MEUS OLHOS ESTÃO POSTOS EM TI 2 Cro 20.1-12
Introdução
Estamos cercados por exércitos
demoníacos, existe e sempre existirá uma batalha entre o povo de Deus e o exército
do mal, liderado pelo diabo. O exército do diabo é organizado e munido de estratégias
para matar, roubar e destruir. Não podemos vê-los, mas está em todo lugar, atuando
em todas as esferas da sociedade. Cientes disso, precisamos nos posicionar,
precisamos entender que no reino espiritual não existe campo neutro, ou você,
está do lado de Deus, ou você está do lado dos demônios.
1)
Reconhecendo o terreno
Primeira regra, não subestimar o inimigo. Os versículos 2 e 12, fala que quando Josafá toma ciência que “...os filhos de Moabe, os filhos de Amon, e, com eles, alguns outros amonitas vieram à peleja contra Josafá” (2 Cro 20.1). Sim, era um exército numeroso “uma multidão”; no versículo 12, ele admite não possuir força, a nível militar, suficiente para vencê-los. Eles eram mais poderosos (uma força bélica maior), mais em número, mais em força. No que dependesse do homem, o povo de Deus estava derrotado.
Olha pela fé, nessa noite, como
Eliseu diante do exército da Siria. Nós somos em menos número, aparentemente
somos frágeis, perto do poder de Satanás. O Exército de Satanás monta a legiões.
Literalmente, uma legião compreende cerca de seis mil demônios. Imagina, uma
força dessa, agindo contra nossa igreja, nossa família, sociedade. Já sentiu a
força que um único demônio pode ter? imagine o que não podem fazer milhares
deles, e às vezes num só corpo!
Portanto, temos diante de nós um inimigo que nos ultrapassa em numero e força. Estamos em guerra contra um poderosíssimo exercito que não arreda pé do proposito de nos dominar e nos fazer cativos de seu reino. Os membros desse exercito estão espalhados por todos os lugares – cidades, bairros, ruas vilas, escolas, faculdades, bares, etc. Mas isso não é tudo! Existem “príncipes” que dominam continentes inteiros, países e cidades. Em Daniel 10.10-13 nós nos defrontamos com um exército infernal, responsável pelo reino da Pérsia, tentou impedir a oração de Daniel. Até que veio, Miguel, o anjo guerreiro e dissipou o ataque do inferno.
Não podemos nos atemorizar, ou entrar em pânico diante dessa força infernal, não estamos fazendo propaganda do diabo, simplesmente mostrando como que sua força opera nesse mundo. Nosso objetivo, como igreja de Jesus, é sair em combate em nome de Jesus. Saiamos em combate “revestidos de toda armadura de Deus” (cinto da verdade, a couraça da justiça, o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito e a sandálias do evangelho (Ef 6). Sabendo que “as armas da nossa milicia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas” (2 Co 10.4).
Segunda regra, buscar a Deus em vitória. Quem era Josafá? Alguém cujo coração fora preparado para buscar a Deus. “...buscou a Deus de seu pai e andou nos seus mandamentos...” (2 Cro 17.4). “Exaltou-se o seu coração em seguir o caminho do Senhor e ainda tirou os altos e os bosques de Judá” (v.6). E, mais: “...enviou os seus príncipes ...para ensinarem nas cidades de Judá...e tinham consigo o livro da lei do Senhor” (vs 7-10). Portanto, Josafá era um homem de Deus, cujo coração pertencia ao Senhor, um homem quebrantado.
Quando buscamos a face do
Senhor verdadeiramente, com inteireza de coração, incomodamos o inferno, incomodamos
as hostes infernais. Bastou Israel voltar os olhos para Deus e o inferno
descarregou toda a sua fúria. Josafá estava conduzindo o povo a um
reavivamento, fazendo-lhe voltar o coração para os desígnios de Deus. Bastou
isso para provocar a reação do inimigo! Isso é um princípio espiritual: toda
vez que voltamos para Deus, que arrependemos dos nossos pecados e com inteireza
de coração buscamos a Deus, o inferno se levanta contra nós!
Satanás não se incomoda com
aquele crente que não tem compromisso espiritual em sua vida. Ele não se
importa com aquele crente que vive uma vida na igreja e uma vida no mundo. Ele
não se importa com aquele crente que não tem radicalidade em sua fé, que não
testemunha de Jesus para outras pessoas. Ele não se importa com aquele crente
que não ora, que não consagra, que não lê a Biblia. Porque são pessoas que não
fazem diferença, são pessoas que não incomoda o inferno.
2)
O que fazer?
Josafá teve medo. O medo é um sentimento normal diante de inimigos tão poderosos. Ele não tentou esconder seu estado de espírito apenas porque era rei. Apesar dessa posição de eminência, deixou bem claro o medo que lhe dominava a alma diante de situações tão adversas. Infelizmente, diante de situação imponderável, muitos procuram mascarar seus sentimentos, suas angústias ante o perigo. No entanto, todos os grandes homens de Deus sentiram medo diante do perigo. Davi, com certeza, sentiu medo diante de Golias; Josué da mesma forma, sentiu medo, diante do exército cananeu. Os discípulos sentiram medo diante da tempestade no mar. Mas, o Senhor, está conosco, no meio da peleja.
O que fazer? “Então, Josafá
temeu e pôs-se a buscar o Senhor; e apregoou jejum em todo Judá” (2 Cr 20.3). Diante
do perigo, de um exercito impiedoso, o povo se coloca na presença do Senhor. O
povo clama, o povo ora, consagra e jejua. Meus irmãos, precisamos nos ajuntar
mais (orar, evangelizar, discipular, batalhar). Jesus orou para que sua igreja
se mantivesse unida. Quando falta unidade, ajuntamento, a igreja se enfraquece,
desanima. Não podemos dar brechas ao diabo!
“Judá se ajuntou, para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá vieram para buscarem ao Senhor” (2 Cro 20.4). O povo veio de todas as partes e se ajuntou para buscar a Deus. Naquele momento de guerra, as diferenças ficaram para trás. Não podemos nos dividir por causa de nossas diferenças, mas devemos nos unir, devido ao nosso Senhor, Jesus Cristo. Devemos levantar a bandeira de Cristo, fazemos parte do exército de Deus, lutamos ao lado do cordeiro de Deus e as portas do inferno não podem prevalecer contra a igreja.
Josafá orou, busca socorro
em Deus, reconhecendo sua incapacidade bélica de vencer a guerra que se
desenhava no horizonte. Diante do impossível, ele orou; vendo que o inimigo se
chegava mais perto, prestes a atacar, não teve dúvidas: correu para os braços
de Deus e começou a demandar sua graça, rogando para que manifestasse o seu
poder. Não há vitória nessa batalha a menos que o povo de Deus volte-se para
Ele em oração e lute até que sua gloria se manifeste.
“Porque em nós não há força perante esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos nós o que faremos; porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Cro 20.12). O rei Josafá está orando, em sua oração rende glória ao Senhor Deus de Israel e suplica a sua misericórdia. Ele fala que Deus é soberano sobre todos os reinos; também fala da promessa que Deus fez a Abraão e se cumpriu; sua fidelidade em tomar conta do seu povo. Por fim, ele diz que os filhos de Amom, moabitas e o povo da montanha de Seir levantaram-se contra seu povo para destruí-los, os olhos do povo de Deus estavam fitos no Senhor.
Lhes pergunto: Em “quem” ou em “que” estão postos os nossos olhos, nossa fé, nossa esperança? Será que perdemos de vista o Senhor? Será que esquecemos sobre o seu caráter? Esquecemos do seu nome? Um dos nomes de Deus no Antigo Testamento é: “Jeová-Jireh” (Gn 22.13-14), Deus é o provedor de nossas necessidades. Jeová-Jireh virá em nosso auxilio! O que lhe falta? Um emprego? Condições básicas de sobrevivência? Coloque seus olhos em Jeová-Jireh. Ele é o Deus que provê nossas necessidades.
Conclusão
No dia seguinte o povo de Israel saiu para peleja. O rei Josafá ordenou que cantores estivessem a frente do exercito. Eles cantavam: “Louvai ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre” (2 Cro 20.21). Enquanto o povo louvava ao Senhor, Deus pôs emboscadas no meio do exercito inimigo e os exércitos ao invés de lutarem contra o povo de Deus, começou a guerrear entre si mesmo, os amonitas matando os moabitas. Quando o exercito de Israel chegou no acampamento do inimigo, viram uma multidão de corpos mortos, estendidos. E o povo de Deus pegou todos os objetos que os homens usavam, ouro, prata, jóias e demoraram tres dias para saquear todos os pertences do inimigo.
“E, ao quarto dia, se
ajuntaram no vale de Beraca, porque ali louvaram ao Senhor; por isso, chamaram
àquele lugar vale de Beraca, até o dia de hoje” (2 Cr 20.26).








