terça-feira, 21 de março de 2017

Missões em Atos dos apóstolos. Atos 1.8


Introdução:
O livro de Atos foi escrito por Lucas, antes de 70 d.C., provavelmente, da cidade de Roma. Lucas era médico (Cl 4.14) e acompanhou Paulo a partir da segunda viagem missionária. Em várias passagens aparece a expressão  “nós”  (“procuramos”, “correndo”, “estivemos”, “nos ouvia”; Atos 16.10-17; 20.5-16). E, Paulo testifica a amizade e o companheirismo de Lucas (Cl 4.14; 2 Tm 4.11; Fl 24). 

Lucas endereçou seu livro a Teófilo (Atos1.1,2). Quem foi Teófilo? Sabe-se pouco, mas provavelmente um alto funcionário do governo romano. O texto sugere que a obra narra dois estágios do único ministério de Jesus. Portanto, Atos é uma continuação dos atos e ensinos de Jesus, por meio dos apóstolos e da igreja. 


O objetivo do Livros de Atos é: prover a igreja de um registro histórico do seu início. Um relatório cuidadoso para trazer certeza quanto à fé. Um proposito evangelístico. E, oferecer um modelo de igreja para todas as demais igrejas no mundo.

1)    Dois propósitos em Atos.

 1.1)         O CRESCIMENTO DA IGREJA.
O primeiro proposito em Atos é relatar o crescimento da igreja em sua época. O período cronológico abrangido por Atos é de aproximadamente trinta anos. Vai da crucificação de Cristo (29 d.C.) até à prisão de Paulo, em Roma (60 d.C.). O crescimento da igreja em trinta anos foi algo fenomenal, levando-se em consideração que os cristãos não dispunham de recursos que temos hoje: meios de transporte (carro e avião) e veículos de comunicação (rádio, televisão, internet, impressos).

Crescimento Geográfico:  

o crescimento geográfico é a expansão do evangelho a partir da igreja local, de forma simultânea, até os confins da terra: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, TANTO EM JERUSALÉM, como em toda JUDÉIA e SAMARIA, até os CONFINS DA TERRA”.
Primeiro, o evangelho se propaga por toda Judéia – capítulos 1-7. Segundo, o evangelho se propaga por Samaria e regiões vizinhas – capítulos 8-12. Terceiro, o evangelho se propaga a terras distantes – capítulos 13-28. Em síntese: MISSÕES LOCAIS, MISSÕES REGIONAIS E MISSÕES INTERNACIONAIS.  Toda igreja deve ter a visão de crescer geograficamente financiando missões, plantando igrejas, sustentando missionários em diversas regiões. 

Crescimento Numérico: o crescimento numérico é o aumento natural de pessoas convertidas pelo Espírito Santo e acrescentadas à igreja. Lucas não esconde o fato de que a igreja crescia numericamente, por isso ele fez seis resumos em Atos: 



·        Atos 1.1 – 6.7. Nos fala do crescimento da igreja de Jerusalém e finaliza com um resumo: “Crescia a palavra de Deus e, em Jerusalém, se multiplicava o número de discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé”.

·        Atos 6.8 -9.31. Descreve a divulgação do cristianismo através da Palestina e o martírio de Estevão, que foi seguido pela pregação em Samaria. Finaliza com o resumo: A igreja, na verdade, tinha paz por toda Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.  DUAS RAZÕES SÃO APONTADAS PARA ESSE AUMENTO: os crentes viviam no temor do Senhor e experimentavam o conforto do Espírito Santo.

·        Atos 9.32 – 12.24. Inclui a conversão de Paulo, a Igreja de Antioquia e a aceitação de Cornélio. O resumo é: “Entretanto, a Palavra do Senhor crescia e multiplicava”.

·        Atos 12.25 – 16.5. Fala da propagação na Ásia Menor e da pregação pela Galácia. Finaliza: “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e aumentavam em número dia-a-dia”.

·        Atos 16.6 – 19.20. Relata a expansão da Igreja na Europa e nas cidades grandes como CORINTO e ÉFESO. “ Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente”.  

·        Atos 19.21 – 28.31. Nos fala da chegada de Paulo a Roma  e de sua prisão ali. Termina com uma descrição de Paulo: Pregando o reino de Deus, e, com toda intrepidez, sem impedimento algum, ensinava coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.  

O QUE COMEÇARA COM TRINTA ANOS ANTES EM JERUSALÉM TERMINA EM ROMA, NUMA CASA ALUGADA. COM TODA INTREPIDEZ E SEM IMPEDIMENTO, O REINO DE DEUS ESTÁ SENDO PREGADO E PRODUZINDO FRUTOS. ENTÃO, A IGREJA CRESCE NATURALMENTE QUANDO ELA OBEDECE À GRANDE COMISSÃO.

Crescimento Espiritual: o crescimento espiritual refere-se ao desenvolvimento na fé ou na maturidade no conhecimento de Deus. “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. E perseveraram na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2.41,42)”.  A primeira evidência de conversão mencionada por Lucas é que os novos convertidos PERSEVERAVAM na doutrina dos apóstolos. Eles queriam aprender a sã doutrina ministrada pelos apóstolos.


“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apostolos davam testemunho da ressureição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça” (Atos 4.32,33). MULTIDÕES CRIAM E TODOS ESTAVAM UNIDOS DE CORAÇÃO.

“A igreja, na verdade, tinha paz por toda Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número (Atos 9.31)”. 
A evangelização era feita com a exposição simples e objetiva da Bíblia. As pessoas se convertiam pela instrumentalidade da Palavra. “Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra  com toda avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não pouco homens (Atos 17.11,12)”.
Paulo diz aos presbíteros de Èfeso: “Jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa” (Atos 20.20). O que ele ensinava? “Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus (Atos 20.26,27)”.

Crescimento Verdadeiro.  

O crescimento verdadeiro é aquele que acontece por meio de conversões sinceras. Lucas registra: “Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos (Atos 2.47)”. OBSERVE TRES LIÇÕES IMPORTANTES NESTE VERSO:

·        Era Deus quem acrescentava ou quem produzia o crescimento da igreja.

·        O crescimento era genuíno, pois ele acrescentava os que de fato eram convertidos. ANTES DE ACRESCENTAR À IGREJA, DEUS SALVAVA O PECADOR.

·        O crescimento era diário (dia a dia) e de forma contínua.

O que é conversão? A conversão significava um rompimento total coma idolatria e o paganismo: “Muitos do que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos  dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinquenta mil denários.  Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente (Atos 19.18-20)”.

CRESCIMENTO RÁPIDO
Atos 1.15: 120 pessoas:  “E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse”.

Atos 2.41: Quase 3.000 pessoas.  “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”.

Atos 4.4: Quase 5.000 pessoas. “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil”.

Atos 4. 32: Multidão dos que creram: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns”.

Atos 5.14: Multidão de crentes.  E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais”.

Atos 6.1: Multiplicação de discípulos. “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano”.

Atos 8.6 – Multidões atendiam: “E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia”.

Atos 11.21 e 24 – Muitos se uniram ao Senhor. “A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor. Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor”.

Atos 14.1 – Grande multidão de judeus e gregos. “Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos”.

Atos 17.4 e 12 – Numerosa Multidão. “Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens”.

Conclusão:
Toda igreja deve: CRESCER GEOGRAFICAMENTE; CRESCER NUMERICAMENTE, CRESCER ESPIRITUALMENTE, CRESCER VERDADEIRAMENTE, CRESCER RAPIDAMENTE.




                                                                                          


segunda-feira, 20 de março de 2017

ASSOCIAÇÃO DE PEDIATRIA DOS EUA DECLARA-SE FORMALMENTE CONTRA A IDEOLOGIA DE GÊNERO.
Condicionar as crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável é abuso infantil.


Uma das associações médicas de pediatria mais influentes dos Estados Unidos publicou uma dura nota contra a teoria de gênero – também chamada de ideologia de gênero – como fundamento de políticas públicas. A declaração do American College of Pediatricians alerta educadores e parlamentares para que rejeitem qualquer medida que condicione as crianças a aceitarem como normal “uma vida que personifique química e cirurgicamente o sexo oposto”. A nota do grupo médico afirma, enfaticamente que “os fatos, não a ideologia, é que determinam a realidade”.
Leia uma tradução da íntegra da associação:
1 – A sexualidade humana é uma característica biológica binária objetiva: “XY” e “XX” são marcadores genéticos saudáveis – e não marcadores genéticos de uma desordem. A norma da concepção humana é ser masculino ou feminino. A sexualidade humana é planejadamente binária com o propósito óbvio da reprodução e da prosperidade da nossa espécie. Esse princípio é autoevidente. As desordens extremamente raras no desenvolvimento sexual, que incluem, entre outras, a feminização testicular e a hiperplasia adrenal congênita, são todas desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são com razão reconhecidas como desordens da formação humana. Indivíduos que as portam não constituem um terceiro sexo.
 Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. O gênero (uma consciência e um senso de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, e não biologicamente objetivo. Ninguém nasce com a consciência de si como homem ou mulher: essa consciência se desenvolve com o tempo e, como todo processo de desenvolvimento, pode ser prejudicada por percepções subjetivas da criança, relacionamentos e experiências adversas desde a infância. Pessoas que se identificam como “se sentissem do sexo oposto” ou “nem masculinas nem femininas, algo entre os dois” não constituem um terceiro sexo. Elas permanecem, biologicamente, homens e mulheres.
3 – A crença de uma pessoa de ser algo que ela não é, na melhor das hipóteses, é um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, existe um problema psicológico objetivo, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado dessa forma. Essas crianças sofrem de disforia de gênero, formalmente conhecida como transtorno de identidade de gênero, uma desordem mental reconhecida na edição mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico da American Psychiatric Association. A psicodinâmica e as teorias de aprendizagem social dessa desordem nunca foram refutadas.
4 – A puberdade não é uma doença e a injeção de hormônios bloqueadores da puberdade pode ser perigosa. Reversíveis ou não, hormônios bloqueadores de puberdade induzem um estado de enfermidade – a ausência de puberdade – e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança anteriormente saudável biologicamente.
5 – Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico, 98% dos meninos e 88% das meninas confusos com seu gênero aceitam o seu sexo biológico naturalmente ao passar pela puberdade.
6 – Crianças que usam bloqueadores de puberdade para personificar o sexo oposto precisarão de hormônios do sexo oposto no final da adolescência. Esses hormônios estão associados com graves riscos para a saúde, incluindo pressão alta, coágulos sanguíneos, AVC e câncer, mas não se limitando a isso.
7 – As taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e passam por cirurgias de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que é um dos países de maior ação afirmativa LGBQT. Que pessoa razoável e compassiva condenaria crianças a esse destino, sabendo que depois da puberdade 88% das meninas e 98% dos meninos aceitarão o seu sexo real e terão saúde física e mental?
8 – Condicionar as crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável é abuso infantil. Apoiar a discordância de gênero como normal através da educação pública e de políticas legais confundirá as crianças e os pais, levando mais crianças a procurar “clínicas de gênero”, onde tomarão drogas bloqueadoras da puberdade. Por sua vez, isso garantirá que elas “escolherão” uma vida toda de hormônios cancerígenos e tóxicos e provavelmente considerarão passar por uma mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo ao chegar à vida adulta.
O texto original encontra-se aqui.
Com informações do Portal Sempre Família
Revisão e adaptação Púlpito Cristã


terça-feira, 14 de março de 2017

Evódia e Síntique: costurando relacionamentos. Fl 4:1-3



Introdução: Em uma parábola intitulada “Uma noiva Briguenta”, o autor pintou uma cena vívida, ao descrever um movimento de suspense em uma cerimônia de casamento. Bem na frente está o noivo em um terno impecável – simpático, sorridente, sapatos brilhantes, nenhum fio de cabelo fora do lugar e esperando ansiosamente pela presença de sua noiva. O momento mágico finalmente chega, quando a música do órgão toca a marcha nupcial. Todos se levantam e olham na direção da porta da entrada, para darem a primeira olhada na noiva. Subitamente, há um ENTALO na garganta. O grupo reunido para o casamento fica chocado. O noivo olha em embaraçada descrença. Em lugar de uma mulher bonita, vestida em branco elegante, sorrindo por destras de seu véu, a noiva entra manquejando pelo corredor. Seu vestido está amassado e rasgado. Suas pernas parecem distorcidas. Golpes feios e contusões cobrem seus braços nus. Seu nariz está sangrando, um olho está roxo e inchado, e seus cabelos estão bagunçados. Olha o que o apostolo Paulo escreveu sobre a noiva de Cristo (Ef 5.25-27).

Pode você imaginar com que se pareceria uma fotografia de casamento se Cristo reivindicasse hoje a sua noiva?  

1)    Analisando as causas e extensões dos conflitos (Tg 4.1-3).

De onde vêm as lutas e as brigas entre vocês? Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês. Vocês querem muitas coisas; mas, como não podem tê-las, estão prontos até para matar a fim de consegui-las. Vocês as desejam ardentemente; mas, como não conseguem possuí-las, brigam e lutam. Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E, quando pedem, não recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres”. 








Os termos usados são extremamentes descritivos: “guerras e contendas”.  O primeiro termo – guerra – transmite a cena de hostilidades generalizadas e sangrenta entre partidos que se digladiam.  O segundo termo “contendas” representa desentendimentos secundários, batalhas locais e limitadas, até mesmo estado crônico de desarmonia.

De onde vêm todas as guerras e conflitos que assolam o mundo? Vocês acham que acontecem sem razão? Raciocinem. As guerras acontecem porque vocês exigem: “é do meu jeito, ou nada feito”. E para terem o que querem lutam com unhas e dentes. Vocês desejam o que não tem e são capazes de matar para consegui-lo. Invejam o que é dos outros e chegam apelar para o violência”. A mensagem – Eugene Petersen.

Pequenas batalhas pessoais ... argumentos, lutas pelo poder, invejas, comentário sem amor e até brigas judiciais MACULAM o corpo de Cristo.

POR QUÊ BRIGAMOS?

Tiago aponta para “a razão” dessas brigas, ao referir-se à questão. Sua resposta pode ser estranha: “De onde, senão  dos prazeres que militam na vossa carne”. PRAZERES no grego é HEDONISMO! Essa palavra indica o desejo de obter o que a pessoa não tem, o que inclui a idéia de satisfazer-se ... a paixão de obter o que a pessoa deseja. Tais prazeres levam-nos a declarar “guerra” – no grego- é estratégia. Ou seja, nosso desejo de obter aquilo que queremos impulsiona-nos a estrategizar: por em movimento um plano que resulte  que eu obtenha a minha maneira. 

“Os piores pecados são puramente espirituais e também dão prazer: provar que o outro está errado, desempenhar o papel de mandão, de protetor arrogante, de desmancha-prazeres ou de linguarudo. Pois há duas coisas dentro de nós que competem com o nosso eu, às quais temos de tentar superar: são o EU ANIMAL e o EU DIABÓLICO. O eu diabólico é o pior dos dois”. C.S. Lewis. 



2)    A igreja de Filipos. 



2.1) Um princípio primário.
“Portanto, meus irmãos, amados e mui saudosos, minha alegria e coroa, sim, amados, permanecei deste modo, firmes no Senhor” (Ef 4.1).

Ou, “estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (Fl 1.27).

Outrossim, “Permanecei firmes na fé” (1 Co 16.13); “Permanecei, pois, firmes” (Gl 5.,1); “Porque agora vivemos, se é que estejais firmados no Senhor” (1 Ts 3.8); “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes” (2 Ts 2.15).

Por quê Paulo pôs tanta ênfase sobre a necessidade de permanecer firme no Senhor? PERMANECER FIRME NO SENHOR ANTECEDE RELACIONAR-SE BEM COM A FAMILIA. AQUELES QUE ESTÃO DEDICADOS A ESSE PRINCIPIO TERÃO POUCA DIFICULDADE EM SE RELACIONAR COM OS MEMBROS DO CORPO DE CRISTO.

2.2) Evódia e Síntique. 


Evódia – evodomai – significa “ir bem”, “prosperar”, “fazer uma boa jornada. Síntique – nome grego – significa “afortunada”. Eram duas mulheres da igreja em Filipos, eram conhecidas pela forte personalidade.

Elas não são mencionadas em nenhuma outra parte das escrituras.

Os detalhes específicos de sua disputa não foram explicados.

O conselho de Paulo foi exortá-las à harmonia: “Rogo...rogo”.

Paulo apelou para a consciência delas... para os seus corações.

Ao repetir o verbo (“rogo... rogo”), Paulo deixa a impressão que havia falta de ambos os lados. Quando a desarmonia surge entre duas pessoas, há uma certa medida de falha de ambos os lados. A estrada que leva à quebra de harmonia nunca é uma rua de uma só direção.

“Pensem concordemente no Senhor”. Ou seja, é importante que ambos os lados larguem seu rancor e declarem seu perdão, adotando a mesma atitude que o seu Senhor, quando Ele, amorosamente, veio do céu à terra ser nosso Salvador. Somente então será renovada a harmonia.

Tudo o que sabemos a respeito dessas duas mulheres é: Elas brigaram. Através dos séculos, a única resposta que tem podido ser dada a pergunta “Quem eram Evódia e Síntique”? tem sido “Elas eram mulheres de Filipos que viviam em desarmonia. UMA PERGUNTA: Se sua vida fosse resumida em uma única frase, qual seria essa frase?

Conclusão:  
ocasionalmente, uma disputa é tão profunda e de longa duração que se faz necessário alguém que se interponha entre as partes em conflito, em busca da restauração. Esse foi o pedido que Paulo fez aqui:

E a você, meu fiel companheiro de trabalho, peço que ajude essas duas irmãs. Pois elas, junto com Clemente e todos os outros meus companheiros, trabalharam muito para espalhar o evangelho. Os nomes deles estão no Livro da Vida , que pertence a Deus. Fl 4.3


terça-feira, 7 de março de 2017

Sete marcas de uma igreja ideal – Ap 1.1-11.


Introdução: O capítulo 1 de apocalipse nos apresenta Jesus, o ressurreto (Ap. 1.12-17). Já, no capítulo 2 temos as igrejas da sete igrejas da Asia Menor.  Nota-se de imediato que todas as sete cartas às sete igrejas tem estrutura idêntica.

Primeiro, vem um anúncio do destinatário e do autor da carta. O destinatário é o “anjo” de cada igreja. O autor é, Cristo, mas ele se descreve de diferentes maneiras em cada carta, tomando uma ou duas frases adequadas da visão de abertura. Por exemplo, ele escreve a Esmirna (Ap. 2.8): “Estas são as palavras daquele que é o Primeiro e o Último, que morreu e tornou a viver...”

Segundo, vem uma afirmação que começa em cada caso com a palavra conheço. Cristo conhece intimamente sua igreja, pois aquele “cujos olhos são como chama de fogo” (Ap 2.18)”, “aquele que sonda mentes e corações” (2.23) e “anda entre os sete candelabros de ouro” (2.1). Quando inspeciona e supervisiona suas igrejas, conhece tudo a respeito delas, diferente em cada caso: “conheço as suas obras”, diz cinco vezes, mas então faz afirmações como: “conheço o seu trabalho árduo e a sua perseverança”; “conheço as suas aflições e a sua pobreza”; “sei onde você vive”; “conheço o seu amor, a sua fé, o seu serviço”; conheço a sua fama”; “conheço as suas oportunidades”; conheço a sua complacência”. 



Terceiro, Cristo envia a cada igreja uma mensagem adaptada a sua situação, pois cada uma é digna de louvor e de censura, recebendo elogios ou criticas, conforme o caso. A maioria recebe um chamado ao arrependimento e, como ele, um alerta e uma exortação.

Quarto, cada carta conclui com UMA PROMESSA para os cristãos vencedores. Éfeso: arvore da vida; Esmirna: coroa da vida; Pérgamo: pedra branca; Tiatira: estrela da manhã;  Sardes: vestes brancas; Filadélfia: coluna do templo; Laodicéia: comer e reinar com Cristo.

1)    Amor. 

Essa é a primeira marca de uma igreja ideal. A igreja de Éfeso possuía muitas qualidades: trabalho árduo,   perseverança, intolerância ao mal e discernimento teológico. Mas, “você abandonou o primeiro amor” (2.4). Não há dúvida de que na época da conversão o amor deles por Cristo havia sido ardente e vivo, mas agora as chamas haviam definhado (Jr 2.2).  Jesus termina dizendo: “Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no principio” (2.5). Sem amor tudo é nada!

2)    Sofrimento. 

A disposição de sofrer por Cristo prova a genuinidade de nosso amor por ele. Cristo conhecia as aflições, a pobreza e injuria que a igreja de Esmirna estava tendo de enfrentar. Esmirna orgulhava-se de seu Templo em homenagem ao Imperador Tibério. De tempos em tempos, os cidadãos eram convocados para jogar incenso no fogo que queimava  diante do busto do Imperador e confessar que César era o senhor.

No ano de 156 d.C., o venerável Policarpo era pastor de Esmirna. Ele enfrentou esse mesmo dilema. No anfiteatro lotado, o governador obrigou-o a reverenciar o gênio de César e insultar Cristo, mas Policarpo recusou-se, dizendo: “Por oitenta e seis anos o tenho servido, e ele nenhum dano me causou; como então poderia eu blasfemar meu rei que me salvou?” Ele preferiu ser queimado numa estaca a negar a Cristo (Ap 2.10).

3)    Verdade.

A igreja de Pérgamo era dedicada à verdade. Assim, Jesus se apresenta como aquele que tem uma espada afiada de dois gumes saindo da boca, simbolizando sua palavra. Ele descreve a igreja de Pérgamo vivendo “onde está o trono de Satanás”, pois Pérgamo era um centro de culto pagão. Apesar da oposição e até do martírio de Antipas, a igreja permanecera leal ao nome de Cristo e não havia renunciado a fé nele.

4)    Santidade. 

Jesus inicia elogiando a igreja de Tiatira, pois conhece o amor, a fé, o serviço e a perseverança deles. Essas são quatro virtudes superiores e incluem a tríade de fé, esperança e amor. MAS,  a igreja tolerava uma pretensa profetisa maligna, simbolicamente chamada Jezabel por causa da esposa perversa de Acabe, que estava desviando servos de Cristo, levando-os à imoralidade sexual bem como à idolatria. Cristo lhe havia dado tempo para se arrepender, mas ela não se dispunha a tanto, de modo que o julgamento recairia sobre ela  (1 Pe 1.16).

5)    Sinceridade.  

A carta de Cristo a Sardes é a única que não contém nenhum elogio de nenhuma espécie. Antes, ele reclama: “VOCE TEM FAMA DE ESTAR VIVO, MAS ESTÁ MORTO”. Ela apresentava todo sinal de vida e vigor. Mas a reputação era falsa.

As Escrituras tem muito a dizer sobre a diferença entre a reputação e realidade, entre aquilo que os seres humanos veem e o que Deus vê (1 Samuel 16.7). SER OBCECADO PELA APARENCIA E REPUTAÇÃO LEVA NATURALMENTE À HIPOCRISIA (QUE JESUS ODIAVA) e nos ensina que a sinceridade caracteriza uma igreja viva e verdadeira.

6)    Missão. 

Ao escrever para Filadélfia, Jesus descreve-se como alguém que detém a chave de Davi com que era capaz de abrir portas fechadas e fechar portas abertas. Assim, ele podia dizer à igreja de Filadélfia: “Eis que coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar (3.8)”. O significa mais provável é que se trata da porta da oportunidade, como quando Paulo escreveu que em Éfeso “se abriu para mim uma porta ampla e promissora” (1 Co 16.9).

A cidade de Filadélfia estava situada num vale amplo e fértil que dominava rotas mercantis em todas as direções. Assim, Filadélfia era uma cidade missionária desde o inicio.

7)    Integridade. 

Não pode haver dúvidas acerca da mensagem de Cristo à igreja de Laodicéia: ele quer que sua igreja seja caracterizada pela INTEGRIDADE. Ele é muito franco. Cristo prefere que seus discípulos seja ou quentes em sua devoção a ele ou gelados em sua hostilidade, e não mornos em sua indiferença. Ele considera a mornidão nauseante.

O adjetivo “laodiceno” entrou no vocabulário para denotar pessoas mornas quanto à religião. Laodicéia parece  representar uma igreja que por fora é respeitável, mas superficial por dentro, uma das igrejas puramente nominais com que estamos familiarizados.

Conclusão: Quando a metáfora (Laodicéia) muda para mendigos nus e cegos, começamos a perguntar se os membros de Laodicéia eram de algum modo cristãos genuínos. Então ela muda de novo para a de uma casa vazia. Cristo coloca-se à porta, bate, fala e espera. Se abrirmos a porta, ele entra, não só para comer conosco, mas para tomar posse da nossa vida.






terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Gibeonitas: Aliança perigosa – Js 9


introdução:  Ao tomarem conhecimento das vitórias de Israel sobre Jericó e Ai, os reis que estavam daquém do Jordão ficaram apavorados e inseguros com o que lhes poderia acontecer. Foi então que decidiram formar uma espécie de confederação para pelejar contra Israel (vv.1,2). Todavia, os moradores de Gibeão, com medo e grande astúcia, anteciparam-se, propondo a Israel uma aliança que lhes preservasse a vida.

o que Deus falou sobre os povos canaanitas.

Exôdo 34: 12-17  Guarda-te de fazeres aliança com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não seja por laço no meio de ti. Mas os seus altares derrubareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis. Porque não te inclinarás diante de outro deus; pois o nome do Senhor é Zeloso; é um Deus zeloso. Para que não faças aliança com os moradores da terra, e quando eles se prostituírem após os seus deuses, ou sacrificarem aos seus deuses, tu, como convidado deles, comas também dos seus sacrifícios, E tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam com os seus deuses. Não te farás deuses de fundição.

Deuteronômio 20.16-18.  Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida. Antes destruí-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o Senhor teu Deus. Para que não vos ensinem a fazer conforme a todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, e pequeis contra o Senhor vosso Deus.

Números 27: 18-21. Então disse o Senhor a Moisés: Toma a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e impõe a tua mão sobre ele. E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe as tuas ordens na presença deles.
E põe sobre ele da tua glória, para que lhe obedeça toda a congregação dos filhos de Israel. E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação
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I - A CONFEDERAÇÃO DOS REIS DE CANAÃ (9.1,2)

O pavor e a reação dos reis cananeus. Até aqui, nas batalhas de Israel, os reis de Canaã estavam apenas na defensiva. Mas agora resolveram fazer uma coligação a fim de passarem ao ataque ante ao avanço dos israelitas: "Se ajuntaram eles de comum acordo, para pelejar..." (v.2). Esses inimigos do povo de Deus estavam prontos para superar suas diferenças pessoais e unirem-se para resistir ao avanço do povo de Deus. Contudo, não houve por parte de Josué qualquer temor, pois ele estava convicto de que o Senhor o livraria das mãos daqueles ímpios: "Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás" (Is 54.17).

 O respeito pelo nome de Josué. Quando ouviram falar das conquistas de Israel sob a liderança de Josué, e da devoção dos israelitas a um Deus pessoal e poderoso, e invencível, aqueles pequenos monarcas somente viam sua esmagadora derrota. Josué tornara-se um líder e estrategista, reconhecido com temor em toda a terra de Canaã. Josué sabia, e disso não poderia esquecer de que quem estava à sua frente era o grande Deus de Israel, o Senhor dos Exércitos.

A Bíblia menciona sete raças que habitavam a terra de Canaã: os amorreus, cananeus, ferezeus, girgaseus, heteus, heveus e jebuseus.




II – O ARDIL DOS GIBEONITAS (9.3-15)

O perigo da astúcia do inimigo. Usar de ardil é o mesmo que seduzir, ludibriar ou enganar alguém. É uma manobra ardilosa com intuito de induzir alguém ao erro. Entre aqueles que se ajuntaram para pelejar contra Israel, encontravam-se os gibeonitas, conhecidos como heveus (9.1,7), um dos povos mencionados pelo Senhor para ser lançado fora da terra prometida (Dt 7.1-6). Esta foi uma ordem divina que deveria ser cumprida cabalmente. Entretanto, enganado, Israel fez um acordo com os inimigos. A Palavra de Deus adverte-nos enfaticamente: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé” (1 Pe 5.8,9). Nosso campo de batalha é invisível e espiritual. Portanto, devemos estar vigilantes quanto às sutis investidas de Satanás contra a nossa vida cristã.

 Os ardis ocultam males destruidores (9.3,4). Embora a cidade dos gibeonitas fosse maior do que Ai e seu exército ter grandes guerreiros (10.2), sabiam perfeitamente que jamais derrotariam Israel. Então, a única alternativa era dolorosamente esconderem sua identidade e tentar um concerto com os israelitas.


Ardil significa: “atitude astuciosa a que se recorre para burlar alguém ou enganar alguém; armadilha” (Dic. Aurélio). “É uma ação que se vale de astúcia, manha, sagacidade (malicioso); ardileza; que visa iludir; armação; cilada” (Dic. Houaiss).

A Bíblia conta-nos que os heveus fizeram parte de algumas nações que viveram entre os israelitas para, com a permissão divina, provarem a fidelidade de Israel diante do Senhor (Jz 3.1-3). A Igreja de Cristo está no mundo, e vive entre os que não pertencem ao povo de Deus. Estes, às vezes, costumam se instalar no seio da igreja, com fingimento e hipocrisia (1 Jo 1.5-7).

3. A estratégia dolosa dos gibeonitas (9.4,5). Tomaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinho velhos, e rotos, e remendados; e nos pés sapatos velhos e remendados e vestes velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento". Eles queriam dar a impressão de estarem vindo de uma terra distante, quando, na verdade, moravam em Gibeão, cidade bem próxima do acampamento de Israel. 



"Vestiram-se de mendigos, fingiram vir de uma nação longínqua, trazendo pão bolorento e simulando uma história melodramática." (Js 9:11 a 12). "Tendo nos seus pés sapatos velhos e remendados, e trajando roupas velhas; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e  bolorento."

É óbvio que os gibeonitas assim fizeram por medo, pois sabiam que todos os povos cananeus seriam expulsos daquelas terras, ou totalmente destruídos (Êx 23.31-33).
Josué e os príncipes de Israel só descobriram que haviam sido enganados, três dias depois de feito o pacto (v.16).

No verso 9, temos: “teus servos vieram duma terra mui distante, por causa do nome do Senhor teu Deus, porquanto ouvimos a sua fama, e tudo o que fez no Egito...”. Bem que a Palavra de Deus nos alerta: “O homem é provado pelos louvores que recebe” (Pv 27:21).
  


 O que é ser enganado? É, por um raciocínio ou argumentação traiçoeiramente falsa, ser tragicamente: atraído-engodado (como rato a comer queijo envenenado, na ratoeira...), “enrolado”, desanimado-impedido, ou corrompido-cegado-desviado-atrasado.

2 Cor 11:3 Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos e se apartem da simplicidade que há em Cristo.

Exemplos: Satanás envenenou + tentou + engodou a Eva. Tenta fazer o mesmo conosco; E, como leão velho, aterrorizar-nos. Gibeonitas, com pão borolento, enganaram Israel. Dalila, fingindo amor, seduziu e dobrou Sansão. Amom, fingindo doença, enganou irmã. Sambalate tentou enganar, intimidar e derrotar Neemias. Ananias e Safira tentaram enganar a Deus e Pedro.

 III - A FARSA DESCOBERTA (9.16-22)

1. Israel descobre o erro cometido (9.16). As artimanhas e o engano têm vida curta. Ao fim de três dias, a verdade foi conhecida. Aquele povo, que dizia ter vindo de terras distantes, era vizinho de Israel e morava em três cidades conhecidas como Cefira, Beerote, e Quiriate-Jearim (v.17). Eles também aprenderam que a paz que se fundamenta na desonestidade não tem qualquer firmeza nem continuidade.

Os israelitas ficaram grandemente perturbados, a tal ponto que toda a congregação murmurava contra os príncipes (v.18). Sem dúvida, agora eles teriam de arcar com as consequências desse terrível erro: haviam feito um acordo com os cananeus, e não podiam feri-los em função do juramento que fizeram ao Senhor, Deus de Israel.

2. Josué teve de honrar o acordo com os enganadores (9.18-20). Não havia como recuar! Ele não podia invalidar o pacto feito em nome do Senhor (v.15), pois a quebra de um juramento constituía uma grave transgressão. Por isso, fez o que parecia "bom e reto" (v.25). Primeiramente, libertou-os da morte (v.26). Depois, fez com que os gibeonitas se tornassem seus servidores. Eles seriam "rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar do Senhor" (v.27), uma atividade que estava ligada a adoração do Tabernáculo. Isso nos encoraja a não negligenciarmos as nossas promessas.



3. Os gibeonitas atuais na igreja. Estamos atravessando dias difíceis e trabalhosos em que "espíritos enganadores" têm entrado no seio da igreja (1 Tm 4.1) para difundir o erro, confundindo e distraindo o povo de Deus para estacionarem no caminho da fé e, por fim, se desviarem. Precisamos vigiar! Muitos se apresentam como líderes, pregadores e ensinadores, mas, na verdade, não passam de falsários, promotores do engano, da confusão e da discórdia. Estes têm trazido para a Igreja toda sorte de contaminação, por meio de ensinos heréticos, falsa unção, pseudo-espiritualidade e costumes mundanos. Utilizam-se de todo tipo de trapaça a fim de ludibriar o povo de Deus (Tt 1.16).


CONCLUSÃO

A grande lição desta história bíblica dos gibeonitas é que precisamos estar atentos, vigilantes e dependentes da direção divina, para evitarmos erros e males como os que Josué e Israel cometeram. Satanás sempre usará de artifícios para enganar o povo de Deus, com o intuito de impedi-lo de chegar à "Terra Prometida". Vigiemos, pois, em todo o tempo, na dependência do Senhor.