reino de Deus é espiritual quanto ao caráter. O reino de Deus não é um conceito territorial. O reino de Deus não é terreno mas espiritual. Seu trono é estabelecido no coração das pessoas, não nas embaixadas do governo. Onde um escravo do pecado é libertado e onde um súdito do reino das trevas é transportado pra o reino da luz, aí se estabelece o reino de Deus.

ü O reino de Deus é internacional quanto a seus membros. Jesus prometeu que o Espírito Santo lhes daria o poder de serem suas testemunhas. Começariam em Jerusalém, depois Judéia, depois Samaria e até os confins da terra. Os capítulos 1-7 descrevem os acontecimentos em Jerusalém; o capítulo 8 menciona os discípulos se espalham pela Judéia e Samaria (Atos 8.1) e relata a evangelização de uma cidade samaritana por meio de Felipe (8:5-24); enquanto que a conversão de Saulo, no capítulo 9, conduz a uma série de expedições missionárias, e finalmente sua viagem para Roma, relatadas no restante do livro.

ü O reino de Deus é gradual quanto à expansão. “É agora que o Senhor vai devolver o Reino de Deus ao povo de Israel”? A resposta de Jesus foi dupla. Em primeiro lugar, não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade (v.7). “Tempos” (chronoi) ou “épocas” (Kairoi), juntos, formam o plano de Deus. OU SEJA, NÃO VOS COMPETE CONHECER. Os mistérios pertencem a Deus e não cabe a nós espreitá-los; são as coisas reveladas que nos pertencem e devemos nos contentar com elas (Dt 29.29). Em segundo lugar, os discípulos precisavam saber que receberiam poder para que, no período entre a vinda do Espírito e a segunda vinda do Filho, pudessem ser suas testemunhas, em círculos cada vez maiores. Na verdade, todo período entre o Pentecoste e a Parousia deve ser preenchido com a missão mundial da igreja no poder do Espírito Santo.

2)    Os discípulos viram Jesus subir ao céu (Atos 1:9-12).
ü “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá do modo como o viste subir” (v.11). “Esse mesmo Jesus”, certamente indica que a sua vinda será pessoal, o Filho Eterno ainda em posse da natureza e do corpo humano glorificado. E “do mesmo modo como” indica que a sua vinda também será visível e gloriosa. Eles viram sua partida; eles veriam a sua volta (Lc 21.27). Mas haverá algumas diferenças importantes entre a partida de Jesus e o seu retorno. Sua volta será pessoal, mas ela não será vista por poucos, como na ascensão. Mas quando ele voltar “todo olho o verá” (Ap 1.7). Em vez de voltar sozinho (como partiu), milhões de santos – humanos e angelicais – formarão sua comitiva (Lc 9.26). Em vez de ser uma volta restrista a um local, será  “assim como o relâmpago, fuzilando, brilha de uma à outra extremidade do céu” (Lc 17.23-24).

ü Era fundamentalmente anormal ficarem a olhar para o céu, quando tinham sido comissionados para irem até aos confins da terra. A terra, e não o céu deveria ser o centro de sua preocupação. Eles tinham sido chamados para serem testemunhas, não vasculhadores do céu. A visão que eles deveriam cultivar não era a vertical, de nostalgia do céu onde Jesus foi recebido, mas, sim, a horizontal, de compaixão pelo mundo perdido que precisava dele.  A idéia é essa: Primeiro, Jesus voltou ao céu (ascensão). Segundo, veio o Espírito Santo (Pentecoste). Terceiro, a igreja sai para ser testemunha (missão). Quarto, Jesus voltará (Parusia).

3)    Eles oraram pela chegada do Espírito (Atos 1:12-14). Quatro pontos:
ü Em primeiro lugar, a volta (Atos 1.12). Jesus ascendeu ao céu do monte das Oliveiras, cerca de um quilometro e pouco da cidade de Jerusalém. Essa volta foi com grande júbilo.

ü Em segundo lugar, o local (Atos 1.13). Quando ali entraram, subiram para o cenáculo... O cenáculo foi o palco das promessas e o lugar da busca. Ali Jesus orou pelos discípulos e ali os discípulos oraram pelo derramamento do Espírito.

ü Em terceiro lugar, os integrantes (Atos 1.13b, 14b). o grupo reunido somava umas 120 pessoas (Atos 1.15). Ali estava o colégio apostólico, a familia de Jesus, outras mulheres e outros irmãos. Não havia entre eles nenhuma supremacia de Pedro ou Maria. Todos estavam unidos na mesma condição e com o mesmo propósito. Vale ressaltar que esta é a ultima referencia das Escrituras a Maria, mãe de Jesus.

ü Em quarto lugar, a oração (Atos 1.14ª). Todos estes perseveravam unânimes em oração. Aqueles 120 irmãos reunidos não estavam mais, como os apóstolos, trancados com medo dos judeus, porém aguardavam o revestimento de poder. O grupo estava unido na busca e manteve-se perseverante na oração até que todos foram revestidos de poder.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

A DOUTRINA DO INFERNO. Lc 16.19-31



Introdução: “No meu entendimento, existe um defeito muito sério no caráter moral de Cristo, que é acreditar no inferno. Eu não acho que uma pessoa que seja profundamente humana possa crer na punição eterna”.
Bertrand Russel, ateu.

 “O inferno é o grande cumprimento que Deus presta à realidade da liberdade humana e à dignidade da escolha humana”. Chesterton, cristão.

Após a morte, há um julgamento final, e aqueles que morrem em seus pecados passarão a eternidade no inferno. Muito embora esta doutrina seja frequentemente ridicularizada e rejeitada, não podemos ignorar o claro ensinamento das Escrituras: há um lugar para julgamento eterno dos perversos.

 No Novo Testamento, dois termos específicos são utilizados para se referir ao inferno: HADES E GEENA.

  HADES.  Este termo aparece dez vezes no Novo Testamento (Mt 11:23; 16:18; Lc 10:15; 16:23; Atos 2:27, 31; Ap 1:18). Em Lucas 16:23 a expressão Hades refere-se a um lugar onde os perversos são atormentados. Portanto, o HADES é a moradia temporária dos perversos desencarnados até a ressurreição e o julgamento final, quando os perversos são reunidos com seus corpos e transferidos para um lugar de tormento eterno chamado GEENA (Ap 20:14).

 GEENA. A palavra Geena aparece doze vezes no Novo Testamento (Mt 5:22;  10:28; 18:9; 23:15,33; Lc 12:5). Ela é a forma grega da expressão em aramaico GEHINNAM, que se refere ao Vale de Hinom (Js 15:8).


Durante o reinado dos perversos Acaz e Manassés, sacrifícios humanos ao deus amonita Moloque  foram realizados em geena (vide Jeremias 32:35; 2 Reis 16:3; 21:6). Josias profanou o vale por causa das oferendas pagãs que realizou naquele lugar (2 Rs 23.10; Jr 7.31,32). Com o passar do tempo, esse vale se transformou num grande depósito de lixo, constantemente em chamas, o que fez a palavra significar o lugar dos perdidos, imprestáveis e destinados ao fogo que nunca se apaga. O HADES um dia será destruído (Ap. 20.14) ) enquanto o sofrimento no Geena é interminável (Marcos 9:47-48).



  
1)      A NATUREZA DO INFERNO.

1.1)            Exclusão da presença favorável de Deus.

·        Não é a ausência de Deus que faz do inferno um lugar de tormento, mas a ausência de sua presença favorável. De fato, o inferno é o inferno porque Deus está lá na plenitude de sua justiça e ira ( Conferir: 2 Ts 1:9-10:

 “estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu Poder”. Mt 7:23: “Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. Lc 13:27: “mas ele vos dirá: Não sei donde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos que praticais a iniqüidade”. Mt 8:11-12: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes”.

·        IMPORTANTE: O inferno é o Inferno porque Deus está lá na plenitude de sua justiça e ira - Ap 14:9-10: 

Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua imagem na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira e será atormentado com fogo e enxofre...”

1.2)            Sofrimento indescritível.

·        As escrituras, e especialmente Jesus; falam sobre o inferno como um lugar de sofrimento indescritível. É importante entender que o inferno na é um lugar onde os perversos são cruelmente torturados, mas onde eles sofrem a perfeita justiça pelos seus pecados. Deus não é tirano, não se compraz na morte do ímpio (Ez 18:23,32: “acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? Diz o Senhor Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva?

·        Como o Inferno é descrito? A) Um lugar de tormento (Lc 16:23: “no inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe Abraão e Lazaro no seu seio”; 
b) Um lugar onde  há choro e ranger de dentes (Mt 8:12: “ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e range dos dentes”;Ap. 14:9-11: “a fumaça do seu tormento  sobe pelos séculos dos séculos, e não tem descanso algum, nem de dia e nem de noite...” de ; Mt 13:42: “e os lancará na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger dos dentes;

·        O sofrimento no inferno será de acordo com o pecado da vida de cada um. Mt 11:20-24: “ai de ti Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito tempo que elas teriam arrependido com pano de saco e cinza. E contudo, vos digo: no dia do juízo, haverá menos rigor para tiro e Sidom do que para vós outros”; Lc 12:42-48: “Aquele a quem muito for dado, muito lhe será exigido”.

1.3)            Punição eterna.

·        Possivelmente a mais assustadora verdade sobre o inferno é que ele é eterno. Qual é a coisa mais abominável que alguém pode praticar nesta vida? Escarnecer, desonrar e recusar-se a amar a pessoa a qual devemos absolutamente tudo, o nosso criador, o próprio Deus (Sl 145:3: “grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável” (Mateus 18.8; Mt 25.41,46).

·        Tal pensamento: “eu não ligo a mínima para o propósito pelo qual fui colocado aqui; não ligo a mínima para os seus valores e para a morte do seu filho por mim, vou ignorar tudo isso”.

2 ) Uma descrição bíblica do céu.

·        O inferno é um lugar de literais fogo e trevas, de enxofre e fumaça? Não! É aceitável considerar estas descrições como sendo figurativas no sentido de que sejam uma tentativa de descrever algo tão aterrorizante que vai além da capacidade da mente humana de conceber e além do poder de comunicação de nossa linguagem humana. Para descrever os horrores do inferno, os autores bíblicos usaram os maiores horrores conhecidos pelo homem na terra, mas pode-se afirmar que o inferno é pior do que qualquer coisa encontrada na terra. Fogo, trevas, enxofre, e fumaça são apenas uma tentativa débil de descrever a realidade muito mais aterrorizante do que qualquer uma destas palavras possa comunicar.

·        Mateus 3.10: Ao longo das Escrituras, a ideia de fogo é utilizada para comunicar o julgamento e a ira de Deus revelados contra o pecado e o pecador. É a reação santa e justa de Deus para com todo o que contradiz Sua natureza e vontade. É feroz, aterrorizante, e irresistível.

·        Mateus 25.41: A ênfase aqui é que os sofrimentos dos perversos no inferno são para sempre. Não há esperança de redenção ou restauração para aqueles que estão no inferno.
·        Mateus 3:12: A ideia comunicada aqui é que os tormentos do inferno não apenas serão eternos, mas irredutíveis. Não haverá qualquer alívio para os condenados.
·        Apocalipse 20:10: Esta descrição é dada para comunicar a imensidão do poder do inferno. Não é apenas um pingo ou um pequeno riacho de tormento, mas os habitantes do inferno serão como aqueles perdidos no mar em um oceano massivo e agitado da ira de Deus, surrados e lançados, indo e vindo pelas violentas e eternas ondas da justa indignação de Deus, como homens se afogando em um massivo e agitado caldeirão de fogo.
·         
·        Mateus 13:42: A verdade comunicada aqui é intensa. Em uma fornalha, todos os elementos aterrorizantes do fogo são intensificados — há pouca chance do calor escapar, nenhuma chuva para refrear as chamas, e nenhuma brisa para trazer refrigério ou alívio.
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·        Mateus 8:12; Mt 22:13: A verdade comunicada aqui é de alienação. Os habitantes do inferno são expulsos e não se acha lugar para eles. Eles não são apenas alienados de Deus, mas da comunhão com outros. É um lugar de absoluto e insuportável isolamento, aparte da vida e da luz de Deus.
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·        Judas 13: Há pouquíssimas coisas mais solitárias ou que mais aprisionam do que a negridão das trevas. Relacionado a tal escuridão está a maior sensação de condenação ou desesperança.
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·        Apocalipse 20:14; 21:8: O destino final dos perversos é justamente o oposto do destino do crente. Para o crente não existe mais o medo da morte (Hebreus 2:15) porque não existe mais morte (Apocalipse 21:4). Em contraste, os perversos viverão em um estado de morte infinita. Eles terão uma existência consciente, mas sem nenhuma das bênçãos, esperanças ou alegrias da vida.