terça-feira, 16 de maio de 2017

Sansão e Dalila. Jz 16


Introdução.

Um dia, “Sansão foi a Gaza” (16:1,4 ) – que não era uma cidade filisteia qualquer, mas a capital do país – “e viu ali uma prostituta”. O nome dela era Dalila; em hebraico, o nome Dalila tem o mesmo som da palavra usada para “a noite”. Nos versículos 1-3, a palavra “noite” é mencionada quatro vezes, e agora Sansão está deitado na cama “da noite”. E essa será a sua ruina.

O que leva Dalila a trair o namorado? Duas coisas: Ganância (cem moedas de prata), porém há algo mais sério. As pessoas que procuraram Dalila eram “governantes dos filisteus”. Para ela, significa que, se ela lhes entregar Sansão, será a heroína da nação. Assim, a riqueza, o poder e a influência que lhe oferecem é muito grande. Ela estaria garantida pelo resto da vida.

1)    Em que consiste a tua força. 


Ela pergunta para Sansão como ele poderia ser amarrado e subjugado (v.4). Certamente, ele deve ter ficado, com a pulga atrás da orelha. Sansão mente, dizendo que, se for amarrado com sete cordas úmidas, ficará “fraco ... como qualquer outro homem” (v.7). Dalila amarra Sansão (v.8), esconde alguns homens no quarto, e grita: “Sansão, os filisteus estão te atacando!”...e observa enquanto ele arrebenta  as cordas (v.9). NOVAMENTE, ela pergunta, conte-me, “como você pode ser amarrado e subjulgado (v.10). “Se me amarrardes fortemente com cordas novas, que não foram usadas, ficarei tão fraco, como qualquer outro homem”. E, pela terceira vez, ela perguntou novamente “como alguém pode amarar você”. Ele afirma: “Se você tecer num tear as sete tranças do meu cabelo e prendê-las com um prego grande de madeira, eu ficarei fraco e serei como qualquer um” (v.13). E, Sansão pela terceira vez, soltou-se novamente. 


2)     Os sete estágios da queda.

 flerte. Sansão ele brinca com o perigo. Ele é impulsivo (Capítulo 14.1; 16.1, 4). Troca de olhares, convivência, proximidade com o perigo, se dá mas não se dá por inteiro, aproveita mas sem perder o controle. Tem coisa que você nunca vai saber; você não vai me conhecer por inteiro, nunca! Isso aqui é uma janela que eu abri e que olhos de vez em quando, ou seja, uma gaveta que de vez em quando eu abro. Em momento algum você quer pular naquela gaveta. 



2.2) Ilusão, Autoengano. O que acontece no versículo 20 é estranho. Sansão sabe que contou a verdade a Dalila, e, “acordando do sono” (Lc 15.18). Deve ter percebido que estava sem a cabeleira. Mesmo assim, ele disse: “sairei e me livrarei como das outras vezes" É controlado, e pensa que controla. Autoenganado, autoiludido.   Ele acha que controla mas não sabe que o Senhor já havia se retirado dele.

2.3) Fragilidade. “O Senhor havia se retirado dele”. Sansão vinha quebrando seu voto nazireu ao longo do tempo. Quebrou-o ao tocar um corpo morto e ao dar um banquete (“uma festa com bebedeira”). Agora está cativo. Onde está sua força? Sua determinação? Sua capacidade de dizer sim ou não? (v.21). Não tinha mais controle sobre a situação. A gaveta tornou-se mais forte do que ele!

2.4) Cegueira. Sansão passara acreditar que sua força era simplesmente sua; que não importava o que ele fizesse ou como vivesse, seria forte para sempre. ELE PASSOU A VER SUA FORÇA COMO UM DIREITO INALIENÁVEL, E NÃO COMO UMA DÁDIVA DA MISERICÓRIDA DIVINA.  Começa racionalizar e falar besteira. É ridículo e não se enxerga. Tudo nublado, sem sentido. É o néscio, que justifica tudo, com muita lógica. Tentando explicar o que não dá pra explicar. Acreditando que a mentira é verdade e que a verdade é mentira. 


2.5) Escravo. Ele “vai dormir no seu colo”. “essa mulher faz de você o que ela quer”. Algemas de bronze: de pétalas, de cheiro, de dinheiro, etc;    escravidões.



2.6) Escárnio. “Ele é capturado, cegado e algemado” (v.20). O homem que havia queimado as plantações dos filisteus (15.4,5) agora é obrigado a moer os cereais.  Seus olhos foram É motivo de escárnio; é o bobo; é motivo de comentários irônicos, línguas ferinas, gente rindo pelas costas. “amigos choram, inimigos dão risada e os inimigos de verdade ironizam o nosso Deus”. 



2.7) Escândalo. Por que escândalo? Sansão foi motivo de riso mas o grande derrotado foi o Deus de Sansão. O deus Dagom entregou o Deus de Israel em nossas mãos! A reputação do Deus que carregamos é comprometida pela nossa própria reputação. “Quando os heróis de Deus tombam se condenam na queda; o nome de Deus começa a ser escarnecido”. Os filisteus disseram: “Nosso deus nos entregou Sansão, nosso inimigo, nas nossas mãos” (Jz 16.23).


CONCLUSÃO: v, 25, 26, 27 e 28. Grito (v.28): Sansão gritou ao Senhor. “Oh! Soberano Senhor, peço-te que te lembres de mim, e dá-me forças só esta vez, ò Deus, para que me vingue dos filisteus, ao menos por um dos meus olhos”.  

Degraus da restauração: 1) Oh! Soberano Senhor, lembra-te de mim! Deus, reponde: Eu nunca me esqueci de ti (Arrependimento) .

 2 ) Da-me forças mais uma vez (dependência, Jz 13:24) ! Eu quero restaurar a sua força, é pra vida toda! O segredo da sua força é que Deus está em você! 



terça-feira, 9 de maio de 2017

Sansão: o mulherengo. Juizes 14.1-4




Introdução:  o esquema da sedução (Pv 7-7-20).

Passo 1: Local. A sedução se inicia quando se está no lugar errado, na hora errada (7.8). Apesar de saber o risco que corria, o rapaz passava perto da casa da mulher adúltera quando já estava escuro.

Passo 2: “Bote”. A mulher foi encontrar-se com ele, VESTIDA DE MANEIRA PROVOCANTE, o abraçou e o beijou. Ela deixou evidente suas intenções.

Passo 3: adulação. “Por isso sai procurando você. Eu queria encontra-lo, e você está aqui” (7.15). Imediatamente, a mulher tratou de mostrar seu interesse pelo rapaz, demonstrando estar deslumbrada por tê-lo encontrado.

Passo 4: Charme. Ela descreveu para o rapaz o ambiente sedutor e convidativo que já tinha preparado antevendo a possibilidade de encontra-lo. Para um homem carente, é quase impossível resistir a um convite como esse, ainda mais se ele não estiver preparado para fugir à tentação. 



Passo 5: Sentimentos. “Venha,  vamos amar a noite toda. Passaremos momentos felizes, nos braços um do outro” (7.18). Quando uma mulher bonita faz um convite como esse a um rapaz “sem juízo”, inexperiente, ela mexe com seus sentimentos.

Passo 6: Engano. Depois que o rapaz já tinha caído como um “patinho” em sua armadilha, ela o engana mais uma vez, dando-lhe a falsa impressão de que ambos estavam livres para se divertir, sem que tivesse consequências posteriores. “O MEU MARIDO NÃO ESTÁ EM CASA ELE FOI FAZER UMA LONGA VIAGEM. LEVOU BASTANTE DINHEIRO E SÓ VOLTARÁ DAQUI A ALGUNS DIAS” (7.19-20).  

1)    Uma mulher filisteia. 

Sansão já é adulto, e o Espírito Santo começa a trabalhar nele (Jz 13.25). Um dia, ele “desceu Timna e viu ali uma jovem mulher filisteia” (v.1). Quando voltou para casa, Sansão disse a seus pais: “Eu vi uma mulher em Timna, uma das filhas dos filisteus. Trazei-a para que seja minha mulher” (v.2).  Os pais de Sansão se lembravam de que o anjo profetizou que Sansão libertaria os israelitas da opressão dos filisteus. Que angustia que sentiram quando Sansão volta para casa e, em vez de lutar contra os inimigos de Israel, anuncia que quer se casar com uma mulher daquele povo!


Ele perguntam se não há uma mulher entre os parentes, ou pelo menos em Israel, com quem ele possa se casar, “para que vás tomar mulher entre os filisteus, aqueles incircuncisos?” (v.3).  CIRCUNCISÃO era um sinal de que a família tinha uma aliança ou um relacionamento pessoal com Deus, como parte de seu povo. No entanto, Sansão não queria saber de conversa: “tomai-me esta”, ele insiste com grosseira; e completa: “Ela agrada aos meus olhos” (Jz 14.3). É esse tipo de abordagem e padrão moral que os israelitas adotam: FAZER O QUE ERA MAU AOS OLHOS DO SENHOR, PORQUE ERA CERTO AOS PROPRIOS OLHOS (Jz 13.1; 17.6).


Duas cousas em Sansão: IMPULSIVO E INDÓCIL.
IMPULSIVO. Ele é totalmente sensual, é controlado pelos sentidos – ele reage ao que sente a partir do que vê, sem ponderações. Ele vê – e, a seguir, ele toma.

INDÓCIL. Ele desdenha dos conselhos e da autoridade dos pais. O livro de Proverbios explica de modo amplo como é soberbo e tolo aquele que se recusa a ouvir conselhos de terceiros (Pv 19.20; 12.15). 



2)    Jugos desiguais.
Por que a Bíblia ordena que os crentes não entrem em casamentos desiguais? O texto em Exôdo 34.15,16 manda que Israel não faça aliança “com os habitantes da terra” (ou seja, com aqueles que não conhecem o Senhor) nem tomem “para teus filhos mulheres entre as filhas deles”. Porque essas uniões, levariam os israelitas a se juntar quando se “prostituissem com os seus deuses” (v.16).

Em 2 Corintios 6.14-16, o apostolo Paulo reitera seu apelo aos crentes para que não se unam àqueles que não cultuam o Deus verdadeiro. Em 2 Corintios, assim como em Exodo, o motivo principal é que tais casamentos fragilizam a lealdade do crente a Deus – “que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos” (v.16). Alguém pode dizer: “Isso não é dificuldade para mim. Posso me casar com X porque ele/ela respeita totalmente a minha crença e nunca me impedirá de praticá-la”. 




3)    A sutileza do pecado.
Em Juízes 14.4 é a chave para entendermos porque Sansão vai atrás de uma filisteia.  “Mas seu pai e sua mãe não sabiam que isso (o desejo de Sansão de casar com uma filisteia) vinha do Senhor, que buscava ocasião contra os filisteus”. Ou seja, a união entre esses dois povos era tal que nem o Senhor consegue encontrar algo que os force a se separar. Portanto, ele usa as fraquezas de Sansão para gerar o relacionamento com essa mulher irresistível.

Deus continua comprometido integralmente com as promessas de sua aliança. Ele promete amar os israelitas, dar-lhes uma herança e nunca desfazer esse compromisso (Jz 2.1). AQUI, DEUS É TÃO FIEL ÀS SUAS PROMESSAS QUE NÃO SOMENTE AS CUMPRE  APESAR DO PECADO DE SEU POVO, MAS ATÉ POR MEIO DE SEU PECADO. DEUS USA O COMPORTAMENTO PECAMINOSO DO SEU POVO PARA LIBERTÁ-LOS.

O povo de Deus não tem de viver em paz com o mundo – pois a “amizade do mundo é inimizade contra Deus” (Tg 4.4). Por que? Porque, se formos iguais ao mundo, adoraremos os ídolos e abandonaremos o Senhor Deus; como Tiago afirma, seremos “adúlteros”.

4)    O leão, a aposta e a mulher.
Três coisa importantes: Sansão é impulsivo e indócil; Israel praticamente se misturou com os filisteus; Deus está gerando conflitos para que o povo volte para Ele.
Inicialmente Sansão menospreza o voto de nazireu. Quando “um leão novo o atacou, rugindo, ele despedaçou o leão com as mãos vazias” (14.5-6). Como nazireu, Sansão não podia tocar em animal morto, no entanto, toca no animal para tirar o mel que havia se formado na carcaça do animal (8,9). Sansão se prepara para casar, e aposta  - trinta vestes de linho e trinta mudas de roupas -,  com os filisteus, afirmando que eles não eram capazes de decifrar o seu enigma: “Do que come saiu a comida, do que é forte saiu a doçura”.

Sansão é obrigado a contar o enigma, visto que a mulher fora ameaçada pelos “amigos de Sansão”, e diante disso, ele mata trinta filisteus, não para salvar Israel, mas para se vingar a pagar a dívida.  Mais tarde, Sansão ficou Sabendo que a filisteia de Timna “foi entregue a um dos amigos que havia sido seu companheiro” (v.20). Impulsionada por essa traição, ele incendiou as plantações dos filisteus com trezes raposas. Depois, os filisteus se armaram e acampará em Judá, “para amarrar Sansão e retribuir-lhe o que nos fez” (Jz 15.10). Mas “o Espírito do Senhor se apossou dele”. Sansão arrebenta as cordas e, “achando uma queixada de jumentos ainda fresca a apanha e mata mil homens com ela” (15.14,15).

Conclusão: o que podemos aprender?

·        Reconhecer a diferença bíblica entre dons e fruto. Algumas pessoas usam seus dons como “prova autojustificativa de que estão bem espiritualmente”.

·        O melhor indicador de saúde espiritual é a nossa vida de oração e não nossas atividades religiosas. As orações são afetuosas, agradáveis, consistentes? Ou, oramos somente quando estamos em dificuldades?


·        Temos de evitar o cristianismo do tipo “Cavaleiro Solitário”. Sansão, além de não ouvir conselhos, ele nunca trabalha com ninguém nem forma equipes. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Sansão: o nascimento milagroso. Jz 13.1-21



Introdução: OS OLHOS DE QUEM?

O capítulo 13.1, inicia: “os israelitas fizeram o que era mau aos olhos do Senhor”. Portanto, Deus os entregou nas mãos dos inimigos, neste caso, os filisteus. A frase “fizeram o que era mau aos olhos do Senhor” é frequente no livro de Juízes (2.11; 3.7,12; 4.1; 6.1; 10.6). OUTRA FRASE frequente no livro de Juízes, que diz a mesma coisa, é: “cada um fazia o que parecia direito aos seus próprios olhos” (17.6; 21.25).
O que o autor está enfatizando? Que muitas coisas que os israelitas faziam não eram más “AOS SEUS OLHOS”. Ou seja, na percepção deles, quase todas ou todas as suas atitudes eram perfeitamente aceitáveis. Mas “AOS OLHOS DE DEUS” o comportamento deles era mau. 


Duas lições sobre o pecado. A PRIMEIRA TRATA DA DEFINIÇÃO DE PECADO. A expressão “aos olhos do Senhor”, em contraste com “aos nossos próprios olhos”, ensina que o pecado não é em última instância, desrespeitar nossa consciência, nossos padrões morais ou padrões sociais, e sim, desrespeitar a vontade de Deus para nós (Sl 51.4).

Isso vai contra o PENSAMENTO MODERNO que “só você pode decidir o que é certo ou errado para sua vida”. Em outras palavras, “meus próprios olhos – meus sentimentos e perspectivas – são os únicos critérios para determinar o certo e o errado. Mas, PECADO é definido como desprezo ao nosso relacionamento com Deus, como desprezo a vontade de Deus para nós. O que Deus vê como pecado é pecado independentemente do que sentimos.

A segunda lição: essas frases revelam a armadilha do pecado aos seus próprios “olhos” ou na percepção deles, não havia nada de errado na maneira como agiam. Havia no íntimo um conhecimento reprimido de que estavam longe de Deus, de que rejeitavam sua vontade (Rm 1.18). O amago do pecado deles era a adoração de ídolos.

1)    Terás um filho.  

Em Juízes 13.2,3, conhecemos Manoá, um homem da tribo de Dã, e sua esposa. E “o anjo do Senhor apareceu à mulher” (v.3). Sansão é o único juiz a ser escolhido antes de nascer, ou até mesmo antes de ser concebido (Jr 1.5). A esposa de Manoá “era estéril, nunca lhe dera filhos” (v.2). “Mas”, diz o anjo do Senhor, “você engravidará e terás um filho” (v.3). Ele não deve beber vinho nem comer nada impuro (v.4), nem cortar o cabelo do filho, porque o menino “será nazireu, separado para Deus desde o ventre da mãe. E começará a libertar Israel das mãos dos filisteus” (v.5). 



O VOTO NAZIREU a que o anjo se refere é encontrado em Números 6.1-21 e continha três estipulações básicas. O nazireu não podia CORTAR O CABELO enquanto o voto durasse; não podia BEBER produto da VIDEIRA, alcoólico ou não; e não podia TOCAR em nenhum cadáver. Não cortar o cabelo e abster-se do fruto da videira mostrava que a pessoa estava “treinando” para alcançar um objetivo. Não tocar em um cadáver significava que a pessoa adotara as regras estritas do cerimonial de purificações do sacerdotes, os quais eram proibidos de tocar qualquer coisa morta por trabalharem diariamente na casa de Deus. Portanto, um nazireu vivia constantemente na presença de Deus. 


2)    O Deus do impossível.
Deus trabalha no mundo por meio de uma criança cuja existência humanamente falando, seria impossível. Exemplos: Isaque, o filho da promessa, nasceu de Sara, uma mulher incapaz de gerar filhos (Sara estava com 90 anos, e Abraão, com 100 anos – Gn 21.4-7); Samuel, profeta do Antigo Testamento, nasceu de Ana, uma mulher que era incapaz de gerar filhos (1 Sm 1:5-7); João Batista, que anunciaria a vinda do Senhor, nasceu de Isabel, que “era estéril, e de idade avançada” (Lc 1.7).

A gravidez de Maria era impossível por uma razão diferente: ela era virgem (Lc 1.26-34). Para o nascimentos de todos os bebês, o poder de Deus abriu o ventre das mulheres para que concebessem naturalmente, MAS DEUS FEZ Maria engravidar sem a participação de um pai humano. 



O que isso nos ensina? Deus estava mostrando que o cumprimento de suas promessas de salvação estava fora do alcance de qualquer ser humano; que ele é o único que “dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se já existissem” (Rm 4.17-21).

A salvação que Deus oferecia por meio de Sansão IRIA “começar a libertar Israel dos filisteus” (Jz 13.5). O rei Davi, completou a vitória sobre os filisteus, anos mais tarde. Ele libertou Israel dos inimigos, mas não venceu o pecado de seu próprio coração e, muito menos, do coração do povo. SOMENTE JESUS oferece a salvação COMPLETA – nesse sentido, ele foi o único a terminar a obra. Como o anjo disse a José, noivo de Maria: “...ele salvará seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21). 



3)    O amor é melhor do que regras.
A mãe de Sansão mostrou fé ABSOLUTA na capacidade do Senhor de realizar o impossível (Jz 13.6-7). O pai de Sansão, TAMBÉM acreditou na mensagem do anjo. No entanto, ele ora ao Senhor e pede que mande novamente “o homem que enviaste” (Jz 13.8). POR QUÊ? “nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer”. O anjo apareceu, todavia, não lhes deu mais informações.

“Quais as regras para a vida e o trabalho do menino” (v.12); Manoá queria mais regulamentações. Em vez disso, Deus revela a Manoá quem ele é. E seu nome é “....inefável. Maravilhoso” (v.18) BKJ. Ele é inefável porque “está além do entendimento” e é “maravilhoso” demais para a compreensão humana. Então, o próprio “Senhor fez maravilhas ao subir do altar para o céu, o anjo do Senhor subiu com ela” (v. 19-20).

Agora, com respeito a pergunta de Manoá sobre a criação do filho, Deus responde: “Conhecer a mime ao meu caráter é muito mais importante do que receber instruções. Somente o conhecimento profundo de quem eu sou poderá oferecer a direção de que vocês precisam.

Conclusão:  Ensine seus filhos, Dt 6:4-5.

     “Ouça Israel” (v.4).  O imperativo aponta para uma atitude não apenas de escutar um discurso, mas de acolher no mais profundo do coração tudo quanto é dito. POR QUÊ? “O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor”.  


O Senhor conhece, nos mínimos detalhes, todo o funcionamento biológico, psicológico e social dos homens e das mulheres. Outra questão: ELE É O ÚNICO SENHOR! (Mc 12.28-30)  Quem é o Senhor da sua vida? A Bíblia nos convida a submetermos nossos pensamentos, sentimentos e atitudes à autoridade de Deus, fazendo dEle o nosso Senhor. 


Deus demanda amor de seus filhos, de todo o coração (centralidade), de toda a alma (profundidade) e com todas as forças (empenho).  Este desafio é direcionado, prioritariamente, aos pais. Conseqüentemente, eles deverão ensinar seus filhos não a “obedecerem a Deus”, mas a “amarem a Deus”

sexta-feira, 21 de abril de 2017


                               
O PRIMEIRO JOGADOR DO “BALEIA AZUL”, E COMO ELE SAIU COM VIDA


Aqui está o seu primeiro desafio: ler este texto até o final, mesmo que corte a sua alma.
Sua vida tem sentido? Ou você se sente perdido no mar turbulento desta vida? Você até pensou: “ninguém se importa mesmo, então qual o problema de eu jogar o #baleiaazul?”.
Bom, deixe-me contar a história do primeiro jogador do #i_am_whale. Ele o jogou da forma mais radical possível: ele foi engolido vivo por, bem, possivelmente, uma baleia.

Esta é a história de Jonas. Ele vivia sua vida até que recebeu uma mensagem de Deus. Parece empolgante, não? Não para Jonas. Ele não queria fazer aquilo. Então, ele pega um barco na direção oposta e busca se afastar de Deus o máximo possível.
Só que isso é impossível! Deus está em todos os lugares. O que Jonas talvez não esperasse é que Deus iria frustrar totalmente os seus planos. No meio da viagem, começou uma forte tempestade e o barco estava quase virando. Jonas sabia que a culpa era dele e avisou aos seus companheiros de viagem. Como eles não queriam morrer, acabaram jogando Jonas no mar (você deve saber como é essa sensação… de ser jogado para longe pelos outros). Daí, Deus manda então um grande peixe engolir Jonas.
Ele passa três dias e três noites lá. Mas a história continua:
“Lá de dentro do peixe, Jonas orou ao Senhor, ao seu Deus. Ele disse: ‘Em meu desespero clamei ao Senhor, e ele me respondeu. Do ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor. […] Mas tu trouxeste a minha vida de volta da cova, ó Senhor meu Deus! Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração subiu a ti… A salvação vem do Senhor.” (Jonas 2, NVI)
Jonas então orou a Deus e descobriu que a salvação daquela situação de morte vinha de Deus.
Talvez a sua situação não seja tão diferente.
Deus lhe deu vida para que você pudesse viver em uma empolgante intimidade com ele. Compartilhando cada alegria e todo o seu amor com ele. Mas você, como Jonas, tem se afastado de Deus. E quando saímos da luz, entramos nas trevas. Se você se afasta de Deus que é a fonte de vida, o que sobra além de morte? Não é assim que você se sente? Morto por dentro, perdido nas trevas?
Mas já vou avisando. Suicídio não vai aliviar a sua dor. Suicídio é ilusão, pois essa vida não acaba aqui. A pior coisa que alguém que está se afastando de Deus pode fazer é se matar. Ele pensa que o suicídio vai aliviar a sua dor, mas não vai. Não alivia nada! Só piora, pois essa pessoa vai enfrentar uma eternidade inteira de sofrimento. É isso que a rebeldia contra o Deus da Vida traz. Deus é bom e justo e, se ele não condenar aquilo que é mau e injusto, ele é que vai ser mau e injusto.
Então, qual é a resposta? Bom, aqui está a boa notícia: Jonas, na cova, descobriu que a salvação vinha de Deus. E é isso o que você precisa descobrir. Vou falar o que Deus fez para trazer salvação para sua vida.
Outra pessoa na Bíblia fala sobre esse episódio de Jonas, dizendo que ele passaria três dias no coração da terra (Mt 12.40): Jesus Cristo. Deus poderia entregar todos nós à morte, mas, por seu grande amor, ele providenciou alguém que encarou o sepulcro da morte que pertencia a você. Ele entregou seu próprio Filho!
Isso é amor! Eles viviam em um relacionamento perfeito, transbordante em amor – diferente de muitas de nossas famílias. Porém, por sua grande misericórdia, Deus enviou o seu Filho para viver entre nós, caminhar uma vida perfeita e entregar a própria vida na cruz. Lá, naquela morte sangrenta, Jesus tomou a punição de todo aquele que se arrepender de sua rebelião e confiar nele para a salvação.
A história não acaba na morte. Assim como Jonas, depois de três dias, Deus ressuscitou seu Filho e o tirou do sepulcro da morte. Essa é uma verdadeira vitória sobre o sofrimento e a morte! E Jesus oferece essa vida para você.
Então, aqui está o seu segundo desafio: abandone sua rebelião contra Deus, olhe para Jesus naquela cruz dando a vida dele por você e creia que a vida, a morte e a ressurreição dele são suficientes para salvar você. Entregue o seu coração a Deus, a fonte da vida, e você vai sentir ele bater novamente. E saiba, você não precisa fazer nada para merecer a vida. Jesus a oferece a você se confiar nele.
Se você quiser mais ajuda, entre em contato conosco ou procure uma igreja perto de você, um lugar com outras pessoas que encontraram essa vida que Jesus oferece.
Embora tenhamos sofrimentos nesta vida, Jesus nos livra da morte eterna e nos promete que um dia Deus “enxugará dos [nossos] olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.4).
 Por Vinicius Musselman Pimental
Voltemos ao Evangelho




terça-feira, 18 de abril de 2017

O PERIGO DE COMPRAR PASSAGEM PARA Társis  - Jonas 1


Introdução.

  Dois fatos importantes:

Pela primeira vez Deus está enviando um profeta a uma cidade pagã para uma missão de anunciar a Palavra de Deus. JONAS É O MISSIONÁRIO DE MISSÕES MUNDIAIS.

O segundo fato que a diferença entre Jonas e os que o antecederam é a sua atitude: “...LEVANTOU-SE PARA FUGIR DA PRESENÇA DO SENHOR”.

1)    Quem era Jonas? 


Seu pai chamava-se Amitai (2 Rs 14.25), era natural de Gate-Hefer, região da Galiléia. O nome Jonas significa “pomba”. Historicamente, Jonas viveu no tempo do rei Jeroboão, Rei de Israel, portanto podemos situá-lo entre 782 à 740 a.C.

2)    Ordem de Deus: “Levanta-te, vai a à grande cidade de Nínive”.

POR QUE JONAS NÃO QUERIA FAZER MISSÕES EM NÍNIVE?  Nínive é tradução do assírio Ninua ou Nina, nome da deusa Isthar, uma das divindades dos assírios, que a chamavam de rainha dos céus. Chegou a ser adorada em Judá, como se vê em Jeremias 7.18. Era a deusa da guerra e do amor, entendendo-se por AMOR A PALAVRA SEXO.  Nínive, também era capital da Assíria, tornou-se famosa por sua crueldade. Seus métodos de tratar os vencidos incluíam decepar as mãos, vazar os olhos, empalhamento etc. Chegou a cobrar impostos  de Israel, reino do norte (2 Rs 15.20) e, por fim, destruiu a Israel (2 Rs 17). 




Jonas conhecia o caráter de Deus. Sabe que ele é misericordioso, longânimo e grande em benignidade (Jn 4.2) e que vai dar oportunidade a Nínive se houver conversão na cidade. A dificuldade de Jonas é que ele era radical em seus pontos de vista e faz de si mesmo a palavra final. Ele é a verdade.

“Jonas possuía uma compreensão de Deus rígida. Ele não estava disposto a mudar nenhuma das suas convicções . Ele não desejava crescer na sua compreensão de Deus. Ele sentia-se satisfeito por permanecer como estava. Ele conhecia as escrituras, mas nunca as havia aplicado no seu coração”.

3)    “Levantou-se para fugir da presença do Senhor”. 



Enquanto Isaias se oferece para ir (Is 6.8), Jonas, escolhido, foge para não ir. Por quê Jonas quis ir para Társis?  Társis é Gibraltar, ou Espanha; o fim do mundo; os portões da aventura. PARA JONAS, ir à Nínive para pregar não era uma missão cobiçada por um profeta hebreu com boas recomendações. Társis, todavia, ERA OUTRA HISTÓRIA. Era um lugar exótico. Uma aventura. Nas referencias bíblicas, Társis era “um ponto distante e às vezes idealizado”. O livro de 1 Reis 10.22 relata que a frota de Salomão ia a Társis pegar ouro, prata, marfim, macacos e pavões. Outrossim, conforme lemos em Isaias 66.19, Társis era uma cidade onde a Palavra de Deus não está.

Assim Jonas começa a se movimentar. Seu movimento é descendente: descendo e desceu são encontrados no versículo 3. Descerá mais uma vez no versículo 5 (descera) e depois descerá ao ventre do peixe. Ou seja, o caminho da desobediência é um caminho descendente.  




De Jope, Jonas, seguirá para Társis, comprou uma passagem, e entra no navio “para ir (...) da presença do Senhor”.  PRESENÇA em hebraico significa literalmente “face”, uma metáfora carregada de experiências complexas e íntimas. O salmo 139.7-8, afirma: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua PRESENÇA? Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também”. Jonas, tentou fugir da presença do Senhor, enquanto que Moisés, desejava ver a presença de Deus (Ex 33.18-20).


4)    Fugindo da tempestade. 



Deus, enviou uma grande tempestade, mas Jonas está no porão do navio dormindo. A expressão “sono profundo” é, no hebraico, a mesma utilizada como “pesado sono” (Gn 2.21). A septuaginta, que é o Antigo Testamento traduzido para o grego, acrescenta que JONAS RONCAVA.

O capitão do navio o encontrou ali e disse:
— Como é que você está aí dormindo? Levante-se e peça socorro ao seu deus. Pode ser que ele tenha pena de nós e não deixe a gente morrer.
E são feitas quatro perguntas para Jonas: qual é o seu trabalho, de onde vem, de que terra e de que povo é. E, ele responde: Sou hebreu, temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra”. E estou FUGINDO DA PRESENÇA DO SENHOR.
Os marinheiros ficaram espantados. Que é isto que fizeste? Ou, como é que fizeste uma coisa dessa. Ele tem noção da gravidade dos atos de Jonas, ao passo que este não se preocupa com o fato. Enquanto Jonas, homem de Deus, diz “temo ao Senhor”, dos marinheiros, os homens sem Deus, se diz que tiveram “grande temor”. O sentimento deles para com Deus era maior do que o sentimento de Jonas.

Conclusão: Jonas é lançado no mar e Deus envia um peixe para salvá-lo; dentro do peixe, Jonas ora.
Primeiro, descreve sua situação: “Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das aguas me cercou; todas as suas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim” (Jn 2.3). Jonas, se preocupa com o templo de Deus: “(     ) como tornarei a olhar para o teu santo templo” (v.4). No versículo 6, o profeta descreve a sua situação no mar: desceu até os fundamentos dos montes. A Bíblia na Linguagem de Hoje traduziu para expressão assim: “Desci até as raízes da montanha, desci a terra que tem o portão trancado para sempre”. Ou seja, mundo dos mortos. Não havia mais esperança. As algas, as plantas do fundo do mar, o estavam cobrindo.
Jonas, continua: “(...) mas tu, Senhor meu Deus, fizeste subir da cova a minha vida”. A palavra cova é o hebraico xeol.Enquanto Jonas tentou controlar sua vida, tudo deu errado. Agora na mão de Deus, tudo dará certo. HÁ ESPERANÇA PARA SUA VIDA. 



sexta-feira, 14 de abril de 2017


Em 14 ilustrações, artista retrata o amor de um pai por sua filha.

 Independente do sexo do bebê, virar pai é um momento único para qualquer homem. Porém, ter uma filha pode ser um pouquinho mais desafiante, pois exige um mergulho num universo diferente e novo. Afinal, quantos papais já não se depararam com desafios como fazer tranças em bonecas, sem ter nem ideia por onde começar? :-)
Nesta série de 14 ilustrações, a artista ucraniana Snezhana Soosh captura momentos do dia a dia entre pais e filhas. Em cada uma das imagens, ela mostra uma declaração de amor dos pais por suas meninas através de atitudes simples do cotidiano. Lindo!
Veja a sequência:
Papais sempre estão prontos para uma brincadeira.

Ou para nos ajudar com algo complicado e difícil.



Papais fazem qualquer coisa e topam até as ideias mais malucas.


O céu é o limite para sua criatividade (e paciência). 




Eles nos ensinam a jogar jogos e, às vezes, disfarçam e nos deixam ganhar.







É por isso que queremos ir com eles para todo lugar!


Papais sabem exatamente o que nós gostamos e o que nos faz rir.


Eles sempre encontram um minutinho para um café de mentirinha, mesmo quando estão muito ocupados




Papais são enoooormes, mas nos deixam ocupar a maior parte da cama.

Quando montamos no seu cangote, o mundo ganha outra perspectiva. 



Eles não tem medo de nada: nem de tentar fazer uma trança! 


E estão sempre prontos para lutar contra os monstros que atacam o quarto no meio da noite.


E nos fazem sentir amadas e protegidas a cada abraço.

Definitivamente, o amor está nas pequenas atitudes do cotidiano. Ter um pai presente faz uma diferença enorme na vida de qualquer criança. Infelizmente, a artista Snezhana não teve essa sorte. Mas isso é exatamente o que ela deseja para seus filhos e para todas as crianças do mundo!

Vale lembrar: a vida é curta, e os pequenos crescem rápido. Passe tempo com seus filhos, mostre que você os ama. Esta é a melhor herança que você pode deixar para eles...