quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A tragédia da oportunidade perdida. Mt 25:14-30.


A parábola dos talentos é contada no Evangelho de Mateus 25: 14 a 30. Três homens recebem do seu Senhor talentos em quantidade diferentes: "A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e, então, partiu." (verso 15). Certo dia o Senhor dos servos retorna a terra e pede contas dos talentos recebidos. Essa parábola não ensina sobre VIGILANCIA, como no caso da parábola das dez virgens; pelo contrário, trata-se na inquirição espiritual, em que o crente se utiliza de todo o conhecimento e capacidade na extensão mais ampla possivel. CONSISTE DE OCUPAR-SE ATÉ QUE CRISTO VOLTE!

1)    A responsabilidade que recebemos - OS TALENTOS. 

      O homem que partiu em uma viagem  representa Cristo. O tempo em que vai ficar ausente nessa viagem retrata o período compreendido desde a ascensão de Cristo ao céu até o seu retorno físico. Os servos são os crentes participantes. Os talentos representam um grande escopo de oportunidades espirituais, privilégios e recursos, inclusive a habilidades naturais, os dons espirituais, as coisas materiais, as responsabilidades ministeriais e outras bênçãos que Deus nos Deus por sermos seus administradores.

      O talento era um peso que variava de 26 a 26 quilogramas. Mais tarde, a palavra passou a designar um valor monetário. O talento podia ser de ouro, de prata ou de cobre. 6 mil denários equivalia a um talento, logo, seis mil dias trabalhados (20 anos de trabalho para conseguir essa quantia). 5 TALENTOS: EQUIVALIA A 90 ANOS DE TRABALHO; 2 TALENTOS: 40 ANOS E 1 TALENTO: 20 ANOS. 


        Veja que o Senhor distribuiu responsabilidade aos servos conforme a competência de cada um. O homem que tinha  maior potencial recebeu a maior responsabilidade. O senhor conhecia intimamente os seus servos e, com cuidado, deu a cada um apenas o nível de responsabilidade que sabia ser capaz de corresponder. Numa igreja de 300 fiéis podem existir 300 níveis diferentes de habilidade espiritual (1 Co 4:7).

·        A quantidade aqui não designou grau de importância. Receber menos não significou ser preterido ou discriminado, pelo contrário, o tempo e a oportunidade foram iguais para todos: "Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos" (Ec 9.11). 


2)    A nossa Reação (Mt 25:16-18)

     Os dois servos foram fiéis, abraçaram a responsabilidade que tinham recebido e puseram-se a trabalhar. Eles representam os crentes autênticos cujo desejo supremo é servir a Deus. O tempo dos verbos sugere, que os dois, ficaram negociando o tempo todo durante a ausência do senhor (2 Co 5:10). 



    Esse terceiro foi do tipo daqueles que não são externamente maus, mas que no intimo são improdutivos, despreocupados, egoístas. Não manteve nenhum tipo de atividade ou negócio. COMO AFIRMOU SÓCRATES: "A VIDA INDISCIPLINADA NÃO É DIGNA DE SER VIVIDA".  Tornou-se símbolo da preguiça, do embotamento e da indiferença espirituais. Ele tornou-se simbolo DA PREGUIÇA, DO EMBOTAMENTO E DA INDIFERENÇA ESPIRITUAIS"

Esta parábola, pois, ensina que a indiferença para com a INQUIRIÇÃO ESPIRITUAL É UMA MALDADE MORTAL E ABERTA. Fala de alguém que gozou de oportunidades espirituais, mas que não lançou mão delas, chegando mesmo ignorá-las e a desprezá-las. ESTA PARÁBOLA FOI ESCRITA POR CAUSA DA CONDIÇÃO DO HOMEM QUE RECEBEU UM TALENTO, ELE ESTÁ NO CENTRO DO PALCO. 


“Só existem alguns poetas como Keats, alguns inventores como Thomas Edison, alguns estadistas como  Lincoln ou pregadores como Crisóstomo. Perigos peculiares cercam o homem de um talento só. Ele é tentado a dizer: _Com minhas poucas aptidões nada se pode esperar de mim: Que posso fazer? Esse é um sussurro demoníaco aos seus ouvidos: Que posso fazer? O homem de um talento só inclina-se para o ressentimento. E no final, Ele culpou a Deus: _Senhor, sabendo que és um homem severo”. (2 Co 6:1)

3)    A Prestação de Contas que iremos Enfrentar (Mt 25:19-23)

"...Mil e setecentos anos já se passaram, mas ele ainda não voltou; e isso é um LONGO PERÍODO, segundo o computo humano, mas não segundo a maneira de Deus ver as coisas. Pois para ele mil anos é  COMO UM DIA; embora os santos se impacientem porque amam, anseiam e apressam a vinda de Cristo. Porém, embora pareça tardio, ele finalmente virá; ele mantém-se afastado a fim de dar tempo  aos seus laboriosos servos de exercerem todos os dons que ele lhes outorgou,e a fim de que os mais preguiçosos não tenham como se desculpar..." (John Gil) 


        “Depois de muito tempo...”. Um ganhou cinco talentos, outro dois, ambos receberam a mesma taxa de retorno. Seus lucros correspondiam a somas muito diferentes, mas a porcentagem do lucro era a mesma. Eles demonstraram possuir uma fidelidade semelhante na maneira como administraram suas respectivas responsabilidades (1 Co 3:8). Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei: Possuiremos o muito que é contratado com o “pouco” desta vida, por mais que esse pouco pareça muito para os homens mortais.

      (vv. 24 e 25) O terceiro servo retrata o senhor como um oportunista sem princípios, possuidor de uma tendência à crueldade – alguém que colhe ajunta aquilo a que não tem direito. E depois justifica sua própria inatividade lançando a culpa no temor provocado pelo comportamento “severo” do senhor. Em vez de prestar contas, ele está fazendo uma acusação. Era egoísta; não se preocupava em santificar o nome do Senhor; e não trabalharia para o aumento do seu reino.



Conclusão: Recompensas e galardão (28-30). Mau e negligente servo. Ele foi lançado nas “trevas exteriores”: inferno, pranto e ranger dos dentes (Mt 13:42,50; 22:13).

sábado, 26 de dezembro de 2015

A blasfêmia contra o Espírito Santo (Mc 3.20-35)


Introdução: Uma das lendas sobre Lúcifer conta que uma vez um sacerdote notou que em sua congregação havia um jovem muito formoso. Depois do culto, o jovem ficou para confessar-se. Confessou tantos pecados e tão terríveis que o sacerdote ficou com os cabelos de pé. "Deve ter vivido muitos anos para fazer todas essas coisas", disse o sacerdote. "Meu nome é Lúcifer e caí do céu no princípio do tempo", respondeu o jovem. "Mesmo assim", prosseguiu o sacerdote, "diga que sente muito, que está arrependido e até você pode ser perdoado". O jovem olhou ao sacerdote durante um momento, e logo deu meia-volta e se afastou. Não queria e não podia dizê-lo; e portanto, tinha que continuar desolado e condenado.

Há três posições distintas sobre a pessoa de Jesus que introduzem esse solene assunto da blasfêmia contra o Espírito Santo:

·        Em primeiro lugar, a posição da multidão (Mt 12.22,23). Jesus acabara de curar um endemoninhado cego e mudo. Diante desse sinal evidente do poder de Jesus, a multidão ficou admirada e começou a ponderar sobre o fato de que Jesus era o Messias. A admiração da multidão desencadeou a hostilidade dos escribas.

·        Em segundo lugar, a oposição da família (3.21). A família de Jesus vem para prendê-lo, por julgar que estava fora de si. Eles querem colocar Jesus debaixo de uma custódia protetora.

·        Em terceiro lugar, a posição dos inimigos (3.22). Os escribas, tomados de inveja, diante da crescente popularidade de Jesus, resolvem dar mais um passo na direção de impedir que o povo o seguisse. Agora, dizem que Jesus está endemoninhado e possesso do maioral dos demônios. Os escribas acusam Jesus não apenas de estar possesso de um espírito imundo (3.30), mas de estar dominado por Belzebu, o maioral dos demônios (3.22). Belzebu é a contração de dois nomes: Baal, que significa senhor; e zebu que significa mosca: o senhor das moscas. Dizer que Jesus expulsava demônios em nome desse monstro horrível era de fato um pecado imperdoável contra o Espírito Santo.
  
1)    O que não é blasfêmia contra o Espírito Santo
·        Em primeiro lugar, não é rejeitar por um tempo a graça de Deus. Muitas pessoas vivem na ignorância, na desobediência por longos anos e depois são convertidas ao Senhor. Por um tempo Paulo rejeitou a graça de Deus (At 26.9; 1Tm 1.13). Os próprios irmãos de Jesus não criam nele (Mc 3.21; Jo 7.5).

·        Em segundo lugar, não é negação de Cristo. Paulo perseguiu a Cristo (At 9.4). Pedro negou a Cristo (Mt 26.69-75). Os irmãos de Cristo no início não criam nele (Jo 7.5). Cristo disse que quem blasfemasse contra o Filho seria perdoado (Lc 12.10). Um ateu não necessariamente cometeu o pecado imperdoável.

·        Em terceiro lugar, não é negação da divindade do Espírito Santo. Se assim fosse nenhum ateu poderia ser convertido. Se fosse essa a interpretação, nenhum membro da seita Testemunha de Jeová poderia ser salvo.

Em quinto lugar, não é a mesma coisa que os pecados contra o Espírito Santo. A Palavra de Deus menciona alguns pecados contra o Espírito Santo que não são blasfêmia contra ele:
a) não é entristecer o Espírito Santo (Ef 4.30). Um crente pode entristecer o Espírito Santo, mas jamais pode cometer o pecado imperdoável. Davi entristeceu o Espírito Santo, mas arrependeu-se.
B) não é apagar o Espírito Santo (1Ts 5.19). Um crente pode apagar o Espírito Santo, deixando de obedecê-lo, deixando de honrá-lo, mas jamais pode blasfemar contra o Espírito Santo.
C) não é resistir ao Espírito Santo (At 7.51). Muitas pessoas que durante um tempo resistem ao Espírito Santo, depois se humilham diante dele, como alguns dos sacerdotes que rejeitaram a mensagem de Estevão, mas posteriormente foram convertidos a Cristo.
D) não é mentir ao Espírito Santo (At 5.3). Ananias mentiu ao Espírito Santo por intermédio da dissimulação. Muitas pessoas ainda hoje tentam impressionar as pessoas para ganhar o aplauso delas e mentem ao Espírito Santo, aparentando ser quem não são.

 2)    O que é a blasfêmia contra o Espírito Santo.
 ·        A palavra blasfêmia significa injuriar, caluniar, vituperar, difamar, falar mal. A blasfêmia contra o nome de Deus era um pecado imperdoável no Antigo Testamento (Lv 24.10-16). Por isso, os fariseus e escribas julgaram Jesus passível de morte porque dizia ser Deus e isto para eles era blasfêmia (Mc 2.7; Mc14.64; Jo 10.33).

·        A blasfêmia contra o Espírito é a atitude consciente e deliberada de negar a obra de Deus em Cristo pelo poder do Espírito e atribuir o que Cristo faz ao poder de Satanás. A blasfêmia constitui no fato de afirmar que o poder que age em Cristo não é o Espírito Santo, mas Satanás.

·        Aquele que cometeu esse pecado nunca terá perdão. Toda a igreja pode orar por ele, mas ele nunca será salvo. De fato, a igreja nem deveria orar por ele, pois cometeu pecado para a morte (1Jo 5.16), é réu de pecado eterno (Mc 3.29) e não terá perdão nem neste mundo nem no vindouro (Mt 12.32).

3)    Analisando o texto (Mc 3:22-27).
·        Em primeiro lugar, observemos a acusação (3.22). “Os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: ele está possesso de Belzebu. E: É pelo maioral dos demônios que expele os demônios”. Eles, por inveja, deliberada e conscientemente estão acusando Jesus de ser aliado e agente de Satanás. Acusam Jesus de estar possesso do maioral dos demônios. Estão atribuindo as obras de Cristo não ao poder do Espírito Santo, mas à influência de Satanás. 



·        Em segundo lugar, observemos a refutação (3.23-26). Jesus refutou o argumento dos escribas contando-lhes duas parábolas com o mesmo significado: o reino dividido e a casa dividida. Com essas duas parábolas, Jesus mostra o quanto o argumento dos escribas era ridículo e absurdo. Satanás estaria destruindo a sua própria obra e derrubando o seu próprio império. Estaria havendo uma guerra civil no reino do maligno.

·        Em terceiro lugar, observemos a explicação (3.27). Jesus explica sobre sua vitória sobre os demônios e Satanás: “Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só, então, lhe saqueará a casa” (3.27).
a)     Satanás é o valente. Jesus não nega o poder de Satanás nem subestima a sua ação maligna, antes afirma que ele é um valente.

b)    Satanás tem uma casa. Satanás tem uma organização e seus súditos estão presos e seguros nessa casa e nesse reino.

c)     Jesus tem autoridade sobre Satanás. Jesus é o mais valente. Ele tem poder para amarrar a Satanás. Jesus venceu a Satanás e rompeu o seu poder. Isso não significa que Satanás está inativo, mas sob autoridade. Jesus venceu Satanás no deserto, triunfou sobre todas as suas investidas. Esmagou sua cabeça na cruz, triunfando sobre as suas hostes (Cl 2.15).

d)    Jesus tem poder para libertar os cativos das mãos de Satanás. Jesus não apenas amarra Satanás, mas, também, arranca de suas mãos os cativos. Satanás está sendo e progressivamente continuará a ser destituído dos seus “bens”, ou seja, a alma e o corpo dos seres humanos, e isso não somente por meio de curas e expulsões demoníacas, mas principalmente por meio de um majestoso programa missionário (Jo 12.31,32; Rm 1.16).

Conclusão: O que constitui o pecado imperdoável?

·        Jesus encarna o perdão de Deus. Logo quem persiste em resistir e desprezar a oferta do perdão de Deus em Jesus é excluído do perdão. Essa rejeição deliberada de Jesus é a única limitação ao ilimitado perdão de Deus.

·        Os pecados mais horrendos podem ser perdoados. Manassés era feiticeiro e assassino e arrependeu-se. Nabucodonosor era um déspota sanguinário e arrependeu-se. Davi adulterou e matou, mas foi perdoado. Saulo perseguiu a Igreja de Deus e foi convertido. Maria Madalena era prostituta e possessa, mas Jesus a transformou. Mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não tem perdão.

·        Tres advertencias: 1) evitar o julgamento. Billy Graham diz que devemos tocar neste assunto com muito cuidado. Devemos hesitar em sermos dogmáticos em nossas afirmações sobre aqueles que cruzaram essa linha divisória da paciência de Deus. Devemos deixar essa decisão com Deus.

 2) evitar o desespero. Muitos crentes ficam angustiados e preocupados de terem cometido esse pecado imperdoável. Ninguém pode sentir tristeza pelo pecado sem a obra do Espírito Santo. Quem comete esse pecado, jamais sente tristeza por ele. 

3)  evitar a leviandade. Aqueles que zombam de Deus e da sua graça podem cruzar essa linha invisível e perecerem para sempre.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

DEZ MANDAMENTOS PARA MEMBROS DE IGREJA A RESPEITO DE SEUS PASTORES.



1 - Não idolatre seu pastor. Não espere que ele seja capaz de fazer o que somente Deus pode fazer. Não transforme ele em um salvador.

2 - Não critique seu pastor, a não ser que ele se afaste da verdade, e faça isso com lágrimas. E, por favor, não espere perfeição. Ele é um mero homem – um homem fraco e pecado, assim como você. O ofício dele é divino, mas sua pessoa é humana. Ele coloca diante de você tesouros em vasos terrenos. 
Se você não se lembrar disso, você gritará hosana hoje, mas o crucificará amanhã.

3 - Não evite seu pastor. Vá até ele, conte-lhe suas necessidades, abra sua alma, mas não desperdice o tempo precioso dele. É sua obrigação e privilégio ir até ele com suas perguntas e problemas espirituais – e isso será para encorajamento e alegria dele.

4 - Ore pelo seu pastor. Ore por sua alma, para que ele possa ser guardado humilde e santo. Ore por seu corpo, para que ele possa ser mentido forte e poupado por muitos anos. Ore para que ele possa ser uma chama ardente e brilhante. Ore por seu ministério, que possa ser abundantemente abençoado. 
Ore por sua esposa, sua família, sua preparação de sermão, sua pregação, seu aconselhamento. Ore para que ele tenha um ministério pleno e ele pregará plenamente.

5 - Seja um bom ouvinte e praticante dos sermões que seu pastor prega. Escute e obedeça seu pastor. Na medida em que ele prega as Escrituras, receba-a como a própria Palavra de Deus. Lembre-se: ele é dom de Cristo para você.

6 - Seja interessado em seu pastor. Não permita que toda conversa com ele foque-se apenas em você. Seja gentil com ele. Demonstre interesse por ele, sua vida e a vida de sua família; ele também é humano!

7 - Lembre-se de apreciar os pontos fortes de seu pastor e minimizar as fraquezas dele, sempre lembrando a si mesmo de que seu próximo pastor pode não ter os pontos fortes do seu pastor atual. Não compare pastores com outros, mas aprenda a apreciar cada pastor que Deus envia a você pelos dons peculiares que Deus deu a esse pastor.

8 - Veja além e acima do seu pastor. Olhe para Aquele que seu pastor expõe diante de você.

9 - Seja cooperador com seu pastor e o conselho. Seja desprendido, colaborador e exalte a Cristo. Deseje humildade, sabedoria, paz, unidade – e adicione caridade.

10 - Mantenha uma perspectiva eterna sob o ministério de seu pastor. Peça a Deus que seu pastor possa dar um bom relatório sobre sua alma no Dia do Juízo. Lembre-se de que você não tem que prestar conta dos defeitos e pontos fortes no Dia dos dias, mas que você precisa prestar contas do que você fez com a palavra que o pastor te trará. Se agora você ainda não está salvo, veja o ministério dele como mais uma grande oportunidade que Deus está te dando de receber com mansidão Sua Palavra. Por meio do ministério pastoral, o Senhor está dizendo que Ele tem mais pessoas da sua igreja para serem reunidos em Sua colheita eterna – e por que não deveria ser você? Ó, que você conheça o dia de sua visitação estando sob o ministério de seu pastor!


Por Joel Beeke


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O tabernáculo. Ex 25.8-9


A nossa alma encontra Deus somente em Deus.  Agostinho afirmara no século V: “Fizeste-nos para ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em ti”. Portanto, o objetivo da nossa vida é glorificar a Deus. Quando o povo de Israel estava no deserto, depois mais de 400 anos de escravidão, Deus dá uma ordem a Moisés.

“Moisés eu quero que voce me faça um santuário, para que eu possa habitar no meio do meio povo” (v.8). O Deus Santo  resolve habitar no meio dos homens (Atos 17.24).  E, Deus passa todos os detalhes sobre como esse santuário deveria ser feito (v.9). Portanto, do capítulo 25 à 40 do livro de Exôdo, Moisés vai se dedicar a descrição do santuário.

Para a construção do tabernáculo Deus pediu uma oferta. Ninguém foi obrigado a dar. Não devia haver obrigação de nenhum tipo, exceto a que nasce do amor e da gratidão. Êxodo 35.4-29 demonstra o quanto era importante para o Senhor que cada um tivesse a oportunidade de dar alguma coisa. Os israelitas davam com alegria e tão generosamente que foi necessário suspender a oferta (Ex 36.5-7).

É importante entender que esse santuário é um símbolo da igreja. Deus habita na igreja. Vejamos, portanto, quais os expedientes de Deus para a construção do tabernáculo.

1)    Matéria prima.
Deus escolheu a madeira, o ouro a prata, o bronze, pedras preciosas, azeite, linho, cortinas, etc. Tudo isso tem uma simbologia rica e preciosa para nós.

·        Madeira de acácia.  Deus ordenou que Moisés fizesse o santuário com madeira de acácia (Ex 25.10). Acácia é uma madeira dura, retorcida e cheia de noz. Nenhum marceneiro gosta de trabalhar com a madeira de acácia.  Essa madeira é um símbolo da nossa natureza pecaminosa: dura, retorcida e cheia de noz. A NÃO SER QUE VOCE MORRA PARA O PECADO E MUNDO, você não serve pra ser santuário de Deus. 



·        Nem toda madeira de acácia era igual. Tinha árvores maiores e árvores menores; árvores mais grossas e árvores mais finas; árvores mais lisas e árvores cheias de noz. Assim somos nós, nos reunimos e temos a tendência de nos comparar com os outros.

·        Deus mandou Moisés serrar tábuas iguais:  "Faça uma arca de madeira de acácia com um metro e dez centímetros de comprimento, setenta centímetros de largura e setenta centímetros de altura” (v.10).


Aprendemos três coisas: 1) somos diferentes na perspectiva humana, mas na visão de Deus somos iguais: uns são pobres outros ricos, outros doutores e outros analfabetos, etc. Na igreja não pode ter espaço nem para o complexo de inferioridade e nem para o complexo de superioridade.

2  ) Deus mandou serrar as tábuas iguais e fazer nelas engastes. O que aprendemos que a igreja não somente uma reunião de um grupo  que se une no mesmo local. Mas a igreja é um grupo que está aliançado, conectado, pactuado. As vezes, estamos perto mas não temos proximidade uns com os outros (1 Co 11.29).

3 ) Deus, também diz a Moisés, as tábuas além de engastadas tem de estar de pé, não deitadas. Da mesma forma, Deus não quer que a igreja esteja deitada mas de pé, em posição de combate.

Deus não mandou que Moisés  colocasse as tabuas de pé sobre a areia do deserto mas que fizesse base de prata e colocar as tábuas de pé sobre essa base. O que isso significa? Prata na Bíblia fala de redenção, você está no mundo, mas não é mais do mundo (Jo 17:16-17)

 Moisés cubra toda essa casa construída de madeira de acácia de ouro puro. Ouro fala da glória de Deus. De tal forma que o ouro tragaria toda a madeira de acácia, de modo que quem olhasse para o santuário não veria madeira, mas sim, ouro puro.  O que isso representa pra nós? Que somos aos olhos de Deus e aos olhos do mundo. Fomos justificados pelo sangue de Cristo (Rm 8.1).


2)    O santuário.
Era dividido em três partes: parte externa onde todas as pessoas podiam frequentar; lugar santo onde somente o sacerdote podia entrar e o Santo dos Santos onde o Sumo sacerdote uma vez por ano, entrava.

2.1) Pátio Externo. 
ü O Altar de Bronze.  Onde os animais eram sacrificados. O pecador colocava as mãos sobre o animal e passava o pecado para o animal. O Altar de Bronze é o símbolo do calvário e da cruz. Nenhuma pessoa podia entrar no santuário sem que primeiro passasse pelo altar de bronze. BRONZE na Bíblia fala sobre o juízo de Deus, julgamento de Deus. Temos que passar pela cruz, sem cruz não há salvação.

ü Bacia de Bronze. Nessa bacia havia água, e depois que o sacerdote passava pelo altar de bronze, tinha que voltar lavar as mãos e os pés. O que aprendemos? Embora seja salvo, tenha passado pela cruz, mas todos os dias,  temos que nos purificar pela palavra de Deus (Sl 119.105; Pv 6.23).  



2.2 ) Lugar Santo.

ü Mesa dos pães da proposição. Essa mesa é um símbolo de Cristo, que é um pão vivo que desceu do céu.

ü Altar de Incenso. A Bíblia diz que nesse altar o incenso era queimado todos os dias, de manhã e a tarde, o sacerdote tinha que ascender o fogo.  O incenso subia como aroma suave nas narinas de Deus. O que esse altar representa? Oração. Quando você se alimenta de Cristo, quando você se alimenta da Palavra, temos necessidade de orar.

Deus estabeleceu o material para a confecção do incenso (Ex 30.34-37). O primeiro material é o estoraque: uma resina extraída de uma árvore sem cisão, sem corte. O que é isso? Que a oração, louvor precisa fluir com espontaneidade, livremente.
O segundo é ônica: esse produto era tirado de um molusco marinho, das profundezas do oceano. O que significa? Que as orações e louvores precisam vir das profundezas da nossa alma. Jesus deu duas características do culto verdadeiro: tem que ser em espírito e em verdade. 
O terceiro produto é o gálbano: era uma árvore do deserto e tinha que recolher as folhas e triturar, massar e esmagar.  O que significa? Que a oração tem que brotar de um coração quebrantado.
O quarto elemento é o sal: sal fala de pureza, nossa própria vida.

ü Candelabro. Servia pra iluminar. O que significa? Que quando a igreja se alimenta da Palavra e quando a igreja ora, então ela brilha. De vez em quando o sacerdote tinha que ir no candelabro e tirar a borra, uma espécie de carvão, pra que a luz pudesse sair. Pra que você brilhe neste mundo é preciso que você, de vez em quando, tire a borra do pecado que vai se acumulando em sua vida.



2.3 ) Lugar santíssimo
            Diz a Palavra do Senhor, somente o Sumo Sacerdote podia entrar lá uma vez por ano.  E dentro do Santo do Santo, havia uma única peça: a arca da aliança. Se o santuário fala da igreja, a arca fala de Jesus.

Qual material usado pra fazer a arca? Madeira de acácia. Como? Mas a madeira de acácia não representa a humanidade caída! Mas a Palavra nos ensina que o Filho de Deus se fez carne e habitou entre nós. Deus pegou os nossos pecados e lançou sobre ele. A tampa da arca, o propiciatório, feita de ouro puro. Por quê? Porque a propiciação Deus fez, tirando sobre nós a ira, e transferindo-a para o seu próprio filho.

Dentro da arca havia três objetos: vaso com maná (Jesus é o pão do céu), as duas tábuas da lei (Jesus é a Palavra de Deus, Jo 1:1-3); a vara de Arão (Jesus ressuscitou dentre os mortos, está vivo pelos séculos dos séculos). Em João 3.16, Jesus é chamado de Unigênito (único) filho de Deus e em Hebreus 1.6, Jesus é chamado de Primogênito. O que é primogênito? É o primeiro da fila, portanto, hoje somos todos filhos de Deus (Jo 1.12). 


Conclusão: Na arca havia argolas e os levitas colocavam varais nessas argolas e arca era carregada. Hoje nós, igreja, carregamos a glória de Deus. O Espírito Santo habita em nós, somos santuários do Deus vivo (1 Co 6.19). Em Efésios 3.19 diz “que sejamos tomados de toda plenitude de Deus”; em Efesios 1.23 diz, “que seja cheio de toda plenitude do Deus Filho”; em Efésios 5.18 diz, “deve ser tomado de toda plenitude do Deus Espírito Santo”.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

COMO SÃO OS FALSOS PROFETAS? (Tito 1:10-15).


Eles são insubordinados (v.10) .Os falsos mestres eram rebeldes e falastrões. Enquanto os presbíteros se colocavam debaixo da autoridade das Escrituras, eles se insurgiam contra ela e faziam isso com palavras insolentes e vazias.

Eles são enganadores (1.10). A vida deles era errada e a doutrina deles era falsa. Sua palavra nao apenas deixava de edificar; ela de fato levava ao erro. Os judaizantes negavam a eficácia do sacrifício de Cristo na cruz e a suficiência da graça para a salvação e exigiam a necessidade da observância de ritos judaicos para a pessoa ser salva. 


Eles são proselitistas quanto ao ensino (1.11). Esses falsos mestres eram itinerantes que saíam de casa em casa espalhando o veneno letal de sua falsa doutrina, tentando enredar os novos convertidos com seu falacioso e enganoso ensino. O ensino desses falsos mestres era fundamentalmente transtornador em vez de ser transformador.

Eles são corruptores quanto à moral (1.11). Pervertiam casas inteiras. Sua influência era corruptora. Eles tinham má influência sobre a vida familiar. A doutrina deles produzia perversão, e não santidade; escravidão, e não liberdade; morte, e não vida.

Eles são gananciosos quanto à motivação (1.11). Andavam de casa em casa, ensinando suas heresias, interessados não na vida espiritual das pessoas, mas no seu dinheiro. Esses falsos mestres não ministravam à igreja; usavam a religião para encher o próprio bolso. 


Eles são violentos (1.12). Os cretenses nao eram apenas mentirosos, mas também violentos. Eram “feras terríveis.” Eram truculentos em palavras e atitudes.

Eles são glutões preguiçosos (1.12). Os cretenses não eram dados ao trabalho. Eram glutÕes e preguiçosos. Viviam para o prazer imediato. Eram hedonistas inveterados.

Eles são legalistas quanto à teologia (1.13b, 14). Davam muita importância aos mandamentos, regras e preceitos fabricados por homens em vez de serem fiéis à Palavra de Deus. Paulo tem em mente são exigências judeu-ascéticas (proibição do casamento e o repúdio a certos alimentos) tais quais estão subentendidos em ITimóteo 4.3-6. Jesus também denunciou esse mesmo erro nos fariseus, dizendo que “[...] não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mt 15.11; Mc 7.15). Assim, esses falsos mestres adoravam a Deus em vão, ensinando doutrinas que são preceitos de homens (Mc 7.7,8). 



Paulo, igualmente, pontuou esse mesmo pecado em sua carta aos colossenses (Cl 2.22) e aos romanos (Rm 14.20). Os falsos mestres criavam longas listas de pecados. Era pecado tocar isto ou aquilo; era pecado comer esta ou aquela comida. As coisas que eram boas em si mesmas eles as transformavam em coisas contaminadas e impuras.

Eles são corrompidos quanto ao julgamento (1.15): “para os puros todas as coisas são puras”. Muitas pessoas têm inescrupulosamente usado esse
texto para justificar comportamentos reprováveis, vendo,ouvindo e manuseando coisas vergonhosas. Essas pessoas deturpam as Escrituras para a própria ruína (2Pe 3.16).


Os falsos mestres davam mais valor à pureza aparente e ritual do que à pureza interior e moral. Eles proibiam o que Deus aprovava. Porque viviam atolados na impureza, julgavam tudo como impuro. Se alguém é puro em seu coração, todas as coisas são puras para ele. Se o coração é impuro, torna impuro tudo o que pensa, fala ou toca. A pessoa que tem a mente suja faz com que todas as coisas sejam sujas.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Aplicando a Palavra de Deus no seio familiar. Tito 2.1-8



Introdução: 
Cuidado com os falsos profetas. Como são? São insubordinados (Tito 1.10); Eles são enganadores (v.10): negavam a eficácia do sacrifício de Cristo e a necessidades de observância de ritos judaicos para a salvação; Eles são proselitistas em seu ensino, eram itinerantes indo de casa em casa espalhando o veneno da heresia; são gananciosos quanto à motivação (v.11); São violentos; são glutões e preguiçosos (v.12) e são legalistas (vss, 13 e 14): Os falsos mestres criavam longas listas de pecados. Era pecado tocar isto ou aquilo; era pecado comer esta ou aquela comida. As coisas que eram boas em si mesmas eles as transformavam em coisas contaminadas e impuras;

Em primeiro lugar, a melhor maneira de combater a heresia é ensinar a verdade. “Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina” (2.1).  A palavra hygiainouse, “sã”, significa “estar saudável; ser íntegra”. Essa palavra é com frequência usada nos evangelhos com respeito a pessoas que, tendo sido curadas de algum defeito físico ou de uma incapacidade, agora estão “totalmente sadias”, com todos os seus órgãos e faculdades funcionando normalmente.

"Certa feita, alguém perguntou a um alto funcionário de um grande banco, especialista em identificar notas falsas, qual era o seu critério para identificá-las. Ele respondeu: “Eu não sou um especialista em notas falsas; sou um especialista em notas verdadeiras. Eu as estudo  cuidadosamente. Assim, identifico as falsas”.

Em segundo lugar, a melhor maneira de reprovar a vida desregrada é viver de modo irrepreensível (2.7). Não há nada mais escandaloso do que alguém professar uma coisa e viver outra; ser exigente com os outros e indulgente consigo mesmo.

Os preceitos de Deus para os Homens idosos (2.2) 

Em primeiro lugar, deveriam ter domínio próprio.“Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes...” “Os prazeres desenfreados custam muito mais do que valem” (Pv 16.32).


Em segundo lugar, deveriam ter reputação aprovada. “Quanto aos homens idosos que sejam [...] respeitáveis...” (2.2). Trata-se de uma pessoa que tem vida ilibada, caráter impoluto, bom testemunho dos de fora.

Em terceiro lugar, deveriam ter equilíbrio nas atitudes. “Quanto aos homens idosos que sejam [...] sensatos...”(2.2). Trata-se daquela pessoa que mede suas palavras, seus gestos, suas ações e suas reações.

Em quarto lugar, deveriam ter maturidade espiritual. “Quanto aos homens idosos que sejam [...] sadios na fé, no amor e na constância” (2.2).

Os preceitos de Deus para as mulheres idosas (2.3,4) 

Paulo destaca duas coisas importantes que devem caracterizar as mulheres idosas, aspectos positivos.
Em primeiro lugar, elas devem ser cuidadosas quanto à maneira de viver (2.3a). Paulo escreve: “Que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, nao escravizadas a muito vinho...” (2.3a).

 Quanto ao aspecto positivo as mulheres idosas devem ter um procedimento irretocável, exemplar. A idade avançada nos torna mais responsáveis.

Quanto ao aspecto negativo, as mulheres idosas devem evitar dois sérios pecados: O pecado da maledicência. A palavra grega usada para descrever “caluniadoras” é diabolos. O diabo é o patrono das pessoas que se entregam à calúnia, à fofoca e à maledicência. Tiago diz que a língua é fogo e veneno. A língua fere, destrói e mata (Tg 3.1-11). Salomão diz que “a morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18.21). Podemos matar ou dar vida a um relacionamento dependendo da maneira pela qual nos
comunicamos.

Em segundo lugar, elas devem ser cuidadosas quanto à maneira de ensinar (2.3b,4). Paulo conclui: “[...] sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem seus maridos e a seus filhos” (2.3b,4).



Os preceitos de Deus para as mulheres jovens (2.4b,5). 


Em primeiro lugar, deveriam amar o marido e os filhos (2.4b). Paulo deu várias instruções para o marido amar a esposa da mesma forma que Cristo ama a igreja (Ef 5.25- 33; Cl 3.19).

Em segundo lugar, deveriam ser sensatas (2.5). A palavra grega sophronas descreve uma pessoa que tem domínio próprio, autocontrole.

Em terceiro lugar, deveriam ser honestas (2.5). A palavra grega hagnos descreve aqui a pureza moral no matrimônio. As mulheres deveriam ser “puras de mente e coração”. Elas deveriam fechar todas as janelas da tentação e do desejo proibido.

Em quarto lugar, deveriam ser boas donas de casa (2.5). A palavra grega oikourgos, traduzida por “boas donas de casa”, significa literalmente “trabalhando em casa”. Paulo está combatendo aqui aquele estilo de vida ocioso de algumas mulheres que viviam andando de casa em casa, adotando um estilo de vida fútil (T m 5.13).

Em quinto lugar, deveriam ser bondosas (2.5). A bondade é atitude de investir o melhor da vida na vida dos outros. O único homem que é chamado de “bom” na Bíblia é Barnabé (At 11.24). A marca desse homem foi investir na vida daqueles que haviam sido rejeitados. Ele investiu na vida de Saulo depois que foi rejeitado em Jerusalém pelos discípulos (At 9.26,27) e na vida de João Marcos, depois que Paulo se recusou a aceitá-lo na caravana da segunda viagem missionária (At 15.36-39).

Em sexto lugar, deveriam ser sujeitas ao marido (2.5). O marido sábio permite que a esposa administre o lar, pois esse é o ministério dela. Apesar de a esposa ser a “dona da casa”, o marido é o líder do lar, de modo que a esposa deve ser obediente. Mas onde existe amor, a obediência não é dolorosa.

Qual motivação deveria regular a conduta  da mulher crente? O vetor principal a nortear-lhe a postura é “para que a palavra de Deus não seja difamada”. A insubmissão da esposa ao marido seria um escândalo para o evangelho. A nossa vida é uma ponte ou uma muralha; aproxima as
pessoas de Deus ou as afasta.

Os preceitos de Deus para os jovens (2.6) 

“Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos” (2.6). A palavra grega usada por Paulo é novamente sophron, autodisciplina, autodomínio, autocontrole. Paulo está pensando no controle de temperamento e da língua, da ambição e da avareza, e especialmente dos apetites carnais, inclusive compulsões sexuais, de modo que o jovem cristão permaneça dentro do imutável padrão cristão de castidade antes do casamento e de fidelidade depois dele.

Os preceitos de Deus para Tito (2.7,8) 

Tito deveria imprimir nos membros da igreja uma impressão forte e indelével. A palavra grega lypos, “padrão, protótipo”, é exatamente a marca que uma máquina de escrever deixa no papel.

Em primeiro lugar, o líder deve ser padrão nas boas obras (2.7). A vida do líder é a vida da sua liderança. Ele ensina não apenas com palavras, mas, sobretudo, com exemplo.
Em segundo lugar, o líder deve ser padrão no ensino da Palavra (2.7,8). Com respeito ao ensino da Palavra, quatro pontos vitais devem ser observados;

O conteúdo correto. “No ensino, mostra integridade...”(2.7). A palavra “integridade” é a tradução de afihoria, que literalmente significa “incorruptibilidade”.

O método correto. “No ensino, mostra [...] reverência”(2.7). A reverência tem a ver com a forma que a mensagem é transmitida, ou seja, a maneira de ensinar.

O instrumento correto. “Linguagem sadia e irrepreensível...”(2.8). O púlpito não pode ser um palco nem um picadeiro em que o pregador usa piadas e gracejos inconvenientes e incompatíveis com a santidade da mensagem.

O propósito correto. “[...] para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhum a que dizer a nosso respeito” (2.8).