terça-feira, 22 de maio de 2018


Jesus é a ressurreição e a vida – Jo 11



Introdução: o que é o Evangelicalismo

Para o EVANGELICALISMO ser “filho do rei”, significa ter tudo, do bom e do melhor, na hora que ser quer, sem preocupação de espécie alguma.  Se alguém recebe qualquer benefício material na vida, logo grita: “Sou filho do rei”.  Mas se algo dá errado a frase é logo esquecida, porque “filho do rei” só recebe coisa boa e na hora que deseja. Toda instrução que essas pessoas recebem pretende fazê-las crer que ser “filho do rei” significa prosperar sempre, não ficar doente e conseguir tudo o que pede e deseja.

1)    Lázaro, amigo de Jesus
Jesus estava no “lugar onde João Batista batizava no princípio” (Jo 10.40-41). E isso o levaria ao Capitulo 1, a um lugar que a nossa tradução chama de Betânia. Esta cidade ficava no distrito da Galiléia. Lázaro jazia doente em Betãnia da Judéia, que ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. As duas localidades de mesmo nome estava separadas por cerca de 160 Km!

“Aquele a quem amas”. Essa expressão é uma das características comuns daqueles que se tornam íntimos de Jesus e que eles pensam de si mesmos não como pessoas que amam particularmente bem a Jesus, e sim como pessoas que ele ama particularmente bem. João, autor deste evangelho, refere-se a si mesmo como “aquele a quem ele amava” (Jo 13.23; 21.7,20). E Paulo “que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20). Paulo orou para que compreendessem, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecessem o amor de Cristo, que excede todo o entendimento” (Ef 3.18-19). 



“Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava”. Contudo, “PORTANTO”, é a palavra correta; de fato, o original grego poderia ser entendido com força ainda maior: “Jesus amava Marta, e sua irmã, e Lázaro. Portanto, quando, soube que Lázaro estava doente, permaneceu mais dois dias no lugar onde estavas” (vv. 5-6).

Em seguida, Jesus disse aos discípulos: “Vamos outra vez para a Judéia”. Os discípulos não gostaram de saber que ele desejava retornar à Judéia, porque Jesus enfrentara oposição e violência. Mas Jesus responde com uma pequena parábola: “Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo; mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz” (vv. 9-10). Jesus estava dizendo que, por retornar ao sul, estaria fazendo a vontade de Deus; estaria andando na luz. Então, se andamos na luz, não podemos tropeçar. Não podemos estar errados se seguimos a vontade de Deus. NÃO FAZER A VONTADE DE DEUS É EQUIVALENTE a andar à noite, nas trevas, quando a pessoa está mais suscetível a tropeçar.

“Aquele que amas, está doente”. Porque sofremos? “Sofremos porque algumas vezes, uma lágrima em nossos olhos é uma lente de aumento melhor do que muitos telescópios”. “O caráter mais sólido é o que se apresenta cheio de cicatrizes” (v.6). 


Em Romanos 8.28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”. VEJA, todas as coisas servem para o bem. DE QUEM? “Daqueles que amam a Deus”. Depois que sou filho de Deus, nada mais acontece para o meu mal. Até os momentos mais terríveis, tristes e doloridos, contribuem dalguma forma para o meu bem. Deus sempre tornará em ensino, ou seja, fará com que me sirva de lição aquilo que parece me destruir. 

2)    Uma fé teórica
No versículo 21, Marta faz uma afirmação, a principio, demonstra uma fé consistente e firme: “Se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido”. Em seguida, ela acrescenta: “Também sei que mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus to concederá” (v.22). Ou seja, ele vai ressuscitar sim, eu sei, mas só quando Deus trouxer o fim dos tempos. Então, todos ressuscitaremos”.  No versículo 39, vemos, novamente Marta: “Senhor, ele já está em decomposição, não podemos fazer nada. São quatro dias, Senhor, o cheiro é insuportável. Não posso crer que defuntos num estado tão avançado de putrefação possam voltar à vida.

Em Atos 12, o apostolo Pedro estava preso e a igreja “fazia continua oração por ele a Deus” (v.5). Quando ouviram que Pedro estava na porta do pátio simplesmente não puderam acreditar. “E, conhecendo a voz de Pedro, de alegria não abriu a porta, mas, correndo para dentro anunciou que Pedro estava à porta. E disseram-lhe: “Estás fora de ti. Mas ela afirmava que assim era. Então diziam: é o seu anjo” (Atos 12.14-15). Primeiros, os irmãos, tentaram uma explicação teológica, quando apelaram para a angeologia; depois, chamara a jovem de “louca”.

Mas, Jesus faz duas afirmação: “Eu sou a ressureição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. 


‘EU SOU A RESSUREIÇÃO”. Onde há morte, Jesus ressuscita as pessoas. “Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá”.

“EU SOU A VIDA”. Tudo o que vive e crê em mim, não morrerá, eternamente. A pessoa ganha a vida eterna agora, e o crente que recebe essa vida eterna nunca morrerá, nunca perderá essa vida eterna”.

3)    “Maria o mestre está cá, e te chama...”
Marta voltou para casa e contou a Maria que o mestre estava ali e desejava falar com ela (v.28). Mas, além dela, muitas pessoas foram ao encontro de Jesus. Chegando perto de Jesus, Maria disse as mesmas palavras de Marta, na forma de lamento: “se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido...” 



“Jesus, vendo a chorar, e bem assim os judeus que acompanhavam agitou-se no espírito e comoveu-se”. O texto original significa “ele ficou indignado” Por que? Ele não ficou indignado porque perdera um amigo, e sim por causa da própria morte. A morte é um inimigo horrível. Produz angustia incessante e incalculável. A morte destrói relacionamentos. Deve ser temida. É repulsiva.

Conclusão:
“Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o tumulo; era esta uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra” (v.38). “Agitado em si mesmo” – traduzido indiginado – quando ele se aproximou do tumulo, ficou mais uma vez francamente indignado”. “Então, ordenou: Tirai a pedra” (v.39) E orou:

“Pai, graças te dou porque me ouviste. Alias, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que me enviaste. E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro vem para fora!”.





terça-feira, 15 de maio de 2018


Ainda que a figueira não floresça Hb 3.1-19


Introdução: O capitulo 3 e uma “oração e um cântico de adoração” que pode ter sido usado na adoração no templo de Jerusalém. E interessante observar que diante da resposta de Deus no capitulo 2, o profeta Habacuque começou a orar ao Senhor ao invés de discutir, e sua oração logo se transformou em louvor e adoração a Deus.

1)    Uma oração
O profeta começa a sua oração de louvor com a expressão: “Eu ouvi, Senhor, a tua fama”.  Literalmente, o que o texto hebraico nos diz é: “Eu ouvi falar o que tu fazes ouvir”. E, a BLH traz: “Eu ouvir falar do que tens feito”.  A Habacuque inicia seu livro com uma queixa, ou seja, a indiferença de Deus diante de tanta coisa errada. A sua segunda queixa brotara do motivo de ser Babilônia o instrumento de juízo para punir Judá. Agora, ele sabe que a Babilônia receberia seu quinhão de juízo. Ouvi a Palavra divina. Sente-se confortado!

“Temi”. Junto com sua profunda confiança vem um sentimento de temor. É que ouvir falar dos atos de Deus, do seu poder, produz reverente temor. Quem conhece a Deus e ouve a sua Palavra jamais será leviano ou inconsequente.

“Aviva, ó Senhor, a tua obra”. A palavra AVIVAR tem o significado primário de “preservar” ou “manter vivo” (2 Tm 1.6). Todavia, AVIVAR não significa somente manter vivo ou preservar, mas também purificar e corrigir, livrar do mal. E, terceiro, manter as obras de Deus atuais diante do seu povo:  “Deus cadê suas intervenções na História”? Veja o Salmo 44.1 T: “Ó Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, nossos pais nos tem contado os feitos  que realizastes em seus dias nos tempos da antiguidade”. Também o salmista Asafe enfatiza esse aspecto do avivamento em Salmos 77.12-13. 


“Na ira, lembra-te da misericórdia”. Na BLH traz: “Mesmo que esteja irado lembra-te da misericórdia”. É uma súplica para que a ira seja temperada com a misericórdia. O profeta sabe que a conduta de Judá não está agradando a Deus. O Senhor está tão desgostoso que suscitará um terrível inimigo para efetuar juízo. “Prefiro cair nas mãos de Deus, pois é grande a sua misericórdia, e não nas mãos dos homens” ( 1 Cro 21.13 e Lm 3.22).

2)    Deus se levanta..

Habacuque descreve Deus se pondo em marcha. “Deus veio de Temã, e do Monte Parã o santo”. O termo hebraico para Deus agora não é Iahweh mas ELOAH. Este nome está associado com o poder criador e redentor de Deus. Eloah veio de Temã e do Monte Parã. Qual o significado das duas indicações geográficas? Temã ficava ao norte de Edom e Parã era uma montanha na região de Edom. São localizações vizinhas ao Sinai, onde Deus apareceu com sua palavra. O PROFETA DESEJA CARACTERIZAR bem a Eloah como o libertador do seu povo. Deus é também caracterizado como “O Santo”. 



O versículo 4 traz uma declaração do seu resplendor, anunciando como igual à luz, declara que da sua mão saem raios brilhantes. “Os raios brilhantes” são uma alusão a relâmpagos. Que se assemelha ao texto de Exodo 19.16. Também no Salmo 29, visualiza a glória de Deus em meio a uma tempestade que atravessa o deserto. Em Naum diz que Deus “tem o seu caminho no turbilhão e na tempestade, e as nuvens são o pó de seus pés” (Naum 1.3).

O quadro que o profeta descreve no versículo 5 é terrificante. “Adiante dele vai a peste, e por detrás a praga ardente”. Isto significa que o seu andar traz um juízo inescapável. Não há como fugir dele. Como se fosse um rolo compressor: peste à frente e praga atrás. A BLH expressou muito bem ao trazer: “Na frente dele vão as pragas terríveis, e atrás vem doenças mortais. Quem escapar do primeiro sucumbirá diante do segundo. É uma figura de um julgamento rigoroso e eficiente.

No versículo 6 “Deus para e mede a terra”. Ele “sacode as nações”. No versículo 7 e a vez de Midiã e Cusã ficarem agitadas. Essas regiões é Midiã, foi lá que Iavé encontrou Moisés (Ex 3.1-2) e lá teve inicio, a história do Exodo. Desde aquele tempo e desde aquele lugar começou a agitação.

3)    O Deus da história...
O texto começa com uma pergunta: “Acaso é contra os rios que o Senhor está irado?” Ou seja, Quando Iavé dividiu o mar vermelho (Ex 14.21) ou quando dividiu o Rio Jordão (Js 3.15-16) era por estar zangado com as águas? Por que agiu daquela maneira? Para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam” (Lc 1.71). “Andas montado nos teus cavalos”; Habacuque olha para Deus como o condutor de uma carruagem que sai pelas nações de forma vitoriosa.  O versículo 9 nos mostra o guerreiro em posição de combate, como se fosse um arqueiro. A expressão “a tua aljava está cheia de flechas”. Deus é um guerreiro bem armado para desempenhar adequadamente a sua tarefa.

O versículo 10 descreve a vitória de Débora e Baraque sobre Sísera ( Jz 4 -5), quando uma súbita tempestade transformou o campo de batalha num pântano e inutilizou completamente os carros do inimigo. No versículo 11, temos o famoso milagre de Josué, quando o dia foi prolongado para que Josué tivesse mais tempo de conquistar uma vitória absoluta (Js 10.12-13). 


O versículo 12 mostra Deus como um conquistador em marcha. Foi assim com o Egito, com a Assiria, com Edom. E agora, com a Babilonia. O cruel império caldeu será trilhado (Dn 5). Quando Deus entra na batalha, não o faz para brincar. É para impor o seu juízo. “Olhei,  e eis um cavalo branco; e o que está montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer” (Ap 6.2). Ele sai para defender o seu povo. Israel era o seu povo “reino sacerdotal” e “nação santa” (Ex 19.6). Hoje, Deus defende a sua igreja; em 1 Pe 2.9, temos quatro títulos para a igreja: geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido.

4)    O triunfo da fé
“Ouvindo-o eu”. Ou, “eu ouvi”. Ele ouviu falar das intervenções de Deus no passado. Como é bom recordar as bênçãos do passado! Um olhar por sobre os ombros, para trás, como nos ajudaria!

“O meu ventre se comove”, “tremem os meus lábios”, “entra a podridão nos meus ossos” e “vacilam os meus ossos”. O que significam? “O meu ventre se comove” é a conhecida sensação de frio na barriga; os judeus punham a sede de emoções nas entranhas. Habacuque está profundamente emocionado. “Tremem os meus lábios” A BLH traduziu como “os meus lábios tremeram de medo”. “Entra a podridão nos meus ossos, vacilam os meus passos”, ou “perdi todas as minhas forças e não pude ficar de pé”.

Faltariam figos, uvas, azeitonas e os campos não produziriam. O rebanho seria exterminado, então não haveria carne. Os currais sem gado significava que não haveria leite. Tudo isso resume em quatro letras: FOME! 


Conclusão: “Ainda que a figueira não floresça...”. Habacuque nos ensina que a resposta à crise é a fé. “Aqules que confiam no Senhor, são como os montes de Sião, que não pode ser abalado, mas permanece para sempre” (Sl 125)

“Eu me alegrarei”. No meio da crise, alegria. A alegria do Senhor é a nossa força.
Por que? “O Senhor Deus é a minha força”. Iahweh adhonay – é o Deus pessoal, o Deus do pacto, o Deus em sua majestade. Ele é a força do seu profeta. “ELE FARÁ OS MEUS PÉS COMO OS DA CORÇA, E ME FARÁ ANDAR SOBRE OS MEUS LUGARES ALTOS”. No versículo 16 diz: “Perdi todas as minhas forças e não pude ficar de pé”. Aqui, o seu andar é firme porque a sua força está em Deus. “ELE DÁ FORÇA AO CANSADO, E AUMENTA AS FORÇAS AO QUE NÃO TEM NENHUM VIGOR” (Is 40.29). 




terça-feira, 8 de maio de 2018


Os cinco “Ais” da Habacuque – Hc 2.6-20


Introdução:
O profeta Habacuque profetizou um pouco antes  do profeta Jeremias. Ele profetiza sobre o nascimento de uma grande potência militar, a Babilônia.

Ele inicia o seu livro levando alguns questionamentos para Deus. Não começa com a expressão “Assim diz o Senhor”.  Por que me fazes ver o mau? (Hc 1:1-4)

Deus responde afirmando que suscitaria os caldeus. Uma nação impiedosa, sanguinária para disciplinar o seu povo (Hc 1:5-11). Os caldeus são como: os leopardos em sua agilidade de capturar uma presa; sedentos como os lobos do deserto e mais destruidores do que o vento oriental, que tudo que tem pela frente é destruído.

Atônito com a resposta de Deus, Habacuque sobe a torre de vigia e ora ao Senhor, exaltando seus atributos: Deus é eterno; Deus é o SENHOR; Deus é Santo; e tu és a Rocha (v. 12).

No capitulo 2:1-4, Deus discorre sobre o julgamento que cairia sobre a Babilonia. Os caldeus são chamados de soberbos, arrogantes mas seriam derrubados por Deus. Conforme aconteceu em Daniel, capitulo 5, no governo de Belsazar.

E, termina no versículo 5, acentuando a arrogância da Babilônia: “E assim como o vinho engana quem o bebe com excesso, assim será o homem soberbo que ficará sem honra; o qual dilatou como o inferno a sua alma, e é insaciável como a morte, e quererá reunir sob o seu domínio todas as nações e amontoar junto de si todos os povos”. MAS, O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ (Hc 2.4).

1)    “Ai de vocês que ficam ricos pegando coisas que não lhes pertencem! Até quando vão enriquecer obrigando os seus devedores a pagarem as dívidas?” (Vs. 6-8) Ou, “Ai daquele que acumula o que não é seu. Daquele que se carrega a si mesmo de penhores”

Os caldeus estavam abarrotados de ouro. Ouro tirado de outros povos. No meio da frase temos um “até quando?”. Até quando foi a primeira expressão que Habacuque dirigiu a Deus (Hc 1.2). Na boca do profeta era uma reclamação. Ou seja, “até quando não aprenderão?”. Sim, porque os homens não aprendem que o mal sempre é punido? “Os ensinamentos da história podem servir, quando muito, para que pratiquemos os mesmos erros”.

O caldeu toma bens alheios. Pois bem, tomarão os dele. “Então lhes servirão tu de despojo”. A saqueadora Babilônia será saqueada: “Visto como despojaste muitas nações, os demais povos te despojarão a ti”. Existe na Bíblia a lei da ceifa e da colheita. “POIS TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO TAMBÉM CEIFARÁ” (Gl 6.7).

Tozer nos fala de um viajante que descobriu no deserto uma estátua que o tempo destruíra. Perto das duas pernas, semienterrado na areia, um rosto de pedra esfacelado. No pedestal onde antes se erguera a estatua estavam gravadas as seguintes palavras: “MEU NOME É OSYMANDIAS, REI DOS REIS: OLHAI PARA MINHAS OBRAS, VÓS PODEROSOS, E DESESPERAI”. Ao redor, onde deveria estar as monumentais obras de Osyamandias (Ramsés II), há apenas areia, areia e mais areia, até perder de vista. Nada resta das obras do “rei dos reis”. Até sua estatua está esfacelada. QUÃO ILUSÓRIO, QUÃO FUGAZ, É A NOÇÃO DE QUE SE PODE EXERCER DOMINIO SEM TOMBAR UM DIA! Em Lucas 1:51-53, lemos: “Com o seu braço manifestou poder, dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações ; depôs dos tronos os poderosos, e vazios despediu os ricos”. ELE É O DEUS QUE DERRUBA OS PODEROSOS! 



2)    Ai daquele que, para a sua casa, ajunta cobiçosamente bens mal adquiridos, para pôr o seu ninho no alto, a fim de se livrar do poder do mal!

Os versículos 9 a 11 trazem o segundo ai. A ameaça do juízo agora é por causa dos lucros crimonosos. A riqueza da Babilonia foi ganha ilicitamente. Em Jeremias 22.13-17 há uma sentença muito semelhante “Ai daquele que edifica a sua casa com iniquidade”. Babilonia ajuntara bens “para pôr o seu ninho no alto, a fim de se livrar das garras da calamidade”. Pôs –se no alto como águia a quem o homem não pode alcançar Em Obadias 1.4, lemos: “Ainda que suba muito alto como águia e estabeleça o teu ninho entre as estrelas, te derrubarei das alturas”. 



O profeta Isaias cantou a ruina da Babilônia. Ele descreve o ato conceito que os caldeus faziam a seu próprio respeito: “E tu dizes no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altissimo” (Is 14.13-14). “Contudo, levado serás ao Seol, ao mais profundo do abismo” (v.15). E, no final, “Varrê-la-ei como a vassoura da destruição” (v.23). Quando vimos a invasão do Estado Islâmico na Babilônia o que restou são artefatos históricos, somente, mais nada!

“Pois a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento” (v.11) ou na Liguagem de Hoje: “Até as pedras das paredes e a madeira das vigas gritam contra você!A própria construção levantada à custa dos outros testemunhará contra Babilônia.  As paredes de Babilônia falaram contra o Rei Belsazar, o ultimo imperador caldeu. Foi Deus quem escreveu, conforme Daniel 5.5 e 24, mas o testemunho contra Belsazar foi proclamado na parede: CONTOU DEUS O TEU REINO E ACABOU. O que dizem nossas paredes?

3)    Ai daquele que edifica a cidade com sangue, e que funda a cidade com iniquidade!
“Ai daquele que edifica a cidade com sangue”. Babilônia destruíra muitos povos (v.10) e fizera da violência um estilo de vida. Até mesmo sua religião fora estruturada em função da guerra. Seus deuses eram deuses de guerra. “Ó Marduque! Confiando na sua palavra fiel que não muda queira fazer minhas armas avançar, seja terrível e esmaga os braços dos inimigos”. Nabucodosor pelo sangue edificou uma bela cidade para si. Os muros da cidade alcançava até vinte e dois metros de altura (um edifício se sete andares) e eram duplos. Além disso, possuía um formidável poderio militar.

Assim também, tudo se edifica em cima da violência. Os filmes que dão bilheteria são de violência, as séries da netflix são de violencia, os jogos que crianças brincam todos os dias é de matar.  Olha as favelas do Rio de Janeiro, crianças com suas armas. Assiste os telejornais e somente vemos violência e sangue, somente! 



O versículo 13 declara que todos os esforços humanos por poder e glória terminam em nada. A glória é passageira:  “Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor” (1 Pe 1.24). Vejam o caso de Daniel 2, quantos reinos? Reino da Babilonia (cabeça de ouro), Reino Medo-Persa (peito e braços de prata), Reino grego (os ventres e as coxas de bronze) e o Romano (as pernas de ferro e os pés de barro e ferro).  E uma pedra pequena atingiu a estatua e todos os reinos caíram em terra. Quanto a pedra, foi crescendo, crescendo e se tornou grandiosa. O versículo 14, termina: “E a terra ficará cheia do conhecimento da glória do Senhor, assim como ás aguas enchem o mar”.      

4) Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro! Ai de ti, que adicionas à bebida o teu furor, e o embebedas para ver a sua nudez! (v.15).
Quando o exército caldeu entrava numa cidade, trazendo os cativos acorrentados,  embebedavam os cativos para humilhá-los, desprezá-los. A idéia era induzir a um estado de humilhação como se a pessoa estivesse embriagada, fora de si. “Ai de você, pois dá ao seu companheiro vinho mistrurado com drogas! Ele fica bêbado, tira a roupa, e todos o veem nu. É voce que vai perder a sua honra e ficar coberto de vergonha. Pois o Deus Eterno vai fazer você beber do copo da ira  e você também ficará bêbado. Em vez de receber homenagem, você será humilhado (v. 15,16).

Conclusão:  Ai daquele que diz ao pau: Acorda! e à pedra muda: Desperta! Pode isso ensinar? Eis que está coberta de ouro e de prata, mas dentro dela não há espírito algum (v.19).
Paulo diz sobre idolatria: “sabemos que ídolo nada é no mundo” (1 Co 8.4). BLH: “Que valor tem um ídolo? Um ídolo não é mais do que uma imagem feita por um homem e que só serve para enganar. Os ídolos não podem falar; como é que alguém pode confiar num ídolo que ele mesmo fez? (v.18). Em Isaias 44.9-20, é o tema mais contundente contra a idolatria: como pode um homem cortar para si uma arvore, usar uma parte da madeira para fazer uma fogueira e, da outra parte, fazer uma imagem, ajoelhar-se diante dela e pedir-lhe livramento?
O ídolo ensina mentira. Jesus disse “errais porque não conheceis as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29). Eram ignorantes, quer das Escrituras, quer do poder de Deus. É a ignorância espiritual responsável pelos erros religiosos. As verdades divinas se discernem espiritualmente. O espírito demoníaco que rege o mundo (1 Jo 5.19), leva os homens à pratica da mentira.

V.19: “Ai daquele que diz ao pau: Acorda! E a pedra muda: Desperta!”. Em 1 Reis 18, vemos Elias enfrentando os profetas de Baal. Elias os ironizou: “Clamai em altas vozes, porque ele é um deus, pode ser que esteja falando, ou que tenha alguma coisa para fazer, ou que intente alguma viagem, talvez esteja dormindo, e necessite de que o acordem” (v.27). 


O Brasil é o maior país católico e espirita do mundo. A padroeira do Brasil, ou protetora do Brasil, é uma imagem de gesso, pescada no rio Paraiba do Sul, em 1717. Como alguém pode se ajoelhar diante dessa imagem? O papa vem ao Brasil e canoniza o frei Galvão e agora o povo brasileiro compra estatueta do frei Galvão e se prostra diante dessa imagem. Como se essa estatueta pode escutar as orações.

Os ídolos são desprovidos de poder “Ai daquele que diz a madeira: Acorda! E a pedra muda: desperta! Pode o ídolo ensinar. Ele está coberto de ouro e de prata, mas dentro dele não há espirito algum. Exemplificando: quando uma pessoa ora assim: “Ave Maria cheia de graça, bendito é o fruto do vosso ventre... Santa Maria mãe de Deus rogai por nós pecador...”. Pra Maria poder atender ao pedido, ela teria que ser onipresente, teria que ser onisciente e onipotente!



terça-feira, 1 de maio de 2018


O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ – Hb 2.1-5

Introdução. Três fatos: 


 1) pela oração podemos apresentar a Deus nossas profundas angustias. Habacuque apresenta à Deus sua queixa, suas angustias, sua perplexidade. Assim, também nós, quando olhamos para a circunstância o mal prevalece em relação ao bem.

2) pela oração podemos alcançar o mais profundo discernimento de Deus.  Quando se poe de joelhos o horizonte se desdobra. “O cristão de joelho vê mais do que um filosofo nas pontas dos pés” Moody.  Na oração nos tornamos mais lúcido. Duas queixas de Habacuque: 1) Por que tem violência no meio do meu povo e Deus não age? 2) Por que Deus usa uma nação tão amarga como caldeus para disciplinar seu povo? Na oração, ele descobre que Deus está DISCIPLINANDO O SEU POVO; e, descobre que Deus está julgando o orgulho do povo caldeu. 

3) pela oração temos lampejos sobre o futuro. A grande angustia de Habacuque é: Deus está inativo e silencioso. Depois, Deus está em contradição por usar o povo caldeu. A ação de Deus, na oração, aponta para o futuro.

1) Solilóquio de Habacuque
 "Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza, e vigiarei para ver o que Deus me dirá, e que resposta eu terei à minha queixa". Quem subia a torre de vigia era o atalaia. Quem era o atalaia? Ficava no ponto mais alto da muralha, nas torres. E o atalaia ficava o tempo todo observando sobre os perigos. O profeta Ezequiel afirma (capítulo 3), se o atalaia não avisasse do perigo, o sangue seria cobrado dele; ou seja, tinha que ficar de olhos abertos”. 



 Temos que subir em nossa torre de vigia. A torre de vigia de Daniel era o seu quarto;  a torre de vigia do apostolo Paulo foi a sua cela; segundo Jesus nossa torre de vigia pode ser o nosso quarto de oração. A TORRE DE VIGIA É UMA ATITUDE DO CORAÇÃO:  "Vou sair deste vale de depressão; vou para torre de vigia; vou galgar as alturas; vou olhar a Deus e para ele somente" — um dos mais importantes segredos da vida cristã! (Sl 121.1-2).  Habacuque, até então, estava preocupadíssimo com os caldeus. Mas, quando subiu na sua torre, deixou de olhar para os caldeus e começou a olhar pra Deus “Não andeis ansiosos por coisa alguma” (Fl 4.6-7). Mas, “em tudo sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela suplica, com ações de graça”.

2) Aguarde uma resposta de Deus
“Vigiarei para ver o que Deus me dirá”. A versão Kim James diz: “Vigiarei para ver o que Deus diz em mim”. Oração não é um monologo mas um diálogo. A tarefa do atalaia É MANTER O OLHO NA PAISAGEM que está a sua frente, a fim de observar o mais leve indicio de movimento por parte do inimigo.  Podemos ouvir a voz de Deus quando estamos lendo a sua PALAVRA. Então, no ato da leitura, percebemos que o Espírito Santo está falando conosco através daquela passagem. Ou, no momento de solitude, quietos na presença do Senhor, ouvirmos falar em “nós”, como Paulo em Atos 16.9.  Ou, Quando Moisés estava no Sinai, cuidando das ovelhas, Deus usou uma circunstância para falar com ele “uma sarça ardente”.

3) A resposta de Deus
a) uma visão recebida
Os versículos 2 e 3 do capítulo 2 contêm a resposta dada a Habacuque. “Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa  correndo. Porque a visão ainda está cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não falhará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará."  A VISÃO SOMENTE VEM DE DEUS! O Pastor Billy Graham “A Bíblia tem uma capa ulterior” Ou seja, nada pode ser acrescentado ao que existe. Paulo admoesta “ainda que um anjo desça do céu e vos pregue outra evangelho, que seja amaldiçoado” (Gl 1.8).

b) uma visão perpetuada
“Escreve a visão, grava sobre tabua”. Uma visão para futuras gerações. Hoje temos a Palavra de Deus diante de nós.  A Bíblia é o norte, é a bussola, aponta o caminho.

c) uma visão para ser divulgada
“...para que possa ler quem passa correndo”. Essa mensagem tinha que ser colocada em outdoor para que todos que estivesse passando, correndo, andando pudessem ler.

 d) uma visão que vai se cumprir
"Escreve a visão, grava-a. . . Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não falhará." O tempo para o cumprimento está fixado. O momento exato é determinado por Deus. Deus predisse o Diluvio no Antigo Testamento; cento e vinte anos passaram e nada parecia mais improvável. As pessoas riam-se de Noé. Mas no tempo indicado, o diluvio veio. Foi assim como Sodoma e Gomorra. Havia um momento divinamente predeterminado, e quando chegou a hora, Deus agiu.

No capítulo 15 de Genesis lemos "Sabe, com certeza, que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas" (vs. 13, 14). Mais tarde, em Êxodo 12:40, 41, lemos: "Ora o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos. Aconteceu que, ao cabo dos quatrocentos e trinta anos, nesse mesmo dia, todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito."   A Jeremias foi revelado que sua nação seria mantida na Babilônia durante exatamente setenta anos, ao fim dos quais o povo retornaria. Tudo isso aconteceu. Olha a promessa da volta de Jesus  (2 Pe 3.4-10).

4) Dois caminhos: orgulho e fé 
a) “Eis o soberbo...(ORGULHOSO)” (4). Deus dá graça aos humildes mas RESISTI AO SOBERBO” (1 Pe 5.5). Quem é o soberbo? Os caldeus. Eles adoravam a si mesmos! Inchados de orgulhos. Deus quebra a soberba da Babilônia. A Babilonia era o IMPÉRIO MUNDIAL. Em Daniel 4.30, Nabucodonosor se gaba: “Não é esta a grande Babilonia que eu edifiquei para casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência. Numa noite Belsazar, neto de Nabucodonosor, celebrava com seus súditos no seu palácio, quando de repente:

“Os ruídos dos copos e das taças cessou. Silêncio absoluto. As mãos ficaram imóveis. Em poucos segundos todo o ambiente estava transformado num palco de medo e horror. Num piscar de olhos, tudo terminou para o monarca arrogante. Deus anotou todos seus pensamentos, palavras e obras. Agora, encontra-o e apresenta-lhe a conta. Quatro palavras confrontam todos os rostos. A parede real parece a lápide de um túmulo, e viram:  MENE, MENE, TEQUEL E PARSIM(V.25)”.


“Naquela noite, Dario desviou o Rio Eufrates para o novo canal e, guiado por dois desertores, marchou pelo leito seco rumo à cidade, enquanto os babilônios farreavam numa festa a seus deuses”. Heródoto.

b) “...sua alma não é reta nele”. O ímpio em seu interior está depravado, corrompido. A verdade para ele é mentira, a mentira é verdade. Assim como o vinho é desleal, v.5, ou seja, deixa a pessoa desequilibrada, instável, tonta, sem juízo. Assim, estava o caldeu, em crise consigo mesmo! Eram insaciáveis são como o “inferno” e a “morte”.

Conclusão: O justo viverá por sua fé 



a)   O justo é aquele que confia na Palavra de Deus. Em quem você confia? Em si mesmo ou em Deus! Abraão sai da sua terra e da sua parentela. Ele saiu e creu!

b)   O justo é aquele a quem Deus declara justo. A justificação é um ato e não um processo. Um ato legal, judicial e forense. É o ato que Deus faz por nós e não em nós.

c)   O justo é aquele que Deus justifica pelo méritos de outro alguém. “O justo viverá pela fé”. Somos pecadores, e teremos que comparecer diante do tribunal de Deus; ou seja, daremos conta da nossa vida. Os livros serão abertos e seremos julgados, segundo os livros. No dia do juízo levantar-se-á algumas testemunhas. Quem sãos essas testemunhas? Nossas palavras frívolas, nossas obras, suas omissões. DEUS MANDOU SEU FILHO COMO SUBSTITUTO PARA MORRER EM NOSSO LUGAR.  Na cruz Deus pegou nossas palavras, nossas obras e nossas omissões e lançou sobre Jesus! ESTÁ CONSUMADO!

d)   O justo é aquele que é justificado mediante a fé. A base da justificação não é a fé. Mas, sim o sacrifício de Jesus na cruz do calvário. PELA FÉ TOMAMOS POSSE DOS BENEFICIOS DE CRISTO.


terça-feira, 24 de abril de 2018


Subindo à torre de vigia – Hc 1:12-17 e 2.1


Introdução

No inicio do livro de Habacuque Lemos: “Oráculo que viu...”. Um fardo. O profeta inicia questionando a indiferença de Deus em seus dias: “Até quando clamarei eu, e tu não me escutarás. Gritar-te-ei violência e não me salvarás? O que havia nos dias do profeta? Opressão, violência, iniquidade, destruição, contenda e litigio. Diante disso “a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida” (vs. 1-4).

Resposta de Deus: “suscitarei os caldeus”. Eram comparados a animais selvagens. São mais velozes que os leopardos, mais sanguíneos que os lobos da estepe e mais destruidores que o vento oriental.

1)    O Deus de Habacuque
 Um dia alguns homens piedosos se reuniram para fazer uma definição da essência de Deus. Então, um pastor muito simples orou assim: “Deus é espírito, em si e por si, infinito em sabedoria, eterno e imutável em seu ser, poder, santidade, justiça, graça,  bondade e verdade”.  As nuvens escuras podem esconder a luz mas não podem destruir o sol. Assim é Deus, o criador de todas as coisas.

(a ) Deus é eterno
Depois de expor sua dificuldade, o profeta declara: "Não és tu desde a eternidade?" (1:12). Anteriormente ele havia dito (1:11) que os caldeus, orgulhosos com o sucesso, atribuíam seu poder ao seu deus; e no momento em que disse isso, começou a pensar:  "O deus deles — o que era esse deus? Apenas algo que eles mesmos haviam criado. O Bel deles era de sua própria fabricação!" (cf. Isaías 46)  enquanto assim pensava, lembrou-se de ale0 que tinha certeza. Deus é o Deus eterno, de eternidade a eternidade. Ele não é como os deuses de criação humana; ele não é como o deus do orgulhoso exército caldeu; ele é Deus de eternidade a eternidade, o Deus eterno”. 


( b ) Deus é auto-existente
Então o profeta acrescenta algo mais: "Não és tu desde a eternidade, ó Senhor", e ao dizer Senhor usa o grande nome de "Jeová". "Não és tu desde a eternidade, ó Jeová?" Esse nome diz--nos que Deus é o auto-existente, o eterno EU SOU. "Assim dirás aos filhos de Israel", Deus havia dito a Moisés, "EU SOU me enviou a vós outros." O nome "EU SOU o que SOU" significa: "Eu sou o Absoluto, o auto-existente." A tremenda verdade concernente à Trindade é que uma vida eternamente auto-existente reside na Divindade— Pai, Filho e Espírito Santo. Aqui, de novo, está a maravilhosa certeza: "Estou certo de que Deus não depende deste mundo, porque é auto-existente: ele é Senhor, é Jeová, o grande EU SOU."

YHWH: no hebraico não tem vogal, então os massoretas criaram as vogais para pronunciar as palavras. Mas, no hebraico, são colocados uns sinais nas consonantes. O nome Jeová, portanto, é uma junção de IHWH E ADONAI.
  
( c ) Deus é santo
O profeta traz, então, à lembrança que outro absoluto de Deus é sua santidade. "Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, ó meu Santo?" Habacuque está seguro não sei da existência eterna de Deus, não só de sua auto-existência, e de sua independência de tudo e de todos, mas de que ele é o "Santo", total e absolutamente justo e santo, "um fogo consumidor". "Deus é luz, e não há nele treva nenhuma." O pecado não ficará impune, SEJA NO MEIO DO POVO DE DEUS, OU NO MEIO DO IMPIO. “Depois da desobediência, Deus expulsou Adão e Eva do paraíso. A geração de Noé pereceu nas águas do diluvio por não acreditar nas palavras de Noé. As cidades de Sodoma e Gomorra foram destruída em consequência as suas transgressões. Deus permitiu que à Assiria levasse as dez tribos do norte em 722, por causa do pecado. E, em 586, Nabucodonosor levou Judá ao cativeiro, também por causa do pecado”. DEUS É SANTO!

( d ) Deus é soberano. “tu designaste essa nação pagã para executar o teu juízo?  Ó rocha de refúgio; tu decidiste estabelecer este povo para aplicar o castigo”.

( e ) Deus de aliança. "Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus ó meu Santo? Não morreremos." Fez uma aliança com Abraão, à qual o profeta se refere aqui, e renovou esta aliança com Isaque e com Jacó. Renovou-a outra vez com Davi. Foi esta aliança que deu a Israel o direito de voltar-se para Deus e dizer: "Meu Deus, meu Santo." O profeta lembra-se de que Deus disse: "Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo." Para esses santos homens, para os profetas, e para todos quantos tinham discernimento espiritual em Israel, este fato era mais significativo do que qualquer outra coisa (Is 64.4).  “Não morreremos”, exército caldeu podia fazer o que quisesse, nunca exterminaria a Israel, porque Deus havia feito determinadas promessas que jamais quebraria. 

2)    A crise do profeta (vs. 13-17)
Primeiro, Ele começa dizendo: "Disto estou seguro: Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar' (1:13). "Se isto é verdadeiro a teu respeito, ó Deus", diz ele, "por que, pois, toleras os que procedem perfidamente, e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?" Como podia Deus permitir que os caldeus fizessem isto ao seu próprio povo? O povo do profeta podia ser mal, mas os caldeus eram piores.

Por que Deus não interrompe o fluxo do mal? Por que Deus não destrói os homens perversos? Por que Deus deixa o forte esmagar o fraco? Por que Deus não põe fim a guerra? O maior índice de mártires na história do cristianismo está no século XX: 100 milhões de cristãos morreram por causa da sua fé em Cristo. Por que Deus permitiu que Mao Tse Tung matasse mais de 60 milhões de pessoas.

Segundo, Por que Deus fica em silencio? “Por que toleras os que procedem aleivosamente e  te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele”(v.13). Por que? Se tu és Deus, onipotente? Os apóstolos sofreram martírios nas mãos dos romanos. Os cristãos eram amarrados em postes e incendiados vivos para iluminar as ruas de Roma. O apostolo Paulo foi levado diante de Nero e sua cabeça decapitada! Por que Deus? 

Terceiro, “porque fazes os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não tem quem os governe”. Somos como peixes, não tem que os governe. Deus está dizendo que eles não teriam a mínima chance de escapar do exército caldeu.

Quarto, “Eles a todos levantarão com o anzol, apanhá-lo-ás com a sua rede, e os ajuntará na sua rede varredoura; por isso ele se alegrará e se regozijará. Por isso sacrificará a sua rede, e queimarás incenso á sua varredoura; porque com elas engordou a sua porção, e engrossou a sua comida”. O homem quando nega a Deus, diviniza a si mesmo. “Sempre o homem se dobra diante de algum altar”. ANZOL, matando um a um; REDE: matando muitos e levando-os para o cativeiro.

“Todas as maiores divindades babilônicas, Ningirsu, Shamash, Enlil, Marduque são retratados segurando e puxando uma rede, na qual os inimigos capturados se debatem”. Os homens são mostrados como peixes que os caldeus pegavam em sua rede, e depois tributavam honra divina à sua rede, porque por elas tinham sido enriquecidos.  

O culto à força, a exaltação da violência e o desejo de dominar os outros continua aceso. O desejo de poder é inerente ao homem “Sereis como Deus”. A pergunta no versículo 17 é atual: “até quando uma nação violenta, cultuadora de violência, continuará matando e explorando as outras sem piedade?

Conclusão

O profeta querendo uma resposta imediata a esta questão sobe à sua “torre de vigia”. Como o guarda que velava na sua hora de turno de vigilância, ele vela pelo povo “para ver o que me dirá, e o que responderei no tocante à minha queixa”.