quinta-feira, 2 de abril de 2026

            Um leproso curado   (Mc 1.40-45) 

Durante a pandemia do covid-19 ficamos sem poder cumprimentar, sem poder abraçar e, o pior, éramos obrigados a usar uma máscara! Ficávamos distantes das pessoas, nos cultos separávamos as cadeiras, colocávamos fitas para separar os bancos. Muita gente morreu, perdemos parentes, conhecidos, tudo por causa de uma doença que espalhou por todos os cantos do mundo.

Durante os dias de Jesus, havia gente de quem as pessoas não podiam chegar perto, ou, não sentiam à vontade. Não chegavam perto de bandido, criminoso, prostitutas, samaritanos, pessoas portadoras de certas doenças, como a lepra. Toda vez que alguém via um leproso, tinha que se manter a distância, longe, não podia nem passar perto dele.

1)     Um leproso se aproxima de Jesus

Nos tempos de Jesus, os leprosos não se aproximavam de ninguém. A palavra “lepra” incluía uma serie de doenças de pele, algumas contagiosas, outras difíceis ou impossíveis de serem curadas. A lepra era vista como evidência de pecado e consequente castigo de Deus, olha o exemplo de Miriam. Quando uma pessoa desenvolvia uma doença de pele, o sacerdote tinha a função de avaliar as lesões e determinar se ela estava pura ou impura (Lv 13). A partir do momento em que a lepra era confirmada, a pessoa era considerada impura e deveria viver isolada, fora da comunidade.

Pior que isso. Quando alguém visse, ela mesma deveria gritar: “Impuro, Impuro!”, para que ninguém se aproximasse. Um leproso era considerado impuro de corpo e alma.

O evangelista Lucas, que era médico, relata em seu evangelho que “...um homem coberto de lepra veio em sua direção” (Lc 5.12), indicando um estágio avançado da doença. Todo corpo dele estava tomado pela lepra; os dedos, as mãos, os pés, o rosto deformado, as costas, as coxas, mobilidade etc. Esse leproso que não podia se aproximar de ninguém, foi atraído pela presença de Jesus de tal forma que rompeu o isolamento. Ele estava desobedecendo a leia de Moisés que afirmava que o leproso tinha que permanecer afastado, separado, não podia ter nenhuma aproximação.

Diz-nos o evangelista Marcos: “Certo leproso aproxima-se de Jesus...”. O seu desejo era encontrar com o Senhor Jesus e nada lhe impedia...

Certo leproso aproxima-se de Jesus e suplica-lhe de joelhos...”; o evangelista Mateus fala que “Ele o adorou...”; ele reconheceu a autoridade de Jesus, dobrou-se com o rosto em terra (Lc 5.12). Vemos um homem curvado diante do Senhor, em atitude de submissão e adoração. E isso antes de o milagre acontecer, antes de ser curado. A postura diante do Senhor, em si, já era um ato milagroso de fé!

2)     Cura

Ele disse a Jesus: “Senhor, se quiser, pode me purificar” (Mt 8.2), foi a expressão de quem reconhecia que Jesus tinha poder para fazer o impossível. A palavra que o leproso usou em seu pedido, traduzida como “purificar”, significa tornar puro o que é impuro, livrar da culpa do pecado.

Ou seja, o leproso reconheceu que precisava de muito mais do que cura física. Como só Deus é capaz de purificar alguém do pecado, logo, ele sabia que Jesus era o Messias, o Filho de Deus! Somente o Messias prometido por Deus, o Ungido de Deus, Yeshua Hamashiach podia salvá-lo e curá-lo de sua lepra! Não é somente a cura, mas reconhecer que Jesus é o Filho de Deus, o Unigênito do Pai!

O evangelista MARCOS diz que Cristo foi movido por profunda compaixão. Antes de falar, Jesus estendeu a mão e tocou o leproso. Não foi um toque por acaso, mas um toque intencional. Cristo tocou o intocável! Depois de meses, depois de anos, sem receber nenhum toque, nenhum abraço, nem sequer carinho humano, Jesus o tocou. Apesar de tudo o que dizia a lei a respeito da impureza, Jesus o tocou. Diferente de todos, que corriam, que evitavam, que desprezavam, Jesus o tocou!

Em seguida, Cristo respondeu ao leproso: “Quero sim, fique limpo!”. Com prontidão, certeza e amor, Jesus disse: “Quero” O leproso pediu purificação, e a palavra de ordem do Senhor foi “fica limpo”. Jesus curou física, emocional e espiritualmente. Ele ficou imediatamente limpo, curado, purificado, restaurado à comunhão e ao convívio.

 

Conclusão

Somente Jesus pode nos curar, curar de nossas doenças físicas, curar de nossas doenças emocionais (depressão, angústia, ansiedade, pânico etc.), somente Jesus pode nos libertar verdadeiramente, pois Ele é o Messias, o Filho de Deus!