terça-feira, 10 de setembro de 2019


O julgamento de Satanás e o Juízo final – apocalipse 20


Introdução:  quem é a antiga serpente?

No Antigo Testamento ele é chamado de Satanás – adversário. No hebraico significa “odiar, opor-se”.  No Novo Testamento ele é chamado de diabo, grego é diabállo; é formado por dois termos “dia” (através de) e “bollo” (jogar). Significa “jogar por cima ou através de, dividir, semear contendas, acusar, fazer acusações, caluniar” (Ap. 12.10).

Os anjos foram criados em estado de perfeição, mas perderam seu estado de santidade após a queda, tornando-se anjos maus (Mt 25:41; Ap 9:11). Não há dúvida de que Satanás tenha sido o chefe da apostasia.  Isaias 14:12-15"Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitava as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao altíssimo. E contudo levado será ao inferno, ao mais profundo do abismo". 



Ez 28:12-15: "Filho do homem, levanta uma lamentação ao rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo,  esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti". 

1)    O Dragão foi acorrentado
“Vi um anjo descendo do céu. Ele tinha a chave do abismo e uma corrente imensa. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente... acorrentou-o por mil anos...”.

“...mil anos”. É o tempo em que vai da primeira vinda de Cristo até o tempo da grande tribulação, da apostasia, do aparecimento do homem da iniquidade – anticristo. É o período que Cristo está reinando até colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés (1 Co 15.23-25). “Porque é necessário que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés”(v.25).

“O anjo tinha uma chave ...e uma grande corrente. Ele segurou o dragão...e o prendeu por mil anos...lançou no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele...” (vs. 1 e 2) Um espírito não pode ser amarrado com corrente. Expressões como: prendeu, fechou e selou são termos que denotam a limitação do seu poder. Jesus nos ensina como isso se deu: “De fato, ninguém pode entrar na casa do homem forte (diabo) e levar dali os seus bens (escravos), sem que antes o amarre. Só então poderá roubar a casa dele” (Mc 3.27). Nem no próprio abismo, nem no céu ele tem poder para agir livremente (Jó 1.12, 2.6). No entanto, “NÃO PODEMOS SUBESTIMAR E NEM SOBREESTIMAR O PODER DE SATANÁS”. 



“...para que não mais enganasse as nações ...”. O educador Denisard Hippolyte Léon numa sessão espírita em 1857, quando um espírito por nome de Alan Kardec, lhe disse que o conhecia de uma vida anterior. Então, tomou o pseudônimo Alan Kardec para si e publicou todas as obras espíritas com esse nome. Infelizmente, desconhecendo que por trás das vozes não eram espíritos de mortos que viveram e não vivem mais nessa dimensão, mas sim, demônios, anjos caídos. 

Conforme vimos em Marcos 3.27, o valente foi amarrado. Em Lucas 10.17-18: “Então os setentas voltaram, cheios de alegria, dizendo: Senhor, em seu nome os próprios demônios se submetem a nós! Jesus lhes disse: Eu vi Satanás caindo do céu como um relâmpago. Eis que eu dei a vocês autoridade para pisarem cobras e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, lhes causará dano” (vs. 17-19). Vejam o que é mais importante: “No entanto, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, e sim porque o nome de cada um de vocês está registrado no céu” (v.20).

Em João 12.31-32, lemos: “Chegou o momento deste mundo ser julgado, e agora o seu príncipe será expulso. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”. No livro de Colossenses é mais enfático: “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expos ao desprezo, triunfando sobre eles na cruz”. Na NVI “...fez deles um espetáculo público...”. Como acontecia no mundo da antiga Roma, quando os vencedores traziam os vencidos amarrados e humilhados e a multidão ovacionava a vitória. (Ap. 12.9)

Portanto, a prisão ou restrição do poder de Satanás tem a ver com a obra de Cristo na cruz e com a evangelização das nações. Satanás está limitado em seu poder no sentido de que não pode destruir a igreja (Mt 16.18). Nem pode impedir que as pessoas de outras nações recebam o evangelho de Jesus Cristo (Mt 28.18-20).

2)    Tronos e salvos
“Vi alguns tronos ... vi também as almas dos que haviam sido decapitados por causa do testemunho que deram por Jesus e pela palavra de Deus...”

A visão do trono, é a nossa centralidade em Deus. Isaias precisava saber que não era Uzias que assentava no trono, mas Deus (Is 6); Ezequiel tinha necessidade de ver um trono (Ez 1). Jeremias tinha necessidade de ver um trono. E nós? Principalmente quando estiver pensando em fazer coisas do seu próprio jeito. Em Romanos 14.10, ele é chamado do “trono do julgamento de Deus”; em 2 Corintios 5.10 é chamado de “trono do julgamento de Cristo”.

Esse trono (v.11) é diferente do trono de apocalipse 4. No capítulo 4, fala sobre aquele que está assentando no trono, aqui, não tem aparência do todo. No capítulo 4, há o arco íris, aqui, não há. No capítulo 4, temos tronos menores, aqui, não há. No capítulo 4, temos anjos e um coro angelical, aqui não há canto de alegria. NÃO HAVERÁ NADA PARA OUVIR EXCETO O SILENCIO DO MARTELO BATER, JULGADO. No capítulo 4, não há sete tochas representando o Espírito Santo, aqui, não tem misericórdia.

 Essas almas são as mesmas descritas na abertura do quinto selo (Ap. 6.9). Pelo texto, as almas reinam durante todo o tempo entre a morte e a ressurreição que se dará na segunda vinda de Cristo. OS SALVOS VÃO JULGAR AS DOZE TRIBOS DE ISRAEL (veja Mt 19.28), o mundo (1 Co 6.2), e os anjos (1 Co 6.3). Jesus prometeu aos seus vencedores que se assentariam com ele no trono (Ap. 3.2).

“Eles viveram e reinaram com Cristo mil anos! O restante dos mortos não viveu até que os mil anos se completassem. Essa é a primeira ressurreição... (v.5). A primeira ressurreição é uma ressurreição espiritual. AQUELES QUE NASCEM SOMENTE UMA VEZ, PELO NASCIMENTO FISICO, MORREM DUAS VEZES, UMA FISICA E OUTRA ETERNAMENTE. OS QUE NASCEM DUAS VEZES, MORREM SOMENTE UMA VEZ, PELA MORTE FISICA. A REGENERAÇÃO É UMA ESPÉCIE DE RESSUREIÇÃO ESPIRITUAL. “Estávamos mortos em nossas transgressões, mas Deus nos ressuscitou em Cristo e com ele nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus’ (Ef. 2.5-6).

3)    Ultimato
“...Satanás será solto...enganar as nações...gogue e magogue...um exercito imenso com milhões de soldados. Ele vai marchar pela terra e cercar o acampamento do povo Santo de Deus...(vs. 7-10).

Aqui é a batalha do Megido (Ap 6.14-21; 19:19-21), é a batalha final. Gogue  e Magogue são nações como Rússia, Irã, Líbia, Turquia e China; estão na Ásia e no leste euroupeu. Os exércitos inimigos são numerosos (v.8): todo mundo iniquo irá perseguir a igreja. A perseguição será mundial. É o ultimo ataque do dragão contra a igreja. O apostolo Paulo diz que Cristo matará o homem da iniquidade com o sopro da sua boca na manifestação da segundo vinda. O apostolo João diz que o anticristo e o falso profeta são lançados no lago de fogo. O lago de fogo é um lugar de sofrimento tanto para o corpo como para a alma. 



Conclusão: Juizo final
“Depois vi um trono branco e aquele que estava nele assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, não se encontrou lugar para eles”. A palavra fugiu vem do grego e significa “fugir para longe ou procurar segurança voando”. ESTE TRONO TEM UM TERRÍVEL OCUPANTE. Não há nome, nem imagem, nem forma: mas simplesmente uma terrível, misteriosa e composta presença a qual pode ser nada menos do que a única, indescritível, Eterna Divindade.

Imagine que nós estamos sendo levados, jovens, idosos, à sala do trono de Deus. Estamos sendo levados e não conseguimos deter nossos passos, caminhamos sem conseguir parar. Enquanto isso, você vê os céus e a terra correndo em outra direção, gritando: “Fuja, fuja da ira de Deus. Fuja do que está assentado no trono. Quem pode contemplar a sua presença? Os rios secam diante dEle e as montanhas derretem”.  Enquanto caminha nessa grande sala, você vê tudo nesse mundo que não é eterno, passando por você na direção oposta, em direção à destruição (1 Jo 2.17). A expressão “o mundo passa”, pode ser traduzida por “está sendo empurrado para fora”.

“Eu vi os (nek-ros)”. Isso é horrorizante. Eu vi os mortos. Ele os chama por um nome, os mortos. “Os grandes e o pequeno, os grandes pecadores e os pequenos pecadores, governantes, escravos, nobres, os instruídos e os ignorantes, os refinados e os vulgares, os civilizados e os bárbaros, imperadores e mendigos, todos da mesma forma, estão lá” (Sl 62.9). Importante, nós fomos avisados sobre esse dia (Am 4.12; Lc 12.4-5).

“Oh Homem, Oh mulher, sejam quem for você, sua biografia está escrita, uma inerrante mão gravou cada item com cada coisa secreta. Não há um pensamento ruim, um agir mau, uma cena de erro em toda a sua história, uma trapaça, uma conversa suja, um sentimento mau que já procurou entreter seu coração, mas está lá descrito em mão destemida, pelo seu verdadeiro nome, e anotado na sua descrição, para serem trazidos para fora para os assentamentos finais. Se não estiver limpo, apagado pela fé no sangue de Jesus antes de sua vida presente terminar, como o seu caso irá se manter quando os livros forem abertos”.  



terça-feira, 3 de setembro de 2019


Hallelujah, a salvação chegou!


Introdução
A música Hallelujah foi composta por Leonardo Cohen, lançado em 1984. Vejamos as estrofes e o que podemos aprender. A primeira estrofe fala de Davi, rei de Israel, que com 17 anos de idade conseguiu vencer o gigante Golias. A quarta, a quinta são notas na escala musical. “O menor cai e o maior sobe”. O menor não é Davi, mas Golias.

“Então, eu soube que existe uma melodia secreta
Que David tocou, e isso agradou o senhor
Mas você não se importa muito com música, se importa?
E ela soa assim, a quarta, a quinta
A menor cai e a maior sobe
O rei atônito compondo Hallelujah

A segunda fala do pecado de Davi com Bate Seba. E, também do pecado de Sansão, quando Dalila cortou o seu cabelo. Aqui, o Hallelujah está fraco, desvanecendo por causa do pecado, de Davi e Sansão.

“Sua fé era grande mas você precisava de prova
Você a viu banhando-se no terraço
Sua beleza e a luz da lua conquistando você
Ela te amarrou em uma cadeira de cozinha
Ela quebrou seu trono, e cortou seu cabelo
E dos seus lábios ela esboçou a hallelujah

E,  a ultima estrofre (omiti a terceira) e é uma confissão na qual o autor revela as suas falhas, a falta de sensibilidade que não o deixa sentir, a necessidade de tocar. Deixa claro que seu objetivo não era enganar ninguém. No final, indiferente aos resultados, demonstra sua fé pois, independentemente do que aconteça, ele se prostra diante da música de Deus.

“Eu fiz meu melhor, mas não foi o suficiente
Eu não pude sentir, então tentei tocar
Eu havia dito a verdade, eu não vim aqui para te enganar
E mesmo que tudo tenha dado errado
Eu vou me prostrar diante da música do Senhor
Sem nada na minha língua além de Hallelujah

1)    Aleluia!
A primeira vez que o termo Hallelujah aparece em apocalipse é no primeiro versículo deste capítulo. Portanto, o primeiro aleluia (v.1) celebra a verdade e a justiça do julgamento da grande prostituta.
Aleluia!
A salvação, a glória, o Poder
Todos pertencem a nosso Deus.]
Os julgamentos são precisos e justos.
Ele julgou a grande prostituta!
A terra, arruinada pela traição sexual dela,
E o sangue dos servos de Deus que ela derramou
Tudo ele restaurou a retidão! (vs. 1-3).  



O segundo aleluia (v.3) demonstra, sem palavras, gratidão, enquanto a fumaça sobe e se dispersa no ar.
“Aleluia!
A fumaça sobe
Sem parar, sem parar (v.3)”
Obs: a condenação desse sistema – a grande prostituta – é eterna. A Biblia fala sobre penalidades eternas. Um tormento sem fim. “E a fumaça do seu tormento sobre para todo o sempre; e não tem repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome” (Ap. 14.11).

O terceiro aleluia, é entoado pelos 24 anciãos e os quatro seres viventes, que reside em volta do trono, o coral esplendido, invisível mas presente em nossas reuniões sofríveis a cada culto ao Senhor.

“Amém! Sim! Aleluia!
Do trono veio um brado, uma ordem:
Louvem ao nosso Deus, todos vocês seus servos
Todos que o temem, pequenos e grandes!”

O quarto aleluia é uma resposta congregacional retumbante ‘uma grande multidão, e como que a voz de muitas aguas” ao chamado à adoração que partiu do trono, convocando todos a louvarem a Deus. Com o anuncio do banquete de celebração que leva Cristo e seu povo a uma eternidade de amor compartilhado – o banquete das bodas do Cordeiro.
“Aleluia!
O Senhor reina,
O Nosso Deus o todo-poderoso
Alegremo-nos, celebremos,
Ofereçamos a ele a glória
Pois chegaram as bodas do Cordeiro
Sua noiva já se vestiu
O vestido que ele lhe deu,
Vestido de linho, brilhante e imaculado” (vs. 6-8).

Obs: no livro de Salmos – 146 à 149 – os aleluias são expressões de dor e lamento do povo de Deus em meio ao sofrimento e a injustiça que não chegam ao fim. No Salmo 150, tudo se funde, são 13 salvas de louvor (“louvem”), ressoando 2 aleluias por Israel e pela igreja. Aqui, em apocalipse, os quatro aleluias são expressões do julgamento final de Deus. Vejam a Bem aventurança: “abençoados são os convidados para o banquete de casamento do cordeiro” (v.9). SOMENTE JESUS É DIGNO DE ADORAÇÃO: “Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap. 19.10).

2)    Rei dos reis
“...vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e peleja com justiça...seus olhos são como chamas de fogo”.  Nada fica oculto. Ele tudo vê (Hb 4.13). Seus olhos são como chamas de fogo. Nada ficará oculto de seu profundo julgamento, nada!  Ele julgará nossas palavras, nossas obras e os nossos segredos do coração. Pode ser que escape do juízo dos homens, mas não escapará do juízo de Deus. 



“Na sua cabeça há muito diademas”. Quando Jesus esteve na terra, em forma humana, sentiu todas as deficiências e limitações humanas. Agora, ele está montado no cavalo branco; tem na sua cabeça muitas coroas (diademas), símbolos da sua suprema vitória (Mt 28.18).

“Ele tem um nome escrito que é conhecido apenas por ele mesmo”. Isso revela que nós jamais vamos esgotar completamente o seu conhecimento. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos” (Rm 11.33). “Eis que isto são apenas as bordas dos seus caminhos! Dele temos ouvido apenas um leve sussurro! Mas o trovão do seu poder, quem o entenderá?” (Jó 26.14).

“Está vestido com um manto encharcado de sangue; ele é conhecido como Palavra de Deus” (v.13). Seu manto está encharcado de sangue, não o sangue da cruz, mas o sangue dos seus inimigos. Ele vem para o julgamento. Ele vem para colocar os seus inimigos debaixo dos seus pés. Ele vem para julgar as nações (Mt 25.31-46). Todos terão que se curvar diante dele, todos (Fl 2.9-11).

“Ele é conhecido como Palavra de Deus”. “No princípio era verbo, o verbo estava com Deus e o verbo era Deus” (João 1.1). “EM ARCKEN HO LÓGOS, KAI HO LOGOS EM PÓS TON THEÓN, KAI THEOS EM HO LOGOS” Ele, a Palavra, estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas através dele, e, sem ele, nada do que existe teria sido feito” (Jo 1.2-3). 



“Ele está acompanhado com um exército do céu, montados em cavalos brancos e vestidos de linho branco brilhante...” O rei virá em glória, ao som retumbante da trombeta de Deus (1 Ts 4.16, 1 Co 15.52 e Mt 24.30,31). Um exercito de anjos descerá com Cristo. Os salvos que estiverem na glória virão com ele entre nuvens, como vencedores montados em cavalos brancos, todos estarão trajando vestiduras brancas (Is. 1.18). 

Conclusão: duas cenas
A primeira, um anjo em pé ao sol, gritando a todas as aves que voam pelo céu: “Venham para a grande ceia de Deus! Festejem com a carne de reis e capitães e campeões, cavalos e cavaleiros. Fartem-se deles – livres, escravos, pequenos e grandes” (vs. 17-18). Os santos são convidados para as bodas do cordeiro, as aves são convidadas a se banquetearem com carnes dos reis. Há uma diferença: os santos é o banquete da ceia nupcial do cordeiro, ao qual todos os santos são convidados (vs. 7-9); o banquete dos vencidos, ao qual todas as aves de rapina são convocadas.

A segunda cena, “Vi a besta... os reis da terra e seus exércitos, prontos para guerrear contra o Cavaleiro e seu exercito”. Aqui, é a batalha do Armagedom (Ap 16.14). Essa batalha Jesus a vence não com armas, mas com a Palavra, a espada afiada que sai da sua boca. A besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo ardente. 





terça-feira, 27 de agosto de 2019


A GRANDE BABILÔNIA CAIU! Apocalipse 18



Introdução: A grande prostituta e a Noiva do Cordeiro.
...Vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlata... estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da sua imundícia da sua fornicação. E na sua testa  escrito o nome: Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra ” (Ap 17.1-5).

Para a prostituta, o sexo está a serviço do comercio; para a noiva, do amor
Para a prostituta, o sexo é um contrato; para a noiva, um ganho para toda vida
Para a prostituta, o sexo é praticado sob o principio da atração e do prazer; para a noiva, é no melhor, ou no pior, na saúde e na doença, até que a morte nos separe
Para a prostituta, o sexo é o que importa, nada de nome, de afetividade, compromisso; para a noiva, o que importa, é a doação de si mesma, do seu tempo, de sua vida... 



1)    Um cântico de condenação
“...vi outro anjo descer do céu. Sua autoridade era imensa, seu brilho ofuscou a terra e sua voz parecia um trovão: Caiu, caiu! A grande Babilonia caiu! ”.

a)     Condenação: “caiu, caiu...” (vs. 1-3)
A Babilônia é “morada de demônios e de todo espírito imundo”; é um sistema que polui tudo: moralmente, espiritualmente e economicamente, etc. “Todas as nações se prostituiram com ela; os reis da terra se prostituiram à custa do seu luxo excessivo e os comerciantes enriqueceram”.  Ela impulsa as pessoas adorar o dinheiro e se dobrar diante de deuses falsos: “os homens se tornaram mais amantes dos prazeres do que de Deus”. Os homens foram dominados pela concupiscência (desejo) dos olhos, da carne e pela soberba da vida. 

“Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens, não provém do Pai, mas do mundo” (1 Jo 2.15-17) 


b)    Separação: “Saia, povo meu...” (vs. 4-8).
Deus mandou Abraão sair da sua terra e do meio da sua parentela para conhecer e servir o Deus vivo (Gn 12.1). Deus mandou Ló deixar Sodoma antes dela ser destruída pelo fogo (Gn 19.14). Deus mandou Israel sair do Egito e não se misturar com as nações pagãs nem adorar seus deuses. Deus ordenou a sua igreja a afastar-se desse sistema religioso e mundano (2 Co 6.14-16). ASSIM COMO OS CRENTES FORAM AVISADOS PARA ABANDONAR JERUSALÉM E SE REFUGIAR NA CIDADE DE PELA ANTES DO GENOCIDIO ROMANO EM 70 d.C. 



Por que?
Para que a igreja não se torne cumplice de seus pecados (v.4). “...para que não participem dos seus pecados...” E, consequentemente, dos juízos que sobrevirão à Babilônia.

Para que a igreja entenda quais são os critérios do julgamento de Deus. Quais os pecados específicos que Deus julgará? 1) orgulho: “Sou rainha sobre todos, não sou viúva, não tenho lágrimas” (v.7). O mundo está sempre ostentando sua riqueza, seus banquetes, suas festas e seu brilho. 2) O culto ao prazer e a luxuria: “...não participe dos seus pecados”. Os homens trocam Deus pelo prazer. Amam mais os prazeres do que a Deus. “Comamos e bebamos, porque amanhã, morreremos” (1 Co 15.32).

c)     Lamentação ou cântico fúnebre – elegia. : “Ai! A grande cidade! (vs. 9-10).
Lamento dos reis dos homens poderosos, homens de influência na terra (vs. 9-10). “...os reis da terra vão ver a fumaça de seu incêndio e vão chorar, muito, os reis que iam, noite após noite, ao seu bordel”. Esses reis são os políticos, governados pela luxuria, ganancia e soberba e vão ficar assustados  quando esse sistema entrar em colapso e vão chorar e lamentar em voz alta. “Ai! A grande cidade! Babilônia, cidade poderosa! Em apenas uma hora chegou a sua condenação” (v.10).

Lamento dos mercadores. “Os negociantes da terra se lamentarão...”. Aqui, são empresários, negociantes e todos aqueles que tem colocado o coração nas mercadorias e deleites do mundo. O apostolo João cita 30 artigos de luxo, na contagem o número quatro desempenha um papel importante:

1)Quatro artigos de Joias: ouro, prata, pedras preciosas e pérola. 2) Quatro tecidos de luxo: tecidos de linho fino, purpura, eda e escarlate (veja Ap. 17.4). 3) Quatro artigos para ornamentação: madeira aromática, peças de marfim, madeiras preciosas, bronze, ferro e mármore. 4) Quatro artigos cosméticos: canela e especiarias, incenso, mirra e perfumes. 5) Quatro artigos de cozinha: vinho, azeite, farinha e trigo. 5) Quatro artigos de mercadoria viva: gado, ovelhas, cavalos e carruagens e escravos “...até mesmo corpos e almas de seres humanos” (BKJ). No império Romano havia 60 milhões de escravos. 


Lamento dos homens de navegação (vs. 17-19). Todos os capitães de navios, os que viajam pelo mar dispostos a negociar, os marinheiros e os que ganham a vida no mar, a saber, os exportadores e importadores.

“Oh, que cidade! Nunca houve uma cidade como está! Eles jogavam pó sobre a cabeça e choravam como se o mundo tivesse acabado: destruída, destruída, a grande cidade destruída! Todos os que possuíam navios ou negociavam pelo mar ficaram ricos com seu consumismo, e agora tudo se foi – acabou em uma hora” (vs. 17-19).

Conclusão: Celebração e lamento (vs. 20-24).
“Ó céu, comemore! Juntem-se a nós, santos, apóstolos e profetas! Deus a julgou; todo mal que vocês sofreram foi julgado”.

Assim como uma pedra lançada no fundo do mar, Babilonia cairá para não mais se levantar. Depois da morte vem o juízo (Hb 9.27) e depois do juízo a condenação eterna. A BABILONIA TORNOU-SE O LUGAR ONDE TODAS AS COISAS BOAS ESTARÃO AUSENTES:

Primeiro, não tem música: “Acabou a música dos harpistas e cantores – você nunca mais vai ouvir flautas e trombetas outra vez”.

Segundo, não tem artista, artesão: “Artesãos de todo o tipo se foram; nunca mais vai ve-los de novo”.

Terceiro, o trabalho cessou: “O som do moinho trabalhando cessou; você nunca mais vai ouvir esse som”.

“O mercado está vazio
Seu trabalho já parou
O martelo dos obreiros
Seu barulho já cessou”

Quarto, não tem mais luz: “A luz de lâmpadas, nunca mais”.

Quinto, não tem mais relação de amor, afeto: “Nunca mais o riso de noivos e noivas”.

E, aí, de que lado você está? Do lado dos seguidores da grande prostituta? Ou, do lado dos santos, dos seguidores do cordeiro? 





terça-feira, 20 de agosto de 2019


Babilônia: a grande prostituta - Apocalipse 17.1-6

Introdução:  


Vimos, no capítulo 16, as sete taças da ira de Deus. Na primeira taça “os homens são feridos com feridas repugnantes e malcheirosas que brotaram no corpo dos que tinham a imagem da besta e adoraram a sua imagem”.  Na segunda taça, “...o mar se tornou em sangue, e tudo que havia nele morreu”. Na terceira taça: derramou-se sua taça sobre os rios e fontes: as aguas se tornaram em sangue...”. Na quarta taça: “O quarto anjo derramou sua taça sobre o sol: fogo saiu do sol e queimou homens e mulheres”.

Na quinta taça: “O quinto anjo derramou sua taça sobre o trono da besta: seu reino repentinamente entrou em declínio. Enlouquecidos pela dor, homens e mulheres mordiam a própria língua, amaldiçoando a Deus por causa de seus tormentos e feridas mas não se arrependeram nem mudaram seus caminhos”. Na sexta taça: O sexto anjo derramou sua taça sobre o grande Rio Eufrates que secou por completo. O leito seco do rio tornou-se uma ótima estrada para os reis do Oriente, aqui vemos os cavaleiros do mal: o dragão, o anticristo e o falso profeta. E na sétima taça: “o mundo não existe mais: relâmpagos, vozes, terremotos, as ilhas fugindo, as cidades sumindo com seus moradores, as montanhas aplainando e as ilhas fugindo; com o desfecho de uma pedra de 35 kg caindo sobre a cabeça dos adoradores da besta.

1)   A grande prostituta
“...vi uma mulher montada sobre uma besta vermelha...estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e perolas...”(vs. 3 e 4). A IMAGEM DA GRANDE PROSTITUTA É ATORDOANTE: É NECESSÁRIO APRESENTAR CARICATURAS SIMPLES E GRANDES PARA QUE QUEM SEJA CEGO POSSA ENXERGAR”.

“...VEM comigo, eu te mostrarei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas” (v.1). A grande prostituta é Roma; um vasto império assentados sobre muitos povos conquistados (“aguas”). No Antigo Testamento, as cidades imorais, ímpias, pagãs e desobedientes, são descritas como prostituta. Em Naum 3.4, Ninive é descrita: “...desejo desenfreado de uma prostituta sedutora...que escravizou nações com a sua prostituição...” Jerusalém de cidade santa e fiel converteu-se em prostituta (Is 1.21).

Duas coisas: Deus se casou com seu povo no Monte Sinai e Cristo se casou com sua igreja, em sua morte e ressureição. Roma se tornou numa prostituta porque abandonou o seu criador e se prostituiu com demônios. Quando viramos as costas para Deus (Jr 32.33) e damos a outro lugar de primazia, nos prostituimos. Segundo coisa: se tornou uma grande atração rumo a imoralidade e a impiedade.

a)   Ostentação:
“.... Suas vestes são de escarlate, está adornada de ouro, pedras preciosas e perolas. Ela segura em sua mão um cálice de ouro (v.4). Essa imagem é uma descrição do mundo à parte de Deus, fundamentado sobre riqueza, alimentação, carros, vestuário, ostentação, etc 



“Pensem no mundo, pensem no mundanismo, vejam-no nas ruas de qualquer cidade grande. Vejam o adorno, a riqueza, a luxuria, a própria devassidão do mundo; a ostentação de si mesmo e de seus grandes homens e mulheres”. Martin Loyde Jones.

b)   Sedução
“A mulher estava vestida de purpura e escalarte, enfeitada de ouro, pedras preciosas e perolas. Segurava um cálice de ouro cheio de coisas repugnantes, sua imoralidade imunda”. Purpura e escarlate, as cores da realeza, as cores do luxo e do esplendor. Está ornamentada com ouro, pedras preciosas e perolas.

Prostituta é um termo SEXUAL, mas, em apocalipse 17-18, aparece como metáfora de ADORAÇÃO ERRADA. A prostituição liga o sexo ao dinheiro. A união física recebe uma etiqueta com um preço. Depois do pagamento, a relação chega ao fim. A cópula é sexual, e o relacionamento, comercial”

O MAIS TERRIVEL COM RELAÇÃO À PROSTITUTA NÃO É O FATO DE ELA SE DEITAR COM ESTRANHOS (SE QUESTIONA), MAS QUE FAZENDO ISSO, ELA USA O CORPO PARA MENTIR SOBRE A VIDA: NÃO HÁ UNIÃO DE VIDAS; SÓ DE ÓRGÃOS GENITAIS.

Por trás do encanto sedutor de perfumes, sedas e bajulação, a pessoa sofre um empobrecimento fundamental. A prostituição usa o sexo para mentir sobre a vida: a verdade de que o amor é um dom, os relacionamentos envolvem compromisso e a sexualidade representa a espiritualidade.

A PROSTITUIÇÃO MENTE AO FAZER ACREDITAR QUE O AMOR PODE SER COMPRADO, QUE OS RELACIONAMENTOS SÃO “ACORDOS” E QUE A SEXUALIDADE É UM APETITE.

1.1)     Um jovem sem juízo (Pv 7.7-23).
“Eu estava à janela da minha casa, olhando entre as cortinas, observando gente inexperiente que passava, e percebi um jovem sem rumo na vida” (A mensagem) 


Local: A sedução se inicia quando se está no lugar errado, na hora errada (Pv 7:8). Apesar de saber o risco que corria, o rapaz sem juízo  passava perto da casa da mulher adultera, quando já estava escuro. “Ele ia até o fim da rua e depois voltava. Ao cair da tarde, já escurecida, enfim, a noite chegava”

Bote (v.10): A mulher foi encontrar-se com ele, vestida de maneira provocante, o abraçou e o beijou. “Vestida como prostituta, cheia de astucia no coração” (NVI). “Vestida para seduzi-lo. Ela é provocante e descarada” (A Mensagem)

Adulação, palavras doces. “Por isso sai procurando você. Eu queria encontra-lo, e você está aqui”. “...inquieta, ela quase nunca está em casa. Caminha pelas ruas, cada hora está num lugar, e se detém em cada esquina” (A mensagem).

Charme e sentimentos: “Estendi lençóis de seda fina: a cama está preparada, linda; está toda perfumada com delicioso e agradável aroma. Venha, vamos nos saciar de amor a noite toda, das delicias do prazer desfrutar” (vs. 16,17 e 18). Ela mexeu com seus sentimentos.

Engano: “Meu marido não está em casa: está viajando a trabalho e vai demorar para voltar”. Depois que o rapaz já tinha caído como “patinho” em sua armadilha ela o engana mais uma vez, dando-lhe uma falsa impressão de que ambos estavam livres para se divertir, sem que isso tivesse conseqüências posteriores (7:19-23).

“Antes que percebesse foi atrás dela, como um bezerro levado ao matadouro; como um coelho atraído para uma emboscada que logo será atravessado pela flecha. Como pássaro que voa para dento da armadilha, sem saber que ali está o fim da sua vida”.

c)   Violência
“Um nome enigmático estava estampado em sua testa: a grande Babilônia, mãe das prostitutas e das abominações da terra. Eu podia ver que a mulher estava embriagada – com o sangue do povo santo de Deus, dos mártires de Jesus” (vs. 5 -6). “Em sua testa havia esta inscrição: Mistério: Babilônia, a grande; a mãe das prostitutas e das práticas repugnantes da terra” (NVI)

A mulher tem um nome escrito em sua testa (v.5). Havia um costume romano de que as prostitutas levassem uma cinta na testa onde estava escrito o seu nome. O nome na testa era uma espécie de marca registrada das mulheres que praticavam o oficio da prostituição. Conta-se que Messalina, esposa do Imperador Claudio, saia as noites visitando os prostibulos da cidade e praticava lá a prostituição. Em Corinto havia o templo de Afrodite com mais de 1000 prostitutas, e o ato sexual neste templo era considerado um ato de culto. Em Roma a taça estava cheia de prostituições e coisas imundas.

O versículo 6 é dito que a mulher está bêbada com o sangue dos crentes que sofreram martírio. Vemos duas coisas nesse texto: o sangue dos mártires foi para ela como o vinho para os bêbados. Havia satisfação sádica ao derramar o sangue dos cristãos, bebia-o com satisfação, com gosto, servia-se dele com o mesmo deleite com que o bebedor tem pelo vinho.  

Suas mortes foram rodeadas de toda classe de zombarias. Envoltos nas peles de bestas selvagens, eram rasgados por cães de caça e morriam, ou eram cravados em cruzes, ou eram condenados à fogueira e morriam queimados, para servir como iluminação noturna, quando as luzes do dia tinham extinguido... ( descrição do historiador Tácito, nos dias de Nero, imperador Romano). 



O pastor James Kennedy diz que desde o início da Igreja até os dias de hoje, houve cerca de quarenta milhões de mártires cristãos. A maioria dessas mortes ocorreu neste século. Mais mártires foram mortos nas ultimas nove décadas do que em todos os 19 séculos anteriores somados

Conclusão: 

João diz que foi levado pelo Espírito a um lugar desértico (v.3). O homem de Deus, apesar de tudo, vive no Espírito. Quando vivemos no Espírito nossos horizontes se ampliam, vivemos no tempo, mas com os olhos postos na eternidade. Foi no deserto que Moisés se encontrou com Deus (Ex 3); foi no deserto que Elias se encontrou com Deus na caverna (1 Rs 19); foi no deserto que João Batista cresceu e se tornou o maior profeta (Lc 1.80). E, foi no deserto que Jesus resistiu todas as tentações do diabo (Mt 4).