terça-feira, 14 de novembro de 2017

LEVAI AS CARGAS UNS DOS OUTROS. Gl 5.26, 6.1-5


INTRODUÇÃO:  Não nos tornemos vangloriosos, provocando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. Gálatas 5:26

A palavra grega traduzida como “orgulhosos”  é Kenodoxoi, que significa literalmente “vangloriosos”  ou  “vazios de honra”. Portanto, o orgulho é uma insegurança profunda, uma percepção de ausência de honra e glória, levando à necessidade de provar nossa valor para nós mesmos e para as demais pessoas. “Provocando-nos uns aos outros e tendo inveja uns dos outros”. “Provocar” – grego prokaleo – é sinal de competitividade, tendo o sentido de desafiar alguém para uma disputa. “INVEJA” significa querer algo que pertence por direito a outra pessoa ou querer que essa pessoa não tenha tal coisa.

“Provocativa” é a postura de alguém que está certo de sua SUPERIORIDADE e MENOSPREZA alguém que ele entende que é mais fraco. “INVEJOSA” é a postura de quem tem consciência da própria INFERIORIDADE e se sente olhando “PARA CIMA”, para alguém que, na sua opinião, ocupa posição superior à sua.

Portanto, o verdadeiro relacionamento cristão é governado, não pela rivalidade, mas pelo serviço. A atitude correta para com as outras pessoas não é “Eu sou melhor do que você e vou prova-lo”, nem “Você é melhor do que eu e eu não gosto disso”, MAS “você é uma pessoa importante, com direitos próprios e eu tenho a alegria e o privilégio de servi-lo.

1)    Levai os fardos uns dos outros...
“Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (v.2) Ou seja, todos nós temos cargas e que Deus não pretende que as carreguemos sozinhos. Um exemplo notável é dado na carreira do apostolo Paulo num estágio de sua vida, ele sentiu-se terrivelmente sobrecarregado. Estava preocupado até a morte com a igreja de Corinto. Paulo não encontrava descanso, tão grande era a sua expectativa “em tudo somos atribulados”, ele escreveu, “lutas por fora, temores por dentro”. Então ele prosseguiu dizendo: “Porém, Deus que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito” (2 Co 7.5-6). A amizade humana, através da qual levamos os fardos uns dos outros, faz parte do proposito de Deus para o seu povo (Fl 2.19-20; 1 Sm 18.1). 


Através desses fardos que ajudamos a carregar “cumprimos a lei de Cristo” (v.2). A lei de Cristo é amor aos outros como ele nos ama; este foi o novo mandamento que ele deu (Jo 13.34-35, Jo 15.12). Assim, tal como Paulo já havia declarado em Galatas 5.14, amar ao próximo é cumprir a lei. Então “amar ao próximo”, “levar os fardos uns dos outros” e “cumprir a lei”, são expressões equivalentes.

“Voce não pode ajudar a carregar um fardo a menos que se aproxime bastante da pessoa que o está carregando, que se coloque em sua pele e aplique sua própria força debaixo desse fardo, de modo que o peso dele seja distribuído entre vocês dois, aliviando quem você se dispôs a ajudar”. Tim Keller

Carregar os fardos dos outros é um grande ministério. É uma coisa que cada cristão deveria fazer. É cumprir a lei de Cristo. “Portanto”, escreveu Martinho Lutero, “os cristãos devem ter ombros fortes e ossos potentes”, bastante resistentes para carregar fardos pesados.

2)    Quando resisto...

O apostolo continua no versículo 3: “Porque se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana”. Com certeza se considera em posição elevada demais para ter coração de servo, para olhar à sua volta, notar os fardos alheios e ajudar as pessoas a carrega-los.


A verdade verdadeira, é que NÃO SOMOS “ALGUMA COISA”, “SOMOS NADA”! Será um exagero? Quando o Espírito Santo abre os nossos olhos para que nos vejamos como somos, rebeldes para com Deus, que nos fez a sua imagem, nada merecendo de sua mão além da destruição. Quando entendemos isso e nos lembramos disso, não ficamos nos comparando com os outros favoravelmente, nem nos recusamos a servi-los ou carregar seus fardos. “EU NÃO SOU O QUE DEVIA SER. EU NÃO SOU O QUE EU QUERO SER. EU NÃO SOU O QUE EU ESPERO SER. CONTUDO, EU NÃO SOU O QUE COSTUMA SER. E, PELA GRAÇA DE DEUS, SOU O QUE SOU”.

Lemos nos versículos 4 e 5: “Mas prove cada um seu labor, e então terá motivo de gloriar-se unicamente em si, e não em outro. Porque cada um levará o seu próprio fardo”. Não há contradição entre os versículos 2, “levai as cargas uns dos outros”, e o versículo 5 “cada um levará o seu próprio fardo”. A palavra grega para carga é diferente ( grego “baros”, v.2) que significa um PESO OU UM FARDO PESADO; já fardo (phortions, v.5) é um “termo comum para pacote, ou mochila”. Assim, devemos carregar os “fardos” que são pesados demais para uma pessoa carregar sozinha. Há, porém, um fardo que não podemos partilhar, e este é a nossa responsabilidade diante de Deus no dia do juízo.

3)    Compartilhando fardo...
“Surpreender”. O exemplo mais conhecido no Novo Testamento é o da mulher eu os fariseus levaram a Jesus, dizendo ter sido “apanhada em pecado de adultério” (João 8:4).


O que fazer? Esse é o grande teste do crente: Que faz ele com o homem que cai? Qual é a sua atitude para com aqueles que são apanhados em alguma falta? Qual é a sua obrigação para com aquele que tiver falhado? Qual é a responsabilidade do grupo ou da igreja?

“Se alguém for surpreendido nalguma falta ...corrigi-o”. O grego é katartizo, tem o sentido de “emendar”, “reparar”, “restaurar”. Esse era o termo usado para por no lugar um osso deslocado. Um osso que se desloca provoca dor extrema porque não está mantendo o relacionamento natural, para o qual foi projetado, com as demais partes do corpo. É inevitável que o ato de pôr um osso no lugar produza dor, mas é a dor que cura. Significa que devemos confrontar, mesmo quando for doloroso, mas nosso confronto deve ter como objetivo instigar a mudança de vida e coração.

Quando um crente cai em pecado, torna-se necessário um “reparo”, porquanto terá sofrido certos danos devido a sua má experiência. Tal reparação haverá de restaurá-lo perante os seus próprios olhos, perante Deus e perante a comunidade cristã. . “Vá até ele, estenda-lhe a mão, levante-o novamente, console-o com palavras brandas e abrace-o com braços de mãe” (Lutero). 



Quem deve fazer?  “Vós que sois espirituais, corrigi-o”. Esse ministério de amor e restauração de um irmão que errou é exatamente o tipo de coisa que devemos fazer quando andamos no Espírito. Só um cristão “espiritual” deve tentar restaurá-lo.

Como se deve fazer?  “Vós que sois espirituais, corrigi-o, com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado”.
  
CONCLUSÃO. “Acaso sou eu tutor do meu irmão” (Gn 4:9). Se alguém é meu irmão, então eu sou o seu tutor. Devo cuidar dele com amor e preocupar-me com o seu bem-estar.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

A carne e o Espírito – Gl  5. 16-25



Introdução:  “Todos conhecem o tipo de vida de uma pessoa que quer fazer o que bem entende: sexo barato e frequente, mas sem nenhum amor; vida emocional e mental detonada; busca frenética por felicidade, sem satisfação; deuses que não passam de peças decorativas; religião de espetáculo; solidão paranoica; competição selvagem; consumismo insaciável; temperamento descontrolado; incapacidade de amar e de ser amado; lares e vidas divididos; coração egoísta e insatisfação constante; costume de desprezar o próximo, vendo todos como rivais; vícios incontroláveis; tristes paródias de vida em comunidade” Gl 5.16... A mensagem

1)    Anatomia da carne e do Espírito
Existem duas naturezas em operação em todo o cristão: o Espírito e a carne (v.16). “Carne” traduz o termo grego SARX, que se refere ao aspecto do nosso ser como um todo que anseia pelo pecado. Sarx é o nosso coração pecaminoso. Ou antes, a parte ou o aspecto do nosso coração que não foi renovado pelo Espírito


Em oposição a ou “contra” (v.17) a carne está o Espírito. Com “Espírito” se refere ao próprio Espírito Santo, que nos renova e regenera, primeiro dando-nos uma nova natureza (Ef 2.1) e, então, permanecendo em nós. Mais simplesmente, poderíamos dizer que “a carne” representa o que somos por nascimento natural, e “o Espírito” o que nos tornamos pelo novo nascimento (Ef 4.22-24).

2)    A luta
Qual é exatamente a natureza dessa luta (v.17)? Trata-se de uma batalha entre os “desejos” do Espírito Santo e os da sarx. No original, Paulo chama os “desejos da carne” (concupiscência da carne) - grego epithumia-  que designa um “superdesejo”, um desejo excessivo, um impulso e anseio que a tudo controla. Os desejos pecaminosos se tornam coisas profundas que nos dirigem e controlam. “Se idolatria é o termo característico e resumido do Antigo Testamento para a nossa tendência a nos afastarmos de Deus, então “desejos” (epithumia) é o termo característico e resumido do Novo Testamento para o mesmo movimento” (Ef 5.5). 



O versículo 17, afirma: “A carne superdeseja contra o Espírito, e o Espírito contra a carne”. Observe que ele na verdade não diz que o Espírito “superdeseja”. No entanto, a construção indica que o Espírito tem paixões e anseios também, no mínimo tão fortes quanto os da carne! Em Romanos 7.22-23, quando Paulo diz que “no que diz respeito ao homem interior, tenho prazer na lei  de Deus”, contudo, descobre que existe “nos membros do seu corpo outra lei guerreando contra a lei da minha mente”. MESMO QUANDO ESCORREGAMOS PARA O PECADO, PODEMOS REPETIR COM PAULO: ESSE NÃO É MEU VERDADEIRO EU; ISSO NÃO É O QUE EU DESEJO DE VERDADE. EU QUERO DEUS E SUA VONTADE.

3)    O que a Sarx opera, quatro áreas: sexo, religião, relacionamento e alimentação.
Primeiro, a área do sexo: Prostituição impureza, lascívia (v.19). IMORALIDADE (porneia), ou seja, a relação sexual entre pessoas que não são casadas uma com a outra; ou qualquer tipo de comportamento sexual ilegal. IMPUREZA (akatharsia), traduzida por “comportamento anormal". INDECENCIA (aselgia) ou lascívia, traduzida, como sexualidade descontrolada.  Em suma: sexo barato e frequente, mas sem nenhum amor! Essas três palavras são suficientes para mostrar que todas as ofensas sexuais, sejam elas públicas ou particulares “naturais” ou “anormais” entre pessoas casadas ou solteiras, devem ser classificadas como obras da carne. 



Segundo, temos a área da religião (v.20). Se a idolatria (eidololatria) é o descarado culto prestado a outros deuses, ou querer fornecer um substituto inadequado para Deus (Ex 20.4-5); feitiçaria (pharmakéia) é falsificar a obra do Espírito Santo. Em suma: deuses que não passam de peças decorativas; religião de espetáculo!

Terceiro, área do relacionamento (vs 20 e 21). Surgem oitos palavras que descrevem como a carne destrói os relacionamentos. A Bíblia na Linguagem de Hoje traduz por: “inimizades, brigas, ciumeiras, acessos de raiva, ambição egoísta, desunião, paixão partidária, invejas”.  Quatro delas são atitudes destrutivas: “Ambição egoísta” (Eritheia), a competitividade, uma motivação voltada para a busca do eu; “A INVEJA” (phthonoi) – a cobiça, o desejo secreto de possuir o que os outros tem; “CIUMES” (zelos), o zelo e a energia que vem de um ego faminto; “RIVALIDADE” (echthras), designando a hostilidade, uma atitude antagônica. 



E quatro descrevem o resultados dessas atitudes nos relacionamentos: “INIMIZADES” (eris), ser polemico e gostar de provocar brigas; “IRA” (thumoi), explosões de raiva; “DISCÓRDIAS”, divisões entre pessoas e “PARTIDARISMO” (aireseis), grupos partidários e rivais permanentes.

Quarto, há duas palavras que se referem ao abuso de substancias “bebedices” e “orgias”.  Estas duas palavras estão conectadas. As orgias não são sexuais, mas de bebedices. Uma das obras da carne é o vicio em substancias e comportamentos que criam o prazer.

Paulo dirige uma advertência severa para os que praticam essas coisas, pois “não herdarão o reino de Deus” (v.21). Que alguém se entregue continuamente à carne sem lutar contra ela significa demonstrar que o Filho não o redimiu e que o Espírito não o renovou.

4)    Fruto do Espírito
O termo fruto nos transporta para o mundo da agricultura e nos revela quatro fatos sobre como o Espírito opera: 1) o crescimento cristão é gradual, tanto quanto o crescimento de um nabo ou de uma batata. Ninguém consegue ver o crescimento botânico – só se pode medi-lo depois de algum tempo; 2) O crescimento do fruto do Espírito é inevitável. Haverá crescimento; se alguém tem o Espírito dentro de si – se é cristão -, o fruto crescerá; 3) O fruto do Espírito tem raízes internas. Pense na macieira. As maçãs dão vida à arvore? Não! As maçãs não dão vida; elas são sinal de que a árvore está viva; 4) o fruto do Espírito sempre cresce em conjunto.

Amor, alegria e paz: essas virtudes se referem principalmente a nossa atitude para com Deus. Amor do cristão é seu amor a Deus, sua principal alegria estar em ter Deus como seu deleite, sua beleza e seu valor e paz é descansar na sabedoria e no controle de Deus.

Longanimidade, benignidade, bondade. São virtudes sociais, principalmente voltadas para o próximo e não para Deus. Longanimidade é a paciência para com aqueles que nos irritam ou perseguem – sem perder a cabeça. Benignidade: é uma questão de disposição, gentileza e Bondade: são palavras e atos.

Fidelidade, Mansidão e domínio próprio: Fidelidade é a certeza de poder confiar em uma pessoa cristã, ter coragem, e fiel à própria palavra. Mansidão: é a atitude de humildade em que Cristo tem (Mt 11.29) e Temperança: domínio próprio, autocontrole (Pv 16.32).

Conclusão

DEVEMOS CRUFICIAR A CARNE (V.24): A crucificação da carne não é uma coisa feita a nós MAS POR NÓS. O que isso significa? “Se alguém quiser vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8.34). TOMAR A CRUZ SIGNIFICA RENUNCIA! Temos que crucificar nossa velha natureza IMPIEDOSAMENTE; a carne é malina, tem que morrer. Nossa crucificação será dolorosa; quando lutamos intimamente com nossos pecados. A nossa crucificação tem que ser DECISIVA. Não podemos acariciar pecados; os criminosos que eram pregados na cruz não sobreviviam. 




Devemos andar no Espírito: é andar deliberadamente ao longo do caminho com a linha que o Espírito estabele para nós. 


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A singularidade dos caminhos de Deus  Habacuque 1:1-11 



I.                   Os caminhos de Deus às vezes são misteriosos

Sua inação

A primeira coisa que descobrimos quando estudamos as ações de Deus é que pode parecer que ele esteja estranhamente silencioso e inativo em circunstâncias provocativas. Por que Deus permite que certas coisas aconteçam?

Por que a Igreja Cristã é o que é hoje? Veja sua história no decurso dos últimos quarenta ou cinqüenta anos. Por que permitiu Deus tais condições?

Também, por que Deus não respondeu às orações de seu povo fiel? Vimos orando pelo reavivamento durante trinta ou quarenta anos. Nossas orações têm sido sinceras e urgentes. Temos deplorado o estado das coisas e temos clamado a Deus por causa dessa situação. Mas ainda assim parece que nada acontece. A semelhança do profeta Habacuque, muitos perguntam: "Até quando clamarei eu, e tu não me escutarás? gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?"

Suas providências inesperadas
A segunda coisa que descobrimos é que Deus, às vezes, dá respostas inesperadas às nossas orações. Isto, mais do que qualquer outra coisa, foi o que deixou Habacuque perplexo.

Na mente de Habacuque estava perfeitamente claro que Deus tinha de castigar a nação e depois enviar um grande reavivamento. Mas quando Deus disse: "Estou respondendo à sua oração suscitando o exército caldeu para marchar contra suas cidades e destruí-las", o profeta não conseguia acreditar no que ouvia. Mas foi o que Deus lhe disse, e o que realmente ocorreu. 



João Newton escreveu um poema no qual descreve uma experiência pessoal semelhante. Ele desejava algo melhor em sua vida espiritual. Clamou por um conhecimento mais profundo de Deus. Esperava uma visão maravilhosa de Deus rompendo os céus e descendo com chuvas de bênçãos. Em vez disto, Newton teve uma experiência na qual, durante meses, Deus parecia tê-lo entregue a Satanás. Foi tentado e provado além de sua compreensão. Mas afinal chegou a entender e viu que aquele era o modo de Deus responder-lhe. Deus havia permitido que o poeta descesse às profundezas a fim de ensinar-lhe a depender inteiramente dele. Havendo Newton aprendido a lição, o Senhor tirou-o daquela provação.

Fora, Desespero! Meu Senhor gracioso escuta:
Embora ventos e ondas meu barco venham atacar,
Ele o preserva; ele dirige sua conduta,
Mesmo quando o barco parece muito balançar:
Tempestades o triunfo da sua arte são:
Ele pode fechar seus olhos, mas não seu coração"

Seus instrumentos incomuns

O terceiro aspecto surpreendente dos caminhos de Deus é que ele às vezes usa instrumentos estranhos para corrigir sua Igreja e seu povo. Os caldeus, dentre todos os povos, são os que Deus vai suscitar para castigar a Israel! Não se podia imaginar tal coisa. Mas aqui também está um fato evidente em toda a Bíblia. Deus, se assim o quiser, pode usar até mesmo os ímpios caldeus. 


Devemos entender a possibilidade de que as forças que hoje mais se opõem à Igreja Cristã talvez estejam sendo usadas por Deus para seu próprio propósito. O ensino claro do profeta é que Deus pode usar instrumentos muito estranhos, e às vezes o último instrumento que teríamos esperado.

 II. Os caminhos de Deus às vezes são mal interpretados

A.    Por pessoas religiosas descuidadas

Em Habacuque 1:5, Deus se refere aos ímpios em Israel, aqueles que se haviam tornado descuidados e frouxos. "Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos, e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada." A atitude deles era: "Vejam o que esse profeta anda dizendo: que Deus vai usar os caldeus. Como se Deus pudesse fazer tal coisa' Não há perigo; não lhe dêem ouvidos. Os profetas são sempre alarmistas, e nos ameaçam com o mal. Que idéia essa de que Deus há de suscitar um povo como os caldeus para castigar a Israel! Isso é impossível!


A atitude que encontramos em Israel é tão antiga quanto à que o povo tinha na época do Dilúvio. Por meio de Noé, Deus advertiu o mundo antigo, do juízo, dizendo: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem". Os homens porém, zombaram dizendo que tal coisa era monstruosa e não poderia acontecer. Deu-se o mesmo com Sodoma e Gomorra. As pessoas despreocupadas nunca poderiam crer que suas cidades seriam destruídas. Diziam que Deus interviria antes que tal acontecesse, e continuaram em seus caminhos indolentes na esperança de que Deus as livraria sem muita dificuldade para elas. No tempo de Habacuque a atitude era a mesma. Mas aconteceu que Deus suscitou os caldeus, e Israel foi atacado e conquistado. A nação foi devastada e levada para o cativeiro.

B.     Pelo mundo
Em segundo lugar, os caminhos de Deus são surpreendentes para o mundo. "Então passam como passa o vento, e seguem; fazem-se culpados esses, cujo poder é o seu deus" (Habacuque 1:11). Os caldeus falharam completamente em compreender que Deus os estava usando, atribuíram todo o êxito alcançado ao seu próprio deus. Pensavam que deviam o sucesso às suas proezas militares, e se vangloriavam do fato Mas Deus logo ia demonstrar-lhes que as coisas não eram assim, e que como ele os havia suscitado, do mesmo modo podia abatê-los.

Não compreendem o verdadeiro significado da história. Grandes potências têm-se levantado e conquistado por algum tempo, mas sempre se embriagam com seu próprio sucesso. E, de súbito, chega a sua vez de serem abatidas. O verdadeiro significado da história nunca lhes passa pela cabeça.

C.     Pelo próprio profeta
Finalmente, os caminhos de Deus eram desconcertantes até para o próprio profeta. Porém sua reação foi muito diferente da do povo. Ele só queria saber como isto se reconciliaria com a santidade de Deus. Ele exclama: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita."

III -   A história está sob controle divino

"Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa." Deus controla não somente a Israel, mas também seus próprios inimigos, os caldeus. Toda nação da terra está sob a mão divina, porque não há poder neste mundo que, em última instância, não seja por ele controlado. As coisas não são o que aparentam. Parecia que a astuta façanha militar dos caldeus é que os levara a uma posição de ascendência. Mas não foi assim, de maneira alguma, porque Deus é que os suscitara. Deus é o Senhor da história. Ele está sentado nos céus, e as nações são para ele "como gafanhotos, como um pingo que cai dum balde, e como um grão de pó na balança". 



I.                   A história segue um plano divino

As coisas não acontecem por acaso. Os acontecimentos não são simplesmente acidentais, porque há um plano definido da história e tudo foi pré-organizado desde o começo. Deus que "vê o fim desde o princípio" tem um propósito em tudo, e conhece os "tempos ou épocas". Ele sabe quando deve ou não abençoar a Israel. Tudo está em suas mãos.

Conclusão:  A história está ligada ao reino divino

A chave da história do mundo é o reino de Deus. A história das demais nações mencionadas rio Antigo Testamento só tem importância quando se relaciona com o destino de Israel. E, em última instância, a história hodierna só tem importância em relação com a história da Igreja Cristã. O que realmente importa no mundo é o reino de Deus. Desde o princípio, desde a queda do homem, Deus vem trabalhando no estabelecimento de um novo reino no mundo. E o seu próprio reino, e ele está chamando as gentes do mundo para esse reino; e tudo o que acontece no mundo relaciona-se com o reino que ainda está em processo de formação, mas que atingirá sua
consumação perfeita.


D.  Martyn Lloyd-Jones 


terça-feira, 31 de outubro de 2017

É PARA LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU. Gl 5.1-6



Introdução: Os judaizantes-missionários confrontavam os cristãos da Galácia incisivamente:

Vocês são cristãos?
_ Somos – respondiam os cristãos gentios. _ Cremos em Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
Os missionários judeus então diziam: _ Que coisa maravilhosa! Nós também somos! E vocês já foram circuncidados?
_ Não – informavam com estranheza os recém-convertidos.
_ Como não foram?! Quem pregou o evangelho para vocês? O apostolo Paulo? Já Imaginávamos! Vocês sabiam que Paulo não pertence aos Doze? Ele veio depois. Não faz parte do grupo original dos apóstolos de Cristo. Ele não ensinou que vocês deviam ser circuncidados?

1)    Libertos para a liberdade
“Temos uma liberdade profunda em Cristo”. Literalmente, ele diz: “Cristo vos libertou para a liberdade”. A missão inteira de Jesus era uma operação de libertação (Jo 8.32). Em grego, ele se refere a uma ação única no passado que agora está consumado - Tetelestai (João 19.30).


“A liberdade que temos no evangelho pode se perder”. Duas coisas:  1) para preservar nossa liberdade devemos “permanecer firmes”. Os crentes livres precisam permanecer firmes em sua liberdade (1 Co 16.13; Filipenses 1.27; 4.1). “Permanecei firme” é uma expressão de uso basicamente militar e combina as idéias de se manter alerta, ser forte, resistente ao ataque e preservar a unidade.  2) A religião que guarda a lei é de fato escravizante. Paulo os exorta a não se sujeitarem “a um jugo”. No judaísmo da época, era comum a referência ao estudo e à pratica de toda a lei de Moisés como colocar-se debaixo de um “jugo”. Mas tanto Cristo quanto a igreja primitiva viam os fariseus e os mestres da lei como pessoas escravizantes com esse jugo (Atos 15.10; Mt 11.29-30).

“Não vos sujeiteis novamente”. Os cristãos gálatas haviam sido pagãos, época em que estavam debaixo da escravidão da idolatria literal dos princípios elementares do mundo (Gl 4.3,8,9). Mas aqui Paulo mais uma vez faz sua afirmação radical de que a idolatria pagã e o moralismo bíblico (guardar os mandamentos, circuncisão, não comer carne, etc), na prática, são a mesma coisa. Sob a circuncisão, os gálatas experimentarão mais uma vez a ansiedade, a culpa e o fardo da vida que conheceram antes como pagãos. 



2)    Quando Cristo não tem valor algum
O que fazer? Ou farão de Cristo seu tesouro, aquele em que encontram perdão e realização, ou se voltarão para a obediência à lei, para a circuncisão!

O ensino dos judaizantes era: a menos que sejam circuncidados e obedeçam a lei, vocês não poderão ser salvos (Atos 15.1,5). Se a obediência à lei se tornar parte do sistema de salvação deles, será o único sistema de que disporão, de modo que ficarão “(OBRIGADOS) a cumprir toda a lei” (v.3) que é, simplesmente impossível (Gl 3.10-11). Justificação por meio da lei é autossalvação é estar “separados de Cristo” (v.4). Não temos como nos apegar à graça se vivermos pelas obras (v.4). “Vocês que querem que Deus os aceite porque obedecem à lei estão separados de Cristo e não têm a graça de Deus (v.4).

Paulo faz uma solene afirmação, começando com “Eu, Paulo, vos digo (v.2). Em três sentenças ele os adverte dos sérios resultados da circuncisão: Cristo de nada vos aproveitará (v.2), de Cristo vos desligastes e da graça decaíste (v.4). A SALVAÇÃO ESTÁ EM CRISTO SOMENTE, PELA GRAÇA SOMENTE, ATRAVÉS DA FÉ SOMENTE.

3)    A SEGURANÇA QUE TEMOS
Em vez de lutarem para se justificar – esforço fadado ao fracasso -, Paulo encoraja os gálatas a aguardarem apenas “a justiça que é a nossa esperança”.

A palavra bíblica ELPIDA, traduzida por esperança, faz referência à certeza e à segurança de algo  (Hb 11.1) – “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”. Portanto, a palavra em grego é “certeza absoluta”, enquanto que em português “é uma quase certeza”! Em Galatas 5.5, Paulo diz que “aguardamos” simplesmente essa justiça. Não trabalhamos nem lutamos por ela. Sabemos que ela está a caminho, se aproximando. Portanto, podemos aguardá-la com fervor, em vez de ansiedade.

Pelo que aguardamos? Afirmamos que podemos viver hoje à luz da nossa acolhida e glorificação futura, certa e garantida nos braços de Deus, pois sabemos que, “se és filho de Deus, és também herdeiro por obra de Deus” (Gl 4.7).

Hebreus 10: 37: “Porque ainda um poucochinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará”.

“Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão  primeiro.  Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”.
1 Tessalonicenses 4:14-18

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor. 1 Coríntios 15:50-58 


NENHUM OUTRO SER HUMANO, NINGUÉM DO MUNDO SECULAR, NENHUM SEGUIDOR DE QUALQUER OUTRA RELIGIÃO PODE ENCARAR O PROPRIO FUTURO DESSA MANEIRA.  DEVEMOS VIVER HOJE SABENDO QUE SOMOS, E SEMPRE SEREMOS, PRECIOSIDADES ABSOLUTAS AOS OLHOS DE DEUS. OU, SOMOS TÃO AMADOS E HONRADOS POR DEUS COMO SEREMOS QUANDO ESTIVERMOS PERFEITAMENTE GLORIOSOS NO CÉU.

4)    SEM VALOR ALGUM
Primeiro, “Nem a circuncisão (representando as obrigações religiosas) nem a incircuncisão (representando o paganismo ou a imoralidade) VALEM COISA ALGUMA; mas, sim, a fé que atua pelo amor” (v.6). A palavra traduzida por “valem” significa “ter poder”, quando empregada para descrever pessoas. Mas, quando utilizada para coisas, significa “ter serventia” ou “ser aproveitável”.


Nem a religião nem a falta dela contam no sentido do estabelecimento de uma relação com Deus. Paulo afirma: meu bom desempenho não me acerta com Deus, nem meu desempenho ruim me torna mais perdido e desesperado. Tudo permanece tão perdido quanto antes e tão apto a ser salvo quanto antes.

Conclusão:

Nem a religião nem a falta de religião contam no sentido da mudança interior de caráter e do coração cheio de amor verdadeiro. A circuncisão e a incircuncisão não “valem coisa alguma, mas, sim, “a fé que atua pelo amor”. A FÉ LITERALMENTE ENERGIZA O AMOR. 

Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade Gálatas 5:7




terça-feira, 17 de outubro de 2017

“O diabo, anda em derredor...”  1 Pedro 5:8-11.


Introdução: Efésios, uma cidade infestada de demônios.

Um dos locais mais infestados de demônios era Éfeso. A cidade era conhecida como um centro de artes mágicas, e pelo culto da deusa Artemis (Diana). Esta deusa da mitologia grega era conhecida como a deusa do submundo, que controlava espíritos da natureza e dos animais selvagens. Sua imagem era coberta com os símbolos do Zodíaco, para lembrar aos adoradores de Éfeso que ela era uma divindade cósmica, com controle sobre os espíritos determinantes do destino.

Quando Paulo ali pregou o Evangelho, muitos efésios converteram-se a Cristo, boa parte dos quais havia se envolvido com artes mágicas, e certamente com o culto a Diana (Atos 19.18-20, 26-27). Como testemunho público de que já haviam sido libertos e resgatados pelo poder do Espírito Santo, vieram a público queimar seus livros de magia negra. Não foi pelo atear fogo naqueles livros que ganharam sua plena libertação. Eles já haviam sido libertados, quando creram (At 19.18). 



Um outro exemplo de como os apóstolos tratavam convertidos que vinham do ocultismo é o relato da conversão dos samaritanos em Atos 8. Lemos ali que os samaritanos em pêso seguiam a Simão Mago, um bruxo que praticava artes mágicas, e que era o líder espiritual da cidade, ou da região (Atos 8.9-11). Certamente a maioria dos moradores da cidade já havia, uma vez ou outra, se envolvido com Simão, através de consultas, “trabalhos”, invocação de mortos, e outras práticas ocultas populares daquela época. Quando Felipe ali chegou pregando o Evangelho no poder do Espírito, muitos deles deram-lhe crédito, e foram convertidos a Cristo. Felipe os batizou (Atos 8.12). O próprio bruxo foi batizado (8.13).
  
1)    Definições: 

Satanás significa “adversário”, como nome próprio significa o inimigo de Deus e de seu povo (Mt 4.10; 12.26). No hebraico, significa “odiar, opor-se”.

Diabo. O termo grego “diabállo” é formado por dois termos: “dia” (através de) e “bollo” (jogar). Significa “jogar por cima ou através de, dividir, semear contendas, acusar, fazer acusações, caluniar.  Em Apocalipse 12.10 afirma que o inimigo da nossa alma é o acusador de nossos irmãos, ele nos acusa de dia e de noite. Nos acusa diante de Deus, como também para nós mesmos.

Sua queda: Os anjos foram criados em estado de perfeição, mas perderam seu estado de santidade após a queda, tornando-se anjos maus (Mt 25:41; Ap 9:11). Não há dúvida de que Satanás tenha sido o chefe da apostasia.  

Isaias 14:12-15: "Como caíste desde o céu, ó Lúcifer, filho da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitava as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao altíssimo. E contudo levado será ao inferno, ao mais profundo do abismo". 



Ez 28:12-15: "Filho do homem, levanta uma lamentação ao rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Deus: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo,  esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti". 

1)    Sua identidade, estilo e propósito.
 “Sede sóbrio, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar, ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo” (1 Pe 5:8,9).

   Sansão: Teve o cabelo cortado, enquanto dormia; Saul: lança furtada por Davi enquanto dormia; Noé: sono ébrio, foi de alguma maneira humilhado pelo filho; Eutico: no sono, caiu...

 Anda em derredor. Ele vem furtivamente e opera em segredo. Seus planos são sombrios (Jó 1.7). Ele nunca chama a atenção para a sua aproximação ou para o seu ataque.

Efesios 6:12: "nossa luta não é contra a carne e o sangue mas contra inteligencias cósmicas; nossos inimigos NÃO SÃO HUMANOS, mas demoníacos". Tres características: 1) são poderosos: dominadores deste mundo (1 Jo 5.19); 2) São malignos: odeiam a luz e se retraem diante dela; a escuridão é a habitação natural, a escuridão da falsidade e do pecado; 3) São astutos: ciladas do diabo; estratagema que é combinação de sagacidade com engano engenhoso. ELE SE TRANSFORMA EM ANJO DE LUZ. 

"Há dois erros semelhantes mas opostos que os seres humanos podem cometer quanto aos demônios. Um é NÃO ACREDITAR EM SUA EXISTÊNCIA. O outro é acreditar que eles existem e sentir um interesse excessivo e pouco saudável por eles" C. S. Lewis.

 Ele está bramando como um leão. Ele é uma fera, uivando e rugindo com fome, buscando a quem possa tragar! Para personalizar isso, substitua quem possa pelo seu nome. “Seu adversário anda em derredor, bramando como leão, buscando tragar ______________(seu nome)”.

 “O objetivo do diabo é a destruição da humanidade. Satanás quer todos nós”. Ele anda ao derredor, espreitando todos os nossos passos, esperando por um momento estratégico para pegar-nos desprevenidos. Seu objetivo? Devorar-nos, consumir-nos, comer-nos vivos (João 10.10).

“Não importa quão pequenos sejam os pecados, contanto que seu efeito cumulativo seja afastar o homem da luz e levá-los para o Nada. Na verdade, o caminho mais seguro para o Inferno é o caminho gradual: ladeira suave, solo macio, sem curvas súbitas, sem marcos, sem sinalização.

2)    NOSSA REAÇÃO: sede sóbrio, vigiai (1 Pedro 5:8).
    Vigie. Satanás é um inimigo perigoso. Ele é uma serpente que pode picar-nos quando menos esperamos. Ele é um destruidor...um acusador. Ele é um inimigo atemorizante. Devemos ter sobriedade diante da sua sagacidade.

Charles Spurgeon citava, em seus sermões, algumas situações usadas por Satanás para nos atacar:
• Quando estamos ociosos
• Quando estamos sozinhos
• Quando estamos entregues à tristeza e depressão
• Quando estamos na companhia de pessoas não piedosas
• Quando uma enfermidade nos conduz ao desespero
• Quando estamos em dificuldades financeiras e perdemos a fé na provisão do Senhor
• Quando estamos em momentos de fartura e confiamos no que é perecível
• Quando experimentamos uma graça especial de Deus e sentimos segurança em nós mesmo
• Quando pecamos e tratamos o pecado superficialmente, sem confissão, e arrependimento
• Quando vencemos uma tentação e consideramos ter forças para vencer outras
Satanás ronda procurando ganhar vantagem sobre nós. Só temos uma alternativa: Vigiar. Que esta seja a minha e a sua atitude. 



  Respeite-o. A fim de derrotar o diabo, precisamos, primeiro estar alertas à sua presença. Assim, respeite-o. Não o tema, nem o reverencie, mas respeite-o, assim como um eletricista respeita o poder letal da eletricidade.  O cuidado para não sobreestimar (dar valor demasiadamente) ou subestimar (menosprezar o seu poder). 


  Resista-o. Não corra com medo do inimigo. Não o convide, nem brinque com ele. Mas também não tenha medo dele. Resista-o. Pelo poder do Senhor Jesus Cristo, resista-o com firmeza.

 A palavra grega traduzida como resisti significa “agüentar, ficar, firme contra o ataque de outra pessoa, e “não lutar contra ela”. O cristão fará bem se lembrar que não pode lutar com o diabo. Ele é originalmente o anjo mais poderoso e sábio que Deus criou, e Ele ainda conserva grande parte desse poder e sabedoria, basta dar uma olhada nas paginas da historia humana. 


 Um exemplo disso pode ser visto nas tentações que Cristo sofreu no deserto, quando Ele resistiu a Satanás com a Palavra de Deus (Mt 4:1-11, Efesios 6:10-11- Tg 4:7). 



CONCLUSÃO:  1 Pedro 5:10 “E o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes padecido um pouco, ele mesmo vos aperfeiçoará, confirmará, fortificará e fortalecerá”