terça-feira, 30 de setembro de 2014

Daniel: uma grande oração  e as setenta semanas (Dn 9:1-19).


Introdução

No ano de 605 a.c., Nabucodonosor havia capturado Jerusalém, levando Daniel e muitos judeus (mais de 10.000) para a Babilônia. Passaram-se sessenta e oito anos desde que tudo isto ocorrera. Daniel estava em Babilônia há quase setenta anos.

Neste capítulo, Daniel é um homem velho. Tinha quartoze anos ao ser trazido em cativeiro, mas agora está com oitenta e dois anos de idade. Encontramo-nos em 537 a.C., o primeiro ano de Dario, o Medo.

Muitos anos se passaram desde que sairá de Jerusalém, mas a fé do velho profeta mostra-se tão vigorosa como antes. As tribulações não a enfraqueceram. As promoções e as elevadas posições sociais não minaram sua fé nem o seduziram a amar outras coisas além de seu Deus.

1)    O livro de Jeremias (v.2).


Nesta ocasião, Daniel examinava os rolos de Jeremias. Quando menino, em Jerusalém, provavelmente ouvira Jeremias em pessoa. As profecias de Jeremias haviam sido escritas e, por serem a Palavra de Deus, foram maravilhosamente preservadas nos anos seguintes. Daniel as estudava. Enquanto lia, quase não podia acreditar no que seus olhos viam!

O que foi? Para saber, precisamos verificar Jeremias 25:8-11 e Jeremias 29.10-14. Na Escritura, Daniel, lia a promessa divina de que o exílio terminaria após setenta anos. Se o povo de Deus se voltasse a ele, seria trazido de volta a sua terra.

Diante da leitura, Daniel, portou-se como um homem que possuía um cheque do céu. O cheque prometia o retorno do exílio, sob a condição de uma nova busca do Senhor. Ele pensou assim: “Deus disse que após setenta anos podemos voltar para casa. Esta é a promessa divina. Portanto, orarei a Ele para que remova sua ira de Jerusalém e faça acontecer o retorno prometido”.

2)    A oração de Daniel (3-19). Alguns aspectos:


·         Primeiro aspecto da oração de Daniel é a seriedade. Seu hábito sempre foi o de orar três vezes ao dia. No versículo 3, lemos que voltou o seu rosto para buscar o Senhor Deus, “em sinal de tristeza, eu vesti uma roupa feita de pano grosseiro, sentei-me sobre cinzas, deixei de comer e orei com fervor ao Senhor Deus”. Daniel orou com intensidade.

·        O segundo aspecto é que Daniel se portou com reverencia. Ao aproximar de Deus, manifestava um grande senso de temor a Deus, diante da sua majestade. Por isso sua oração começou: “Ah! Senhor! Deus grande e temível...” (v.4).

·        O terceiro aspecto é que a oração de Daniel estava repleta de contrição (v.4 e 20). É a oração de um homem humilde, vencido por uma convicção de pecado, o qual ele mesmo confessa. Nesta confissão, Daniel não pode separar-se da nação a que pertence; portanto, os pecados confessados por seus lábios são os de toda a nação: “temos pecado contra ti (v.8)... pois nos temos rebelado contra ele (v.9)... e não obedecemos à voz do Senhor, nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas. Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz (VV. 10-11)”.

“Daniel reconhece que as aflições experimentadas pela nação e seu exilio são fruto do pecado. Nos versículos 11 a 14, Daniel admite que todos os acontecimentos com o seu povo não são outra coisa senão o que fora prometido por Moisés, se a nação se virasse contra Deus”.

·        Daniel aproximou-se do Senhor não apenas com seriedade, reverencia e contrição. Mas também confiando em sua misericórdia. Há uma esplêndida ternura no versículo 4: “Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam”. (VV. 9 e 18).

·        E o quinto aspecto da oração foi que Daniel achegou-se a Deus com pedidos específicos. Viu Jerusalém, o templo e o povo arruinados, suplicou que Deus removesse todos os judeus a sua ira e o seu furor, tratando-os com misericórdia (VV. 16 e 17). Daniel buscou ao Senhor com argumentos fortes e com importunação. Por exemplo, no versículo 15, lembrou a Deus que Ele realizara um grande feito na história ao libertar o povo da escravidão no Egito. No versículo 16, recorda-lhe que Jerusalém que está desolada, é a “tua cidade de Jerusalém... teu santo monte”. Não deveria fazer algo em favor de sua cidade? O povo que está sendo desprezado é “o teu povo”. E o teu santuário encontra-se desolado. Não fará Ele coisa alguma em relação ao templo, por amor do seu nome?

·        V.19: “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome”.

3)    As setenta semanas.


Seus lábios ainda se moviam em oração, quando Gabriel veio novamente e o tocou. Logo Daniel foi assegurado de um tremendo fato: desde o primeiro momento de sua oração, Deus a estava ouvindo. A vinda imediata de Gabriel foi o resultado (v.23). Ficou sabendo que era mui amado no céu, possuindo uma boa reputação lá!

As sete semanas são divididas em três períodos de sete: 1) o primeiro período de sete “setes”; 2) o segundo período de sessenta e dois “setes”; 3) o terceiro período: a septuagésima semana. Assim temos, portanto: 7 + 62 + 1 = 70.

O primeiro período compreende as sete semanas de anos (49) que vai do cativeiro babilônico à reconstrução  de Jerusalém. O marco para o inicio é a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém. A ordem se deu em 445 a.C., no reinado de Artaxerxes (Ne 2.5-8). Ou seja, 445 – 49 (sete semanas de anos) = 396 a.C. Essa reconstrução, conforme Neemias, foi muito angustiante (v.25).

O segundo período, as sessenta e duas semanas, descreve o tempo que vai da reconstrução de Jerusalém até Jesus. Ou seja,  396 – 434 (62 semanas de anos) = 38 d.C. Dessa forma chegamos ao ministério de Cristo de 31 a 34 d.C. Isso está de acordo com o relato bíblico que nos informa que Cristo iniciou seu ministério aos 30 anos (Lc 3.23).

O terceiro período: a septuagésima semana. Cristo morreu na septuagésima semana, fazendo expiação dos nossos pecados (Dn 9.26; Is 53.8). 



Conclusão: nos verso 27 fala do aparecimento do Anticristo que governará o mundo, iludindo as pessoas com milagres da besta e com prosperidade econômica, mas durará pouco tempo.






terça-feira, 23 de setembro de 2014

Daniel e  “O Chifre Pequeno”. Dn. 8.1-14.



Introdução

Em Daniel 2.4 o livro deixa de ser escrito em hebraico e passa a ser escrito em aramaico. E, no versículo inicial do capítulo 8, o livro de Daniel volta a ser escrito em hebraico, deixando o aramaico.  Neste capítulo Daniel teve uma visão, ou seja, foi transportado a Susã, capital do reino da província de Elão, junto ao rio Ulai.

A visão fala do surgimento de um rei que é o EXEMPLO DO ANTICRISTO dos últimos dias.  Esse pequeno chifre do capítulo 8 é diferente do pequeno chifre do capítulo 7. O capítulo 7 fala do anticristo dos últimos dias que emerge do quarto reino (o império romano). O pequeno chifre do capítulo 8 surge dos quatro reis oriundos da queda do grande rei grego, Alexandre Magno. Portanto, este pequeno chifre é o maior EXEMPLO, OU EQUIVALÊNCIA ao anticristo dos dias finais.

1)    A visão do carneiro (Dn 8.3,4,20).



O carneiro com seus dois chifres simboliza o império medos e persas (v.20). O símbolo da Pérsia era um carneiro; e o rei persa portava a imagem de um carneiro à sua frente quando se dirigia à guerra. Algumas distinções do carneiro:

ü O carneiro tem dois chifres (Dn 8.3,20). Essa é uma descrição do império medo-persa que se levantaria para conquistar a Babilônia. O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império. Ciro, o persa, tomou o lugar de Dario, o medo. Em 550 a.C., Ciro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.

ü O carneiro é irresistível (Dn 8.3,4). A união dos medos e persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios para o oeste (Babilônia, Síria e Ásia Menor), ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia). Exceto ao leste (v.4).

ü O carneiro engrandeceu (v.4). Nenhum exercito naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa.

2)    A visão do bode (Dn 5.5,21).



O que é este “bode (que) vinha do ocidente sobre toda a terra”? É o império grego; o versículo 21 nos ensina isto. O chifre “é o primeiro rei” (v.21), isto é, Alexandre, o Grande. Algumas distinções do bode:

ü O bode é rápido em sua conquista (Dn 8.5,21).As conquistas de Alexandre foram extensas e rápidas. Em apenas treze anos conquistou todo o mundo conhecido de sua época. Alexandre é descrito como o CHIFRE NOTÁVEL. Foi um líder forte, ousado e guerreiro. Era um homem irresistível, um líder carismático, com punho de aço.

ü O bode triunfa sobre o império medo e persa. O poderio e a força de Alexandre são descritos na maneira como enfrentou o carneiro: 1) fere-o; 2) quebra seus dois chifres; 3) derruba-o na terra; e 4) pisoteia-o.



ü O bode se engrandeceu (v.8). Vangloriando-se da velocidade e do numero de suas  conquistas, Alexandre, o Grande, inevitavelmente, tornou-se orgulhoso. Mas sua arrogância durou pouco: “e, na sua força, quebrou-se-lhe o grande chifre”.  No auge do seu poder, foi morto; o v. 8 profetiza a morte inesperada quando ele queria reconstruir a cidade da Babilônia, contra a palavra profética de que a cidade jamais seria reconstruída. O versículo não menciona precisamente quem o destruiu, POIS FOI A MÃO INVISIVEL DE DEUS QUE, COM UM GOLPE, QUEBROU O GRANDE CHIFRE, ANIQUILANDO-O PARA SEMPRE”.




ü O bode morre e o império é dividido (v.8).  Com sua morte, o império grego foi dividido em quatro partes entre quatro reis: a Casandro couberam a Macedônia e a Grécia, no Ocidente; Lisímaco governou a Trácia e a Bitínia, no norte; Ptolomeu governou a Palestina, a Arábia e o Egito, no sul; Selêuco governou a Síria e a Babilônia, no oriente.  “No lugar do chifre notável, havia quatro outros, mas nenhum deles  foi tão poderoso quanto o primeiro”.

3)    A visão do pequeno chifre (v.9).
O pequeno chifre do capítulo 8 não deve ser confundido com o pequeno chifre do capítulo 7.8. A origem do 7.8 é o quarto império (o império romano). A origem do 8.9 é o bode, o terceiro reino: o império grego. O pequeno chifre do capítulo 8 é um personagem futuro e profético para Daniel, mas para nós, um personagem do passado, enquanto o pequeno chifre do capítulo 7.8 é um personagem que ainda virá para Daniel e para nós. 


O versículo 9 se refere à ascensão de um homem conhecido na história como Antíoco Epifânio. Como profetizado, ele surgiu de uma das quatro divisões do império grego, reinou entre 175 a 163 a.C. Algumas distinções do seu reinado:

ü Daniel fala sobre sua megalomania (mania de grandeza, Dn 8.11,25). Em seu coração ele se engrandeceu. Se declarou deus. Mandou cunhar moedas que de um lado tinham sua efígie e do outro as palavras: “Do rei Antíoco, o  deus tornado visível que traz a vitória”.

ü Daniel fala sobre sua truculência (Dn 8.9,10). Esse rei foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8.10, 24). “cresceu até atingir o exército dos céus; e alguns do exercito e das estrelas  lançou por terra e os pisou” (Ex. 7.4 e  Atos 9.4).

ü Daniel fala acerca de sua blasfêmia (Dn 8.23,25,). A posse do Livro Sagrado, o Antigo Testamento, e a observância da leia de Deus eram punidas com a morte. Muitos judeus foram mortos por se manterem fieis a Deus. Porque os fiéis judeus não se curvavam diante dos ídolos foram duramente perseguidos por ele. Calcula-se que cem mil  judeus foram mortos por ele.

“Antíoco fez cessar os sacrifícios na Casa de Deus e profanou o templo. Em 169 a.C., ele saqueou o templo e proibiu os sacrifícios. Por ordem de Antíoco o templo foi profanado da mais vil, indecente e imoral. Ele profanou o templo ainda quando colocou a própria imagem no lugar santíssimo e mandou matar sobre o altar um porco e borrifar o sangue e o excremento pelo santuário, obrigando os judeus a comerem carne do porco, dentro do templo, sob ameaça de morte. Mandou ainda edificar altares e templos dedicados aos ídolos, sacrificando em seus altares porcos e reses imundas”.

ü Daniel descreve sua derrota (Dn 8.25, 13 e 14). “Até quando durará este horrível estado de coisas? Por quanto tempo este homem terrível dominará sobre o povo de Deus? Até quando Antíoco Epifânio continuará com suas transgressões, blasfêmias e perseguições? Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”.

“Quando lidamos com números bíblicos – o versículo se refere aproximadamente seis anos e quatro meses. Isto concorda com o que se tornou conhecido. De 171 a 165 a.C., Antíoco Epifânio perseguiu os judeus e continuou com suas abominações. A revolta dos macabeus permitiu que o templo fosse novamente consagrado e aberto ao culto a Jeová; pouco depois, Antíoco morreu subitamente por uma doença”.


  • V.25: “mas será quebrado sem esforço de mãos humanas”. Foi uma pedra “sem auxilio de mãos” que destruiu a imagem do sonho de Nabucodonosor (Dn. 2.34). Foram “uns dedos de mão de homem” (Dn 5.5) que anunciaram a condenação de Belsazar. A mão de Deus é invisível e seria responsável pela queda de Antíoco. Não importa quão poderoso seja o tirano, nada além do mero agir da mão invisível de Deus o remove do cenário da história.
Conclusão: Em Daniel 8, lemos de vários chifres: um chifre que cresceu mais do que outro, um chifre quebrado, quatro sucederam a este e um chifre pequeno que surgiu de um destes quatro. Mas o homem, no Novo Testamento, a quem Gabriel (Lc 1.69) fala de um outro chifre, uma "poderosa salvação"! No original grego, chifre é a palavra usada no versículo 69: "e nos suscitou um chifre de salvação na casa de Davi, seu servo". Zacarias está dizendo que qualquer outro governo ou dominio está destinado ao fracasso. Mas Deus tem um Rei que governará e reinará para sempre: Jesus Cristo.







terça-feira, 16 de setembro de 2014

Daniel: a visão dos quatro animais. Dn 7.1-15.



Introdução

O livro de Daniel é chamado de “o apocalipse do Antigo Testamento”. O capítulo 7 trata do mesmo assunto que foi tratado no capítulo 2. O capítulo 2 apresenta um panorama  na perspectiva do homem, enquanto o capitulo 7 apresenta uma perspectiva  divina do mesmo tema. O capítulo 7 está dividido em duas grandes partes: os versículos 1 a 14 retratam o sonho de Daniel, os versículos 15 a 28, a interpretação do sonho.

1)    Os reinos do mundo.

Os reinos do mundo estão debaixo da soberania de Deus. Os quatro ventos que agitam o mar vêm do céu. Esses quatro ventos falam da universalidade e totalidade do mundo. São fatos de alcance mundial.

Os reinos do mundo vêm da agitação dos povos, nações e raças (Dn 7.2-3). O mar grande é uma descrição literal do Mar Mediterrâneo e um símbolo dos povos, raças e línguas, dos quais procedem os reinos. Os impérios são levantados e derrubados.

“Os quatro animais SUBIAM DO MAR. Isso indica a origem dos reinos deste mundo: eles vêm de baixo, emergem do oceano da humanidade e nele tornam a imergir. Assim como as ondas do mar sobem, mas forçosamente tem que descer outra vez, nenhum reino ou império consegue manter-se sempre acima dos outros. Cada novo reino, cada nova potencia mundial tragou a anterior e tomou o seu lugar. Foram edificados com sangue e lágrimas, e em meio de sangue e lágrimas tornam a desaparecer”.  

O REINO DE DEUS, porém, tem outra procedência. Ele não vem de baixo, mas do alto. Não é de homens, mas, de Deus. Por isso ele é eterno e não temporal.

Esses animais representam Impérios, são diferentes uns dos outros. Mas, eles têm quatros coisas em comum: 1) origem: de baixo (mar); 2) natureza: animais ferozes; 3) futuro e fim: todos serão destruídos e 4) e os quatro tem o mesmo tempo determinado por Deus.

1.1)         Os quatro animais.

VEMOS O LEÃO, símbolo do império Babilônico (v.4). O leão é o rei dos animais e a águia, a rainha das aves. Ambos são símbolos de grandeza da Babilônia. As asas arrancadas falam de Nabucodonosor sendo expulso do trono para viver com os animais. Quanto o texto relata que lhe foi dada mente de homens, isso se refere ao retorno da sua lucidez e a sua conversão (Dn 4.34).


VEMOS O URSO, símbolo do império medo-persa (v.5). Um império formado pela aliança de dois povos: os medos e os persas. Essas três costelas na boca do urso simbolizam os três reinos conquistados: Lídia, Egito e babilônia.


VEMOS O LEOPARDO, símbolo do império grego (v.6). O leopardo alado é um símbolo de grande velocidade e agilidade de movimento. Esse animal simboliza o império grego. Em 334, Alexandre, o grande, empreendeu sua surpreendente conquista que em um período de 10 anos o levou a ser soberano de um vasto império. Mas com sua morte súbita em 323 a.C., na Babilônia, seu reino foi dividido em quatro cabeças, ou seja, quatro divisões do império. Quatro generais dominaram o reino de Alexandre: Casandro, Ptolomeu, Lisímaco e Selêuco. O VERSÍCULO 6 diz que o domínio foi lhe dado por Deus.


VEMOS UM ANIMAL ESPANTOSO, TERRÍVEL E SOBREMODO FORTE, símbolo do império Romano (v. 7). O que caracteriza o quarto animal é sua força e poder, ou seja, sua capacidade de destruir. Tinha grandes dentes DE FERRO; devorava e fazia em pedaços, pisava aos pés o que sobejava. Todas essas características sugerem força e insensibilidade com suas vitimas (v.23). O império romano experimentou dois séculos de glória e esplendor. Em 476 a.C., os bárbaros puseram fim ao império romano no Ocidente.

2)    O reino do anticristo.



Daniel passa agora a falar sobre o Anticristo e seu reino (v.8). Quatro coisas merecem destaque:
·        Daniel fala sobre a pessoa do anticristo. Ele tem um numero de homem, 666 (Ap. 13.8). Ele é descrito por Daniel como o “Pequeno chifre”. O apostolo João o chama de mentiroso (1 Jo 2.22); o anticristo (1 Jo 2.18) e a besta (Ap. 13.1). O apostolo Paulo o chama de o homem da iniquidade (2 Ts 2.3), o iníquo (2 Ts 2.8). Jesus o chama de o abominável da desolação (Mt 24.15). O prefixo ANTI significa oposto a ou em lugar de. O anticristo não só se oporá ao Senhor Jesus Cristo, mas também terá a intenção de pôr-se em Seu lugar e tentará fazer isso.

·        Daniel fala sobre a origem do anticristo. Sua origem é satânica. Ele recebe todo poder, autoridade e o trono de Satanás (Ap. 13.2). O anticristo tem uma origem mundana. O pequeno chifre surge do quarto animal, entre os outros dez chifres (Dn 7.8). Ele não será um ser extraterrestre, um demônio, MAS UM HOMEM.  No inicio ele é pequeno (v.8), mas cresce progressivamente até distinguir-se com mais robusto que os outros chifres (v.20). Ou seja, o governo do anticristo será a expressão mais forte de poder na terra até ser desarraigado por Cristo.

·        Daniel fala sobre a ação do anticristo. Essa ação pode ser identificada em seu ódio a Deus. Sua boca falará grandes coisas (v.8,20). Proferirá palavras contra o Altíssimo (v.25). Cuidará em mudar os tempos e a lei (v.25). Essa ação pode ser identificada também na perseguição aos santos (v.21 e 25).

·        Daniel fala sobre a derrota do anticristo. Seu domínio é limitado (v.25). O anticristo é limitado quando ao tempo e quanto ao poder. Ele não tem poder, este lhe é dado. Ele só pode ir até onde Cristo lhe permite ir. Ele pode tirar a vida dos santos, mas não fazer deles seus seguidores.


Conclusão: o reino de Cristo.
·        O Reino de Cristo está presente, mas ainda não em sua plenitude (Dn 7.13-14).
·        O Reino de Cristo será universal (Dn 7.14). os povos, nações  e homens de toda as línguas servirão a Jesus (Fl 2.9-11).

·        O Reino de Cristo será eterno (v.14). todos os reinos do mudo cairão. O reino do anticristo também cairá. Mas o Reino de Cristo será eterno, indestrutível e vitorioso.

·        O Reino de Cristo prevalecerá sobre todos os reinos do mundo (Dn 7.26,27). Cristo é o grande juiz que se assentará no trono. Cristo em sua Segunda vinda, tirará o domínio do anticristo e o destruirá.

·        O Reino de Cristo será partilhado com os santos (Dn 7.18,22,27). A igreja não apenas estará no céu, mas também em tronos. Ela não apenas servirá ao Rei, mas também será co-regente com o Rei.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Daniel na Cova dos Leões – Dn 6.



Introdução

·        O capítulo em questão começa com uma mudança no poder, antes era Babilônia, agora o império Medo e Persa. O primeiro soberano é um Medo quase desconhecido, chamado Dario, que sobe ao trono com sessenta e dois anos de idade.

·        Coube ao Rei Dario a difícil tarefa de governar o império Babilônico e dar-lhe nova direção e identidade. Colocou os negócios do Império nas mãos de cento e vinte governadores. Cada governador assumiu a responsabilidade por uma área em particular. Estes prestavam contas a três presidentes, “para que o rei não sofresse dano” (v.2). Os presidentes por sua vez, respondiam ao próprio rei.

·        Daniel era um dos três presidentes, e somos informados que era tão notável que o Rei pensava em colocá-lo sobre todo o reino (v.3). A vida de Daniel nos mostra que é possível ser íntegro mesmo cercado por um mar de lama de corrupção.

“Há  falta de integridade nos dias atuais. A integridade está ausente na escola, no namoro, no casamento, no comércio, na vida financeira, nas palavras e nos acordos firmados, nos palácios e até nas igrejas. Rui Barbosa, grande político baiano da época da republica velha, chegou mesmo a vaticinar que chegaria o tempo em que OS HOMEM TERIAM VERGONHA DE SER HONESTOS. Esse tempo chegou”.

·        Dario assumiu um reino desestabilizado. O Império Babilônico estava degenerado. Os homens repletos de amor pelo prazer sexual, e lhes faltava o desejo pelo trabalho sério. Os oficiais de Babilônia haviam se tornado, em geral, homens que tinham como seu maior interesse o encher os próprios bolsos e acumular riquezas.

·        Para evitar o mesmo erro, Dario necessitava de um homem de impecável honestidade, a quem pudesse entregar o tesouro público. Reconhecia que Daniel era aquele homem. A sua espiritualidade garantia que não seria subornado ou comprado (v.3). Diz-se hoje que todo homem tem seu preço, mas não era assim com Daniel. Temos outras histórias de homens que não se vergaram ao sistema, como: José do Egito, que preferiu a prisão à liberdade. O profeta Jeremias preferiu a prisão à popularidade. João Batista preferiu perder a cabeça a perder a honra.

1)    Daniel – sua espiritualidade.
·        Daniel é fiel ao seu Deus. Sua espiritualidade garante sua integridade. Uma é a causa da outra. Se pudermos colocá-lo em uma situação onde ele tenha de escolher entre seu Deus e o rei, sem dúvida escolherá a favor de seu Deus.

·        Os meios usados pelos inimigos de Daniel foram bajulação e mentiras. Foi sugerido ao Rei, que por um período de trinta dias, seria visto como o representante terreno de qualquer deus que existisse. Logo, nenhum suplica deveria ser dirigida a qualquer deus, exceto através da mediação do rei. E que qualquer homem que não fizesse seria lançado na cova dos leões (Dn 6.7).

·        Se o rei fosse um homem sábio, teria desconfiado imediatamente de que havia algo errado. Mas a bajulação produz um efeito surpreendente.  As Escrituras condenam a bajulação (Pv 27:6; Pv 26:24-26).

·        Uma grande mentira: “todos os presidentes do reino... concordaram em que o rei estabeleça um decreto” (v.7).  Se isto era verdade, por que Daniel, o mais excelente de seus presidentes, não se encontrava presente quando fizeram a sugestão.  Dario, logo depois, assinou o decreto, e, conforme o costume medo-persa, tornou-se lei permanente.

·        Quase todas as pessoas do império medo-persa eram politeístas, ou seja, adoravam vários deuses. Nada havia neste novo decreto que inquietasse qualquer deles. Porém, não seria com Daniel. A lei de Deus o proibia de curvar seus joelhos diante de um homem e reconhecer nele o mediador divinamente indicado (Dt 6:4-5).

2)    Daniel na Cova dos Leões (vv. 10 a 17).
·        Quando Daniel soube que o edito irrevogável havia sido assinado, o que ele fez? Não fez o que a maioria de nós faria. Ficaríamos apavorados ou reagiríamos dramaticamente de algum modo diferente ao de Daniel. Se um decreto semelhante fosse promulgado hoje, o que você faria?

·        O que fez Daniel? Continuou realizando normalmente suas atividades “como costumava fazer” (v.10). Permaneceu firme, calmo e inalterado.
·        Daniel tinha o hábito de orar três vezes ao dia. Fazia isto em frente às janelas de sua residência, abertas em direção a Jerusalém. Estava no exílio há muito tempo, mas não esquecera a cidade e o país de onde fora tomado. Nem havia esquecido a promessa divina de restaurar a Israel e reconstruir Jerusalém.

·        Aspectos da oração de Daniel: 1) sua oração era constante: não suspendeu a oração;  2) sua oração era regular: orava três vezes ao dia (Sl 55.17); 3) sua oração foi confiante: orava com a janela aberta para as bandas de Jerusalém, pois acreditava na promessa de 1 Reis 8.46-49; 4) sua oração foi corajosa: ela abre a janela como costumava fazer (“as circunstancias podem alterar-se, mas os absolutos de Deus, não.Sua responsabilidade era fazer o que é correto, ainda que os céus caiam”); 5) sua oração foi cheia de gratidão, agradece a Deus em sua oração; 6) sua oração foi cheia de intensidade: pôs toda a angustia de sua alma diante de Deus (Fl 4.6).

·         Mas como é que um homem idoso podia continuar tão firme e mostrar tanta coragem e fé? Por ter desenvolvido, durante toda a vida, o hábito de responder “NÃO!” ao mal, Daniel pode fazê-lo novamente em tempos tão desesperadores.  VEJAM Daniel 1:8. Ali, um rapaz de quartoze anos “resolveu... firmemente não se contaminar”. Em sua juventude, Daniel recusara praticar um mal relativamente pequeno. Desenvolvera uma inflexível disciplina de responder “NÃO!” ao que era errado.

“Cada vez que dizemos “NÃO!” ao pecado, estamos mais aptos a fazê-lo novamente. Cada vez que nos rendemos a ele, nossa capacidade para resistir-lhe enfraquece”.

·        A verdadeira cova de leões era o quarto de Daniel.  Ali foi seu Getsêmani, em que certamente foi tentado. Ele sabia que poderia ser destroçado pelos leões. O diabo prefere que preservemos nossas vidas e percamos nosso testemunho. Certamente, ele deve ter sido tentando a transigir ao se ajoelhar para orar:

“Por que não facilitar as coisas? Veja a posição de privilégios de que goza. Pense na influencia que continuará exercendo se pecar só nesse ponto. Assegure seu futuro. Não ore a Deus em público apenas durante este mês. Ore secretamente em seu coração, se quiser, mas por que fazê-lo  como sempre fez? Certamente, você será notado e perderá tudo, inclusive a vida”.

·        Prejudicar os santos do Altíssimo (Dn 7.25) é uma das táticas do maligno. Ele bem sabe que a água, pingando constantemente, desgasta a pedra dura. Assim, muitas de suas tentações não são violentas, mas sutis e suaves.  Se manifesta também como Anjo de luz.

Conclusão: o livramento de Daniel.


·        O rei Dario, pela manhã, grita com lamento e com voz cheia de ansiedade: “dar-se-ia o caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?” (v.20). Dario, realmente, não esperava qualquer resposta; esperava apenas ver o que restara do servo de Deus, que morrera de forma horrível, durante a noite.
·        “Ó rei, vive eternamente, o meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca aos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; também contra ti, ó rei, não cometi pecado algum” (v.22).


“Naquela noite, Satanás não incomodou Daniel, porque este lhe havia resistido. Daniel teve a companhia do Senhor Jesus Cristo! O anjo do Senhor que guiou Jacó do inicio ao fim de sua longa vida, o anjo que andou com Sadraque, Mesaque e Abednego na fornalha de fogo – esse mesmo anjo abençoou Daniel, ficando ao seu lado durante aquela noite. Aquele, que, anos depois, mostraria Sua autoridade sobre os ventos e as ondas do mar, naquela noite demonstrou Sua autoridade sobre os leões ao restringir todos os seus instintos naturais a fim de não matarem brutalmente a vitima que lhes fora apresentada”. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Belsazar: morreu sem estar preparado. Dn 5.


Introdução

 A linha invisível de Deus!

Há um tempo, não sabemos quando,
Um lugar, não sabemos onde,
Que marca o destino do homem
Em glória ou desespero.

Há uma linha, para nós invisível,
Que atravessa cada caminho, 
A fronteira oculta entre
A paciência e a ira de Deus.

Oh, qual é aquela misteriosa linha
Que atravessa o caminho do homem,
Além da qual, Deus mesmo jurou,
A alma que for, estará perdida?

Quanto tempo poderei continuar em pecado?
Quanto tempo Deus me poupará?
Onde termina a esperança e Começam os limites do desespero?

A resposta dos céus está enviada:
Vós que de Deus vos afastais,
Enquanto o dia é hoje, arrependei-vos
E não endureçais o coração.

Os que persistem em andar no caminho que escolheram um dia cruzam aquela linha invisível. Cruzam a fraca fronteira entre a paciência e a ira de Deus. Finalmente Ele diz: “Basta!”, e desiste deles. Não há caminho especial que conduz ao inferno. É Necessário apenas permanecer, por tempo suficiente, em nosso próprio caminho.

1)    Belsazar – “Bel proteja o rei”.
·        Nabucodonosor, seu pai (v.2). fontes históricas fidedignas atestam que o pai de Belsazar foi Nabonidus, o ultimo dos reis da Babilônia (556-539 a. C). Portanto, Belsazar não era filho do rei Nabucodonosor em sentido físico.

·        Decerto, Belsazar vivenciara, quando menino ou moço, os eventos relatados nos primeiros quatro capítulos de Daniel. Ele devia ter a idade de Daniel e viu seu testemunho, bem como o testemunho de seus amigos. Viu como Deus libertou os amigos de Daniel da fornalha, como Nabucodonosor foi arrancado do trono para tornar-se um animal, até que seu coração foi humilhado e convertido.

“Foi um homem que viu Deus tratando de modo pessoal com alguém próximo a ele. Sabia o que era conversão, pois contemplara seu próprio pai tornar-se um servo de Jeová. O verdadeiro Deus fora louvado e adorado no palácio que agora ele ocupava, como rei”.

·        Sem que Belsazar saiba, mais um passo no caminho da incredulidade o fará ultrapassar aquela linha invisível. Dará somente mais um passo para longe de Deus, e Deus apresentará a sua conta. O dia da oportunidade para arrepender-se está terminando rapidamente. NÃO PODEMOS ir até onde desejamos em nosso pecado, e a história de Belsazar nos mostrará isso.

2)    O grande banquete (VV.2-4).

ü Belsazar estava fazendo uma festa grandiosa no dia mais fatídico de sua vida. “Quanto maior a festa, maior a glória do festeiro”. Eles querem diversão e prazeres. Mas, a maior cidade do mundo estava sendo tomada, e o rei e os nobres estavam bebendo e se divertindo.

ü Belsazar lidera seus nobres em uma festa dissoluta, de embriaguez e de sensualidade na noite de seu juízo (Dn 5.2-3). Outro erro do rei foi o abuso da bebedeira. A bebedeira promove a dissolução (Ef 5.18).

ü Belsazar promove uma festa de profanação das coisas sagradas (Dn 5.3). O rei além de se embriagar dissolutamente, manda trazer os vasos do templo para profaná-los de forma estúpida e infame. Profanas as coisas de Deus é um grave pecado. A cena é um desprezo ao Deus do céu, o Deus  a respeito de quem Belsazar ouvira desde a meninice, e de rejeição ao testemunho que recebera.

ü Belsazar promove uma festa idolátrica ao dar louvor aos deuses fabricados por mãos humanas (Dn. 5.4). Canções são entoadas em louvor aos ídolos babilônicos.

3)    Os dedos de Mão humana (VV. 5-9).

ü Apareceram “dedos de mão de homem e escreviam” (v.5). O clima é de alegria, sensualidade e deboche, quando vozes ébrias entoam cânticos abjetos em louvor a divindades pagãs. Então, sobrevem um silêncio atordoante e estarrecedor: SÃO DEDOS DE UMA MÃO HUMANA, NENHUMA PESSOA, NENHUM BRAÇO, NENHUMA MÃO, SOMENTE ALGUNS DEDOS!!

“Os ruídos dos copos e das taças cessou. Silêncio absoluto. As mãos ficaram imóveis. Em poucos segundos todo o ambiente estava transformado num palco de medo e horror”.
“Num piscar de olhos, tudo terminou para o monarca arrogante. Deus anotou todos seus pensamentos, palavras e obras. Agora, encontra-o e apresenta-lhe a conta”.
Quatro palavras confrontam todos os rostos. A parede real parece a lápide de um túmulo, e viram:  MENE, MENE, TEQUEL E PARSIM (V.25).
4)    Daniel  - diante de Belsazar.
ü No versículo 13, confirma que Belsazar já sábia bastante a respeito de Daniel.  Nos versículos 14 a 16, o rei explica a situação ao profeta e prometendo recompensá-lo, se interpretasse o que estava escrito na parede. Muitos estão aterrorizados e calados, aqueles que há pouco zombavam do Deus vivo estão calados, pálidos.

ü No versículo 17, Daniel, informa sua rejeição aos presentes do rei. Ele não dava interpretações visando o ganho pessoal. Não procurava recompensa ou favores. Não fazia isso por dinheiro.

ü “Tu, Belsazar, agiste como se fosses a maior pessoa que já existiu. Porém, teu pai foi maior do que tu e Deus é maior do que ele! Foi Deus quem lhe deu tudo o que ele possuía. Há um Deus altíssimo, e, embora sejas, na terra, o homem a quem todos prestam contas, tu mesmo e responsável perante Deus. Ele te deu tudo o que tens e, da mesma forma, pode toma-lo. Isto se aplica até mesmo ao teu entendimento”. (veja mais, versículos 18-23).

5)    A condenação: MENE, MENE, TEQUEL, URFASIM-PERES (VV.24-26).
ü Deus contou seu reino e deu cabo dele: Mene. Essas três palavras fundamentalmente significam número, peso, divisão. O rei de Belsazar foi contado, pesado, dividido e dado aos medos e persas.

ü MENE, MENE. Trata-se de uma repetição de ênfase. Mene significa tanto “contar”  como “fixar o limite de algo”. De modo que a repetição sugere que Deus havia fixado o limite de Belsazar. Deus havia contado o reino de Belsazar e lhe havia posto um fim. Agora Deus diz: “Basta! Acabou!” (v.26).

ü TEQUEL: Deus o pesou na balança e o achou em falta (Dn 5.27). Deus pesou cada ato de sua vida. Ele tomou notas das oportunidades que Belsazar rejeitara desde sua juventude. Anotou todos os convites que ele desprezara. Seus pecados ocultos e conhecidos, suas desordens e bebedeiras, sua rejeição às coisas santas e resistência às coisas espirituais foram todos pesados na balança de Deus.

ü PERES. Deus dividiu o seu reino e o destruiu (Dn 5.28-31). O reino de Belsazar foi dividido. Seu reino seria dividido e destruído. Isso aconteceu pelo poder dos medos e dos persas. O mesmo Deus que dera o reino a Nabucodonosor (v.18), agora o dará aos medos e aos persas (v.28).

“Naquela noite, Dario desviou o Rio Eufrates para o novo canal e, guiado por dois desertores, marchou pelo leito seco rumo à cidade, enquanto os babilônios farreavam numa festa a seus deuses”. Heródoto.
 CONCLUSÃO:  a ordem de Deus para você é: Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos; volte-se ao Senhor, que se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque é generoso é perdoar” (Is 55.6-7).